terça-feira, 3 de janeiro de 2017

LEUCIPO, DEMÓCRITO E EPICURO: OS ÁTOMOS. (Prof. José Antônio Brazão.)

Diógenes Laércio, um escritor da antiguidade, assim afirma, no fragmento doxográfico (texto escrito de opinião sobre alguém, aqui, sobre o filósofo), sobre o filósofo Leucipo de Abdera: “[Leucipo] Foi o primeiro a afirmar os átomos como princípio de todas as coisas.(...)” (LAÉRCIO, Diógenes, apud Bornheim, 1998: 104). E sobre Demócrito, Laércio afirma:
“DOXOGRAFIA
“1 – Eis as teorias de Demócrito. Na origem de todas as coisas estão os átomos e o vazio (tudo o mais não passa de suposição). Os mundos são ilimitados, engendrados e perecíveis. Nada nasce do nada e nada volta ao nada. Os átomos são ilimitados em grandeza e número, e são arrastados com o todo em um turbilhão. Assim nascem todos os compostos: o fogo, o ar, a água, a terra. Pois são conjuntos de átomos, incorruptíveis e fixos devido à sua firmeza. O Sol e a Lua são compostos de massas semelhantes, simples e redondas; e a alma, da mesma forma, a qual é idêntica ao espírito. Nós vemos pela projeção de imagens. Tudo se faz por necessidade; sendo o turbilhão causa da gênese de tudo, ele o chama de necessidade. O bem supremo é a felicidade (‘euthymia’), muito diversa do prazer, ao contrário do que creram aqueles que não souberam compreendê-la; consiste no repouso e quietude da alma, não perturbada por nenhum temor, superstição ou afecção. Chama esta atitude de diversos nomes, entre outros o de ‘bem-estar’. As propriedades são convenção dos homens, ao passo que os átomos e o vazio existem segundo a natureza. Estão são as suas doutrinas. (Diog. Lart. IX).” (LAÉRCIO, Diógenes, apud Bornheim, 1998: 124.)
Leucipo, Demócrito e Epicuro, filósofos gregos que viveram entre o século cinco e três antes de Cristo, falam da existência de átomos, partículas minúsculas (as menores da matéria) que compõem todas as coisas. Como será que podem ter chegado a essa conclusão? Leucipo e Demócrito antecederam em, pelo menos, um século, o pensador Epicuro. Este, por sua vez, tomou contato com as ideias deles e até escreveu sobre os átomos. Anaxágoras, outro filósofo, havia também falado das homeomerias, partículas minúsculas.
Três atitudes, com certeza, se uniram para que os átomos fossem descobertos (e, no caso de Epicuro, o estudo e a defesa da existência deles): a observação sensível (por meio dos sentidos), com as constatações daí advindas, a reflexão racional (da razão) e a imaginação (capacidade humana de formar imagens na mente).
Primeiramente, o que os três observaram com os olhos, o tato e os outros sentidos? E o que constataram? Partindo deles mesmos: o corpo humano, a natureza, os ciclos naturais e a existência de uma multiplicidade (pluralidade) de seres em meio à unidade que torna possível sua harmonização e sua convivência. Observaram e constataram a montanha e a dureza de suas rochas, a chuva que caía do céu, os animais, os prédios das cidades gregas e de suas colônias, etc.  A areia fina da praia. A água que tem a capacidade de escorrer, passar do estado líquido ao sólido (gelo, neve na época do inverno) e ao vapor (quando aquecida). Existem muitos seres e fenômenos (fatos...) que ocorrem com eles. E o que eles têm em comum?
Outra constatação sensível (da visão e outros sentidos): os seres são divisíveis! Eles sofrem processos diversos de divisão: uma pedra pode ser quebrada e até esfarelada. O pão pode ser partido em pedacinhos (partículas) muitas vezes menores que ele. Os corpos vivos se dissolvem com a morte, até virarem pó! De fato, Leucipo e Demócrito observaram, muitas vezes, a decomposição de seres dos mais diversos tipos, animados e inanimados. Uma maçã pode ser cortada em pedaços cada vez menores, em minúsculas partes. Um prato de louça ou de barro, ao cair-se, quebra-se em pedaços grandes e pequeninos a espalhar-se pelo chão. E tais pedaços, se se fizer uso de um martelo, podem ser reduzidos a pó, e assim pode-se continuar a subdivisão.  Uma árvore pode ser serrada, dando origem a pedaços menores de madeira. Tais pedaços de madeira, por sua vez, podem ser serrados em pedaços ainda menores, menores e menores, tendo-se boas serras ou serrotes de diversos tamanhos. A madeira pode ser queimada, comida por cupins, o que demonstra a separabilidade, a divisão, de sua matéria em partes menores. Com outras matérias, já citados alguns exemplos, pode ocorrer o mesmo. Então, a divisibilidade da matéria pode ser constatada pela visão! Pelo tato também, quando se pode tocar matérias divididas ou realizar, com ferramentas, tal divisão. A comida é divida em pedacinhos na boca, com o auxílio dos dentes: rasgada, cortada, triturada e, por fim, engolida – minúsculas texturas podem ser sentidas pelo paladar. Todas estas coisas, com certeza, foram plenamente observadas por Leucipo, Demócrito e Epicuro. Por Anaxágoras também, pois chama as partículas homeomerias.
A reflexão racional (da razão), junto com a imaginação, levou à pergunta: até que ponto posso dividir este objeto X (p. ex.: um pedaço de madeira)? Infinitamente não é possível dividi-lo e seria um absurdo. Por quê? Por que, indo ao infinito, não se chega a lugar algum, a ponto algum. Ora a matéria existe! É fato. Então seria preciso admitir a existência de uma partícula (palavra que significa: partezinha, pedacinho) minúscula da matéria que seria indivisível: átomo é uma palavra grega que significa, justamente, indivisível, isto é, o átomo é uma partícula (um pedacinho) indivisível (que não pode ser mais dividida) de matéria. Os átomos são partículas indivisíveis. O fragmento doxográfico 4, referente a Demócrito, diz: “Os átomos não são divisíveis, e não há divisão até o ilimitado. (Aet. I, 16, 2)” E como se encaixam, formando os seres?
A Wikipédia assim comenta:
“Para Demócrito, o cosmos (o Universo e tudo o que nele existe) é formado por um turbilhão de infinitos átomos de diversos formatos que jorram ao acaso e se chocam. Com o tempo, alguns se unem por suas características (às vezes, as formas dos átomos coincidentemente se encaixam tão bem como peças de quebra-cabeça) e muitos outros se chocam sem formar nada (porque as formas não se encaixam ou se encaixam fracamente). Dessa maneira, alguns conjuntos de átomos que se aglomeram tomam consistência e formam todas as coisas que conhecemos, que depois se dissolvem no mesmo movimento turbilhonar dos átomos do qual surgiram.[9]” E continua:
“A consistência dos aglomerados de átomos que faz com que algo pareça sólido, líquido, gasoso ou anímico ("estado de espírito") seria então determinada pelo formato (figura) e arranjo dos átomos envolvidos. Desse modo, os átomos de aço possuem um formato que se assemelha a ganchos, que os prendem solidamente entre si; os átomos de água são lisos e escorregadios; os átomos de sal, como demonstra o seu gosto, são ásperos e pontudos; os átomos de ar são pequenos e pouco ligados, penetrando todos os outros materiais; e os átomos da alma e do fogo são esféricos e muito delicados.[10]” (IN: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dem%C3%B3crito)
Leucipo, Demócrito e Epicuro não tiraram a ideia do encaixe entre átomos à toa. Possibilidades: através de encaixes, dados pelas formas, alguns como ganchos (ver a última citação, antes desde parágrafo). Como assim? Partindo do que eles viam. Havia muitos prédios na Grécia e em suas colônias, bem como em outras nações. Um bloco de pedra ou um tijolo encaixa-se no outro, mantendo-se firmes os prédios construídos. Outra observação: para uma roupa ficar presa e firme no corpo, uma fivela facilita sua fixação. A amarra permite que um calçado não se solte nem se arrebente. E assim por diante, muitas maneiras de fixação (junção, encaixe) de seres podiam ser constatadas a nível macro (maior, grande). O encaixe de um tijolo no outro depende da forma, peças se encaixam segundo suas respectivas formas, a roupa que se encaixa no corpo depende das formas que foram dadas a ela, permitindo tal encaixe, etc. E a nível do muito minúsculo? Aplicando a observação, o pensamento reflexivo e a imaginação, Leucipo, Demócrito e Epicuro (Anaxágoras, com as homeomerias também) perceberam que para os átomos (as homeomerias, de Anaxágoras) formarem todos maiores só seria possível se tivessem encaixes e formas adequadas que permitissem isto, que fossem ganchos minúsculos ou formas que dispusessem de encaixes firmes. Jostein Gaarder, em O Mundo de Sofia, ao falar de Demócrito, compara os encaixes dos átomos ao brinquedo de Lego, constituído por muitas pecinhas, separadas em uma caixa, que são encaixadas por crianças, formando casas, castelos, máquinas e outros brinquedos.
Ora, os seres não se constituem num momento e se desfazem em outro. E os átomos têm peso. O fragmento doxográfico 3, referente a Demócrito, citado por Bornheim, diz: “Os átomos têm grandeza e forma, às quais Epicuro acrescenta o peso, porque os corpos, dizia ele, movem-se pela ação do peso. (Aet. I, 3, 18)” (BORNHEIM, 1998: 124.). Como assim? Por quê?
Um possível raciocínio para a conclusão acerca do peso dos átomos poderia ser: as observações sensíveis visual e tátil deixam claro que os seres têm peso; ora, se os átomos fossem destituídos de peso, não poderiam formar seres constituídos de peso. Ademais, por conta de serem indivisíveis, devem ser resistentes (duros) o suficiente para não permitirem que nada os divida. E uns átomos são mais pesados que outros: os que formam o ferro são pesados e mais rígidos que outros, ligando-se mais firmemente uns com outros (até o momento em que a ferrugem tome conta, o que leva tempo), os que formam o ar são sutis, isto é, são muito leves e separados (se fossem pesados, fariam mal ao corpo, ao entrarem nos pulmões) e transparentes, como o vidro (a Wikipédia menciona a antiguidade da fabricação do vidro, conhecido também entre os gregos, em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vidro). E o texto citado no final do parágrafo anterior dá uma dica: “(...) porque os corpos, dizia ele [Epicuro], movem-se pela ação do peso.” (BORNHEIM, op. cit., p. 124).
Que fenômenos (fatos que se manifestam, que ocorrem, na natureza e no mundo) Epicuro deve ter observado, ao longo da vida, para ter uma ideia da relação entre peso e movimento dos corpos e, também, dos átomos? Algumas possibilidades, a seguir. Numa montanha cheia de pedras, caso uma delas se solte, por conta do peso, ela se movimentará diretamente para baixo. A água demonstra ter peso ao ser posta na palma da mão e, em grande massa, escorre na forma de rios e cachoeiras. O escorrer é um tipo de movimento. Uma pedrinha, jogada para cima, volta, realizando um duplo movimento: para cima e para baixo. E uma força precisou ser aplicada a ela por conta de seu peso, pondo-a em movimento. O ar em movimento demonstra ter força, a ponto de empurrar os objetos e as pessoas, o que aponta que, sendo ele composto de átomos, estes devem ter peso tal que, juntos, são capazes de empurrar seres e até joga-los no chão. Se não tivessem peso, com certeza, não seriam capazes de fazer isto. Outro ponto: todo átomo é uma partícula. Por menor que seja, ela é matéria. Ora, uma das características essenciais das matérias observáveis é o peso: uma pedra grande tem peso, uma pedrinha tem peso, um grão de cevada, ainda que muito pequeno, tem peso. Uma medida pequena de ouro tem peso, assim como uma pepita maior. Portanto, o que dá origem a esses seres e outros, deve ter peso. Epicuro pode ter pensado assim, estabelecendo uma relação entre matéria e peso, mesmo uma particulazinha da matéria. Juntamente com o peso, o movimento!
E sobre o peso: o comércio, nas cidades gregas e em muitas outras na antiguidade, fazia uso de balanças e contrapesos para medir o peso de diversas mercadorias. No comércio, o que tem peso também tem preço, até hoje.
Ademais, pensemos um pouco: uma coisa (ser) que não tem peso seria igual a nada. E, de acordo com Epicuro, “Nada pode originar-se do nada.” (EPICURO, op. cit., p. 48). Ora, os átomos dão origem aos seres, todos dotados de peso. Mais uma evidência possível de que os átomos, sendo partículas da matéria, devem, necessariamente, ter peso. Ainda que muito pequeno, o peso de um átomo, unido ao de outros milhões e bilhões, dão um peso maior.
Juntando essas informações do dia a dia e muitas reflexões, Epicuro acrescentou o peso como característica do átomo!
O que aqui se quer mostrar é que Leucipo, Demócrito e Epicuro (Anaxágoras também, com as homeomerias) não pensaram a partir do nada: viram seres, movimentos, estudaram Heráclito ou ouviram falar dele (Heráclito falava que tudo está em movimento, em vir a ser [devir] como um rio), conheciam teorias de outros pensadores que os antecederam, conviveram com o mundo natural e o mundo social, perceberam muitos fenômenos naturais, aprenderam e discutiram muitas ideias com outras pessoas, quer fossem comuns, quer fossem devotadas aos estudos. Usaram, a partir desse amontoado de materiais que tiveram à disposição, o poder reflexivo do pensamento e uma imaginação fertilíssima.
E quantos átomos devem existir? Uma multiplicidade. Por quê? Uma possível explicação é, novamente, a pluralidade imensa de seres que existem na natureza, que têm formas e características próprias, as quais, com certeza, dependem dos encaixes e da firmeza na união certa dos átomos. Uns têm uma conexão mais firme, outros, uma mais flexível, passando pela dissolução e, com o tempo, a formação de novas ligações e novos seres, num movimento constante.
E além dos átomos, o que mais seria, então, preciso? O vazio! Os três pensadores em estudo defenderam a existência de átomos e vazio. Vazio? Sim. Como poderia ter ser imaginada, naquele tempo, alguns séculos antes de Cristo, sua existência? Partindo do concreto, alguns exemplos de vazio: a sala vazia, o quarto vazio, o copo vazio, o templo vazio quando não tem pessoas orando dentro dele (na Grécia antiga havia muitos templos), a rua vazia (as cidades gregas tinham muitas ruas), etc.  Eis o que Epicuro diz:
“Os átomos encontram-se eternamente em movimento contínuo, e uns se afastam entre si uma grande distância, outros detêm o seu impulso, quando ao se desviarem se entrelaçam com outros ou se encontram envolvidos por átomos enlaçados ao seu redor. Isso produz a natureza do vazio, que separa cada um deles dos outros, por não ter capacidade de oferecer resistência. Então a solidez própria dos átomos, por causa do choque, lança-os para trás, até que o entrelaçamento não anule os efeitos do choque. E esse processo não tem princípio, pois são eternos os átomos e o vazio.” (Epicuro de Samos, Pensamentos, p. 104. [EPICURO, 2006: 104])
Aristóteles, em sua Física, afirma claramente, ao referir-se a Demócrito:
“10 – Afirmam que o movimento se dá graças ao vazio; com efeito, segundo estes, o movimento dos corpos naturais e elementares é um movimento local; porque o movimento devido ao vazio é um transporte, como em um lugar; quanto aos outros movimentos, nenhum pertence, pensam eles, aos corpos elementares, mas somente àqueles que deles são formados; dizem que o crescimento, o perecimento e a alteração provêm da reunião e da separação dos corpos insecáveis. (Arist. Phys. VIII, 9, 265b).” (ARISTÓTELES, apud Bornheim, 1998: 125.)
Sem vazio, não há espaço para movimento: uma sala cheia de coisas não possibilita o movimento dentro dela, é difícil caminhar numa rua cheia de gente, gente fica de fora se o templo estiver cheio, se o copo estiver cheio, não é possível acrescentar líquido nele sem que derrame, e assim por diante. E o fragmento doxográfico 2 referente a Demócrito, citado por Bornheim, diz: “Os princípios são o cheio e o vazio.” (BORNHEIM, 1998: 124.) É possível caminhar numa floresta porque entre as árvores há espaços vazios, que permitem passar por entre as árvores. Numa praia manifesta-se espaço vazio onde pessoas podem sentar-se, crianças podem brincar, preparar-se para o nado, montar uma barraca. Estas percepções de espaços vazios que podem ser preenchidos eram captadas por Leucipo, Demócrito e Epicuro, como são hoje. Então o vazio é um fato, junto com a matéria que o preenche, matéria esta feita de átomos. E a nível atômico? Para que os átomos se movam ou formem seres separados uns dos outros no espaço é preciso que haja o vazio! O vazio é, portanto, fundamental. É claro, o vazio de que falam Leucipo, Demócrito e Epicuro vai além do vazio da sala e do copo. Usando a observação, a razão e a imaginação, perceberam a necessidade do um profundo vazio, talvez o vácuo, outra palavra para vazio. (Por exemplo: ao tirar o ar de uma garrafa tem-se, dentro dela, o vácuo.) E ambos, os átomos e o vazio, de acordo com Epicuro, são eternos. Sendo eternos, pode-se concluir que não foram criados.
Entre os gregos antigos não havia ideia de um Deus único e criador de todas as coisas. Ela aparecerá com o judaísmo e o cristianismo. No caso de Epicuro, a eternidade dos átomos e do vazio reforçava, com certeza, sua crença de que as pessoas não deveriam se preocupar com o que fazem os deuses e as deusas.
Antes de Leucipo, Demócrito e Epicuro, além de outros filósofos da antiguidade, dois pensadores pré-socráticos (que antecederam Sócrates), por volta dos séculos seis e cinco antes de Cristo, haviam tratado do movimento: Heráclito de Éfeso e Parmênides de Eleia, cidades que eram colônias gregas. Heráclito defendeu a existência efetiva do DEVIR (VIR A SER), do movimento, da transformação, presente permanentemente na natureza (physis, em grego), como um rio, no qual não se pode banhar de forma igual duas vezes. Parmênides de Eleia, por sua vez, contestou o movimento como constituinte do mundo natural. Para Parmênides, o movimento é ilusão, segundo um caminho que não deve ser seguido. O ser é eterno e permanente, imutável. Zenão de Eleia, discípulo de Parmênides, seguiu, com argumentos, o pensamento de seu mestre. O pensamento de Heráclito e Parmênides perpassou reflexões de filósofos que os seguiram, como Leucipo e Demócrito, até Epicuro, porém, nestes, houve a defesa do movimento e da eternidade do ser. Como assim? Os átomos são eternos, aproximando-se do que defendia Parmênides a respeito do ser, e estão em movimento contínuo, compondo e recompondo seres os mais diversos, permanentemente, aproximando-se do pensamento de Heráclito. (Platão, no século 4 a.C., adequou o pensamento de ambos, ao falar do mundo sensível [Heráclito] e do mundo das Ideias ou Inteligível [Parmênides]).
E Aristóteles, na Metafísica, afirma sobre a crença de Leucipo a respeito do movimento:
“2 – Alguns filósofos, como Leucipo e Platão, afirmam uma ação eterna, pois dizem que o movimento é eterno. Mas por que e o que é este movimento, não dizem, como não dizem a causa por que se move neste ou naquele sentido. (Arist., Metaph. XII, 6 1071b).” (In: BORNHEIM, op. cit., p. 104.)
E, na Física, Aristóteles dirá:
“10 – Afirmam que o movimento se dá graças ao vazio; com efeito, segundo estes, o movimento dos corpos naturais e elementares é um movimento local; porque o movimento devido ao vazio é um transporte, como em um lugar; quanto aos outros movimentos, nenhum pertence, pensam eles, aos corpos elementares, mas somente àqueles que deles são formados; dizem que o crescimento, o perecimento e a alteração provêm da reunião e separação dos corpos insecáveis. (Arist. Phys. VIII, 9, 265b).” (Idem, p.125.)
Assim como Heráclito, Leucipo, Demócrito e Epicuro perceberam, em tudo que podiam observar, o movimento, entendido como deslocamento, dissolução (corpos que se dissolvem, que se corroem ou são corroídos, etc.), reação (como o calor do fogo que faz a água reagir e borbulhar; o queimar da madeira pelo fogo), borbulhar (ex.: de água quente), etc. Observaram: o movimento dos astros nos céus (ex.: Sol, Lua, estrelas, planetas...), a queima de madeira (lenha), de galhos, com o consequente formar de carvão; o crepitar da chama de fogo, capaz de produzir fogo e luz; o ressecamento das folhas que caem no chão, por conta do calor e do apodrecimento, e uma imensidão de outros fenômenos que envolvem diferentes tipos de movimento(s). Observaram “o crescimento, o perecimento e a alteração” provenientes “da reunião e da separação dos corpos insecáveis” (ver a citação acima). Observaram o rio que corre (imagem usada por Heráclito para falar do devir, vir-a-ser, movimento). E “o movimento se dá graças ao vazio” (Ibidem, p. 125). Onde tudo está cheio não cabe espaço, nem é possível o movimento. O vazio oferece espaço de passagem para os corpos e os seres, para os átomos! Possibilita também a dissolução, o borbulhar, entre outros tantos fenômenos que envolvem o movimento.
Para concluir: o que se desejou, neste texto, foi ajudar na reflexão de professores(as) e estudantes de ensino médio e fundamental, além de outras pessoas interessadas no conhecimento dos três pensadores atomistas estudados (Leucipo, Demócrito e Epicuro), sobre como eles podem ter conseguido chegar à conclusão da existência dos átomos e de características deles e do vazio, tendo como ponto de partida a realidade em que viveram. De fato, a sociedade grega e outras (Epicuro viveu num tempo em que Roma já ia se expandindo) tinham conhecimento de matemática, de medidas, de peso (o comércio, constantemente fazia uso dele e ou faz até hoje), de espaços vazios e cheios, etc. Tinham conhecimentos técnicos de engenharia civil, de ferramentas (facas de diversos tamanhos e tipos, serras, pesos para balanças, barras de medidas, prumo, etc. etc.), inclusive máquinas complexas como a Máquina de Anticítera (entre 70 e 50 a.C.), encaixes de peças, entre outros elementos que podem ter ajudado muito na reflexão daqueles pensadores da antiguidade, que viveram há mais de dois mil e cem anos atrás. Em sala de aula, a pergunta Como teria sido descoberto e compreendido o átomo por Leucipo, Demócrito e Epicuro? pode surgir e até mesmo a professora e o professor de Filosofia a podem colocar, seja na forma de discussão, seja na forma de trabalho em grupos, ou  trabalho-discussão, a fim de despertar a curiosidade e a reflexão filosóficas!
O texto aqui apresentado contém apenas algumas reflexões, muito incompletas, que podem ser enriquecidas em sala de aula e em pesquisas fora desta, tanto por professoras, professores, quanto por estudantes e pessoas interessadas, curiosas por entender as ideias daqueles filósofos. O diálogo interdisciplinar com a Química, a Física e a História pode ser extremamente enriquecedor para todo mundo. Na verdade, este estudo faz uma mescla, chegando à beira da confusão. É interessante estudar separadamente os três. Além deles, os discípulos de Epicuro, como Diógenes de Enoanda. E não podemos nos esquecer de Anaxágoras!
Os textos desses filósofos são maiores e muito mais ricos, apresentando coisas interessantíssimas que podem ser discutidas sobre os átomos e outros temas. Vale a pena estuda-los e comenta-los, discuti-los, buscar entender os raciocínios possíveis que levaram à criação deles. Fazem parte da história da filosofia e das ciências!
Uma sugestão: pesquisa, por professoras, professores e estudantes, sobre os átomos nos últimos séculos e as descobertas a respeito deles. Comparar com os filósofos estudados. Essa ponte entre o presente e o passado pode ser enriquecedora do aprendizado estudantil.
Uma curiosidade. Um dos textos doxográficos diz: “Os átomos têm grandeza e forma, às quais Epicuro acrescenta o peso, porque os corpos, dizia ele, movem-se pela ação do peso. (Aet. I, 3, 18)” (BORNHEIM, 1998: 124.) (grifos meus). A ciência contemporânea (dos últimos séculos), expõe, na tabela periódica dos elementos químicos, algumas características dos átomos: massa atômica, número atômico, além de outras características. É claro que Leucipo, Demócrito e Epicuro não chegaram à exposição seriada, sequenciada, dos átomos, como o fizeram Dimitri Mendeleev e outros cientistas da contemporaneidade (séculos 19 e 20). Porém, é impressionante ver como, ao proporem a existência de átomos, ao estuda-los, aqueles filósofos da antiguidade buscaram interpretar a composição atômica e suas características, partindo dos instrumentos, observações, da razão e da imaginação que tinham, acreditando existir, em cada átomo, grandeza (medida), forma (estrutura) e peso (ainda que pequeníssimo, por conta do tamanho atômico e do fato de cada átomo ser matéria). Incrível. Não se pode, hoje, achar, porém, que o pensamento de Demócrito, Epicuro e Leucipo se equipara ao de cientistas (físicos e químicos, principalmente) de hoje. Porém, o que descobriram constitui-se, sem dúvida, numa forma rica e racional de pensamento, que ia muito além do que era ensinado pelos antigos mitos gregos e de outros povos. Bom diálogo interdisciplinar pode ser realizado entre a Filosofia e a Química!
REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO:
BBC BRASIL. O primeiro computador da história? Conheça o objeto mais misterioso da história da tecnologia. Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/geral-36639213. Acesso em: 10 de dezembro de 2016.
BORNHEIM, Gerd A. Os Filósofos Pré-Socráticos. 14.ed. São Paulo, Cultrix, 1998.
EPICURO. Pensamentos. (Textos selecionados.) Trad. Johannes Mewaldt e outros. São Paulo, Martin Claret, 2006. (A Obra-Prima de Cada Autor, 211)
GAARDER, Jostein. O Mundo de Sofia: Romance da história da filosofia. (Sofies verden) Trad. João Azenha Jr. São Paulo, Companhia das Letras, 1995. [Há nova edição deste livro.]
GALLO, Sílvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo, Scipione, 2014.
HELFERICH, Christoph. História da Filosofia. (Geschichte der Philosophie) Trad. Luiz Sérgio Repa e outros. São Paulo, Martins Fontes, 2006.
MORAES, João Quartim de. Epicuro: as luzes da ética. São Paulo, Moderna, 1998. (Coleção Logos)
STORIG, Hans Joachin. História Geral da Filosofia. (Kleine Weltgeschichte der Philosophie) Trad. Volney J. Berkenbrock e outros. Petrópolis, Vozes, 2008.
TELES, Maria Luiza Silveira. Filosofia para jovens: Uma iniciação à filosofia. 12.ed. Petrópolis, Vozes, 2004.
WATANABE, Lygia Araújo. Platão: por mitos e hipóteses. 2.ed. São Paulo, Moderna, 1996. (Coleção Logos)
WIKIPÉDIA. Demócrito. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dem%C3%B3crito. Acesso em: 10 de dezembro de 2016.

WIKIPÉDIA. Vidro. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vidro. Acesso em: 8 de dezembro de 2016.

domingo, 20 de novembro de 2016

DIÓGENES DE SÍNOPE (DIÓGENES, O CÍNICO) E ALEXANDRE O GRANDE (Prof. José Antônio Brazão.)

No verbete Diógenes de Sínope, a Wikipédia traz o seguinte apontamento de um encontro de Diógenes (filósofo cínico, que viveu, aproximadamente, entre 412[ou 404] e 323 antes de Cristo) com o poderoso rei Alexandre o Grande, da Macedônia, que havia conquistado a Grécia:
“Igualmente famosa é sua história com Alexandre, o Grande, que, ao encontrá-lo, ter-lhe-ia perguntado o que poderia fazer por ele. Acontece que devido à posição em que se encontrava, Alexandre fazia-lhe sombra. Diógenes, então, olhando para a Alexandre, disse: "Não me tires o que não me podes dar!" (variante: "deixa-me ao meu sol"). Essa resposta impressionou vivamente Alexandre, que, na volta, ouvindo seus oficiais zombarem de Diógenes, disse: "Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes." (In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%B3genes_de_Sinope) O texto tem como ponto de referência outro filósofo e escritor da antiguidade, chamado Diógenes Laércio, que escreveu o livro Vidas e Opiniões de Filósofos Eminentes.
Diógenes foi um filósofo do grupo dos filósofos cínicos, assim chamados por serem comparados com cães (kinos, em grego), dada a proposta de simplicidade de vida que buscavam seguir, contrários aos convencionalismos sociais de seu tempo. Devotados à busca do controle dos desejos, das paixões, da agressividade e dos impulsos, chegando Diógenes ao radicalismo de viver em um barril!
Mas o que poderia ter levado um grande rei a querer encontrar-se com um filósofo que vivia uma vida simples, em um barril? Alexandre, além de político, era um soldado. Soldados costumam ter treinamentos rígidos, a superar as adversidades, a fim de estarem bem preparados para o campo de batalha, um pouco semelhante ao controle dos desejos, paixões e impulsos daqueles filósofos. Além disto, Diógenes tinha que enfrentar os dissabores do dia a dia, do tempo (clima), da falta de proteção, perigos, etc. Certamente, um ponto de admiração.
Além do mais, Alexandre era rico e quanto mais poder tinha, mais queria: mais reinos, mais terras, mais bens, poder sobre as pessoas. Ora, a maioria das pessoas desejam bens, riquezas, poder. (Hoje, no século 21, também!) Como um homem sábio poderia conseguir viver sem essas coisas? Como seria capaz de abandonar aquilo que a maioria quer? Como pode um homem conseguir não deixar-se levar por aquelas e outras tentações (atrativos)? Como pode um homem não querer os confortos da riqueza e outras benesses da vida? (As tentações do consumismo do mundo atual?!) Certamente, mais um ponto da admiração alexandrina.
Como é possível o autocontrole, se outras possibilidades de viver bem seriam possíveis? Desistir do conforto e da segurança é difícil! Não deixar-se levar pelos apelos do corpo e dos mais profundos desejos deste não é fácil para a maioria das pessoas. Mas Diógenes o Cínico conseguia. Outros filósofos cínicos também. No mínimo, admirável.
Ao tirar do filósofo o Sol, com a própria sombra, Alexandre ouviu de Diógenes: "Não me tires o que não me podes dar!" (variante: "deixa-me ao meu sol"). Que será que o filósofo queria dizer ao poderoso militar e rei de tantos povos, de um grande império? Vejamos parte por parte:
Alexandre, o poderoso, queria saber do filósofo o que este gostaria que o rei fizesse por ele, um homem comum, sem poder. Alexandre oferece, de seu magnífico poder, grandes coisas que ele acreditava que o filósofo, como homem, com certeza, quereria ter. Ora, quem não quer ter algo ou obter o favor de um grande homem? De um rei! Mas não, o cínico o encabula com sua resposta.
"Não me tires o que não me podes dar!" Diógenes pede ao rei que, em vez de querer dar-lhe algo grandioso, conforto, vida boa, entre outros bens humanamente desejáveis, simplesmente não tire dele o que o poder militar e político, o poder humano, não pode dar-lhe: a luz do Sol. Por mais poderoso que fosse, Alexandre, o Grande(!), o Magno(!), não poderia dar-lhe sequer um raio da luz solar. O que o filósofo Diógenes, o Cínico, quis dizer com isto?
(1) O limite do poder. O poder humano, por maior que seja, é limitado. O cosmos e a natureza (physis, em grego) são maiores que ele. O ser humano, aliás, é um simples pedaço do cosmos. E esse limite é estende-se tanto a um grande rei ou político (estadista) quanto ao mais simples homem comum.
(2) Os limites da vida. Aquela porção de Sol, aproveitada naquele dia, correspondia a um momento de prazer ímpar (que não tem nenhum outro igual), na vida daquele homem simples (aparentemente muito simples). Para quem acha que os cínicos desprezavam os prazeres, o prazer do Sol, da intensidade e da pureza de sua luz é algo precioso. Além do mais, nem todo dia tem-se o calor gostoso do Sol: dias de chuva, em ocasiões de brumas, no inverno gelado da Europa, da qual a Grécia faz parte. E Diógenes vivia num barril! Perder o prazer do calorzinho do Sol seria, pois, um péssimo negócio. Ainda mais alguém que, tendo um barril por casa, vivia cada dia e sabia das agruras (dificuldades) que passava.
(3) A gratuidade universal da natureza: os raios do Sol são gratuitos, oferecidos a toda e qualquer pessoa (ser humano), desde o mais rico dos homens até o mais simples dos mortais. O poder pode tirá-los, porém não os pode dar: se posicionando na frente, aprisionando alguém, de outras formas pode tirar, mas não oferecer. É limitado, como já foi dito. O Sol pode oferecer e o faz gratuitamente. Mesmo o poder, quando dá algo a alguém, geralmente quer algo em troca, algum favor. O Sol dá seus raios, sua luz, sua energia, e não pede nada em troca. E aqui entra a segunda variante: "deixa-me ao meu sol". O Sol é para todos! É de todos, queira o rei ou não.
(4) A quebra do ciclo favor-troca. Na linha do favor-troca, Diógenes sabia que, ao aceitar algum presente do grandioso Alexandre, certamente, de algum modo, estaria compactuando com o poder deste, fruto da dominação de povos, feita à base de massacres, mortes, prisões, do roubo, da troca de presentes e favores escusos (corruptos), de bens tomados de outros. Ora, ninguém pode tomar do Sol qualquer raio ou trocar com ele favores. Muitos dos bens que Alexandre poderia oferecer não eram dele! Eram de pessoas dominadas, subjugadas, que perderam sua liberdade, seja na Grécia ou em qualquer região do Império Macedônico. O Sol oferece sua luz, dia após dia, sem cobrar nada em troca, sendo Sol de Diógenes (“...o meu Sol”), de Alexandre e de qualquer pessoa ou ser vivo. Percebe-se que numa simples frase, aparentemente inocente, há algo mais profundo, uma dimensão maior: humana, natural, política, militar, etc. E Diógenes sabia bem do que ocorria no grande império e entre seu povo dominado! Muita gente dominada, massacrada, sofrendo, pagando impostos pesados ao império, para beneficiar grupos poderosos deste, que usufruíam das benesses do poder. Diógenes ouvia falar do que acontecia, sabia do que estava ocorrendo. Diógenes não era bobo! E discreto: não discute com o poderoso rei. Pede a ele algo (aparentemente) simples: deixar de fazer sombra diante do prazer que o Sol, e não o poder humano massacrante, lhe poderia oferecer.
E o texto citado da Wikipédia conclui: “(...) Essa resposta impressionou vivamente Alexandre, que, na volta, ouvindo seus oficiais zombarem de Diógenes, disse: "Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes.” (Wikipédia, verbete Diógenes de Sínope). Ao zombar de alguém, o poder procura fazer com que este caia em menosprezo ou que seja visto sob seu olhar – o olhar do desprezo, que vê no domínio, na riqueza conquistada (injusta e indignamente) e na capacidade de mandar sobre outros o sumo dos desejos humanos. Zombar, menosprezando, serve à dominação e não à contestação, mesmo que seja zombar de uma frase boba (e do seu expositor, de seu estilo de vida), aparentemente idiota, de um filósofo grego,  de um povo conquistado e dominado pelo grande império. O desprezo, junto com a zombaria, é também um modo de reforçar a dominação e de deixar claro quem é que manda. Manter o status quo (a situação como está), favorável ao império e aqueles cujos interesses este defendia, sustentava e ampliava, às custas do sofrimento de muitos. E Alexandre, por mais que quisesse ser Diógenes, reconhecendo que não podia ser senhor de tudo (ter até o Sol ou dominar o cosmos), morreu riquíssimo e famoso por seus feitos, até hoje! E seus oficiais? Quando Alexandre morreu, os generais dividiram seu império, tornando cada um rei de sua parte, nem sequer, certamente, se lembrando ou sabendo do filósofo grego que queria que o rei não lhe tirasse o prazer da luz solar. E souberam fazer uso do poder para dispor do prazer e das benesses, dos privilégios! Diferente do filósofo que vivia como um cachorro de rua! Um cínico!
           Uma observação: na conversa com o cínico Diógenes, Alexandre não estava sozinho. Nenhum governante, presidente (nos dias de hoje), rei ou outro representante do poder máximo de um país anda sem guarda-costas. Com certeza, Alexandre tinha consigo soldados e, muito certamente, os generais que depois viriam a criticar Diógenes. O rei não podia entrar sozinho numa cidade conquistada e, potencialmente, inimiga. Imperador.
Curiosidade: Até a Bíblia fala de reis sucessores de Alexandre e de sua dominação, por exemplo, nos livros dos Macabeus, no Antigo Testamento. Os israelitas foram um outro dos povos dominados. Seus vizinhos também. Para saber mais, há livros escolares, paradidáticos e outros, incluindo universitários, de História que tratam do Império Macedônico. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

FILOSOFIA EM POESIA: FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA 2 (Prof. José Antônio Brazão.)

FILOSOFIA EM POESIA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA 2:
(Prof. José Antônio Brazão.)

Os séculos dezenove (parte), vinte e vinte e um:

Séculos de invenções e ciências,
do motor a explosão e do vapor,
em usinas imensas, a energia elétrica,
era dos trens e dos automóveis
do avião, do computador,
de descobertas da genética.

Em mais de cem anos, as comunicações:
o já existente telégrafo,
o telefone de Bell e o celular,
o rádio de Marconi e as radio-transmissões,
a televisão de tubo e tela plana,
a internet nas casas e em todo lugar.

Abria-se um tempo de muitas novidades:
desde grandes descobertas
e novas invenções
até fatos de extremas gravidades,
como a fome e a miséria abertas,
guerras terríveis e ideológicas ilusões.

O capital, avançando
sobre diferentes sociedades,
globalizando-se foi cada vez mais,
seus tentáculos estendendo,
com velhas alianças e belicosidades,
por mercados e domínios neocoloniais.

O jogo de econômicos interesses,
aliado a políticas ambições,
levou a duas guerras mundiais,
durante longos anos e meses,
de bélicos conflitos e ações:
70 milhões de mortos e  muitos feridos fatais.

Novas e renovadas reflexões filosóficas
Foram progressivamente aparecendo:
as reflexões do existencialismo,
a nova matemática lógica,
a Escola de Frankfurt e seu pensamento,
outras tantas, incluindo o marxismo.

A Escola de Frankfurt, na Alemanha,
de filósofos, economistas
e outros intelectuais composta,
investigou o capitalismo e suas entranhas,
a ideologia e as ações nazi-fascistas,
analisou até a arte e suas propostas.

Os frankfurtianos Horkheimer e Adorno,
pesquisando a cultura e a arte,
evidenciaram a indústria cultural,
que produz arte e informações para consumo
e venda, em toda parte,
e transmite a ideologia do capital.

Walter Benjamin, expondo sua posição,
viu à arte o acesso de mais pessoas.
Na era da reprodutibilidade técnica,
novos meios de multiplicação,
por meio de máquinas e cópias,
abrindo espaço a diversas estéticas.

Boa parte dos frankfurtianos,
por judeus composta,
incluindo Adorno e Benjamin,
por nazistas foi, por anos,
vigiada e exposta,
pondo às reuniões da Escola um fim.

A filósofa Hannah Arendt, também judia,
estudou os totalitarismos do vigésimo século
analisou o fascismo, o nazismo e o stalinismo,
viu neles uma evolução do unipartidarismo,
a transformação das classes em massas
e uma política externa voltada para o domínio mundial.

Ela também fez dura crítica
do domínio nazista
nos campos de concentração,
de carrascos nazistas sem traço sentimental,
ao serem julgados, vendo neles a manifestação
do que chamou de banalidade do mal.

O pensamento marxista
sobre várias revoluções
exerceu forte influência:
na Rússia e União Soviética,
tendo na China e em Cuba repercussões,
despertando conflitos e nova consciência.

Fruto desse pensar, Rosa Luxemburgo,
polonesa, filósofa e economista,
do Partido Social Democrata,
militante socialista e marxista,
presa por causa de suas lutas e fadigas
por dar apoio à trabalhadora classe explorada.

A formal lógica aristotélica já não bastava,
nem a matemática de Euclides,
no século dezenove já vinha aparecendo
uma lógica matemática
e matemáticas não-euclidianas
vinham nascendo.

A Lógica Matemática
transforma em símbolos lógicos
a humana linguagem,
tendo influenciado a informática,
a programação, a eletrônica e os estudos robóticos,
abrindo à filosofia e às ciências nova abordagem.

O humano existir também levantou reflexões na consciência:
a tempos vinha-se gestando o existencialismo,
no pensar de Kierkegaard e Friedrich Nietzsche
fervilhando foram pensares sobre a existência,
mas tomou efetiva forma com Jean-Paul Sartre,
filósofo francês do século vinte.

Sartre popularizou o existencialismo
em livros, romances e no teatro,
dizia que o homem está por sua própria conta e realidade,
pelo fato de inexistir qualquer ser divino,
tornando-se ele responsável por cada ato;
ademais, tudo o que faz envolve a humanidade.

O existencialista Albert Camus, argelino,
também escreveu livros e romances.
Em A Peste expôs temáticas como o amor,
a amizade, a luta comum, o companheirismo,
o respeito, o entendimento humano
e o combate aos ratos (nazi-fascistas) sem temor.

No campo das ciências e da tecnologia:
a teoria da relatividade e a física quântica;
a criação de foguetes que levaram homens à Lua,
com os EUA e a URSS em plena Guerra Fria;
descobertas na medicina, da biologia e da química,
a descoberta da estrutura e da função do DNA.

Descobertas na área da computação:
desde a máquina de Turing para combater a Enigma
até os estudos e criações de Steve Jobs,
de Bill Gates e cientistas da informação,
supercomputadores de uso diverso e no estudo do clima
e cujo uso por governos e instituições, a cada dia, sobe.

A teoria e descoberta do Big Bang,
a grande explosão de origem do universo,
trouxe consigo novas perspectivas:
nada no universo é estanque,
tudo tem mesma origem, apesar do diverso,
que estabelece da natureza as leis e as prerrogativas.

A fórmula de Einstein, relativa à energia,
diz que esta é o resultado
da multiplicação da massa
pela velocidade da luz ao quadrado. [E= M.C2]
Uma bomba atômica cidades arrasa.
Inversamente, no Big Bang, energia formou matéria.

No mundo atual,
crises econômicas
e crises humanitárias,
frutos da crença neoliberal
em mercadológicas
liberdades utilitárias.

Mundo de câmeras
e sistemas de informação,
da vigilância o fulgor,
de registro e visões seguras,
para controle de pensamento e ação,
como descobrira Michel Foucault.

Mortes aos milhares no Mediterrâneo,
conflitos no Iraque e entre os sírios,
a violência no mundo, a ponto tal,
do Brasil contemporâneo
à Ucrânia: muitos sacrifícios
exigidos e postos no altar do capital.

Mas nem tudo é negativo:
uma consciência ecológica, há décadas,
nasceu e vem crescendo,
a cada um(a) e todos juntos cabendo
levar, de conferências linhas traçadas,
ações em prol da Terra em grau superlativo.

No campo da educação, vale citar aqui
filósofos e educadores de grande importância:
Paulo Freire e Rubem Alves,
Jean Piaget e Lev Vygotsky,
Maria Montessori, a italiana.
A eles e tantos(as), de todos os lugares, um alegre Salve!!!!

Acreditando no poder da educação,
Freire dizia que ninguém
“Liberta ninguém,
ninguém se liberta sozinho,
os homens se libertam
em comunhão.” [Paulo Freire]

Vale acrescentar que a educação
não é capaz de transformar
as pessoas e o mundo sozinha,
mas pode dar instrumentos para capacitar
homens e mulheres para que, juntos,
sejam capazes dessa transformação.

OBSERVAÇÕES:
Ao longo da proposta Filosofia em Poesia, pedaços fundamentais da história da filosofia foram sendo expostos, permitindo um possivelmente rico material didático para o ensino de Filosofia nas escolas, tanto no ensino médio quanto no fundamental (onde houver nesta fase do ensino).
É claro, nem todos os filósofos(as) foram tratados(as). O que aqui se propõe é um rumo simples e didático, um caminho inicial para quem quer aprender filosofia. Aliás, professor(a), faça você e suas turmas o preenchimento do que falta!
Um convite simplíssimo ao aprendizado filosófico. Não substitui a leitura direta de filósofos e filósofas. Pelo contrário, quer propor essa leitura. Os textos escritos por filósofos e filósofas, no transcurso da história dos últimos milênios, são a matéria-prima da filosofia!
Professor(a), convide suas e seus estudantes para que os leiam, começando pelos mais simples e navegando em outros mais complexos, para que percebam a riqueza das reflexões filosóficas. E faça você o mesmo esse caminho.

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO BÁSICO DE FILOSOFIA EM POESIA:
ABRÃO, Bernadete Siqueira et alii. História da Filosofia: Da Antiguidade aos pensadores do século XXI. São Paulo, Moderna, 2008. (Enciclopédia do estudante, 12)
ARANHA, Maria L.A. e MARTINS, Maria H. P. Filosofando: Introdução à Filosofia. 4.ed. São Paulo, Moderna, 2009
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Maquiavel: a lógica da força. São Paulo, Moderna, 1993. (Coleção Logos)
BARBOZA, Jair. Schopenhauer: a decifração do enigma do mundo. 2.ed. São Paulo, Moderna, 1997. (Coleção Logos)
BASTOS, Elizabeth Soares et alii. Introdução à Educação Digital. Brasília, MEC, 2008.  (PROINFO INTEGRADO)
BENOIT, Hector. Sócrates: o nascimento da razão negativa. São Paulo, Moderna, 1996. (Coleção Logos)
BORNHEIM, Gerd A. (org.). Os Filósofos Pré-Socráticos. São Paulo, Cultrix, 1998.
CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. São Paulo, Saraiva, 2002.
CHAUÍ, Marilena. Espinosa: uma filosofia da liberdade. 3.reimp. São Paulo, Moderna, 2001. (Coleção Logos)
CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia. 2.ed. São Paulo, Ática, 2013.
COELHO, Cláudia S. Galileu Galilei. São Paulo, Discovery Publicações, [2013].
COLETTE, Jacques. Existencialismo. (L’existentialisme) Trad. Paulo Neves. Porto Alegre, L&PM Editores, 2009. (L & PM Pocket Encyclopaedia , vol. 662)
COSTA, José Silveira da. Averróis: o aristotelismo radical. São Paulo, Moderna, 1994. (Coleção Logos)
COSTA, José Silveira da. Tomás de Aquino: a razão a serviço da fé. São Paulo, Moderna, 1993. (Coleção Logos)
COTRIM, Gilberto e FERNANDES, Mirna. Fundamentos de Filosofia. São Paulo, Saraiva, 2010.
CURY, Augusto. Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas: Desvendando o fascinante mundo da mente humana. 2.ed. São Paulo, Academia, 2010.
CURY, Augusto. Pais brilhantes, Professores fascinantes. 14.ed. Rio de Janeiro, Sextante, 2003.
FARIA, Maria do Carmo B. de Faria. Aristóteles: a plenitude como horizonte do ser. São Paulo, Moderna, 1994. (Coleção Logos)
FIKER, Raul. Vico: o precursor. São Paulo, Moderna, 1994. (Coleção Logos)
GAARDER, Jostein. O Mundo de Sofia: Romance da história da filosofia. (Sofies verden) Trad. João Azenha Jr. São Paulo, Companhia das Letras, 1995. [Há nova edição deste livro.]
GALLO, Sílvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo, Scipione, 2014.
GRANIER, Jean. Nietzsche. (Nietzsche) Trad. Denise Bottmann. Porto Alegre, L&PM Editores, 2009. (L & PM Pocket Encyclopaedia , vol. 823)
HELFERICH, Christoph. História da Filosofia. (Geschichte der Philosophie) Trad. Luiz Sérgio Repa e outros. São Paulo, Martins Fontes, 2006.
KANT, Immanuel. À paz perpétua. (Zum ewigen Frieden) Trad. Marco Zingano. Porto Alegre, L&PM Editores, 2010. (L & PM Pocket, vol. 449)
KUJAWSKI, Gilberto de Melo. Ortega y Gasset: a aventura da razão. São Paulo, Moderna, 1994. (Coleção Logos)
MAGEE, Bryan. História da Filosofia. 2.ed. São Paulo, Loyola, 2000.
MARÍAS, Julián. História da Filosofia. (História de la filosofia) Trad. Cláudia Berliner. São Paulo, Martins Fontes, 2004.
MARTON, Scarlet. Nietzsche: a transvaloração dos valores. 4.ed. São Paulo, Moderna, 1996. (Coleção Logos)
MARX, Karl. Capital, Trabajo, Plusvalía. (Selección y prólogo Ramón Tarruella) Argentina, Longseller, 2005. (Clássicos de Siempre)
MATOS, Olgária C. F. A Escola de Frankfurt: luzes e sombras do Iluminismo. São Paulo, Moderna, 1993. (Coleção Logos)
Microsoft Corporation. Enciclopédia ENCARTA. (Microsoft ® Encarta ® Encyclopedia 2002. © 1993-2001 Microsoft Corporation.) Vários tradutores. São Paulo\Rio de Janeiro, Microsoft Brasil, 2001. (Enciclopédia digital.)
MORA, José Ferrater. Dicionário de Filosofia. Lisboa, Dom Quixote, 1991.
MORAES, João Quartim de. Epicuro: as luzes da ética. São Paulo, Moderna, 1998. (Coleção Logos)
MORENO, Arley R. Wittgenstein: os labirintos da linguagem, ensaio introdutório. São Paulo, Moderna, 2000. (Coleção Logos)
MOUTINHO, Luiz Damon S. Sartre: existencialismo e liberdade. 2.ed. São Paulo, Moderna, 1995. (Coleção Logos)
NTE GOIÂNIA. Elaboração de Projetos. Goiânia, SEE-GO, 2010. (Manual apostilado, parte do curso do PROINFO INTEGRADO)
OVÍDIO. El Arte de Amar; Remedios del Amor. Trad. e prólogo de Susana Aguiar. Argentina, Longseller, 2005. (Clássicos de Siempre)
REALE, Giovanni e ANTISERI, Dario. História da Filosofia. São Paulo, Paulus, 2006. (7 volumes)
RUSSELL, Bertrand. No que acredito. (What I believe) Trad. André de Godoy Vieira. Porto Alegre, L&PM Editores, 2010. (L & PM Pocket, vol. 592)
SALGADO, Maria U. C. e AMARAL, Ana Lúcia. Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC. Brasília, MEC, 2008.
SARTRE, Jean-Paul. A Imaginação. (L’imagination) Trad. Paulo Neves. Porto Alegre, L&PM Editores, 2010. (L & PM Pocket, vol. 666)
SÊNECA. Aprendendo a viver. (Epistulae Morales ad Lucilium) Trad. Lúcia Sá Rebello e Ellen I. N. Vranas. Porto Alegre, L&PM Editores, 2011. (L & PM Pocket, vol. 662)
SILVA, Franklin Leopoldo e. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo, Moderna, 1993. (Coleção Logos)
STORIG, Hans Joachin. História Geral da Filosofia. (Kleine Weltgeschichte der Philosophie) Trad. Volney J. Berkenbrock e outros. Petrópolis, Vozes, 2008.
TELES, Maria Luiza Silveira. Filosofia para jovens: Uma iniciação à filosofia. 12.ed. Petrópolis, Vozes, 2004.
THIERCY, Pascal. Tragédias gregas. (Les Tragédies Grecques) Trad. Paulo Neves. Porto Alegre, L&PM Editores, 2011. (L & PM Pocket Encyclopaedia , vol. 821)
WATANABE, Lygia Araújo. Platão: por mitos e hipóteses. 2.ed. São Paulo, Moderna, 1996. (Coleção Logos)
COLEÇÕES:
Existem várias coleções de livros escritos por filósofos ou sobre filósofos que são de preço bem acessível e que vale a pena conhecer e mesmo obter ou, quem sabe, pedir para a biblioteca da escola em que você, professor(a), trabalha.
EDIOURO. Clássicos de Bolso. Rio de Janeiro, Editora Ouro, s.data. Coleção de livros que vão de escritores até cientistas e filósofos. É uma coleção que tem preço bem acessível. Pode ser encontrada em livrarias.
MARTIN CLARET. Coleção A Obra-Prima de Cada Autor. São Paulo, Editora Martin Claret, 2004. Outra coleção de livros que vão de escritores até cientistas e filósofos. Também tem preço bem acessível. Pode ser encontrada em livrarias e revistarias (bancas de revistas).
MODERNA. Coleção Logos. Vários livros dessa coleção são indicados acima e em páginas anteriores. É uma coleção que traz a exposição de diversos estudiosos a respeito de filósofos e pensadores fundamentais da história. Uma vantagem que ela tem é que traz trechos escolhidos dos textos dos próprios filósofos, em português.
NOVA CULTURAL. Os Pensadores. São Paulo, Nova Cultural, 1996. (Os Pensadores é uma coleção de textos escritos por filósofos, dispondo de textos que vão desde os pensadores pré-socráticos até Wittgenstein. É uma coleção que, de tempos em tempos, costuma sair em bancas de revistas ou revistarias, sendo um volume por vez, com preço bem acessível.)
UNESP. Coleção Grandes Filósofos. São Paulo, Editora UNESP, [décadas de 1990 e 2000]. Coleção de vários autores a respeito de filósofos de várias épocas. Outra coleção cujos livros têm preço bem acessível.
Outras coleções: Professor(a), vá a boas livrarias e faça um levantamento de outras coleções referentes à filosofia e ao seu estudo. Você e sua escola terão muito a ganhar. Aproveite também para pedir à escola que adquira livros e coleções de filosofia para a biblioteca escolar! A biblioteca escolar pode ser uma fonte muito boa de pesquisa, de leitura e de aprendizado!
ALGUNS SITES DE PESQUISA ÚTEIS AO ESTUDO DA FILOSOFIA:
http://agora.qc.ca/ Enciclopédia Ágora. Em francês. Podem ser usados tradutores online, como o Google Tradutor, dentre outros. Contém diversos verbetes ligados à filosofia e aos filósofos.
http://www.bbc.co.uk/radio4/history/inourtime/greatest_philosopher_list5.shtml Site da BBC de Londres, que contém muitas informações a respeito de filósofos. Tudo em inglês, porém, novamente, siga a ideia: use tradutores online. Estes dão uma boa ideia, na tradução para o português, a respeito do conteúdo filosófico que está em inglês.
http://www.futura.org.br/programacao/globo-ciencia/ Site do Globo Ciência, dentro do site do Canal Futura. O Globo Ciência tem diversos episódios em vídeo sobre filósofos. Tudo em português. Vale a pena trabalhar alguns desses vídeos em aulas. Esses vídeos de filósofos e de ciência também podem ser encontrados no YOUTUBE, um site que contém variados tipos de vídeos, dentre os quais episódios do Globo Ciência acerca de filosofia.
http://plato.stanford.edu/  (Em inglês. Pode ser traduzido com auxílio de tradutores online.) É uma enciclopédia de filosofia online que vale a pena dar uma olhada e usar como fonte de boas pesquisas suas, professor(a). Textos aprofundados e escritos por professores da Stanford University (Universidade de Stanford) dos EUA.
Este site. Filosofia no Dia a Dia. Site elaborado por mim, durante curso feito com o pessoal do NTE – Núcleo de Tecnologia Educacional, da Secretaria de Estado da Educação de Goiás. O curso fez parte do PROINFO INTEGRADO, do MEC em parceria com secretarias de educação de todo o Brasil. Os cursos são dados pelos NTEs gratuitamente. O site Filosofia no Dia a Dia, indicado, tem textos sobre a história da filosofia e dicas para o ensino desse componente curricular, a Filosofia, em escolas.
www.filosofia.com.br Site do SÓ FILOSOFIA. Tem informações e jogos online muito interessantes para o ensino e o aprendizado de filosofia.
www.google.com.br Site de busca.
http://www.laefi.defil.ufu.br/index.html Laboratório virtual de prática de ensino em Filosofia da UFU – Universidade Federal de Uberlândia. Logo na entrada, o site diz: “Nesse site você encontrará artigos, resenhas, planos de aula e orientação geral para discutir temáticas de filosofia em sala de aula. É um site simples que tem por objetivo oferecer e captar material didático para aqueles que se interessam pelo ensino de Filosofia. Apresenta uma linguagem acessível a qualquer público. Tem o intuito de auxiliar o leitor na  prática do ensino de Filosofia no ensino fundamental e médio.”
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html PORTAL DO PROFESSOR. Do MEC, tem muitos textos e propostas de trabalho a respeito de diferentes componentes curriculares escolares, dentre os quais de Filosofia. Vale a pena explorá-lo e aproveitar tudo de bom que ele tem.
http://tvescola.mec.gov.br/tve/home SITE DA TV ESCOLA. Também do MEC. Tem vídeos e materiais diversos que podem ser utilizados no ensino de Filosofia. Outro site que vale a pena explorar e aproveitar tudo o que há de bom nele.
www.yahoo.com.br Site de busca.
www.wikipedia.org Enciclopédia eletrônica, em português e diversas outras línguas. Boa para pesquisas e estudos diversos sobre a filosofia e sua história. Diversos de seus verbetes de filosofia rementem, ao final, a outros sites, alguns dos quais com obras dos filósofos, enriquecendo ainda mais o conteúdo e a pesquisa.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fil%C3%B3sofos Lista da Wikipédia com nomes de filósofos em ordem alfabética.
Outros sites podem ser descobertos usando os sites de busca. Você coloca a palavra ou expressão que você deseja pesquisar e ele te dá um bom número de sites acerca do assunto filosófico ou filósofo, em português. Consulte, é claro, sites confiáveis.
Todos os sites aqui indicados são muito ricos para o ensino de Filosofia. Vale a pena explorá-los ao máximo, buscando tudo o que houver neles de bom e de interessante. Descubra outros e também aproveite!