domingo, 20 de novembro de 2016

DIÓGENES DE SÍNOPE (DIÓGENES, O CÍNICO) E ALEXANDRE O GRANDE (Prof. José Antônio Brazão.)

No verbete Diógenes de Sínope, a Wikipédia traz o seguinte apontamento de um encontro de Diógenes (filósofo cínico, que viveu, aproximadamente, entre 412[ou 404] e 323 antes de Cristo) com o poderoso rei Alexandre o Grande, da Macedônia, que havia conquistado a Grécia:
“Igualmente famosa é sua história com Alexandre, o Grande, que, ao encontrá-lo, ter-lhe-ia perguntado o que poderia fazer por ele. Acontece que devido à posição em que se encontrava, Alexandre fazia-lhe sombra. Diógenes, então, olhando para a Alexandre, disse: "Não me tires o que não me podes dar!" (variante: "deixa-me ao meu sol"). Essa resposta impressionou vivamente Alexandre, que, na volta, ouvindo seus oficiais zombarem de Diógenes, disse: "Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes." (In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%B3genes_de_Sinope) O texto tem como ponto de referência outro filósofo e escritor da antiguidade, chamado Diógenes Laércio, que escreveu o livro Vidas e Opiniões de Filósofos Eminentes.
Diógenes foi um filósofo do grupo dos filósofos cínicos, assim chamados por serem comparados com cães (kinos, em grego), dada a proposta de simplicidade de vida que buscavam seguir, contrários aos convencionalismos sociais de seu tempo. Devotados à busca do controle dos desejos, das paixões, da agressividade e dos impulsos, chegando Diógenes ao radicalismo de viver em um barril!
Mas o que poderia ter levado um grande rei a querer encontrar-se com um filósofo que vivia uma vida simples, em um barril? Alexandre, além de político, era um soldado. Soldados costumam ter treinamentos rígidos, a superar as adversidades, a fim de estarem bem preparados para o campo de batalha, um pouco semelhante ao controle dos desejos, paixões e impulsos daqueles filósofos. Além disto, Diógenes tinha que enfrentar os dissabores do dia a dia, do tempo (clima), da falta de proteção, perigos, etc. Certamente, um ponto de admiração.
Além do mais, Alexandre era rico e quanto mais poder tinha, mais queria: mais reinos, mais terras, mais bens, poder sobre as pessoas. Ora, a maioria das pessoas desejam bens, riquezas, poder. (Hoje, no século 21, também!) Como um homem sábio poderia conseguir viver sem essas coisas? Como seria capaz de abandonar aquilo que a maioria quer? Como pode um homem conseguir não deixar-se levar por aquelas e outras tentações (atrativos)? Como pode um homem não querer os confortos da riqueza e outras benesses da vida? (As tentações do consumismo do mundo atual?!) Certamente, mais um ponto da admiração alexandrina.
Como é possível o autocontrole, se outras possibilidades de viver bem seriam possíveis? Desistir do conforto e da segurança é difícil! Não deixar-se levar pelos apelos do corpo e dos mais profundos desejos deste não é fácil para a maioria das pessoas. Mas Diógenes o Cínico conseguia. Outros filósofos cínicos também. No mínimo, admirável.
Ao tirar do filósofo o Sol, com a própria sombra, Alexandre ouviu de Diógenes: "Não me tires o que não me podes dar!" (variante: "deixa-me ao meu sol"). Que será que o filósofo queria dizer ao poderoso militar e rei de tantos povos, de um grande império? Vejamos parte por parte:
Alexandre, o poderoso, queria saber do filósofo o que este gostaria que o rei fizesse por ele, um homem comum, sem poder. Alexandre oferece, de seu magnífico poder, grandes coisas que ele acreditava que o filósofo, como homem, com certeza, quereria ter. Ora, quem não quer ter algo ou obter o favor de um grande homem? De um rei! Mas não, o cínico o encabula com sua resposta.
"Não me tires o que não me podes dar!" Diógenes pede ao rei que, em vez de querer dar-lhe algo grandioso, conforto, vida boa, entre outros bens humanamente desejáveis, simplesmente não tire dele o que o poder militar e político, o poder humano, não pode dar-lhe: a luz do Sol. Por mais poderoso que fosse, Alexandre, o Grande(!), o Magno(!), não poderia dar-lhe sequer um raio da luz solar. O que o filósofo Diógenes, o Cínico, quis dizer com isto?
(1) O limite do poder. O poder humano, por maior que seja, é limitado. O cosmos e a natureza (physis, em grego) são maiores que ele. O ser humano, aliás, é um simples pedaço do cosmos. E esse limite é estende-se tanto a um grande rei ou político (estadista) quanto ao mais simples homem comum.
(2) Os limites da vida. Aquela porção de Sol, aproveitada naquele dia, correspondia a um momento de prazer ímpar (que não tem nenhum outro igual), na vida daquele homem simples (aparentemente muito simples). Para quem acha que os cínicos desprezavam os prazeres, o prazer do Sol, da intensidade e da pureza de sua luz é algo precioso. Além do mais, nem todo dia tem-se o calor gostoso do Sol: dias de chuva, em ocasiões de brumas, no inverno gelado da Europa, da qual a Grécia faz parte. E Diógenes vivia num barril! Perder o prazer do calorzinho do Sol seria, pois, um péssimo negócio. Ainda mais alguém que, tendo um barril por casa, vivia cada dia e sabia das agruras (dificuldades) que passava.
(3) A gratuidade universal da natureza: os raios do Sol são gratuitos, oferecidos a toda e qualquer pessoa (ser humano), desde o mais rico dos homens até o mais simples dos mortais. O poder pode tirá-los, porém não os pode dar: se posicionando na frente, aprisionando alguém, de outras formas pode tirar, mas não oferecer. É limitado, como já foi dito. O Sol pode oferecer e o faz gratuitamente. Mesmo o poder, quando dá algo a alguém, geralmente quer algo em troca, algum favor. O Sol dá seus raios, sua luz, sua energia, e não pede nada em troca. E aqui entra a segunda variante: "deixa-me ao meu sol". O Sol é para todos! É de todos, queira o rei ou não.
(4) A quebra do ciclo favor-troca. Na linha do favor-troca, Diógenes sabia que, ao aceitar algum presente do grandioso Alexandre, certamente, de algum modo, estaria compactuando com o poder deste, fruto da dominação de povos, feita à base de massacres, mortes, prisões, do roubo, da troca de presentes e favores escusos (corruptos), de bens tomados de outros. Ora, ninguém pode tomar do Sol qualquer raio ou trocar com ele favores. Muitos dos bens que Alexandre poderia oferecer não eram dele! Eram de pessoas dominadas, subjugadas, que perderam sua liberdade, seja na Grécia ou em qualquer região do Império Macedônico. O Sol oferece sua luz, dia após dia, sem cobrar nada em troca, sendo Sol de Diógenes (“...o meu Sol”), de Alexandre e de qualquer pessoa ou ser vivo. Percebe-se que numa simples frase, aparentemente inocente, há algo mais profundo, uma dimensão maior: humana, natural, política, militar, etc. E Diógenes sabia bem do que ocorria no grande império e entre seu povo dominado! Muita gente dominada, massacrada, sofrendo, pagando impostos pesados ao império, para beneficiar grupos poderosos deste, que usufruíam das benesses do poder. Diógenes ouvia falar do que acontecia, sabia do que estava ocorrendo. Diógenes não era bobo! E discreto: não discute com o poderoso rei. Pede a ele algo (aparentemente) simples: deixar de fazer sombra diante do prazer que o Sol, e não o poder humano massacrante, lhe poderia oferecer.
E o texto citado da Wikipédia conclui: “(...) Essa resposta impressionou vivamente Alexandre, que, na volta, ouvindo seus oficiais zombarem de Diógenes, disse: "Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes.” (Wikipédia, verbete Diógenes de Sínope). Ao zombar de alguém, o poder procura fazer com que este caia em menosprezo ou que seja visto sob seu olhar – o olhar do desprezo, que vê no domínio, na riqueza conquistada (injusta e indignamente) e na capacidade de mandar sobre outros o sumo dos desejos humanos. Zombar, menosprezando, serve à dominação e não à contestação, mesmo que seja zombar de uma frase boba (e do seu expositor, de seu estilo de vida), aparentemente idiota, de um filósofo grego,  de um povo conquistado e dominado pelo grande império. O desprezo, junto com a zombaria, é também um modo de reforçar a dominação e de deixar claro quem é que manda. Manter o status quo (a situação como está), favorável ao império e aqueles cujos interesses este defendia, sustentava e ampliava, às custas do sofrimento de muitos. E Alexandre, por mais que quisesse ser Diógenes, reconhecendo que não podia ser senhor de tudo (ter até o Sol ou dominar o cosmos), morreu riquíssimo e famoso por seus feitos, até hoje! E seus oficiais? Quando Alexandre morreu, os generais dividiram seu império, tornando cada um rei de sua parte, nem sequer, certamente, se lembrando ou sabendo do filósofo grego que queria que o rei não lhe tirasse o prazer da luz solar. E souberam fazer uso do poder para dispor do prazer e das benesses, dos privilégios! Diferente do filósofo que vivia como um cachorro de rua! Um cínico!
           Uma observação: na conversa com o cínico Diógenes, Alexandre não estava sozinho. Nenhum governante, presidente (nos dias de hoje), rei ou outro representante do poder máximo de um país anda sem guarda-costas. Com certeza, Alexandre tinha consigo soldados e, muito certamente, os generais que depois viriam a criticar Diógenes. O rei não podia entrar sozinho numa cidade conquistada e, potencialmente, inimiga. Imperador.
Curiosidade: Até a Bíblia fala de reis sucessores de Alexandre e de sua dominação, por exemplo, nos livros dos Macabeus, no Antigo Testamento. Os israelitas foram um outro dos povos dominados. Seus vizinhos também. Para saber mais, há livros escolares, paradidáticos e outros, incluindo universitários, de História que tratam do Império Macedônico. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

FILOSOFIA EM POESIA: FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA 2 (Prof. José Antônio Brazão.)

FILOSOFIA EM POESIA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA 2:
(Prof. José Antônio Brazão.)

Os séculos dezenove (parte), vinte e vinte e um:

Séculos de invenções e ciências,
do motor a explosão e do vapor,
em usinas imensas, a energia elétrica,
era dos trens e dos automóveis
do avião, do computador,
de descobertas da genética.

Em mais de cem anos, as comunicações:
o já existente telégrafo,
o telefone de Bell e o celular,
o rádio de Marconi e as radio-transmissões,
a televisão de tubo e tela plana,
a internet nas casas e em todo lugar.

Abria-se um tempo de muitas novidades:
desde grandes descobertas
e novas invenções
até fatos de extremas gravidades,
como a fome e a miséria abertas,
guerras terríveis e ideológicas ilusões.

O capital, avançando
sobre diferentes sociedades,
globalizando-se foi cada vez mais,
seus tentáculos estendendo,
com velhas alianças e belicosidades,
por mercados e domínios neocoloniais.

O jogo de econômicos interesses,
aliado a políticas ambições,
levou a duas guerras mundiais,
durante longos anos e meses,
de bélicos conflitos e ações:
70 milhões de mortos e  muitos feridos fatais.

Novas e renovadas reflexões filosóficas
Foram progressivamente aparecendo:
as reflexões do existencialismo,
a nova matemática lógica,
a Escola de Frankfurt e seu pensamento,
outras tantas, incluindo o marxismo.

A Escola de Frankfurt, na Alemanha,
de filósofos, economistas
e outros intelectuais composta,
investigou o capitalismo e suas entranhas,
a ideologia e as ações nazi-fascistas,
analisou até a arte e suas propostas.

Os frankfurtianos Horkheimer e Adorno,
pesquisando a cultura e a arte,
evidenciaram a indústria cultural,
que produz arte e informações para consumo
e venda, em toda parte,
e transmite a ideologia do capital.

Walter Benjamin, expondo sua posição,
viu à arte o acesso de mais pessoas.
Na era da reprodutibilidade técnica,
novos meios de multiplicação,
por meio de máquinas e cópias,
abrindo espaço a diversas estéticas.

Boa parte dos frankfurtianos,
por judeus composta,
incluindo Adorno e Benjamin,
por nazistas foi, por anos,
vigiada e exposta,
pondo às reuniões da Escola um fim.

A filósofa Hannah Arendt, também judia,
estudou os totalitarismos do vigésimo século
analisou o fascismo, o nazismo e o stalinismo,
viu neles uma evolução do unipartidarismo,
a transformação das classes em massas
e uma política externa voltada para o domínio mundial.

Ela também fez dura crítica
do domínio nazista
nos campos de concentração,
de carrascos nazistas sem traço sentimental,
ao serem julgados, vendo neles a manifestação
do que chamou de banalidade do mal.

O pensamento marxista
sobre várias revoluções
exerceu forte influência:
na Rússia e União Soviética,
tendo na China e em Cuba repercussões,
despertando conflitos e nova consciência.

Fruto desse pensar, Rosa Luxemburgo,
polonesa, filósofa e economista,
do Partido Social Democrata,
militante socialista e marxista,
presa por causa de suas lutas e fadigas
por dar apoio à trabalhadora classe explorada.

A formal lógica aristotélica já não bastava,
nem a matemática de Euclides,
no século dezenove já vinha aparecendo
uma lógica matemática
e matemáticas não-euclidianas
vinham nascendo.

A Lógica Matemática
transforma em símbolos lógicos
a humana linguagem,
tendo influenciado a informática,
a programação, a eletrônica e os estudos robóticos,
abrindo à filosofia e às ciências nova abordagem.

O humano existir também levantou reflexões na consciência:
a tempos vinha-se gestando o existencialismo,
no pensar de Kierkegaard e Friedrich Nietzsche
fervilhando foram pensares sobre a existência,
mas tomou efetiva forma com Jean-Paul Sartre,
filósofo francês do século vinte.

Sartre popularizou o existencialismo
em livros, romances e no teatro,
dizia que o homem está por sua própria conta e realidade,
pelo fato de inexistir qualquer ser divino,
tornando-se ele responsável por cada ato;
ademais, tudo o que faz envolve a humanidade.

O existencialista Albert Camus, argelino,
também escreveu livros e romances.
Em A Peste expôs temáticas como o amor,
a amizade, a luta comum, o companheirismo,
o respeito, o entendimento humano
e o combate aos ratos (nazi-fascistas) sem temor.

No campo das ciências e da tecnologia:
a teoria da relatividade e a física quântica;
a criação de foguetes que levaram homens à Lua,
com os EUA e a URSS em plena Guerra Fria;
descobertas na medicina, da biologia e da química,
a descoberta da estrutura e da função do DNA.

Descobertas na área da computação:
desde a máquina de Turing para combater a Enigma
até os estudos e criações de Steve Jobs,
de Bill Gates e cientistas da informação,
supercomputadores de uso diverso e no estudo do clima
e cujo uso por governos e instituições, a cada dia, sobe.

A teoria e descoberta do Big Bang,
a grande explosão de origem do universo,
trouxe consigo novas perspectivas:
nada no universo é estanque,
tudo tem mesma origem, apesar do diverso,
que estabelece da natureza as leis e as prerrogativas.

A fórmula de Einstein, relativa à energia,
diz que esta é o resultado
da multiplicação da massa
pela velocidade da luz ao quadrado. [E= M.C2]
Uma bomba atômica cidades arrasa.
Inversamente, no Big Bang, energia formou matéria.

No mundo atual,
crises econômicas
e crises humanitárias,
frutos da crença neoliberal
em mercadológicas
liberdades utilitárias.

Mundo de câmeras
e sistemas de informação,
da vigilância o fulgor,
de registro e visões seguras,
para controle de pensamento e ação,
como descobrira Michel Foucault.

Mortes aos milhares no Mediterrâneo,
conflitos no Iraque e entre os sírios,
a violência no mundo, a ponto tal,
do Brasil contemporâneo
à Ucrânia: muitos sacrifícios
exigidos e postos no altar do capital.

Mas nem tudo é negativo:
uma consciência ecológica, há décadas,
nasceu e vem crescendo,
a cada um(a) e todos juntos cabendo
levar, de conferências linhas traçadas,
ações em prol da Terra em grau superlativo.

No campo da educação, vale citar aqui
filósofos e educadores de grande importância:
Paulo Freire e Rubem Alves,
Jean Piaget e Lev Vygotsky,
Maria Montessori, a italiana.
A eles e tantos(as), de todos os lugares, um alegre Salve!!!!

Acreditando no poder da educação,
Freire dizia que ninguém
“Liberta ninguém,
ninguém se liberta sozinho,
os homens se libertam
em comunhão.” [Paulo Freire]

Vale acrescentar que a educação
não é capaz de transformar
as pessoas e o mundo sozinha,
mas pode dar instrumentos para capacitar
homens e mulheres para que, juntos,
sejam capazes dessa transformação.

OBSERVAÇÕES:
Ao longo da proposta Filosofia em Poesia, pedaços fundamentais da história da filosofia foram sendo expostos, permitindo um possivelmente rico material didático para o ensino de Filosofia nas escolas, tanto no ensino médio quanto no fundamental (onde houver nesta fase do ensino).
É claro, nem todos os filósofos(as) foram tratados(as). O que aqui se propõe é um rumo simples e didático, um caminho inicial para quem quer aprender filosofia. Aliás, professor(a), faça você e suas turmas o preenchimento do que falta!
Um convite simplíssimo ao aprendizado filosófico. Não substitui a leitura direta de filósofos e filósofas. Pelo contrário, quer propor essa leitura. Os textos escritos por filósofos e filósofas, no transcurso da história dos últimos milênios, são a matéria-prima da filosofia!
Professor(a), convide suas e seus estudantes para que os leiam, começando pelos mais simples e navegando em outros mais complexos, para que percebam a riqueza das reflexões filosóficas. E faça você o mesmo esse caminho.

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO BÁSICO DE FILOSOFIA EM POESIA:
ABRÃO, Bernadete Siqueira et alii. História da Filosofia: Da Antiguidade aos pensadores do século XXI. São Paulo, Moderna, 2008. (Enciclopédia do estudante, 12)
ARANHA, Maria L.A. e MARTINS, Maria H. P. Filosofando: Introdução à Filosofia. 4.ed. São Paulo, Moderna, 2009
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Maquiavel: a lógica da força. São Paulo, Moderna, 1993. (Coleção Logos)
BARBOZA, Jair. Schopenhauer: a decifração do enigma do mundo. 2.ed. São Paulo, Moderna, 1997. (Coleção Logos)
BASTOS, Elizabeth Soares et alii. Introdução à Educação Digital. Brasília, MEC, 2008.  (PROINFO INTEGRADO)
BENOIT, Hector. Sócrates: o nascimento da razão negativa. São Paulo, Moderna, 1996. (Coleção Logos)
BORNHEIM, Gerd A. (org.). Os Filósofos Pré-Socráticos. São Paulo, Cultrix, 1998.
CHALITA, Gabriel. Vivendo a Filosofia. São Paulo, Saraiva, 2002.
CHAUÍ, Marilena. Espinosa: uma filosofia da liberdade. 3.reimp. São Paulo, Moderna, 2001. (Coleção Logos)
CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia. 2.ed. São Paulo, Ática, 2013.
COELHO, Cláudia S. Galileu Galilei. São Paulo, Discovery Publicações, [2013].
COLETTE, Jacques. Existencialismo. (L’existentialisme) Trad. Paulo Neves. Porto Alegre, L&PM Editores, 2009. (L & PM Pocket Encyclopaedia , vol. 662)
COSTA, José Silveira da. Averróis: o aristotelismo radical. São Paulo, Moderna, 1994. (Coleção Logos)
COSTA, José Silveira da. Tomás de Aquino: a razão a serviço da fé. São Paulo, Moderna, 1993. (Coleção Logos)
COTRIM, Gilberto e FERNANDES, Mirna. Fundamentos de Filosofia. São Paulo, Saraiva, 2010.
CURY, Augusto. Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas: Desvendando o fascinante mundo da mente humana. 2.ed. São Paulo, Academia, 2010.
CURY, Augusto. Pais brilhantes, Professores fascinantes. 14.ed. Rio de Janeiro, Sextante, 2003.
FARIA, Maria do Carmo B. de Faria. Aristóteles: a plenitude como horizonte do ser. São Paulo, Moderna, 1994. (Coleção Logos)
FIKER, Raul. Vico: o precursor. São Paulo, Moderna, 1994. (Coleção Logos)
GAARDER, Jostein. O Mundo de Sofia: Romance da história da filosofia. (Sofies verden) Trad. João Azenha Jr. São Paulo, Companhia das Letras, 1995. [Há nova edição deste livro.]
GALLO, Sílvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo, Scipione, 2014.
GRANIER, Jean. Nietzsche. (Nietzsche) Trad. Denise Bottmann. Porto Alegre, L&PM Editores, 2009. (L & PM Pocket Encyclopaedia , vol. 823)
HELFERICH, Christoph. História da Filosofia. (Geschichte der Philosophie) Trad. Luiz Sérgio Repa e outros. São Paulo, Martins Fontes, 2006.
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KUJAWSKI, Gilberto de Melo. Ortega y Gasset: a aventura da razão. São Paulo, Moderna, 1994. (Coleção Logos)
MAGEE, Bryan. História da Filosofia. 2.ed. São Paulo, Loyola, 2000.
MARÍAS, Julián. História da Filosofia. (História de la filosofia) Trad. Cláudia Berliner. São Paulo, Martins Fontes, 2004.
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MATOS, Olgária C. F. A Escola de Frankfurt: luzes e sombras do Iluminismo. São Paulo, Moderna, 1993. (Coleção Logos)
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MORA, José Ferrater. Dicionário de Filosofia. Lisboa, Dom Quixote, 1991.
MORAES, João Quartim de. Epicuro: as luzes da ética. São Paulo, Moderna, 1998. (Coleção Logos)
MORENO, Arley R. Wittgenstein: os labirintos da linguagem, ensaio introdutório. São Paulo, Moderna, 2000. (Coleção Logos)
MOUTINHO, Luiz Damon S. Sartre: existencialismo e liberdade. 2.ed. São Paulo, Moderna, 1995. (Coleção Logos)
NTE GOIÂNIA. Elaboração de Projetos. Goiânia, SEE-GO, 2010. (Manual apostilado, parte do curso do PROINFO INTEGRADO)
OVÍDIO. El Arte de Amar; Remedios del Amor. Trad. e prólogo de Susana Aguiar. Argentina, Longseller, 2005. (Clássicos de Siempre)
REALE, Giovanni e ANTISERI, Dario. História da Filosofia. São Paulo, Paulus, 2006. (7 volumes)
RUSSELL, Bertrand. No que acredito. (What I believe) Trad. André de Godoy Vieira. Porto Alegre, L&PM Editores, 2010. (L & PM Pocket, vol. 592)
SALGADO, Maria U. C. e AMARAL, Ana Lúcia. Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC. Brasília, MEC, 2008.
SARTRE, Jean-Paul. A Imaginação. (L’imagination) Trad. Paulo Neves. Porto Alegre, L&PM Editores, 2010. (L & PM Pocket, vol. 666)
SÊNECA. Aprendendo a viver. (Epistulae Morales ad Lucilium) Trad. Lúcia Sá Rebello e Ellen I. N. Vranas. Porto Alegre, L&PM Editores, 2011. (L & PM Pocket, vol. 662)
SILVA, Franklin Leopoldo e. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo, Moderna, 1993. (Coleção Logos)
STORIG, Hans Joachin. História Geral da Filosofia. (Kleine Weltgeschichte der Philosophie) Trad. Volney J. Berkenbrock e outros. Petrópolis, Vozes, 2008.
TELES, Maria Luiza Silveira. Filosofia para jovens: Uma iniciação à filosofia. 12.ed. Petrópolis, Vozes, 2004.
THIERCY, Pascal. Tragédias gregas. (Les Tragédies Grecques) Trad. Paulo Neves. Porto Alegre, L&PM Editores, 2011. (L & PM Pocket Encyclopaedia , vol. 821)
WATANABE, Lygia Araújo. Platão: por mitos e hipóteses. 2.ed. São Paulo, Moderna, 1996. (Coleção Logos)
COLEÇÕES:
Existem várias coleções de livros escritos por filósofos ou sobre filósofos que são de preço bem acessível e que vale a pena conhecer e mesmo obter ou, quem sabe, pedir para a biblioteca da escola em que você, professor(a), trabalha.
EDIOURO. Clássicos de Bolso. Rio de Janeiro, Editora Ouro, s.data. Coleção de livros que vão de escritores até cientistas e filósofos. É uma coleção que tem preço bem acessível. Pode ser encontrada em livrarias.
MARTIN CLARET. Coleção A Obra-Prima de Cada Autor. São Paulo, Editora Martin Claret, 2004. Outra coleção de livros que vão de escritores até cientistas e filósofos. Também tem preço bem acessível. Pode ser encontrada em livrarias e revistarias (bancas de revistas).
MODERNA. Coleção Logos. Vários livros dessa coleção são indicados acima e em páginas anteriores. É uma coleção que traz a exposição de diversos estudiosos a respeito de filósofos e pensadores fundamentais da história. Uma vantagem que ela tem é que traz trechos escolhidos dos textos dos próprios filósofos, em português.
NOVA CULTURAL. Os Pensadores. São Paulo, Nova Cultural, 1996. (Os Pensadores é uma coleção de textos escritos por filósofos, dispondo de textos que vão desde os pensadores pré-socráticos até Wittgenstein. É uma coleção que, de tempos em tempos, costuma sair em bancas de revistas ou revistarias, sendo um volume por vez, com preço bem acessível.)
UNESP. Coleção Grandes Filósofos. São Paulo, Editora UNESP, [décadas de 1990 e 2000]. Coleção de vários autores a respeito de filósofos de várias épocas. Outra coleção cujos livros têm preço bem acessível.
Outras coleções: Professor(a), vá a boas livrarias e faça um levantamento de outras coleções referentes à filosofia e ao seu estudo. Você e sua escola terão muito a ganhar. Aproveite também para pedir à escola que adquira livros e coleções de filosofia para a biblioteca escolar! A biblioteca escolar pode ser uma fonte muito boa de pesquisa, de leitura e de aprendizado!
ALGUNS SITES DE PESQUISA ÚTEIS AO ESTUDO DA FILOSOFIA:
http://agora.qc.ca/ Enciclopédia Ágora. Em francês. Podem ser usados tradutores online, como o Google Tradutor, dentre outros. Contém diversos verbetes ligados à filosofia e aos filósofos.
http://www.bbc.co.uk/radio4/history/inourtime/greatest_philosopher_list5.shtml Site da BBC de Londres, que contém muitas informações a respeito de filósofos. Tudo em inglês, porém, novamente, siga a ideia: use tradutores online. Estes dão uma boa ideia, na tradução para o português, a respeito do conteúdo filosófico que está em inglês.
http://www.futura.org.br/programacao/globo-ciencia/ Site do Globo Ciência, dentro do site do Canal Futura. O Globo Ciência tem diversos episódios em vídeo sobre filósofos. Tudo em português. Vale a pena trabalhar alguns desses vídeos em aulas. Esses vídeos de filósofos e de ciência também podem ser encontrados no YOUTUBE, um site que contém variados tipos de vídeos, dentre os quais episódios do Globo Ciência acerca de filosofia.
http://plato.stanford.edu/  (Em inglês. Pode ser traduzido com auxílio de tradutores online.) É uma enciclopédia de filosofia online que vale a pena dar uma olhada e usar como fonte de boas pesquisas suas, professor(a). Textos aprofundados e escritos por professores da Stanford University (Universidade de Stanford) dos EUA.
Este site. Filosofia no Dia a Dia. Site elaborado por mim, durante curso feito com o pessoal do NTE – Núcleo de Tecnologia Educacional, da Secretaria de Estado da Educação de Goiás. O curso fez parte do PROINFO INTEGRADO, do MEC em parceria com secretarias de educação de todo o Brasil. Os cursos são dados pelos NTEs gratuitamente. O site Filosofia no Dia a Dia, indicado, tem textos sobre a história da filosofia e dicas para o ensino desse componente curricular, a Filosofia, em escolas.
www.filosofia.com.br Site do SÓ FILOSOFIA. Tem informações e jogos online muito interessantes para o ensino e o aprendizado de filosofia.
www.google.com.br Site de busca.
http://www.laefi.defil.ufu.br/index.html Laboratório virtual de prática de ensino em Filosofia da UFU – Universidade Federal de Uberlândia. Logo na entrada, o site diz: “Nesse site você encontrará artigos, resenhas, planos de aula e orientação geral para discutir temáticas de filosofia em sala de aula. É um site simples que tem por objetivo oferecer e captar material didático para aqueles que se interessam pelo ensino de Filosofia. Apresenta uma linguagem acessível a qualquer público. Tem o intuito de auxiliar o leitor na  prática do ensino de Filosofia no ensino fundamental e médio.”
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.html PORTAL DO PROFESSOR. Do MEC, tem muitos textos e propostas de trabalho a respeito de diferentes componentes curriculares escolares, dentre os quais de Filosofia. Vale a pena explorá-lo e aproveitar tudo de bom que ele tem.
http://tvescola.mec.gov.br/tve/home SITE DA TV ESCOLA. Também do MEC. Tem vídeos e materiais diversos que podem ser utilizados no ensino de Filosofia. Outro site que vale a pena explorar e aproveitar tudo o que há de bom nele.
www.yahoo.com.br Site de busca.
www.wikipedia.org Enciclopédia eletrônica, em português e diversas outras línguas. Boa para pesquisas e estudos diversos sobre a filosofia e sua história. Diversos de seus verbetes de filosofia rementem, ao final, a outros sites, alguns dos quais com obras dos filósofos, enriquecendo ainda mais o conteúdo e a pesquisa.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fil%C3%B3sofos Lista da Wikipédia com nomes de filósofos em ordem alfabética.
Outros sites podem ser descobertos usando os sites de busca. Você coloca a palavra ou expressão que você deseja pesquisar e ele te dá um bom número de sites acerca do assunto filosófico ou filósofo, em português. Consulte, é claro, sites confiáveis.
Todos os sites aqui indicados são muito ricos para o ensino de Filosofia. Vale a pena explorá-los ao máximo, buscando tudo o que houver neles de bom e de interessante. Descubra outros e também aproveite!