quinta-feira, 27 de julho de 2017

FILOSOFIA EM POESIA: BARUCH SPINOZA (ESPINOSA). (Prof. José Antônio Brazão.)

FILOSOFIA EM POESIA: BARUCH SPINOZA (ESPINOSA):
(Prof. José Antônio Brazão.)

Jovem filósofo e religioso judeu
De portuguesa família
Na mente e nos valores dotado de excelência,
Na Holanda nasceu e viveu.

Desde pequeno, teve preparação
Para vir a tornar-se rabino
O inteligente menino,
Mantendo familiar judaica tradição.

Da língua sagrada tinha conhecimento,
Do latim e de outras tantas,
Para bem interpretar as Escrituras
E transmitir à comunidade o divino ensinamento.

Extremamente culto homem se tornou:
Com ideias religiosas e teológicas,
Mas também filosóficas e científicas
O jovem se defrontou.

De René Descartes ao pensar
Veio a ter acesso,
Leituras e reflexões fez com sucesso
E muito alto resolveu voar.

Voou na compreensão do mundo,
Do qual muita descoberta e invenção,
Com a científica moderna revolução,
Vinha-se, há algum tempo, se fazendo.

Copérnico descobriu um mundo heliocêntrico,
Galileu usou o telescópio e nesse cosmos
Similitudes grandes entre os Céus e a Terra viu com os olhos,
Comprovando pitagórico universo matemático.

Descartes meditou e acabou assumindo
Dois elementos básicos da realidade:
Pensamento e materialidade. [Res Cogitans e Res Extensa]
Por Espinosa, porém, um foi definindo.

Espinosa em Deus e na Natureza viu uma unidade,
O que veio ante a Sinagoga trazer-lhe problemas,
Pois ao fugir da tradição em seus sagrados temas,
Acabou expulso da judaica holandesa comunidade.

Pois separado de sua criação seria Deus
Como ensinava a hebraica Bíblia,
Mas, como na natura o divino mesclado insistia,
Logo foi Espinosa chamado de ateu.

Não podendo mais ser da sinagoga membro,
Pois desta fora excomungado,
Como polidor de lentes foi empregado,
Jamais deixando a busca do vero conhecimento.

Mas Espinosa não foi o único no religioso condenar.
Antes dele, Galileu, por contestação das antigas crenças
De Aristóteles, Ptolomeu e da medieval ciência,
Fora posto em prisão perpétua domiciliar.

Uma grande Ética havia escrito,
Demonstrada à Maneira dos Geômetras
Imitando dos Elementos de Euclides
A ciência, a estrutura e o espírito.

O rigor matemático na exposição,
Cientificamente a alegria e a universalidade
Dos juízos éticos procurou repensar a verdade,
Jamais uma rigorosa imposição.

Ética que tem a alegria por base,
Superando do mal a tristeza e a desarmonia,
Alegria capaz de fazer com que do cosmos à harmonia
Cada ser humano, a ética vivendo, se integrasse.

Como em cada lente por ele polida,
Que tinha o poder de ampliar a visão,
As pessoas deveriam melhorar a compreensão
Do universo, dos humanos valores e da vida.

A visão, por ideologias acobertada,
Pela ignorância e a intolerância,
Por conta de princípios e escusos interesses a observância,
Precisa ser pela lente da verdade ser libertada.

A ÉTICA carrega consigo as positivas energias,
De contagiante e profunda alegria,
Das virtudes e da boa convivência,
Tão necessárias também em nossos dias.

A verdadeira ética traz humanização,
Ajuda a superar a injustiça desigual.
Opondo-se à violência e sendo universal,
Rompe com o radicalismo e a desumanização.


*Baruch Spinoza ou Benedito Espinosa viveu entre 1632 e 1677 (século 17 [XVII]). Além da Ética Demonstrada à Maneira dos Geômetras, escreveu também Tratado Teológico-Político, Princípios da Filosofia Cartesiana, entre outras obras.

domingo, 2 de julho de 2017

RELÓGIO FILOSÓFICO: ATIVIDADE DIDÁTICO-EDUCATIVA EM FILOSOFIA. (Prof. José Antônio Brazão.)

RELÓGIO FILOSÓFICO (Prof. José Antônio Brazão.)
Em uma visita a um familiar em um hospital de Goiânia, em junho de 2017, notei um relógio que há nas paredes dos quartos. O mostrador do relógio contém, de duas em duas horas, um desenho e uma pequena informação sobre modos de deitar pacientes e as pessoas em geral. Seis informações básicas e prestativas, com certeza. Logo imaginei que o mesmo poderia ser feito como atividade no ensino-aprendizado de Filosofia nos ensinos médio e fundamental: relógios com mostradores filosóficos.
Os relógios com mostradores filosóficos poderão ter, a cada hora, por exemplo, a imagem de um(a) filósofo(a) com um trecho fundamental das ideias de cada um(a). Uma atividade que, além de educativa, é também lúdica [de brincadeira, de jogo].
Um exemplo, com trechos escritos, sem imagens, abaixo.

12
“Penso, logo existo.”
(René Descartes)


11
Ciências contemporâneas



1
Mitologia e
Pré-socráticos

10
Filosofia Contemporânea


2
Sofistas
9
Filosofia Moderna

o

3
Grandes filósofos de Atenas


8
Revolução Científica

4
Filosofia helenística

7
Filosofia Escolástica

5
Filosofia Patrística


6
Filosofia Islâmica

O relógio filosófico acima traz a divisão comum da história da filosofia ocidental, com alguns elementos acrescidos em separado (por exemplo, a Filosofia Antiga foi subdividida dos filósofos pré-socráticos à filosofia helenística. O relógio acima não está rigorosamente disposto, tendo em vista ser apenas um exemplo simples do que pode ser feito com o relógio em termos didáticos. Professor(a), imagine e crie!
O relógio filosófico pode ser uma tarefa, pode ser uma atividade avaliativa simples, sem grande pontuação mas com grande valor educativo, sem dúvida. O material para que seja feito pode ser simples, como cartolinas, canetinhas hidrográficas, um compasso, talvez uma moeda para fazer o fundo dos números das horas, entre outros materiais possíveis e até mesmo materiais recicláveis, como o papelão, etc. Pode ser feito individualmente ou em duplas e apresentado, cada um depois de pronto, para a(s) turma(s). Os números poderão ser também em algarismos romanos. Trechos de filósofos de um dado período da história da filosofia poderão ser postos, em vez de divisões históricas, como o trecho de Descartes (“Penso, logo existo.”). Os ponteiros poderão variar, em formas de linhas sinuosas ou linhas com semirretas e pontas, etc.


12
Aristóteles
(Séc. 4 a.C.)
“O homem é um animal político.”



11
Mundo supralunar: composto de éter (substância pura e cristalina, imutável).

1
Opôs-se ao idealismo de Platão.
Criou a lógica formal.

10
Mundo sublunar: feito de ar, água, terra e fogo.



2
Os seres são feitos de matéria e forma.
9
No cosmos: mundo sublunar (Terra) e mundo supralunar (astros e planetas).

3
Substância(s) [ex.: racionalidade] e acidentes [ser negro ou branco].


o


8
Geocentrismo: a Terra no Centro do cosmos (universo).




4
A causa material é uma das causas do movimento: matéria.

7
A causa final é a finalidade ou objetivo do movimento.

5
A causa formal é outra das causas do movimento: forma.



6
A causa eficiente é a causa que provoca o movimento (faz).


A ciência aristotélica manteve-se firme por dois milênios, até o século 17, quando veio a ser contestada pelas descobertas, experimentos e observações de Galileu Galilei.
O relógio é uma brincadeira didática interessante. As informações podem ser tiradas de textos explicativos e textos citados de filósofos(as) que aparecem no(s) livro didático de Filosofia (ensino médio), material comum nas escolas. Podem ser citados: Filosofando, Introdução à Filosofia (de Maria Helena Pires Martins e Maria Lúcia de Arruda Aranha), Introdução à Filosofia (de Marilena Chauí), Convite à Filosofia (de Marilena Chauí), Fundamentos de Filosofia (de Gilberto Cotrim e Mirna Fernandes), entre vários outros de também muito boa qualidade, a partir dos quais foram feitos os resumos postos nos relógios citados como exemplos.

Atividades lúdico-educativas como esta podem ser aplicadas de vez em quando. E valerá sempre solicitar apresentação de cada grupo e um debate coletivo das ideias contidas nos relógios. As explicações do professor e da professora de Filosofia também ajudam, reforçam e enriquecem o aprendizado contido nesses trabalhos. O relógio é um trabalho muito simples. Pode ser feito interdisciplinarmente com Arte, Matemática, Física (ou Ciência) e outros componentes curriculares afins.
É uma atividade didático-educativa sem fins lucrativos. Pode ser útil no aprendizado escolar de Filosofia.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

O TURBILHÃO DE DEMÓCRITO (Prof. José Antônio Brazão.)

Ver um artigo anterior, por mim escrito, sobre Leucipo, Demócrito e Epicuro, neste site.
O fragmento doxográfico 1, referente a Demócrito, citado por Gerd Bornheim, na sequência em que fala dos átomos como princípio(s) de tudo, diz, em um pequeno trecho: “(...) Os átomos são ilimitados em grandeza e número e são arrastados com o todo em um turbilhão. (...) Tudo se faz por necessidade; sendo o turbilhão causa da gênese de tudo, ele o chama necessidade.(...)” (Frag. Doxogr. 1 de Demócrito, apud BORNHEIM, 1996, p. 124). Tudo é formado por átomos, minúsculas partículas (partezinhas) de matéria que se encaixam de modos diversos, em diferentes combinações, formando todos os seres. No início de tudo, os átomos encontravam-se em um turbilhão.
Turbilhão é um redemoinho, como os redemoinhos formados pelo ar, alguns dos quais pequenos e outros gigantes, a ponto de destruir casas e devastar cidades. Turbilhões ou redemoinhos também se formam na água. Mas por que um turbilhão na origem de tudo?
Vamos refletir um pouco.
Um redemoinho comum, daqueles que levantam a poeira em dias secos, carrega consigo a matérias mais leves, como poeira, folhas, partículas dos mais diversos tipos. Um redemoinho (turbilhão) gigante (tornado, por exemplo), como os capazes de destruir casas, carregam materiais os mais diversos também, como poeira, madeira, telhados e muitas outras coisas, dependendo do tamanho, até gente! O turbilhão de Demócrito, que deu origem ao cosmos (universo), carregava consigo os átomos que a este viriam formar, com seus seres dos mais diferentes tipos. A medir pelo tamanho do universo, um turbilhão imenso!
Todo turbilhão é composto de matéria – um turbilhão de ar, comum, é composto por este, um turbilhão de água, por esta. A matéria primordial era composta de átomos. A atual também. Nos primórdios, um turbilhão de átomos!
Todo turbilhão está em movimento. Ora, o movimento é uma marca das ideias de Heráclito, um dos filósofos pré-socráticos, como Demócrito. Os átomos, por sua vez, são eternos, além de serem ilimitados. A eternidade era um atributo do ser de Parmênides. Demócrito soube aliar bem o pensamento do devir e da permanência.
E “na origem de todas as coisas estão os átomos e o vazio” (mesmo fragmento, no início). Imagine um copo vazio, no qual estejam leite em pó, um pouco de canela em pó, um pouco de chocolate e água. Deixe tudo ali quieto. Que efeito produz esse material? Se você beber, sentirá o gosto da água pura (certamente morna), bem como outros gostos dos materiais que com ela estão no copo. Mas movimente o copo bem ou mexa com uma colher, até que tudo se misture e forme um composto homogêneo. Eis que surge uma combinação muito gostosa. Então, tem-se o vazio do copo, no qual estão postos os materiais, mas algo mais foi necessário: um movimento de sacudidela ou do movimento da colher, um pequeno turbilhão!
É claro, o movimento que deu origem ao cosmos não surgiu dos deuses e deusas, como o de alguém que sacudiu e girou o copo ou mexeu a colher em movimentos circulares - de pequeno turbilhão - para formar aquela mistura deliciosa. O movimento é inerente ao universo, ao cosmos, como acreditava Heráclito. Um movimento, no caso de Demócrito, que teve a capacidade de misturar os átomos e provocar combinações diversas, a partir de seus encaixes  - os átomos de Demócrito se encaixavam, como uma peça de Lego se encaixa em outra, algo parecido.
Mas também o movimento diminui, ainda que continue existindo. Um redemoinho de ar para, mas o ar continua em movimento! E os átomos têm a capacidade de combinar-se e recombinar-se, em tudo havendo o movimento (o devir heracliteano). Se não reduzisse, não haveria o cosmos (a harmonia, a ordem), universo. Parar? Não. O movimento (o devir) é permanente: o vazio é constantemente ocupado, desocupado e reocupado – ele ainda existe e continuará existindo, junto com os átomos. As pessoas, formadas por átomos, se movimentam; o ar, formado de átomos, se movimenta; os planetas e as estrelas, no sistema geocêntrico do tempo de Demócrito, continuam e continuarão girando, tudo formado por átomos!
O turbilhão inicial foi-se aquietando, ainda que o movimento não se perca, possibilitando o agregar dos átomos, formando seres, numa grande pluralidade. Curiosamente, os planetas e as estrelas giram em torno da Terra (no centro do universo-cosmos geocêntrico). Um turbilhão (redemoinho) de ar ou de água tem um ponto central a partir do qual gira. Imaginemos que no turbilhão originário do cosmos um número imenso (o texto fala ilimitado) de átomos foram, pouco a pouco, compondo planetas, estrelas, a Terra e os seres que nela existem, toda a pluralidade. Ora, até o próprio ser humano, para Demócrito, é um microcosmos, portanto composto por átomos que estavam no turbilhão original.
Mas o que é a necessidade de que o texto fala? O fragmento 6 responde: “Por necessidade entende Demócrito o choque, o movimento e o impulso da matéria. (Aet. I, 26, 2).” Ideias que combinam bem com o turbilhão (o redemoinho)! A matéria, formada por átomos, carrega consigo o impulso, isto é, está em contínuo e necessário, incessante, movimento. Chocando-se uns com os outros, no movimento, átomos se juntam, formam seres, planetas, a Lua, a Terra, plantas, bichos, gente, tudo, enfim.
E, por falar em eternidade, o fragmento 16 diz: “Demócrito tinha a opinião de que os átomos se movem eternamente em um espaço vazio. Há inumeráveis mundos, que se distinguem pelo seu tamanho. (Hippol. I, 13, 2).” (Idem, p. 126). Então o universo (o cosmos) de Demócrito não é fechado, restrito à Terra no centro, com a Lua, os planetas e as estrelas girando em torno dela! Há inumeráveis mundos! Ideia que combina bem com a afirmação de que os átomos são ilimitados em grandeza e número. Num universo fechado, puramente geocêntrico – o geocentrismo foi contestado por Aristarco, na antiguidade, mas só começou a ser derrubado nos séculos 16 (XVI), com Copérnico, e 17 (XVII), com Galileu Galilei, seguidor de Copérnico –, não haveria possibilidade de quantidade ilimitada de átomos! Um universo fechado, obrigatoriamente, teria limite, impondo um limite à quantidade de átomos. E num universo maior, com inumeráveis mundos, o vazio se faz necessário para haver espaços entre os “inumeráveis mundos”.
Certamente, Demócrito não deve ter deixado de crer no geocentrismo, mas, sem dúvida, ampliou imensamente a perspectiva que tinha do universo, do cosmos. E o turbilhão, com esses inumeráveis mundos? Uma possibilidade de entendimento pode ser encontrada num redemoinho de vento, fraco ou forte – ele espalha muita poeira, no caso do pequeno, ou muitas coisas, no caso do grande. Os inumeráveis mundos, compostos de átomos (ilimitados em grandeza e número), só podem ter sido espalhados pelo turbilhão original de tudo e, como a Terra e os planetas, formando unidades ordenadas! (Se mantivesse o geocentrismo tradicional, tudo girando ao redor da Terra. Talvez.)
Curiosamente, as palavras cosmos e mundo, respectivamente de origem grega e latina, indicam o que é ordenado, organizado. (O contrário de cosmos é caos; de mundo, é imundo [i-mundo].) Inumeráveis mundos – organizados, compostos por átomos e vazio e em contínuo movimento.
Além de adequar-se à perspectiva heracliteana do movimento, do devir, e da eternidade dos átomos, aproximando-se da eternidade do ser de Parmênides (ainda que haja diferenças), o turbilhão de Demócrito aparece como uma opção filosófica diante da perspectiva mitológica grega do Caos original, tendo, ademais, em vista que os gregos antigos não criam que o cosmos surgiu do nada.
REFERÊNCIA DO LIVRO DE BORNHEIM:

BORNHEIM, Gerd A. (Org.) Os Filósofos Pré-Socráticos. 14.ed. São Paulo, Cultrix, 1996. 


sábado, 25 de fevereiro de 2017

REGISTRO DE USO DA SALA DE VÍDEO E DE USO DE VÍDEO EM SALA DE AULA (Prof. José Antônio Brazão.)

Professoras e professores de Filosofia, comumente, fazem uso da sala de vídeo ou de vídeo em sala de aula. O vídeo, seja um filme, um documentário, um desenho animado ou outro recurso audiovisual é um instrumento didático muito rico. Há excelentes materiais audiovisuais que podem ser usados didaticamente no ensino de Filosofia nas escolas.
Junto com o vídeo, é importante você, professor(a), registrar o uso, tanto pessoalmente quanto com a coordenação escolar ou a pessoa responsável pelos equipamentos (hardware) e videoteca da escola ou dinamizador(a) de tecnologias educacionais. Uma ficha pode ajudar bastante nesse registro. Abaixo vão cópias de materiais possíveis que podem ser usados no registro do uso de vídeo em Filosofia e em outras matérias (componentes curriculares) da escola.  
Abaixo vai também uma lista de possíveis vídeos, que pode e deve ser atualizada por você. Boas aulas de Filosofia!






É uma ficha de registro muito fácil de ser feita: 1.Entre no software (programa) de escrita de seu computador. Por exemplo: Word (da Microsoft) ou BrOffice Writer (da Linux) ou outro. 2.Clique em Tabela. 3.Escolha seis colunas e sete linhas. Enfim, clique OK. Pronta a tabela da ficha! 4.Escreva as informações na ficha. E bom trabalho!
SUGESTÃO DE FICHA DE VÍDEO:
Cada professor e professora tem seu modo próprio de solicitar trabalhos a partir de vídeos passados aos estudantes. A seguir, vai a sugestão de uma ficha de vídeo, bem simples e básica, precisando ser acompanhada de debate, de muita discussão, de modo a explorar ao máximo as informações contidas no vídeo. Sozinha, sem qualquer discussão, a ficha de vídeo tão somente apresenta um conjunto de informações advindas da assistência do vídeo. Porém, discutida, pode enriquecer o aprendizado coletivo, tendo em vista que estudantes e grupos diferentes apreendem informações diferentes, variadas, do conteúdo apresentado pelo vídeo.
A ficha de vídeo é uma atividade prática, que se solicita a cada estudante ou a cada grupo de estudantes da turma, a fim de obter uma maior atenção destes e averiguar o quanto puderam aprender com o vídeo. Lembrando que deve ser discutida entre todos. Ela pode ser feita na hora da assistência do vídeo, em outra aula ou até mesmo em casa, individualmente ou em grupos.
Atualmente há excelentes vídeos, com grande definição de imagens, em DVD, blue ray, CDROMs, em sites da internet, como a TV ESCOLA e o YOUTUBE, dentre outros. Cabe, pois, a cada professor e professora fazer um levantamento desses vídeos, assisti-los e repassá-los aos seus estudantes na escola. A ficha abaixo é tão somente uma sugestão. Cada professor(a) pode e deve elaborar o tipo de ficha que melhor caiba em seu conteúdo,  lembrando que nela devem constar informações básicas, essenciais do filme, documentário ou outro tipo de vídeo assistido.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DE GOIÁS
SUBSECRETARIA METROPOLITANA DE EDUCAÇÃO
COLÉGIO ESTADUAL DEPUTADO JOSÉ DE ASSIS
LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA ESCOLAR
FICHA DE ASSISTÊNCIA DE VÍDEO EM FILOSOFIA
(Professor José Antônio Brazão.)
VALOR

NOTA:

CONCEITO:

Nome completo

Nº chamada

Turma:

Data:


2011
NOME DO VÍDEO

AUTOR E/OU EMPRESA PRODUTORA

ANO OU DATA APROX. DE PRODUÇÃO

Elabore uma pergunta pessoal ligada ao conteúdo do vídeo (utilize: por que /e/ou: como /e/ou: por que razão /e/ou: para que...?):

CONTEÚDO ATUAL EM ESTUDO EM FILOSOFIA:

TIPO DE VÍDEO
(     ) FILME.
(     ) DOCUMENTÁRIO.
(     ) TELEAULA.
(     ) DESENHO ANIMADO.
(     ) ______________________________________
TEMA OU ASSUNTO PRINCIPAL DO VÍDEO

BREVE RESUMO DO VÍDEO. Faça um pequeno resumo do vídeo assistido, com suas próprias palavras.








CONTEXTO HISTÓRICO  DE REFERÊNCIA DO VÍDEO
(       ) MUNDO ANTIGO.    (       ) MUNDO MEDIEVAL.
(   ) MUNDO MODERNO. (  ) MUNDO CONTEM-PORÂNEO. (       ) FUTURO.
(       ) IMAGINÁRIO/FICÇÃO.
RELAÇÃO ENTRE O VÍDEO E O CONTEÚDO ATUALMENTE EM ESTUDO EM FILOSOFIA




Filósofo(s) que é(são) mencionado(s) no vídeo:




LEMBRETE: Trazer esta ficha para o debate que vai ocorrer sobre o vídeo.
DEBATE SOBRE O VÍDEO NO DIA:


2011
A FICHA DE ASSISTÊNCIA DE VÍDEO EM FILOSOFIA é um instrumento valioso de trabalho, pois possibilita que o estudante tenha atenção redobrada no vídeo, sabendo que terá que preenchê-la. Essa ficha pode ser utilizada após a passagem do vídeo, logo a seguir, ou levada para casa e ali preenchida, tendo já sido visto o vídeo na escola. Uma grande vantagem de que ela seja feita é que, além da atenção, demandará memória de cada estudante, isto é, lembrar-se do que viu e ouviu e/ou leu para elaborar a ficha. Isto faz com que a memória de cada um(a) vá se aguçando, sem dúvida. Outra vantagem é a produção textual – os estudantes são induzidos, diretamente, a escrever, utilizando suas próprias palavras, sobre aquilo que veem e ouvem.
Ela permite o levantamento de informações gerais sobre o vídeo assistido. Tais informações poderão ser, em outra aula, debatidas com as turmas. O debate é valioso, pois faz com que diferentes percepções e ideias a respeito do vídeo sejam colocadas em comum, enriquecendo o aprendizado das turmas e aguçando a percepção individual e coletiva dos estudantes.
No momento do debate, a ficha permite que cada estudante apresente aquilo que conseguiu observar durante a assistência do vídeo, seu conteúdo geral e outras informações específicas, de fino detalhe, mas que nem todos percebem igualmente. Ela pode contribuir também para aqueles e aquelas que não têm muita facilidade de expressar-se oralmente, de forma direta. Estes estudantes poderão, com efeito, ler aquilo que escreveram ou solicitar a colegas que façam a leitura para eles, se for o caso.
O professor e a professora também deverão ter sua ficha pronta, em mãos. O resumo acima também. No que diz respeito a outros vídeos filosóficos aqui não resumidos, cada docente, tendo-os visto, é convidado a fazê-los.  Professor(a), vá juntando as fichas e resumos de vídeos que você tenha produzido, pois poderão ser úteis numa outra vez que venham a utilizar o vídeo como recurso midiático de enriquecimento do trabalho de ensino-aprendizagem. Ponha, por exemplo, dentro de uma pasta ou, talvez, em um fichário, daqueles que você encontra em qualquer papelaria ou que você mesmo(a) tenha feito. A ficha acima foi feita utilizando o recurso TABELA, do Word. É fácil!
Duas sugestões para o debate a respeito do vídeo e da ficha de vídeo: (a) pode ser na forma de GV/GO ou (b) pode ser em círculo único, como você, professor(a) queira, ou ainda, talvez, na disposição tradicional da sala de aula. O importante é que você encontre um meio de levar seus estudantes à elaboração de textos sobre aquilo que veem e aprendem. Obs.: a ficha acima é apenas uma sugestão. Você pode melhorá-la! Faça!
Observação: Não precisa ser necessariamente uma ficha de vídeo como esta. Pode ser uma redação ou um relatório escrito sobre o filme. O importante é que cada estudante registre o que viu. Mais: se possível, em roda, que cada um(a) compartilhe com a turma o conteúdo e a trama do vídeo filosófico. Discussões enriquecem muitíssimo o aprendizado de Filosofia e de qualquer matéria (componente curricular) escolar. Pode ser feito, inclusive, um trabalho interdisciplinar, com outras matérias escolares, junto com a Filosofia. Bom proveito e bom trabalho!
LISTA DE ALGUNS FILMES E DOCUMENTÁRIOS QUE PODEM SER UTILIZADOS NO ENSINO DE FILOSOFIA (Prof. José Antônio Brazão.)
A ESPINHA DORSAL DA NOITE (documentário da série COSMOS, de Carl Sagan, episódio 7). Temáticas: curiosidade científica, Pré-Socráticos. Na VIDEOTECA do site da TV ESCOLA (http://tvescola.mec.gov.br) pode ser encontrado esse vídeo em português. Também pode ser encontrado no YOUTUBE (www.youtube.com.br).
A GUERRA DO FOGO. Temáticas: Evolução humana, o domínio do fogo pelos homens primitivos, a origem da linguagem e das técnicas.
A HARMONIA DOS MUNDOS (documentário da série COSMOS, de Carl Sagan, episódio 3). Temáticas: Revolução Científica Moderna no campo da astronomia, Johannes Kepler, também Copérnico e Galileu Galilei, Isaac Newton. Também no site da TV ESCOLA e/ou no YOUTUBE.
A.I. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. Temáticas: Discussão sobre a possibilidade de dar sentimentos humanos a robôs, humanizá-los; relações humanas; inteligência artificial.
AGONIA E ÊXTASE. Temáticas: A vida de Michelangelo, Renascimento Artístico e Cultural.
ALEXANDRIA. Temáticas: história de Hipácia, Alexandria no século IV/V d.C., conflitos entre cristãos, pagãos e judeus. Menciona as ideias de Ptolomeu, Aristarco, dentre outros intelectuais da antiguidade. (Ver comentário elaborado, fora deste texto.)
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS (versão atual ou desenho animado). Temáticas: discussão possível sobre sonhos, fantasia, ilusão, imaginação, criação literária, criação e tecnologia, coragem para agir, decisão.
AUSTRÁLIA. Contém cenas em que aparecem crenças de aborígenes australianos. Útil no trabalho com mitos, cultura e outras temáticas filosóficas possíveis. É longo. Será preciso mais de uma aula.
BLAISE PASCAL – Filme completo. Sobre Blaise Pascal. Encontrado no Youtube.
CARTESIUS – Filme completo. Sobre René Descartes. Encontrado no Youtube.
COSMOS. Série documentário de Carl Sagan, cientista estadunidense, já falecido. Publicada no site de TV Escola – Videoteca, letra C. De interesse para a Filosofia, particularmente, os episódios 3 e 7. Todos os episódios, aliás, são valiosos. Nela há temas que podem ser discutidos de forma interdisciplinar com matérias científicas e humanas. Pode ser encontrada também no Youtube.
DONALD NO PAÍS DA MATEMÁGICA (desenho animado de Walt Disney). Temáticas: Pitágoras e os pitagóricos, filosofia e matemática, matemática na natureza e no universo, o uso da mente humana, descobertas humanas.
EINSTEIN REVELADO (documentário). Da Editora Nova. Temáticas: A vida e as descobertas de Albert Einstein, teoria da relatividade.
EM NOME DE DEUS. Temáticas: Filosofia escolástica, história de Pedro Abelardo e Heloísa.
FILOSOFIA PARA O DIA A DIA: VIDA SIMPLES. Documentário sobre vários filósofos, da Editora Abril. Conjunto de estudos sobre filósofos elaborado por um inglês.
FILOSOFIA. Cinco aulas do Novo Telecurso do Ensino Médio.
FILÓSOFOS ESSENCIAIS. Entrevistas sobre filósofos fundamentais do Ocidente. Durante essas entrevistas, o professor entrevistado vai expondo informações e detalhes sobre vários filósofos da história da filosofia ocidental. (Da Editora Tríada).
FÚRIA DE TITÃS 1 e 2. Temática: Mitologia grega. Mostram a relação entre deuses e humanos, de acordo com a mitologia grega, bem como conflitos aí surgidos.
GALILEU GALILEI (desenho animado). Temáticas: A ciência moderna, Galileu Galilei e Aristóteles.
GALILEU: A BATALHA PELO CÉU. Documentário da Scientific American sobre Galileu Galilei.
GLOBO CIÊNCIA. Contém vários episódios que falam de filósofos, tanto antigos quanto contemporâneos. Cada episódio dura, no máximo 20 minutos, mais ou menos. No site do CANAL FUTURA há informações e muitos dos vídeos do Globo Ciência podem ser encontrados no Youtube.
JASÃO E OS ARGONAUTAS. Mitologia grega. Filme.
MAGIA DO TEMPO (documentário da BBC). Temática: O tempo e sua ação.
O DIVINO MICHELÂNGELO (documentário). Temáticas: Michelangelo, pintor renascentista; Renascimento Artístico e Cultural moderno.
O INFERNO DE DANTE. Documentário da Discovery Channel sobre Dante. Temáticas: Dante, Renascimento Artístico e Cultural.
O NOME DA ROSA. Temáticas: Filosofia escolástica, lógica, Aristóteles, copistas medievais.
ODISSEIA. Temática: Mitologia grega. Elaborado a partir dos relatos contidos na Odisseia, do poeta grego Homero.
O HOBBIT. Mescla de mitologias. Relacionado a O Senhor dos Anéis.
O SENHOR DOS ANÉIS. Trilogia que mistura mitologia e guerra, composta a partir de personagens presentes em várias mitologias e criação literária.
PERCY JACKSON E O LADRÃO DE RAIOS. Temática: Mitologia grega. Conta a história de um rapaz (Percy Jackson) que é filho do deus grego Poseidon e suas peripécias, com amigos, para devolver o raio mestre do poderoso Zeus.
SANTO AGOSTINHO – Filme completo. Sobre Santo Agostinho. Encontrado no Youtube.
SER OU NÃO SER. Série sobre filosofia e filósofos, de Viviane Mosé. Pode ser encontrada no Youtube. Trata de Heráclito, Platão, Aristóteles, David Hume, Michel Foucault, dentre outros filósofos importantes da história da filosofia.
SHERLOCK HOMES 1 e 2. Temáticas: Lógica, raciocínio lógico, investigação, conhecimento científico aplicado na investigação.
TEMPOS MODERNOS (filme de Charlie Chaplin). Temática: A vida dos trabalhadores sob o capitalismo. Pode-se tratar das ideias de Marx e do anarquismo.
THOR. Temática: Mitologia viking.
TROIA. Temática: Mitologia grega. Filme elaborado a partir da história relatada por Homero no seu livro Ilíada. Mostra o cerco à cidade de Troia e, ao final, sua destruição e sua pilhagem pelos gregos. Guerra causada pelo rapto de Helena, mulher de um dos chefes gregos.
TV ESCOLA. No site da TV ESCOLA (http://tvescola.mec.gov.br) podem ser encontrados outros vídeos, na seção VIDEOTECA. Esta encontra-se disposta por ordem alfabética, tendo, em cada letra, um conjunto de vídeos sobre temas diversos, dentre os quais encontram-se temas filosóficos. Dê uma olhada e anote.
OBSERVAÇÃO: Professor(a), faça uma pesquisa em locadoras de filmes, no Youtube, no site da TV Escola, em outros sites e lugares. Você descobrirá muitos outros vídeos (filmes, desenhos animados, documentários, etc.) interessantes que poderá utilizar em suas aulas de Filosofia. A lista acima é apenas um exemplo e uma sugestão. Use fichas de vídeo e discuta os conteúdos com os e as estudantes. O aprendizado torna-se muito rico e a visualização ajuda a fixar conteúdos! Vale lembrar que vídeos também podem ser elaborados pelos próprios estudantes, através de recursos de vídeo dos computadores, tanto da plataforma Windows quanto da plataforma Linux. A seguir, apresentados à(s) turma(s).