quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

QUARTO BIMESTRE - AULAS 39 E 40 DE TODAS AS MATÉRIAS: REVISÃO DE CONTEÚDOS ESTUDADOS AO LONGO DO SEMESTRE: RECUPERAÇÃO. (Prof. José Antônio Brazão.)



 


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COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR

 CEPMG - VASCO DOS REIS

Divisão de Ensino / Coordenação Pedagógica

SÉRIE/ANO:  

TURMA(S):

DISCIPLINA:

DATA:        /        / 202_____

PROFESSOR: JOSÉ ANTÔNIO BRAZÃO.

Identificação da atividade

ALUNO (A): ___________________________________________________________________N°                                                                                                                

QUARTO BIMESTRE - AULAS 39 E 40 (Prof. José Antônio Brazão.):

*Revisões de conteúdos trabalhados em todas as matérias, cada uma especificamente, e aplicação de avaliações para fins de recuperação.

*Uso de mapas e desenhos.


QUARTO BIMESTRE - AULA 38 DE TCH DOS SEGUNDOS ANOS: TURISMO, GASTRONOMIA, AGRICULTURA E CIÊNCIA EM GOIÁS (Prof. José Antônio Brazão.)

  

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QUARTO BIMESTRE

AULA 38 DE TCH DOS SEGUNDOS ANOS:

TURISMO, GASTRONOMIA, AGRICULTURA E CIÊNCIA EM GOIÁS (Prof. José Antônio Brazão.)

Turismo, gastronomia, agricultura e ciência o que têm em comum? Como se relacionam? É o que nesta aula se buscará entender.

O turismo envolve cuidados e interesses alimentares onde quer que se vá. Além de belas paisagens, curtir a praia ou o local onde se está, há também preocupações de ordem alimentar, em comer comidas diferentes, experimentar novos sabores, etc. Daí, a ligação do turismo com a gastronomia, a arte de preparar os alimentos.

Uma comida saborosa, bem preparada, fica guardada na memória, junto com o que cada turista viu e experienciou ou está experienciando durante a viagem. Mas para que a comida chegue à mesa, é mister que seus ingredientes tenham sido obtidos pela agricultura, pela indústria pesqueira, pela pecuária, entre outros setores componentes da produção e obtenção de alimentos.

E a ciência, como ela entra nessa história? As ciências naturais e outras, por exemplo, dão aporte epistemológico (de conhecimento) e tecnológico para o aprimoramento da agricultura, da pecuária e da pesca, além de outros setores produtivos: melhoramento genético, solução de problemas, doenças (pragas, p. ex.) e eventuais desastres, máquinas para aperfeiçoar o manejo da terra, dos peixes e outros seres, informações climatológicas, correção de solo ou da acidez da água, equipamentos e softwares.

As ciências humanas (História, Sociologia, Filosofia e Geografia), por sua vez, auxiliam no melhor conhecimento dos elementos históricos e outros lugares para onde vão turistas. As ciências da linguagem (Língua Portuguesa, Línguas Estrangeiras e Arte) também podem contribuir, seja com o domínio da própria língua, seja também com o conhecimento de línguas como o inglês e o espanhol.

Conhecimentos e habilidades caminham juntos, sendo úteis em tudo.

QUARTO BIMESTRE - AULA 38 DE TCH DOS PRIMEIROS ANOS: AUGUSTE DE SAINT-HILAIRE E CHARLES DARWIN – SÉCULO XIX (Prof. José Antônio Brazão.)

 

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QUARTO BIMESTRE

AULA 38 DE TCH DOS PRIMEIROS ANOS:

AUGUSTE DE SAINT-HILAIRE E CHARLES DARWIN – SÉCULO XIX (Prof. José Antônio Brazão.)

O que o francês Auguste de Saint-Hilaire e o inglês Charles Darwin, do século XIX, tiveram em comum?

Primeiramente, o fato de terem viajado pelo mundo e feito investigações e pesquisas científicas. Em meio a essas viagens, o contato com o oceano, o mundo natural, povos de diferentes tipos, costumes, falas e dialetos os mais diferentes, comidas agradáveis e não tão agradáveis, a visão de cidades, reinos, vilas, fazendas, tribos e muitas coisas ligadas ao meio ambiente (plantas, animais, insetos e outros seres vivos), além de elementos geológicos (ilhas, montanhas, planícies e continentes), a natureza exuberante, etc.

Em segundo lugar, a oportunidade dada pelos governos de seus respectivos países. Claro que ambos tinham muito boas condições econômicas. Saint-Hilaire era da nobreza interiorana francesa. Darwin era filho de um rico proprietário inglês. Souberam aproveitar as respectivas oportunidades e as seguiram.

Em terceiro e principal lugar, ambos tinham um gosto profundo pelo CONHECIMENTO do mundo, foram grandes leitores, estudiosos, amantes do aprendizado teórico e prático, pesquisadores e escritores científicos exímios, tendo escrito milhares de páginas acerca do que viram e aprenderam. O aprendizado os levou longe! E leva!

Outro ponto importante a salientar: a coragem de ambos, aliada a uma vontade profunda de conhecer o mundo natural. Com efeito, precisaram embrenhar-se em matas, contatar pessoas desconhecidas, povos de culturas e valores muito diferentes dos europeus, riscos de navegação, entre outros. O desejo do desconhecido, sem dúvida, contribuiu para a superação de medos.

Vindo a Goiás, Saint-Hilaire contribuiu significativamente para um esclarecimento maior acerca da vida, dos costumes e até mesmo dos bens naturais disponíveis, existentes, em Goiás naqueles tempos (século XIX). Darwin, por sua vez, impressões acerca do Brasil, com base naquilo que viu e vivenciou.

Do Brasil e de Goiás, Saint-Hilaire, por exemplo, fala de um costume daqueles tempos que, de certa forma, ainda é comum em diferentes lugares, inclusive de Goiás, a queimada:

“Tão logo é queimada uma pastagem natural começam a brotar no meio das cinzas algumas plantas raquíticas, geralmente felpudas, de folhas sésseis e mal desenvolvidas, as quais não tardam a florescer. Por muito tempo acreditei que essas plantas pertenciam a espécies diferentes, típicas das queimadas (...). Durante a seca – época em que se ateia fogo aos campos – o desenvolvimento da maioria das plantas fica de certa forma interrompido, e suas hastes apresentam-se com aparência ressequida. Não obstante, deve acontecer ali o mesmo que sucede em nosso clima; nesse período de repouso as raízes provavelmente se enchem de seiva para alimentar novos rebentos. (SAINT-HILAIRE, 1819, p. 30).” (SAINT-HILAIRE. Citado por Raimundo Nonato Ribeiro Santana. In: SANTANA, Raimundo Nonato Ribeiro. História e Natureza: mudanças ambientais no norte de Goiás em relatos de cronistas e viajantes naturalistas no século XIX. Revista Espacialidades [online]. 2014, v. 7, n. 1. ISSN 1984-817X. Disponível em: < https://periodicos.ufrn.br/espacialidades/article/download/17695/11559/56073 > Acesso em 10 de novembro de 2023. P. 204.)

O texto mostra bem como era a natureza do cerrado e dos campos, elementos do clima de determinada época do ano, bem como a relação, o modo de tratamento, do ser humano com o mundo físico que o rodeava. Uma pequena amostra da riqueza do pensamento e das observações de Auguste de Saint-Hilaire.

QUARTO BIMESTRE - AULA 38 DE SOCIOLOGIA DOS SEGUNDOS ANOS: DESIGUALDADE SOCIAL E MEIO AMBIENTE (Prof. José Antônio Brazão.)

  

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QUARTO BIMESTRE

AULA 38 DE SOCIOLOGIA DOS SEGUNDOS ANOS:

DESIGUALDADE SOCIAL E MEIO AMBIENTE (Prof. José Antônio Brazão.)

A desigualdade social, além de refletir-se no acesso aos bens fundamentais à vida, reflete-se também no meio ambiente. Como? O consumo exagerado de bens (mercadorias), por parte de grupos sociais os mais diferentes, contribui significativamente para a imensa produção de lixo, milhares e até milhões de toneladas diárias e anuais em todo o mundo.

Muitas pessoas, fora do circuito do consumo exacerbado, vivem e dependem dos lixões e do lixo. Há os que buscam comida no lixo (ver poema O Bicho, de Manuel Bandeira), há os que retiram produtos recicláveis do lixo para vender, há os catadores de recicláveis (lixo reciclável) nas ruas, há cooperativas de catadores(as), há quem aproveita materiais jogados no lixo para fazer barracos, entre outros(as).

O consumo exagerado enriquece empresas produtoras de mercadorias dos mais diversos tipos. Sem dúvida, o enriquecimento é uma busca de toda e qualquer empresa. O problema está em que, para produzirem, muitas empresas expelem enormes quantidades de gás carbônico e outros gases de efeito estufa, poluem rios, lagos, mananciais de água e até o solo, sem preocupações socioambientais, exceto a ligada ao enriquecimento.

Ademais, há empresas que, muitas vezes, exploram seus empregados por meio de salários baixos, horas extras não pagas, jornada longa de trabalho, entre outros meios, reforçando a continuidade da pobreza de muitos, perpetuando-a.

A poluição de rios e mares dificulta a vida de pobres que moram em zonas ribeirinhas e marítimas, chegando a retirar-lhes a pesca e dificultando-lhes o sustento.

QUARTO BIMESTRE - AULA 38 DE FILOSOFIA DOS PRIMEIROS ANOS – REVISÃO PARA RECUPERAÇÃO. HELENISMO – O NEOPLATONISMO (Séculos II/III d.C.) (Prof. José Antônio Brazão.):

  

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QUARTO BIMESTRE

AULA 38 DE FILOSOFIA DOS PRIMEIROS ANOS – REVISÃO.

HELENISMO – O NEOPLATONISMO (Séculos II/III d.C.) (Prof. José Antônio Brazão.):

*Neo (grego) = novo. Platonismo: filosofia de Platão (séc. V/IV a.C.) e de seus seguidores. O neoplatonismo retomou o platonismo e o repensou.

*Amônio Saccas (Sacas), em Alexandria) (c.175 a 240 ou 242 d.C.): fundador.

*Plotino (séc. III d.C.): discípulo de Amônio Saccas.

*Plotino escreveu as ENÉADAS.

*UNO (similar ao Bem, a ideia mais perfeita, segundo Platão): transcendente (acima do ser), origem e finalidade de tudo.

*Emanações do UNO: NOUS (espírito), ALMA, NATUREZA.

*O cristianismo viria a assimilar elementos do neoplatonismo.

*Segundo o cristianismo, Deus é Trino (Pai, Filho e Espírito Santo) e Uno (Deus único – unidade perfeita).

*Com o predomínio do cristianismo: fechamento da Academia, de Platão, e do Liceu, de Aristóteles.

*Do helenismo: o cosmopolitismo. Cosmos: mundo. Pólis: cidade. Muitos pensadores consideravam-se cidadãos do mundo.

*Ciência helenística:

**Arquimedes de Siracusa (matemático e inventor).

**Euclides de Alexandria (matemático), escritor do livro Elementos.

**Cláudio Ptolomeu (matemático e astrônomo), que imaginou os epiciclos e os reuniu ao sistema geocêntrico.

**Heron de Alexandria (matemático e inventor).

**Eratóstenes (matemático e astrônomo, chefe da Biblioteca de Alexandria, em seu tempo).

**Hipácia (ou Hipatia) de Alexandria: filósofa e professora, além de cientista.

**Outros...

*O universo geocêntrico ptolomaico está condensado no livro Almagesto, de Cláudio Ptolomeu.

*OBS.: DESENHAR O SISTEMA GEOCÊNTRICO PTOLOMAICO NO QUADRO. E explicar.

*Esse mesmo universo geocêntrico aparece nos livros A DIVINA COMÉDIA, de Dante, e OS LUSÍADAS, de Camões (neste, no canto X).

REFERÊNCIAS:

RIBERIRO, Julieta e outros. Diálogo: Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. São Paulo, Moderna, 2020. (Seis volumes.)

 

QUARTO BIMESTRE - AULA 37 DE TÓPICOS DE CIÊNCIAS HUMANAS DOS SEGUNDOS ANOS: CORA CORALINA (Prof. José Antônio Brazão.)

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QUARTO BIMESTRE

AULA 37 DE TCH DOS SEGUNDOS ANOS:

CORA CORALINA (Prof. José Antônio Brazão.)

Segundo a Wikipédia:

Cora Coralinapseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985), foi uma poetisa e contista brasileira. Considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais),[1] quando já tinha quase 76 anos de idade, apesar de escrever seus versos desde a adolescência.[2][3][4]” (WIKIPÉDIA. Cora Coralina. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Cora_Coralina > Acesso em 03 de novembro de 2023.)

Mulher simples, mas com um gosto profundo pelo aprendizado, Cora Coralina vivia na Cidade de Goiás, antiga capital da capitania e, depois, do Estado de Goiás.

Seus contos, seus relatos e seus poemas são de uma grandeza imensa, aliando a simplicidade e a profundidade, tratando de temas do cotidiano, seja da vida, seja da cidade, seja de histórias por ela ouvidas e contadas pelos mais velhos. Veja-se o poema abaixo:

Conclusões de Aninha

Estavam ali parados. Marido e mulher.
Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roça
tímida, humilde, sofrida.
Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho,
e tudo que tinha dentro.
Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar
novo rancho e comprar suas pobrezinhas.
O homem ouviu. Abriu a carteira tirou uma cédula,
entregou sem palavra.
A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou,
se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudar
E não abriu a bolsa.
Qual dos dois ajudou mais?

(CORALINA, Cora. Conclusões de Aninha. Disponível em: < https://www.culturagenial.com/cora-coralina-poemas-essenciais/ > Acesso em 03 de novembro de 2023.)

Como se pode claramente ver, tratava de pessoas comuns e de fatos do dia a dia, em boa parte, ainda que não só, com uma sensibilidade extremamente grande e um entendimento da vida, como também se verá no poema a seguir, frutos de observações, contatos, percepções e intuições advindas de um intelecto ansioso por aprender e entender a realidade e o mundo à sua volta.

Mulher da Vida

Mulher da Vida,
Minha irmã.
De todos os tempos.
De todos os povos.
De todas as latitudes.
Ela vem do fundo imemorial das idades
e carrega a carga pesada
dos mais torpes sinônimos,
apelidos e ápodos:
Mulher da zona,
Mulher da rua,
Mulher perdida,
Mulher à toa.
Mulher da vida,
Minha irmã.

(CORALINA, Cora. Mulher da Vida. Disponível em: < https://www.culturagenial.com/cora-coralina-poemas-essenciais/ > Acesso em 03 de novembro de 2023.)

O poema Mulher da Vida é significativo pela preocupação que Cora Coralina demonstrava com as pessoas, buscando entende-las e valoriza-las, em um mundo, muitas vezes, desigual e discriminador de pessoas. Cora observa aquela mulher e vê nela um ser humano, digno de respeito e chega a trata-la como uma irmã, tamanho é esse respeito e a dignidade que se encontra nesse ser humano.

Ao tratarmos de uma poetisa de tamanha expressão, Tópicos de Ciências Humanas abre diálogo com a Língua Portuguesa, de modo interdisciplinar, respeitando as especificidades da área de Linguagens.

Como um dos temas deste bimestre foi o turismo, aqui fica a dica: visitar a Cidade de Goiás, onde fica a casa de Cora Coralina. E, por falar nessa casa, vale um comentário curto.

A Casa de Cora, como é assim conhecida na Cidade de Goiás, é uma casa comum, simples e aconchegante. Ali se encontram móveis usados por Cora, seu quarto, a cozinha onde ela fazia doces para vender, uma sala com uma pequena biblioteca de livros que, ao longo da vida, ela ganhou e reuniu, permitindo-lhe abrir os horizontes do conhecimento. Além disto, claro, obras publicadas para venda, a quem interessar.

O quintal da casa é simples, de um tamanho razoável e, ao mesmo tempo, espetacular, cheio de plantas, algumas das quais ela usava no dia a dia. Um quintal que recebia e recebe pássaros e visitantes curiosos.

E aqui vai mais um poema:

Ofertas de Aninha (Aos moços)

Eu sou aquela mulher
a quem o tempo
muito ensinou.
Ensinou a amar a vida.
Não desistir da luta.
Recomeçar na derrota.
Renunciar a palavras e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos.
Ser otimista.
Creio numa força imanente
que vai ligando a família humana
numa corrente luminosa
de fraternidade universal.
Creio na solidariedade humana.
Creio na superação dos erros
e angústias do presente.
Acredito nos moços.
Exalto sua confiança,
generosidade e idealismo.
Creio nos milagres da ciência
e na descoberta de uma profilaxia
futura dos erros e violências
do presente.
Aprendi que mais vale lutar
do que recolher dinheiro fácil.
Antes acreditar do que duvidar.

(CORALINA, Cora. Ofertas de Aninha (Aos moços). Disponível em: < https://www.culturagenial.com/cora-coralina-poemas-essenciais/ > Acesso em 03 de novembro de 2023.)

É um poema cheio de esperança, de crença viva no ser humano que, apesar de seus erros, é capaz de se levantar e de transformar o mundo ao seu redor, de consertar os erros, de superar as violências. Cora mostra claramente que prefere ACREDITAR no ser humano que duvidar de que ele seja capaz de fazer o bem e de superar-se. Um poema que leva a pensar de forma positiva a vida, apesar de todos os desafios nesta presentes.

Ao usar a expressão Aos moços, Cora Coralina traz à memória o discurso Oração aos Moços, de Rui Barbosa (1849-1923), o grande advogado e político brasileiro, discurso este dirigido a um grupo de formandos em Direito. Texto, inclusive, disponível no site do Senado Federal Brasileiro (ver nas referências). Aqui, uma simples lembrança de um texto também extremamente rico literariamente e que faz parte da cultura brasileira.

Enfim, esta é uma pequena amostra da imensa riqueza da cultura goiana, de seus valores, de seu povo, de sua arte e de sua vida.

REFERÊNCIAS:

BARBOSA, Rui. Oração aos Moços. In: SENADO FEDERAL. Biblioteca Digital. Disponível em: < https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/564558 > Acesso em 03 de novembro de 2023.

COMANDO DE ENSINO DA POLÍCIA MILITAR DE GOIÁS. Apostila de Cultura Goiana. Goiânia, Goiás, [Década de 2010.]

CORALINA, Cora. Conclusões de Aninha. Disponível em: < https://www.culturagenial.com/cora-coralina-poemas-essenciais/ > Acesso em 03 de novembro de 2023.

CORALINA, Cora. Mulher da Vida. Disponível em: < https://www.culturagenial.com/cora-coralina-poemas-essenciais/ > Acesso em 03 de novembro de 2023.

CORALINA, Cora. Ofertas de Aninha (Aos moços). Disponível em: < https://www.culturagenial.com/cora-coralina-poemas-essenciais/ > Acesso em 03 de novembro de 2023.

WIKIPÉDIA. Cora Coralina. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Cora_Coralina > Acesso em 03 de novembro de 2023.


QUARTO BIMESTRE - AULA 37 DE TÓPICOS DE CIÊNCIAS HUMANAS DOS PRIMEIROS ANOS: A CULTURA COLONIAL GOIANA – OS TROPEIROS (Prof. José Antônio Brazão.)

 

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QUARTO BIMESTRE

AULA 37 DE TCH DOS PRIMEIROS ANOS:

A CULTURA COLONIAL GOIANA – OS TROPEIROS (Prof. José Antônio Brazão.):

A cultura colonial goiana é de uma riqueza imensa. Do encontro das culturas portuguesa, indígena e africana nasceram uma gastronomia própria, uma religiosidade, conhecimentos, histórias, vivências e valores que se encontram presentes, ainda hoje, em meio ao povo goiano. Nas pequenas cidades que se formaram, no campo, enfim, onde quer que houvessem pessoas.

O comércio, feito por meio de tropeiros que carregavam cargas, seja de fazendas para as cidades, seja das cidades para as fazendas e os sítios ou chácaras. Junto a esses tropeiros, gente de confiança dos organizadores, além de escravos que ajudavam a carregar e a descarregar os produtos. Ora em meio a caminhos abertos, ora em caminhos fechados.

O que eram as tropas? Quando se usa essa palavra, muitas vezes, vêm a mente as tropas de batalhões de soldados. Entretanto, naqueles tempos e neste caso, tropa era um conjunto de animais (mulas e/ou burros e/ou jumentos e/ou cavalos) de carga que carregavam em seus lombos produtos variados, como queijo curado, melado, pinga (cachaça), mandioca, farinha, produtos de couro utilizados no dia a dia, além de outros. Além desses animais, compunham a tropa um chefe, escravos e outros, às vezes, homens da família ou ligados à fazenda.

Os tropeiros formavam grupos para poderem carregar mais produtos, por caminhos mais longos às vezes, conseguindo vende-los em armazéns ou empórios das cidades. Algumas das vezes, como no caso do algodão, a condução, por dias, até o litoral, de onde embarcava para a Europa então em plena Revolução Industrial.

Na história das congadas de Catalão, curiosamente, fazendeiros iam, com tropas e escravos, vender produtos. Com algum tempo livre, os escravos rezavam e batucavam para Nossa Senhora, nascendo daí aquela tradição.

Se se pensar bem, nos séculos anteriores, os bandeirantes formavam grupos de tropeiros, com a finalidade de dar apoio às atividades que lhes eram próprias, como reconhecimento e mapeamento de terrenos, captura de índios (considerados selvagens e pagãos), captura de escravos fugidos de fazendas, busca do tão desejado OURO, de pedras preciosas, além e, com o tempo, das chamadas drogas do sertão – plantas com características das especiarias importadas, há muito, pela Europa.

Em tempos de festas religiosas, como a Festa do Divino Espírito Santo, com as cavalhadas, em Pirenópolis, do Divino Pai Eterno, em Trindade, da Procissão do Fogaréu, em Goiás, entre outras atividades de cunho religioso que reuniam muita gente em diferentes cidades, havia famílias que se juntavam em forma de tropas para se dirigirem àqueles locais, no intuito de fazer suas orações, agradecerem, pagar promessas, se confessarem, etc.

As tropas contribuíam para o contato entre o campo e as cidades, entre cidades, numa época em que os meios de transportes eram animais, carroças e carros de bois. Graças a elas, aquele contato permitiu o desenvolvimento de elementos culturais, como festas religiosas e folclore que permanecem ainda no tempo presente.

QUARTO BIMESTRE - AULA 37 DE FILOSOFIA DOS PRIMEIROS ANOS. LÓGICA. EXERCÍCIOS 1 e 2. (Prof. José Antônio Brazão.)

 

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QUARTO BIMESTRE

AULA 37 DE FILOSOFIA DOS PRIMEIROS ANOS

LÓGICA (Prof. José Antônio Brazão.)

EXERCÍCIO 1

EXERCÍCIO DOS BLOCOS LÓGICO-FILOSÓFICOS

(Prof. José Antônio Brazão.)

EXEMPLO 1: RACIOCÍNIO INDUTIVO OU INDUÇÃO: Muito útil na ciência. É um tipo de raciocínio que parte dos casos particulares encadeados e tira deles uma conclusão universal, geral, como uma lei científica.

O chumbo é um metal e é bom condutor de eletricidade.

O ouro é um metal e é bom condutor de eletricidade.

A platina é um metal e é bom condutor de eletricidade.

Logo, todos os metais são bons condutores de eletricidade.

O alumínio é um metal e é bom condutor de eletricidade.

O mercúrio é um metal e é bom condutor de eletricidade.

O ferro é um metal e é bom condutor de eletricidade.

O cobre é um metal e é bom condutor de eletricidade.

EXEMPLO 2: O RACIOCÍNIO LÓGICO-INDUTIVO CIENTÍFICO DE GALILEU GALILEI:

Certo dia, Galileu apontou o telescópio para os céus, em direção ao planeta Saturno.

Se as estrelas são fixas no céu, então onde está aquela que vi outro dia?

Ora, então a Terra não é o único astro a ter lua girando em torno de si.

Em outro dia fez o mesmo e observou um quarto ponto (um quarto astro).

Ora, se as estrelas estão fixas no céu, então aquelas que vi não podem ser estrelas. O que podem ser?

Galileu imaginou: Ora, as estrelas são astros fixos no céu!!

Saturno, então, deve ser um planeta grande, para ter quatro luas girando em torno dele!

Junto de Saturno, deparou-se com três astros, parecidos com estrelas.

Aristarco, bem antes dele, na antiguidade, defendeu também o heliocentrismo. E, como Copérnico, estava certo.

(A crença, na época de Galileu (séc. XVII), de fato, era de que as estrelas estavam fixas no céu! Só no século XX, com o cientista Hubble, é que se descobriu o contrário, de que as galáxias, com tudo o que há dentro delas, nos céus,  se movem.)

Ora, pois, Ptolomeu errou feio!

Então, esta é uma evidência de que há outros centros no sistema planetário.

Diferentemente do sistema geocêntrico ptolomaico, o heliocêntrico de Copérnico põe a Terra com a Lua, ambas, girando em torno do Sol.

Continuou também fazendo cálculos, medidas e observações precisas para provar, definitivamente, sua crença e, depois, certeza heliocêntrica.

E, em outro dia, outra sumiu de vista, para tempos depois reaparecer.

Outro dia, observou que faltava uma daquelas estrelas.

Diferentemente do sistema geocêntrico ptolomaico, o heliocêntrico de Copérnico põe a Terra com a Lua, ambas, girando em torno do Sol.

De acordo com o sistema geocêntrico de Ptolomeu, os planetas não têm luas girando em torno deles, exceto a Terra, e tudo gira somente em torno desta.

Humm, devem, portanto, ser luas que giram em torno de Saturno.

Tal evidência, das luas girando em torno de Saturno, como a Lua em torno da Terra, me aponta para uma prova de que Copérnico, com seu sistema heliocêntrico, está certo.

A primeira também reapareceu. Depois, sumiu de vista de novo, como as outras três.

E assim, Galileu continuou fazendo suas investigações com o telescópio, afim de dar mais sustentação ao heliocentrismo (aristarco-)copernicano.

Mas esta é apenas uma prova. Preciso de outras!

Partindo do pressuposto de um planeta girando com sua lua em torno do Sol, o sistema heliocêntrico também pode admitir a possibilidade de outros planetas terem luas e girarem em torno do Sol com elas, como a Terra!

Logo, luas girando em torno de Saturno são admissíveis no sistema planetário heliocêntrico, sem sombras de dúvidas! Copérnico está certíssimo.

EXEMPLO 3: DEDUÇÃO CLÁSSICA, DA LÓGICA FORMAL.A dedução é um tipo de raciocínio que vai do universal (geral) ao particular, que está incluso no universal necessariamente.

Sócrates é homem.

Premissa maior.

Logo, Sócrates é mortal.

Premissa menor.

Todo homem é mortal.

Conclusão.

EXEMPLO 4: SOFISMA (RACIOCÍNIO ENGANOSO E ENGANADOR.) É um raciocínio falacioso, isto é, que tem aparência de verdade, mas é um raciocínio enganador.

Minha vizinha se chama Margarida.

Toda margarida é uma flor.

Logo, minha vizinha é uma flor.

EXEMPLO 5: ANALOGIA: Raciocínio indutivo não muito rigoroso, que tira conclusões particulares de premissas ou casos particulares.

Minha avó, por sua vez, aprendeu com a mãe dela, minha bisavó!

Tomei um xarope de limão feito pela minha mãe e melhorei.

Portanto, deve fazer bem também a você, te curando da gripe.

Eu também fiquei gripado, dias atrás.

Ela aprendeu com a mãe dela, minha vovozinha querida.

João, vejo que você está gripado.

PASSO A PASSO: (1)Divida a turma em grupos de 3 a 4 estudantes juntos. (2)Entregue a cada grupo um conjunto de blocos, num envelope ou não. (3)Peça a cada grupo que coloque todas as partes (bloquinhos retangulares) em ordem lógica, que tenha sentido. (4)Quando todos os grupos tiverem montado, verifique um a um, para ver como ficou. (5)Enfim, com a ordem certa em mãos, sugira leitura do material para que todos vejam a sequência correta. Essa leitura será mais necessária nos blocos sobre Galileu Galilei. (6)Faça os comentários finais e explique.

 

LÓGICA (Prof. José Antônio Brazão.)

EXERCÍCIO 2

(RECORTAR EM TIRAS E PEDIR QUE GRUPOS DE ESTUDANTES OS ORDENEM NUMA SEQUÊNCIA LÓGICA.)

*DEPOIS DO ORDENAMENTO: CONFERÊNCIA E EXPLICAÇÕES.

OUTRO EXEMPLO: O POSSÍVEL RACIOCÍNIO INDUTIVO CIENTÍFICO E HIPOTÉTICO – EINSTEIN E A DESCOBERTA DE  E = MC2. (Prof. José A. Brazão.

- Portanto, o melhor modo de acrescentar a velocidade da luz à fórmula deve ser multiplicando-a por si mesma, ao quadrado. Eis então: E = MC2. A energia é resultado da massa (da matéria) multiplicada à velocidade da luz ao quadrado. O contrário também é possível: uma energia tremenda, mas dividida pelo quadrado da velocidade da luz, pode dar origem à matéria, ou seja, transformar-se em átomos e agregar-se em matéria. Puxa! Numa fórmula simples, consegui, enfim, condensar a relação entre energia e matéria!

- A energia elétrica é movimento de elétrons liberados por átomos, passando de um átomo a outro. Ela também tem a capacidade de transformar-se em energia luminosa na lâmpada, que tem um fio material que se aquece e libera luz. Ademais, tudo é feito de átomos.

Einstein lia muito e fazia muito boas observações da natureza. Junto com elas, cálculos. Chegou até a fundar, com amigos interessados em física, uma academia de física, só entre eles.

-A energia de uma estrela é imensa, a ponto de iluminá-la e mantê-la aquecida. Mas como ela é obtida? O tamanho dela é gigantesco e a gravidade também. A pressão sobre a massa dos átomos é tremenda, a ponto de ligar a tomada da estrela e a manter funcionando por milhões, quem sabe, bilhões de anos! Para entender bem a produção da energia estelar precisarei de uma constante no universo. Só multiplicando é possível conseguir isto, com um número grande e constante. Ora, não há velocidade maior que a da luz. E se eu multiplicar a velocidade da luz por si mesma? Eis o que eu preciso para completar a fórmula!

- Ora, no universo existe uma constante: a velocidade da luz. Como posso acrescentá-la à fórmula? Como? Somando, multiplicando, dividindo, reduzindo...? Vamos definir a constante da velocidade da luz como C.

Einstein cresceu e continuou mantendo um interesse sobre os fenômenos físicos que regem o universo.

- Matéria, composta de massa, portanto, pode transformar-se em energia. Então tenho uma relação entre M (massa, matéria) e E (energia). Mas a que velocidade a massa pode ser transformada em energia? E = M, como? É preciso algo mais.

Einstein sabia que a força muscular dos braços é capaz de movimentar um saco pesado e de o colocar nas costas. Sabia também que a energia elétrica transformava-se, outrora, em energia cinética (movimento) nas máquinas da fábrica de seu pai. E ainda continuará se transformando em movimento em outras máquinas.

- Como se vê, matéria e energia têm alguma relação: o Sol é feito de átomos, os quais compõem a matéria dessa estrela. Essa matéria, por sua vez, libera muita energia. Então, existe uma relação entre matéria e energia.

Quando era criança, Einstein gostava de andar pela fábrica de seu pai e via uma série de máquinas mecânicas e elétricas que lá havia. E observava como elas produziam a eletricidade.

Einstein sabia, como Faraday antes dele, que energia elétrica pode transformar-se movimento eletromagnético e vice-versa, como no caso das turbinas de uma usina produtora de energia elétrica. E sabia, como Lavoisier, que na natureza tudo se transforma.

LEMBRETE: OBSERVAR E EXPLICAR COMO OS RACIOCÍNIOS SE ENCAIXAM.

A SEQUÊNCIA PROPRIAMENTE DITA DO TEXTO PARA CORREÇÕES:

1)Quando era criança, Einstein gostava de andar pela fábrica de seu pai e via uma série de máquinas mecânicas e elétricas que lá havia. E observava como elas produziam a eletricidade.

2)Einstein cresceu e continuou mantendo um interesse sobre os fenômenos físicos que regem o universo.

3)Einstein lia muito e fazia muito boas observações da natureza. Junto com elas, cálculos. Chegou até a fundar, com amigos interessados em física, uma academia de física, só entre eles.

4)Einstein sabia que a força muscular dos braços é capaz de movimentar um saco pesado e de o colocar nas costas. Sabia também que a energia elétrica transformava-se, outrora, em energia cinética (movimento) nas máquinas da fábrica de seu pai. E ainda continuará se transformando em movimento em outras máquinas.

5)Einstein sabia, como Faraday antes dele, que energia elétrica pode transformar-se movimento eletromagnético e vice-versa, como no caso das turbinas de uma usina produtora de energia elétrica. E sabia, como Lavoisier, que na natureza tudo se transforma.

6)-A energia elétrica é movimento de elétrons liberados por átomos, passando de um átomo a outro. Ela também tem a capacidade de transformar-se em energia luminosa na lâmpada, que tem um fio material que se aquece e libera luz. Ademais, tudo é feito de átomos.

7)-Como se vê, matéria e energia têm alguma relação: o Sol é feito de átomos, os quais compõem a matéria dessa estrela. Essa matéria, por sua vez, libera muita energia. Então, existe uma relação entre matéria e energia.

8)-Matéria, composta de massa, portanto, pode transformar-se em energia. Então tenho uma relação entre M (massa, matéria) e E (energia). Mas a que velocidade a massa pode ser transformada em energia? E = M, como? É preciso algo mais. Preciso de uma constante, ligada à velocidade. Mas qual?

9)-Ora, no universo existe uma constante: a velocidade da luz. Como posso acrescentá-la à fórmula? Como? Somando, multiplicando, dividindo, reduzindo...? Vamos definir a constante da velocidade da luz como C.

10)-A energia de uma estrela é imensa, a ponto de iluminá-la e mantê-la aquecida. Mas como ela é obtida? O tamanho dela é gigantesco e a gravidade também. A pressão sobre a massa dos átomos é tremenda, a ponto de ligar a tomada da estrela e a manter funcionando por milhões, quem sabe, bilhões de anos! Para entender bem a produção da energia estelar precisarei de uma constante no universo. Só multiplicando é possível conseguir isto, com um número grande e constante. Ora, não há velocidade maior que a da luz. E se eu multiplicar a velocidade da luz por si mesma? Eis o que eu preciso para completar a fórmula!

11)-Portanto, o melhor modo de acrescentar a velocidade da luz à fórmula deve ser multiplicando-a por si mesma, ao quadrado. Eis então: E = MC2. A energia é resultado da massa (da matéria) multiplicada à velocidade da luz ao quadrado. O contrário também é possível: uma energia tremenda, mas dividida pelo quadrado da velocidade da luz, pode dar origem à matéria, ou seja, transformar-se em átomos e agregar-se em matéria. Puxa! Numa fórmula simples, consegui, enfim, condensar a relação entre energia e matéria!

OBSERVAÇÃO: O raciocínios de Galileu e de Einstein, acima e antes apresentados, muito provavelmente não aconteceram com absoluta exatidão do jeito que aí está exposto. Sua finalidade é apenas mostrar como raciocínios indutivos e hipotéticos podem se desenvolver. Acima de tudo, vale lembrar que são apenas sequências para permitir que estudantes busquem combinar, uma parte do raciocínio após a outra, a fim de descobrirem a sequência lógica do texto. Leituras mais amplas podem ser feitas. Os dois raciocínios propostos são frutos da imaginação apoiada em leituras, como, por exemplo, dos livros: (1) Os Grandes Físicos que Mudaram o Mundo, de Georg Feulner, da Editora Escala, col. Quero Saber. (2) O maravilhoso mundo das descobertas da antiguidade ao século XX, de Imke Martens, Editora Escala, col. Quero Saber; (3) Galileu Galilei: Mistérios e Segredos do Gênio, de Cláudia S. Coelho, da Discovery Publicações; (4) capítulos dos livros didáticos e de história da filosofia citados no referencial final que tratam da ciência contemporânea. E é bom lembrar que, para aquelas descobertas, os dois cientistas citados estudaram muito, fizeram muitas observações e cálculos incontáveis, até alcançarem as conclusões a que chegaram. Raciocínio indutivo, porque tem vários  casos particulares (muitas observações e estudos) que antecedem a conclusão final (heliocentrismo; a fórmula simples e universal E = MC2).