terça-feira, 23 de março de 2021

AULA ZOOM 8 DE SOCIOLOGIA DOS TERCEIROS ANOS E EP3: REVISÃO: GLOBALIZAÇÃO - DESENVOLVIMENTO E SUBDESENVOLVIMENTO. (Prof. José Antônio Brazão.)

 SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DE GOIÁS

COORDENAÇÃO REGIONAL METROPOLITANA DE EDUCAÇÃO DE GOIÂNIA

COLÉGIO ESTADUAL DEPUTADO JOSÉ DE ASSIS

ENSINO MÉDIO E PROFISSIONALIZANTE – TERCEIROS ANOS

SOCIOLOGIA – PROF. JOSÉ ANTÔNIO BRAZÃO.

AULA ZOOM 8 DE SOCIOLOGIA DOS TERCEIROS ANOS E EP3:

REVISÃO:

GLOBALIZAÇÃO E SOCIEDADE NO SÉCULO XXI:

GLOBALIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO REGIONAL:

http://filosofianodia-a-dia.blogspot.com/2021/01/aula-zoom-2-de-sociologia-dos-terceiros.html

*PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS (EM DESENVOLVIMENTO) E PAÍSES DESENVOLVIDOS. Países desenvolvidos: países ricos. Países subdesenvolvidos: países pobres.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pa%C3%ADs_desenvolvido

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pa%C3%ADs_em_desenvolvimento

Slides:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pa%C3%ADs_em_desenvolvimento#/media/Ficheiro:IMF_Developing_Countries_Map_2014.png

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pobreza

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pobreza#/media/Ficheiro:Jakarta_slumlife31.JPG

https://en.wikipedia.org/wiki/Poverty#/media/File:Homeless_man_in_Toronto_across_from_old_City_Hall.jpg

*DEPENDÊNCIA. Existe uma dependência muito grande dos países pobres em relação aos países mais ricos, dependência essa que contribui para manter o controle destes sobre aqueles.

Imperialismo e multinacionais:

https://en.wikipedia.org/wiki/Imperialism#/media/File:Punch_Rhodes_Colossus.png

https://es.wikipedia.org/wiki/Imperialismo#/media/Archivo:China_imperialism_cartoon.jpg

https://pt.wikipedia.org/wiki/Empresa_transnacional

https://pt.wikipedia.org/wiki/Empresa_transnacional#/media/Ficheiro:The_McDonalds_at_Guantanamo.jpg

https://en.wikipedia.org/wiki/Multinational_corporation

https://en.wikipedia.org/wiki/Multinational_corporation#/media/File:Vereenigde_Oostindische_Compagnie_spiegelretourschip_Amsterdam_replica.jpg

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO BÁSICO:

BOMENY, Helena et alii. Tempos Modernos, Tempos de Sociologia. 2.ed. São Paulo, Editora do Brasil, 2013.

MACHADO, Igor José de Renó et alii. Sociologia Hoje. São Paulo, Ática, 2014.

SILVA, Afrânio et alii. Sociologia em Movimento. (Manual do Professor) 2.ed. São Paulo, Moderna, 2017.

WIKIPÉDIA. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal > Acesso em 09/03/2021.

 

AULA ZOOM 8 DE SOCIOLOGIA – SEGUNDOS ANOS. REVISÃO: POLÍTICA E ESTADO. PROF. JOSÉ ANTÔNIO BRAZÃO.

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SOCIOLOGIA – PROF. JOSÉ ANTÔNIO BRAZÃO.

 AULA ZOOM 8 DE SOCIOLOGIA – SEGUNDOS ANOS

RELAÇÕES DE PODER E MOVIMENTOS SOCIAIS – PODER, POLÍTICA E ESTADO:

REVISÃO:

POLÍTICA E ESTADO

http://filosofianodia-a-dia.blogspot.com/2021/01/aula-zoom-2-conclusao-da-primeira-aula.html

http://filosofianodia-a-dia.blogspot.com/2021/02/aula-zoom-3-de-sociologia-segundos-anos.html

https://filosofianodia-a-dia.blogspot.com/2021/02/aula-zoom-4-de-sociologia-segundos-anos.html

REFERÊNCIAS:

CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia. (Manual do Professor) 3.ed. São Paulo, Ática, 2017.

_______________. O que é Ideologia. Disponível em: < https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/388158/mod_resource/content/1/Texto%2014%20-%20O%20que%20%C3%A9%20ideologia%20-%20M.%20Chau%C3%AD.pdf > Acesso em 02 de março de 2021.

SILVA, Afrânio et alii. Sociologia em Movimento. (Manual do Professor) 2.ed. São Paulo, Moderna, 2017.

WIKIPÉDIA. Verbete Analfabetismo Político e outros verbetes acima citados. Disponível em: <  https://pt.wikipedia.org/wiki/Analfabetismo_pol%C3%ADtico#:~:text=O%20Analfabeto%20Pol%C3%ADtico%20de%20Bertolt%20Brecht,-Bertolt%20Brecht%20em&text=Ele%20n%C3%A3o%20sabe%20que%20o,rem%C3%A9dio%20dependem%20das%20decis%C3%B5es%20pol%C3%ADticas.&text=e%20estufa%20o%20peito%20dizendo%20que%20odeia%20a%20pol%C3%ADtica. > Acesso em 17 de fevereiro de 2021.

WIKIPÉDIA. Disponível em: <  https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal > Acesso em 15 e 16 de março de 2021.

 

AULA ZOOM 8 DE SOCIOLOGIA DOS PRIMEIROS ANOS E EP1: REVISÃO. (Prof. José Antônio Brazão.)

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SOCIOLOGIA – PROF. JOSÉ ANTÔNIO BRAZÃO.

AULA ZOOM 8 DE SOCIOLOGIA DOS PRIMEIROS ANOS E EP1 (Prof. José Antônio Brazão.)

REVISÃO:

Diálogo interdisciplinar com a FILOSOFIA e a HISTÓRIA.

SOCIEDADE E CONHECIMENTO – PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO:

(Diálogo interdisciplinar com a FILOSOFIA.)

SENSO COMUM E CIÊNCIA:

http://filosofianodia-a-dia.blogspot.com/2021/01/aula-zoom-2-de-sociologia-dos-primeiros.html

https://filosofianodia-a-dia.blogspot.com/2021/02/aula-zoom-4-de-sociologia-dos-primeiros.html

REFERÊNCIAS:

CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia. (Manual do Professor) 3.ed. São Paulo, Ática, 2017.

SILVA, Afrânio et alii. Sociologia em Movimento. (Manual do Professor) 2.ed. São Paulo, Moderna, 2017.

WIKIPÉDIA. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal > Acesso em 15/03/2021.

segunda-feira, 22 de março de 2021

AULA ZOOM 8 DE FILOSOFIA – TERCEIROS ANOS E EP3: REVISÃO GERAL: ÉTICA. (Prof. José Antônio Brazão.)

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FILOSOFIA – PROF. JOSÉ ANTÔNIO BRAZÃO.

AULA ZOOM 8 DE FILOSOFIA – TERCEIROS ANOS E EP3:

REVISÃO GERAL:

ÉTICA:

UM PEQUENO ESTUDO DA IDEOLOGIA DO TERROR

(Prof. José Antônio Brazão.):

*Ler o texto que resume a história e comentar brevemente.

*Usar os slides na segunda parte.

O filósofo argelino (africano) Albert Camus (1913 – 1960), como Jean-Paul Sartre (filósofo francês), fez parte da corrente existencialista. Em seu livro A PESTE conta a história de uma cidadezinha interiorana que era extremamente pacata. Uma cidadezinha de pessoas egoístas e ensimesmadas (individualistas).

De repente, essa cidade se viu atacada por uma infestação (peste) de ratos, que começaram a transmitir doença e, com esta, a morte entre muitos cidadãos e cidadãs. Com certeza, Camus deve ter-se lembrado também da Peste Negra na época medieval, que ceifou milhões de vidas na Europa e em outros cantos do mundo conhecido de então.

IMAGENS (PESTE NEGRA, Wikipédia):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Peste_Negra

https://it.wikipedia.org/wiki/Peste_nera

Em slides:

https://it.wikipedia.org/wiki/Peste_nera#/media/File:Trionfo_della_morte,_gi%C3%A0_a_palazzo_sclafani,_galleria_regionale_di_Palazzo_Abbatellis,_palermo_(1446)_,_affresco_staccato.jpg

https://pt.wikipedia.org/wiki/Peste_Negra#/media/Ficheiro:Doutielt3.jpg

Um médico reuniu um grupo de amigos e colaboradores que se puseram a buscar formas de debelar a peste de ratos que atacava o local. Muita gente morreu, houve momentos de desespero, de sofrimento e angústias por conta da peste. No entanto, a esperança existencial de novos dias e a vontade de combater aquele mal era maior do que o sofrimento.

No decorrer da história, as pessoas, individualistas, começaram a sentir a necessidade umas das outras: do apoio, da ajuda, a percepção do coletivo começou a elevar-se. O desespero era comum. O sofrimento era comum. Deste modo, pouco a pouco, a realidade da cidadezinha começou a mudar-se ante o sofrimento e o medo que se apossaram da coletividade, transformando a vida pessoal e social das pessoas.

O doutor e seus amigos viram muitas pessoas morrerem, inclusive entre eles, neste caso, perdas que marcaram profundamente os sobreviventes do grupo. A amizade do grupo cresceu. A duras penas e perdas, a peste acabou sendo vencida. A vida, na cidadezinha, foi transformada. As pessoas passaram a ver a vida com novo olhar. Tornaram-se menos egoístas e mais preocupadas com os outros, a olharem a existência humana com outros olhos.

A história, na verdade, é uma descrição da invasão nazista na França e nas então colônias ou ex-colônias francesas, como a Argélia. De fato, durante a Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945), os nazistas alemães dominaram boa parte da França, incluindo Paris. No livro, os ratos, a doença e a morte que trazem fazem referência clara aos nazistas, que dominaram, mataram e fizeram sofrer muitos cidadãos franceses, argelinos e outros.

IMAGENS (HOLOCAUSTO, Wikipédia):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Holocausto

Slides:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Holocausto#/media/Ficheiro:Selection_on_the_ramp_at_Auschwitz-Birkenau,_1944_(Auschwitz_Album)_1a.jpg

O grupo do doutor que combateu os ratos faz lembrar os grupos de resistência, apoiados pelos Aliados (a França não dominada, a Inglaterra, os Estados Unidos e outros), que vieram a contribuir para que a praga nazista fosse expulsa e, em muitos casos, morta, como os ratos.

A II Guerra Mundial transformou a vida de muitas pessoas e expôs às claras até onde a ambição e o desejo de domínio universal podem levar os grupos que buscam e tomam posse do poder. No caso dos nazistas, vale lembrar:

IMAGENS (II GUERRA MUNDIAL, Wikipédia).

https://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial

Slides:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial#/media/Ficheiro:Bundesarchiv_Bild_102-09042,_Genf,_V%C3%B6lkerbund,_Sitzungssaal.jpg

*A política expansionista e neocolonialista (busca de colônias para controlar, algo que vinha ocorrendo, desde o século XIX, com a Partilha Afro-Asiática), que levou à I Guerra Mundial (1914-1918), dita “Guerra Inacabada” por conta do ódio que se manteve entre os países perdedores, decorrente também da imposição de duras exigências por parte dos vencedores e alta cobrança de dívida de guerra. Hitler, o austríaco-alemão, além de outros que viriam a compor o posterior Partido Nazista, lutou nessa guerra, e guardou dela as lembranças e os rancores.

*O antissemitismo: um ódio declarado aos judeus, postos como culpados de uma série de males que atravessava a Alemanha, principalmente depois da Crise econômica de 1929. Isto gerou perseguições, expulsões, assassinatos em massa, campos de concentração e as aberrações que neles ocorreram antes e durante a II Guerra Mundial.

*A política armamentista. Os nazistas foram um grupo muito bem organizado, que soube aproveitar situações diversas e adversas (contrárias para o povo alemão, como a Crise de 1929) para subir ao poder e instalarem uma ditadura.

IMAGENS (FASCISMO): https://es.wikipedia.org/wiki/Fascismo

Slides:

https://es.wikipedia.org/wiki/Fascismo#/media/Archivo:Benito_Mussolini_and_Adolf_Hitler.jpg

https://cs.wikipedia.org/wiki/Fa%C5%A1ismus#/media/Soubor:Fascist_symbol.svg

*Uma política de escravização. Parte dos sobreviventes, entre judeus e outros tantos, nos países atacados (como a cidade da peste avassaladora relatada por Camus), eram postos, muitas vezes, como escravos, usados em obras grandiosas de engenharia e de guerra.

*A realização de desfiles, paradas militares, a educação e outros recursos foram usados, pelos nazistas e os companheiros fascistas da Itália e ditatoriais do Japão (grupo central do chamado Eixo), na divulgação, na propagação, das ideias por eles defendidas, como a ideologia da raça pura ariana.

IMAGENS (NAZISMO): https://en.wikipedia.org/wiki/Nazism

Slides:

https://en.wikipedia.org/wiki/Nazism#/media/File:Flag_of_the_NSDAP_(1920%E2%80%931945).svg

https://fr.wikipedia.org/wiki/Nazisme#/media/Fichier:Nazi_Swastika.svg

https://es.wikipedia.org/wiki/Nazismo#/media/Archivo:Bundesarchiv_Bild_146-1982-159-22A,_N%C3%BCrnberg,_Reichsparteitag,_Hitler_und_R%C3%B6hm.jpg

*O arianismo: ideologia da raça pura ariana. Em nome desta pretensa (pretendida) raça pura muita gente morreu, incluindo, além dos judeus, os ciganos, os homossexuais, entre outros grupos de raças e povos diferentes.

*Todos os recursos disponíveis foram usados naquela divulgação, além dos citados: jornais, rádio, revistas, arte, etc. Precisavam convencer as pessoas, unificar o povo alemão (no caso dos nazistas) em torno de uma causa comum. Muito dinheiro foi empregado: seja dos impostos, mas principalmente da pilhagem dos países e dos grupos dominados pelos nazi-fascistas, juntamente com a escravidão citada.

*Etc.

Enfim, profundos ataques à ÉTICA e à humanização. Entretanto, a “peste” foi vencida, a duras penas e perdas, marcando as vidas de muitas pessoas, positiva e negativamente. A humanidade perdeu milhões de pessoas (mais de 50 ou 60 milhões de mortos, só na II Guerra Mundial).

Depois da Guerra, a ONU (Organização das Nações Unidas) surgiu. Com ela, o empenho, em muitos casos, para ajudar países, ainda que o ideal pleno da Paz Perpétua, de Immanuel Kant (filósofo iluminista alemão do século XVIII), não tenha sido completamente alcançado, por conta de interesses em jogo.

Com certeza, como mostra bem Camus, ao longo de seu livro A Peste, a vida de muitas pessoas mudou, inclusive a própria filosofia.

No campo da Filosofia, vale citar também a escritora e filósofa Hannah Arendt, judia, do século XX, que escreveu As Origens do Totalitarismo, mostrando bem como o totalitarismo (ditadura) nazista e fascista foi capaz de realizar absurdos contra a humanidade. Nele fala do que chama “banalidade do mal” – ou seja, do fato de que, mesmo na hora dos julgamentos, os nazistas presos ao final da guerra, muitas vezes, nem mostravam sequer remorso por tudo que fizeram a judeus e outros grupos durante a guerra, banalizando (tornando comum, trivial, como se fosse algo natural) a morte de tantos seres humanos, ainda que com caras sérias que mostravam muitas vezes. Muitas vezes, culpando as ordens superiores. Outras vezes, não as mencionando.

Toda esta exposição toca em temas da ÉTICA, como: valores humanos e a oposição a eles, direitos, humanização versus desumanização, amizade, justiça, coragem, entre outros tantos pontos. Além disto, o valor da existência, da amizade, da vitória cotidiana sobre o egoísmo, entre outros pontos.

REFERÊNCIAS:

ARANHA, Maria L. de A. e MARTINS, Maria H. P. Filosofando: Introdução à Filosofia. 4.ed. São Paulo, Moderna, 2009.

CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia. (Manual do Professor) 3.ed. São Paulo, Ática, 2017.

WIKIPÉDIA. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal > Acesso em 08/03/2021.

 

AULA ZOOM 8 DE FILOSOFIA – SEGUNDOS ANOS: REVISÃO GERAL (Prof. José Antônio Brazão.)

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COORDENAÇÃO REGIONAL METROPOLITANA DE EDUCAÇÃO DE GOIÂNIA

COLÉGIO ESTADUAL DEPUTADO JOSÉ DE ASSIS

ENSINO MÉDIO – SEGUNDO ANO

FILOSOFIA – PROF. JOSÉ ANTÔNIO BRAZÃO.

AULA ZOOM 8 DE FILOSOFIA – SEGUNDOS ANOS:

REVISÃO GERAL:

FILOSOFIA CRISTÃ E MEDIEVAL (REVISÃO) (Prof. José Antônio Brazão.)

IMAGENS INICIAIS: https://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_medieval

Em slides:

https://en.wikipedia.org/wiki/Medieval_philosophy#/media/File:Septem-artes-liberales_Herrad-von-Landsberg_Hortus-deliciarum_1180.jpg

FILOSOFIA ESCOLÁSTICA (séculos IX – XV d.C.):  

(Prof. José Antônio Brazão.)

TOMÁS DE AQUINO (1225 – 1274): (Prof. José Antônio Brazão.)

*A EXISTÊNCIA DE DEUS: UMA QUESTÃO ATUAL (SÉC. XXI) (Prof. José Antônio Brazão.):

A existência de Deus apareceu em Tomás de Aquino, que viveu a cerca de sete séculos atrás (século XIII) e continua presente ainda. Muito presente.

Com o avanço das ciências, nos últimos séculos, houve uma série de descobertas que puseram em profundo questionamento a existência de Deus e da alma, consequentemente, da imortalidade e da vida eterna a nível espiritual.

No texto do site abaixo é feita uma colocação daqueles argumentos contra e a favor, bem como a busca de soluções na forma de um diálogo, em um mundo natural e humano que precisa da ação conjunta de todos os seres humanos, fundada na tolerância e no respeito mútuos.

À medida que se for avançando na leitura daqueles argumentos a favor e contra e das considerações/soluções, se poderá ver o peso da necessidade da tolerância e da boa convivência, com respeito às crenças religiosas, científicas e qualquer outra (filosófica, histórica, etc.). Vejamos.

NO BLOG FILOSOFIA NO DIA A DIA:

http://filosofianodia-a-dia.blogspot.com/2013/05/deus-existe-uma-introducao-simples-ao.html

*Abrir para debate, colocações, comentários de estudantes.

Revisão:

*É importantíssimo observar que os argumentos usados para provar a existência de Deus (as cinco vias) têm seu fundamento na fé, na Bíblia, mas são embasados cientificamente na FILOSOFIA DE ARISTÓTELES (ex.: as causas do movimento – causa material [matéria – ex.: a madeira ou outra matéria de uma mesa], causa formal [ideia na mente do marceneiro, a forma da mesa que será feita; ou forma dos seres vivos na semente], causa eficiente/motora [a que põe em movimento, que realiza – ex.: o trabalho do marceneiro ou o marceneiro que realiza o trabalho], causa final [finalidade do movimento – exemplo: a mesa usada como altar ou mesa de cozinha]) E DE PLATÃO (por exemplo: o mundo inteligível ou das Ideias é mais perfeito que o mundo sensível; nas ideias do mundo inteligível há uma ideia suprema: a Ideia do Bem).

IMAGENS EXTRAS (ARQUITETURA MEDIEVAL, Wikipédia):

Estilos românico (modelo do antigo Império Romano), gótico, islamita (muçulmano) e bizantino (do antigo Império Romano do Oriente, na Ásia Menor, atual Turquia).

https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_da_Idade_M%C3%A9dia

Slides:

Conjunto 1:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_da_Idade_M%C3%A9dia#/media/Ficheiro:Se_Velha_de_Coimbra_5.jpg

Conjunto 2:

https://he.wikipedia.org/wiki/%D7%90%D7%93%D7%A8%D7%99%D7%9B%D7%9C%D7%95%D7%AA_%D7%99%D7%9E%D7%99_%D7%94%D7%91%D7%99%D7%A0%D7%99%D7%99%D7%9D#/media/%D7%A7%D7%95%D7%91%D7%A5:P_Architecture.png

Conjunto 3:

https://es.wikipedia.org/wiki/Arquitectura_medieval#/media/Archivo:Alhambra_at_dusk.jpg

*Princípios que governam o conhecimento: 1) Princípio de contradição: o ser não pode ser e não ser ao mesmo tempo e sob o mesmo ponto de vista. 2) Princípio de identidade: tudo o que é tem uma justificativa em si mesmo (=tudo o que é é). 3)Princípio de substância: tudo o que é sujeito da existência é substância e se distingue dos seus acidentes. 4) Princípio da causa suficiente: todo ser contingente (que depende de outro para existir) tem uma causa suficiente. 5) Princípio da finalidade: tudo age visando um fim. Tais princípios têm suas bases na experiência da própria realidade. 

*A IDADE DE OURO ISLÂMICA (IMAGENS):

https://en.wikipedia.org/wiki/Islamic_Golden_Age

Em slides:

Conjunto 1:

https://en.wikipedia.org/wiki/Islamic_Golden_Age#/media/File:Islamic_Golden_Age_montage.png

Conjunto 2:

https://es.wikipedia.org/wiki/Edad_de_Oro_del_islam

https://es.wikipedia.org/wiki/Edad_de_Oro_del_islam#/media/Archivo:Alhambra-Granada-2003.jpg

Conjunto 3:

https://it.wikipedia.org/wiki/Epoca_d%27oro_islamica#/media/File:Islamic_Golden_Age_montage.png

*Sobre a visão da Idade Média (cristã e geral) como uma era do Obscurantismo ou Era das Trevas: ver todas as imagens acima e outras tantas vistas em outras aulas para se ter uma ideia melhor desse período.

QUESTÃO DO ENEM COMENTADA PELO PROF. JOSÉ ANTÔNIO BRAZÃO:

http://filosofianodia-a-dia.blogspot.com/2019/04/primeira-questao-comentada-de-filosofia.html

VER TAMBÉM:

http://filosofianodia-a-dia.blogspot.com/2009/06/filosofia-escolastica-prof-jose-antonio.html

REFERÊNCIAS BÁSICAS:

AMEAL, João. São Tomás de Aquino. Porto, Livraria Tavares Martins, [séc. XX]. (Filosofia e Religião)

BRAZÃO, José Antônio. DEUS EXISTE? UMA INTRODUÇÃO SIMPLES AO ESTUDO DE TOMÁS DE AQUINO. Disponível em: < http://filosofianodia-a-dia.blogspot.com/2013/05/deus-existe-uma-introducao-simples-ao.html > Acesso em 14 de março de 2021.

ARANHA, Maria L. de A. e MARTINS, Maria H. P. Filosofando: Introdução à Filosofia. 4.ed. São Paulo, Moderna, 2009.

CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia. 3.ed. São Paulo, Ática, 2017.

FUNDAÇÃO PLANETÁRIO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. A influência árabe nos nomes das estrelas. Disponível em: < http://planeta.rio/a-influencia-arabe-nos-nomes-das-estrelas/ > Acesso em 17 de fevereiro de 2021.

WIKIPÉDIA. Verbetes: Filosofia Medieval, Feudalismo, Cruzada, Islamismo, Copista, Mosteiro, Catedral, Universidade. Disponíveis em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal > Acesso em 01 de março de 2021.

YOUTUBE. Como eram feitos os manuscritos medievais. Disponível em: <

https://www.youtube.com/watch?v=6lT2cSIl9Ek > Acesso em 14 de março de 2021.

YOUTUBE. Iluminuras Medievais. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=9GotZ1M-ug4 > Acesso em 14 de março de 2021.

domingo, 21 de março de 2021

AULA ZOOM 8 DE FILOSOFIA. PRIMEIROS ANOS E EP1 REVISÃO GERAL: O NASCIMENTO DA FILOSOFIA. Prof. José Antônio Brazão.

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COLÉGIO ESTADUAL DEPUTADO JOSÉ DE ASSIS

PRIMEIROS ANOS E EP1.

FILOSOFIA – PROF. JOSÉ ANTÔNIO BRAZÃO.

AULA ZOOM 8 DE FILOSOFIA

REVISÃO:

Antes da Filosofia: o culto dos deuses entre os povos (aqui: imagens de templos da religião grega):

Conjunto 1:

https://de.wikipedia.org/wiki/Griechischer_Tempel#/media/Datei:Attica_06-13_Athens_50_View_from_Philopappos_-_Acropolis_Hill.jpg

Conjunto 2:

https://en.wikipedia.org/wiki/Ancient_Greek_temple#/media/File:Attica_06-13_Athens_50_View_from_Philopappos_-_Acropolis_Hill.jpg

Como é uma breve revisão: Ir direto para IMAGENS GERAIS DOS PRINCÍPIOS DOS PRÉ-SOCRÁTICOS  (Embaixo).

 

CONTEÚDO: O NASCIMENTO DA FILOSOFIA:

Os primeiros filósofos gregos e a inquietude pelo conhecimento do mundo: (Prof. José Antônio Brazão.)

Fatores históricos.

IMAGENS (Grécia Antiga, na Wikipédia):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga

https://en.wikipedia.org/wiki/Ancient_Greece

Em slides:

Conjunto 1:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga#/media/Ficheiro:Greek_Colonization_Archaic_Period-es.svg

Conjunto 2:

https://en.wikipedia.org/wiki/Ancient_Greece#/media/File:Parthenon_(30276156187).jpg

Que fatores contribuíram para o surgimento da filosofia entre os gregos antigos? Em primeiro lugar, a saída de muitos gregos para outras regiões do Mar Mediterrâneo e mares adjacentes. Por duas vezes, pelo menos, houve movimentos de colonização de novas áreas. A primeira, no século XII a. C., em razão das invasões dóricas, grupos provindos da Ásia, que buscavam novas terras. Outro movimento colonizador se deu entre os séculos VIII e VII a.C., em razão de problemas advindos do aumento populacional e do crescimento das póleis (cidades-estados). Este segundo movimento teve, em muitos casos, o apoio dos governos citadinos. Em parte também para fugir de dívidas e dificuldades.

IMAGENS (COLONIZAÇÃO GREGA, na Wikipédia):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Coloniza%C3%A7%C3%A3o_grega

https://en.wikipedia.org/wiki/Greek_colonisation

Imagem 1:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Coloniza%C3%A7%C3%A3o_grega#/media/Ficheiro:Boat_Cdm_Paris_322_n1.jpg

Conjunto 1 de slides:

https://en.wikipedia.org/wiki/Greek_colonisation#/media/File:Boat_Cdm_Paris_322_n1.jpg

Conjunto 2 de slides:

https://fr.wikipedia.org/wiki/Colonisation_grecque#/media/Fichier:EPMA-6577-IGI(3)46-Brea_foundation_decree-1.JPG

Conjunto 3:

https://it.wikipedia.org/wiki/Colonizzazione_greca#/media/File:Griechischen_und_ph%C3%B6nizischen_Kolonien.jpg

Nas novas colônias é que, de fato, vieram a surgir os primeiros filósofos gregos (Mileto, Éfeso, Samos, Clazômenas, etc.). Que outras circunstâncias contribuíram para que aí surgissem tais homens? A distância das póleis originais foi uma delas. Além disto, a relativa liberdade de pensar, de discutir ideias, fruto do encontro de mercadores de diversas regiões do mundo antigo que aportavam naqueles locais. Nas rodas de conversas, durante o período de contato e o de descanso, ideias, informações, eram trocadas (Cf. Cosmos Episódio 7). Ademais, sendo de países ou regiões diferentes, tinham religiões diferentes, deuses diferentes e modos diversos de encarar a realidade. Ora, o confronto de ideias é fundamental para o surgimento de novas ideias.

IMAGENS (PRÉ-SOCRÁTICOS – na Wikipédia):

https://en.wikipedia.org/wiki/Pre-Socratic_philosophy

Conjunto 1:

https://en.wikipedia.org/wiki/Pre-Socratic_philosophy#/media/File:Sanzio_01_cropped.png

Conjunto 2:

https://nl.wikipedia.org/wiki/Presocratische_filosofie#/media/Bestand:Anaximenes.jpg

Conjunto 3:

https://de.wikipedia.org/wiki/Vorsokratiker#/media/Datei:Aiol-ion-dor_%C5%9Fehirleri.jpg

Outra razão foi o uso crescente da moeda, dispondo de símbolos abstratos de troca. Seu valor não está simplesmente no metal de que são compostas, mas a nível de pensamento, onde se dá, de fato, a criação  e a sustentação de seu valor.

IMAGENS (ARTE GREGA, na Wikipédia):

https://en.wikipedia.org/wiki/Ancient_Greek_art

Slides (moedas e arte gregas):

Conjunto 1:

https://en.wikipedia.org/wiki/Ancient_Greek_art#/media/File:SNGCop_039.jpg

Conjunto 2:

https://it.wikipedia.org/wiki/Arte_greca#/media/File:SNGCop_053.jpg

Outro ponto: a relativa liberdade religiosa existente nas novas colônias, distantes da religião oficial das metrópoles (Cf. Cosmos 7). Com efeito, os primeiros filósofos gregos vão pensar o mundo a partir de princípios próprios da natureza (água, ar, fogo, etc.), em sua maioria, ainda que parte do arcabouço teórico, em alguns casos, tenha algum elemento mitológico, como comentam Cornford e o texto introdutório de Os Pré-Socráticos da col. Os Pensadores. Por exemplo: a água é um elemento que aparece na Teogonia de Hesíodo e reaparece em Tales. Porém, neste não transaparece a presença de ações de seres divinos. Da água tudo teve sua origem.

IMAGENS (Wikipédia)

Conjunto 1 (Mileto – De Tales, Anaxímenes e Anaximandro):

https://en.wikipedia.org/wiki/Miletus

Slides:

https://en.wikipedia.org/wiki/Miletus#/media/File:The_Theater_of_Miletus.jpg

Conjunto 2 (Éfeso – De Heráclito):

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89feso

Slides:

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89feso#/media/Ficheiro:9.03_Curetes_Street_in_Ephesus.JPG

Conjunto 3 (Agrigento – De Empédocles):

https://en.wikipedia.org/wiki/Province_of_Agrigento

Slides:

https://en.wikipedia.org/wiki/Province_of_Agrigento#/media/File:Monterosebivona1.jpg

Conjunto 4 (Samos – De Pitágoras):

https://fr.wikipedia.org/wiki/Samos

Slides:

https://fr.wikipedia.org/wiki/Samos#/media/Fichier:Samos.jpg

Ainda, o desenvolvimento das póleis trouxe consigo o espaço público do debate, da discussão, do convencimento, nas assembleias e órgãos de poder. As cidades-estados estavam crescendo muito, juntamente com o comércio. Portanto, fazia-se, cada vez mais, necessária a participação de pessoas no âmbito de decisões de poder. Ora o debate de ideias é um pressuposto básico do pensar filosófico.

A ciência hoje e a filosofia antiga buscando as origens cósmicas:

Os primeiros filósofos gregos (pré-socráticos ou físicos) foram homens que duvidaram da tradição religiosa, da ação constante de seres divinos na natureza, ainda que nem todos eles fossem ateus. Ousaram apelar para a natureza para entender a natureza. Buscavam a arqué (ou arché), palavra grega que significa princípio.

IMAGENS (Ciência Greco-Romana, na Wikipédia):

https://fr.wikipedia.org/wiki/Sciences_grecques

https://en.wikipedia.org/wiki/History_of_science_in_classical_antiquity

Slides:

Conjunto 1:

https://fr.wikipedia.org/wiki/Sciences_grecques#/media/Fichier:Eratosthene_mesure_terre.png

Conjunto 2:

https://en.wikipedia.org/wiki/History_of_science_in_classical_antiquity#/media/File:Ptolemaic-geocentric-model.jpg

Conjunto 3 (Arquimedes de Siracusa – século III a.C.):

https://en.wikipedia.org/wiki/Archimedes

Slides (Arquimedes):

Conjunto 1:

https://en.wikipedia.org/wiki/Archimedes#/media/File:Domenico-Fetti_Archimedes_1620.jpg

Conjunto 2: https://it.wikipedia.org/wiki/Archimede

https://it.wikipedia.org/wiki/Archimede#/media/File:Retrato_de_un_erudito_(%C2%BFArqu%C3%ADmedes?),_por_Domenico_Fetti.jpg

Conjunto 3: https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquimedes

https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquimedes#/media/Ficheiro:Retrato_de_un_erudito_(%C2%BFArqu%C3%ADmedes?),_por_Domenico_Fetti.jpg

Slides (Mecanismo de Anticítera – uma espécie de computador antigo):

https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1quina_de_Antic%C3%ADtera

Slides:

Conjunto 1:

https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1quina_de_Antic%C3%ADtera#/media/Ficheiro:NAMA_Machine_d'Anticyth%C3%A8re_1.jpg

Conjunto 2:

https://es.wikipedia.org/wiki/Mecanismo_de_Anticitera#/media/Archivo:NAMA_Machine_d'Anticyth%C3%A8re_1.jpg

Dentre os primeiros filósofos gregos, destacam-se Tales, Anaximandro, Anaxímenes e outros. Esses filósofos são chamados físicos, justamente por causa do interesse pelo conhecimento da natureza (physis, em grego). Viveram entre os séculos VI e V a. C. Na busca de uma compreensão do mundo físico, cada um defendeu um princípio (ou conjunto de princípios) originário(s).

Tales de Mileto, por exemplo, defendeu a ideia de que o princípio originário de tudo é a água. Anaxímenes de Mileto, o AR. Anaximandro, também de Mileto, o Apeíron (infinito, indeterminado, ilimitado). Heráclito de Éfeso afirmou que o fogo é o elemento primordial e que tudo no mundo está num processo de devir (vir a ser), mudança, transformação. Xenófanes de Cólofon afirma que a terra é o elemento primordial. Empédocles de Agrigento diz que são quatro as raízes de tudo: AR, ÁGUA, TERRA E FOGO e duas são as forças que atuam sobre essas raízes: o AMOR (EROS) e o ÓDIO (ou Discórdia – Neikos, em grego). O amor une, o ódio separa os elementos. No conjugar dessas duas forças sobre os elementos brota a harmonia, mantendo o equilíbrio cósmico. Os filósofos aprenderam a ler o livro da natureza, do cosmos.

IMAGENS: Ver imagens abaixo água e outros. (Ir direto.)

Pitágoras, filósofo e matemático, defendeu a ideias de que em tudo se encontram os números, em proporções variadas, como elementos fundamentais. O universo é matematizável. Anaxágoras, de Clazômenas, por sua vez, dizia que tudo é composto por HOMEOMERIAS, pequenas partículas. Elas formariam todos os seres. E cada conjunto de homeomerias teria as características dos seres por elas formados (p. ex.: a resistência e a brancura dos ossos, etc.). Enfim, Leucipo e Demócrito, ambos de Abdera, deram uma grande contribuição para a compreensão universal: tudo é feito de átomos, partículas minúsculas e indivisíveis, com tamanhos e formas diferentes, que se engatam formando os mais diversificados tipos de seres existentes. De onde tiraram essa ideia? Com certeza, do fato de que a matéria é divisível, porém não divisível ao infinito.

IMAGENS (Ver abaixo – Ir direto para elas.)

IMAGENS GERAIS DOS PRINCÍPIOS DOS PRÉ-SOCRÁTICOS:

(RESUMO)

Os primeiros filósofos gregos buscaram um entendimento da natureza e de tudo que compõe o universo partindo, basicamente, da própria natureza (physis, em grego – daí: física, estudo da natureza). Chamados também, portanto, de físicos ou fisiólogos (estudiosos da natureza).

IMAGENS: Lembrete: Período dos Pré-Socráticos: séculos VII-IV a.C. aproximadamente:

ÁGUA (TALES DE MILETO, o primeiro filósofo grego):

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gua#/media/Ficheiro:H2O.jpg

AR (ANAXÍMENES DE MILETO):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Vento#/media/Ficheiro:La_nevada,_Francisco_de_Goya.jpg

https://en.wikipedia.org/wiki/Wind#/media/File:Cherry_tree_moving_in_the_wind_1.gif

ÁPEIRON – ilimitado, infinito, indeterminado (ANAXIMANDRO DE MILETO): https://it.wikipedia.org/wiki/%C3%81peiron

https://it.wikipedia.org/wiki/%C3%81peiron#/media/File:Tangle-01_nevit_010.svg

TERRA (XENÓFANES DE CÓLOFON):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Solo#/media/Ficheiro:Kashtanovaya_pahotnaya_pochva.jpg

FOGO (HERÁCLITO DE ÉFESO): https://pt.wikipedia.org/wiki/Fogo

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fogo#/media/Ficheiro:Large_bonfire.jpg

NÚMEROS (PITÁGORAS DE SAMOS):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pit%C3%A1goras

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pit%C3%A1goras#/media/Ficheiro:Kapitolinischer_Pythagoras_adjusted.jpg

FORMAS MATEMÁTICAS (PITÁGORAS DE SAMOS):

http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2002/icm203/geometria.htm

Ver também Donald no País da Matemática (ver em casa):

https://www.youtube.com/watch?v=wbftu093Yqk

OS QUATRO ELEMENTOS DE EMPÉDOCLES:

https://it.wikipedia.org/wiki/Empedocle#/media/File:Populaire_wetenschap.PNG

https://en.wikipedia.org/wiki/Empedocles#/media/File:Empedocles_cosmic_cycle_concept_map.svg

ÁTOMOS E VAZIO DE DEMÓCRITO (e LEUCIPO):

ÁTOMOS (partículas minúsculas e invisíveis aos olhos; para facilitar o entendimento: os encaixes como os do LEGO):

https://fr.wikipedia.org/wiki/Lego#/media/Fichier:Lego_evolution.jpg

A diferença em relação ao Lego é que os átomos são minúsculos, ligados por ganchos ou encaixes, segundo Leucipo e Demócrito (Séculos V/IV a.C.).

IMAGENS (LIGAÇÃO QUÍMICA) (HOJE):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Liga%C3%A7%C3%A3o_qu%C3%ADmica#/media/Ficheiro:H2O_lc.svg

https://en.wikipedia.org/wiki/Chemical_bond#/media/File:Electron_dot.svg

VAZIO:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Vazio_(astronomia)#/media/Ficheiro:Superaglomerados_pr%C3%B3ximos.gif

https://en.wikipedia.org/wiki/Void_(astronomy)#/media/File:Structure_of_the_Universe.jpg

https://pt.wikipedia.org/wiki/Natureza#/media/Ficheiro:Top_of_Atmosphere.jpg

HOMEOMERIAS (Partículas minúsculas com características semelhantes àquelas dos corpos que formam):

https://a73fc21b-a-62cb3a1a-s-sites.googlegroups.com/site/teociencia/web-desig/cosmos/anaxagoras/Anaxagoras%20cosmosf.jpg?attachauth=ANoY7cq9WP1-yEizB9citdT2xuBnYCm4_uDbwOLA0FCsXsYrVfyt0W_D0Y3VRnn8ACqrYPZxZbKhUSe8stxc6nuxBR4mStem5zTKYpECWrT2ERrEDvxw089p98iJozWu6rlHzinyJr3h3GAk-N0klr8pUxIN5E5q5KlA_IaEZnGRZsawy4w3dIB1p5j2J9upFuJqi8ruHL-waxzqVHUYINT2k_WF95xi_sM2RRL17hGUUmB2URCvJJE4ngHRBMk1GQJjmjO1qkqtXOD0-Yae0ycPbBkotyFQhg%3D%3D&attredirects=0

COSMOLOGIA ANTIGA:

https://pt.slideshare.net/filosofiagmdc/cosmologa-antigua/5

É curioso saber que, no mundo atual, existe até uma tabela periódica dos elementos, demonstrando a existência de átomos elementares variados e diferentes que compõem a matéria existente. Tal tabela é fruto da pesquisa histórica de muitos cientistas, particularmente nos últimos séculos. Hoje, inclusive, fala-se de subpartículas atômicas, além do próton, do elétron e do nêutron, comprovadas através de aceleradores de partículas que há em vários países do mundo. Por exemplo: os fótons, os bósons, os férmions, os mésons, os glúons, dentre um punhado de outras.

IMAGENS (SUB-PARTÍCULAS, na Wikipédia):

https://en.wikipedia.org/wiki/Subatomic_particle

https://pt.wikipedia.org/wiki/Part%C3%ADcula_subat%C3%B4mica#/media/Ficheiro:Atom.svg

https://en.wikipedia.org/wiki/Atomic_nucleus#/media/File:Liquid_drop_model.svg

https://en.wikipedia.org/wiki/Atomic_nucleus#/media/File:NuclearReaction.svg

Os diferentes átomos, que compõem os elementos químicos da tabela periódica, foram formados ao longo do processo de formação do universo, tendo como ponto de partida o BIG BANG, a Grande Explosão que deu origem a galáxias e, dentro destas, estrelas (sóis), planetas e diversos outros astros celestiais. Ainda hoje são formados aqueles e, possivelmente, outros elementos. Onde? No interior das estrelas, sob grandes pressões e grande temperatura, chegando a fundir átomos, no processo de fusão nuclear.

O que têm em comum os cientistas, filósofos e estudiosos de hoje a ver com os pré-socráticos? Primeiramente, a CURIOSIDADE, que leva as pessoas a se perguntarem a respeito do universo e da realidade que as rodeia, que provoca INQUIETUDE. Junto com ela, a OBSERVAÇÃO da realidade, do mundo, unida à INVESTIGAÇÃO. Alia-se a todas elas, ainda, a CORAGEM de não aceitar as respostas prontas e já definidas seja pela religião, seja pela própria ciência vigente ou pelo costume e o senso comum. Além do mais, a DEDICAÇÃO, com afinco, aos estudos, à busca do conhecimento, da verdade.

Para mais detalhes, o livro de Gerd Bornheim é indicado.

REFERÊNCIAS:

ARANHA, Maria L. de A. e MARTINS, Maria H. P. Filosofando: Introdução à Filosofia. 4.ed. São Paulo, Moderna, 2009.

BORNHEIM, Gerd. Os Filósofos Pré-Socráticos. 14.ed. São Paulo, Cultrix, 1998.

CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia. 3.ed. São Paulo, Ática, 2017.

WIKIPÉDIA. Verbetes: ZENÃO DE ELEIA, PARADOXOS DE ZENÃO. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal > Acesso em 07 de março de 2021.