quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O MURMÚRIO DE GALILEU. (Prof. José Antônio Brazão.)


 
O murmúrio de Galileu Galilei (matemático, astrônomo e cientista italiano que viveu entre os séculos XVI e XVII) “mas ela se move”, na saída da igreja em que teve de abdicar de suas ideias científicas, é tido como uma lenda. Por quê? Porque ele estava sendo vigiado, seja por guardas, seja por inquisidores, e quem quer que o tivesse ouvido poderia tê-lo denunciado imediatamente, o que poderia, efetivamente, tê-lo levado de vez à fogueira da Inquisição. Galileu queria ficar vivo! Tinha muito que ver e ideias a trocar, uma vida a apreciar, ainda que de forma simples. Sabia bem que tudo passa e que novas descobertas, de outros cientistas, reforçariam e confirmariam as suas.

No entanto, com certeza esse murmúrio ecoava no fundo de sua mente e de sua alma, pois sabia muito bem que a Terra se move em torno do Sol anualmente e em torno de si mesma diariamente, como havia afirmado, antes de Galileu, o astrônomo e erudito Copérnico, um clérigo católico polonês, que viveu entre os séculos XV e XVI.

Galileu sabia que tudo aquilo que havia renegado, todas as suas descobertas e textos que cuidadosamente escrevera continham, indubitavelmente, a verdade. Precisou mentir para poder salvar sua vida, lembrando-se de tantos outros e outras que, por menos, haviam perdido suas vidas nas masmorras e nas fogueiras da Santa Inquisição. Um bom exemplo das piras da Inquisição foi o filósofo Giordano Bruno, queimado vivo ao final do século XVI, italiano como Galileu.

Mas que ideias perigosas eram essas e em que se baseava Galileu para prova-las? A principal, já acima apontada: o heliocentrismo, isto é, a teoria que afirmava que o Sol estaria no centro do universo e que todos os astros, incluindo a Terra giravam em torno dele. Tal teoria opunha-se radicalmente a outra, milenar: o geocentrismo, a teoria que defendia que a Terra (Geia ou Gaia, em grego) estaria no centro do universo e que todos os astros girariam em torno dela, inclusive o Sol. Mas em que se baseavam os defensores de ambas teorias?

Os defensores da teoria geocêntrica incluíam astrônomos e cientistas tradicionais e a Igreja Católica. Com base em quê? Primeiramente, no senso comum, isto é, na maneira corriqueira e cotidiana de ver as coisas, como os céus e a Terra: a) no dia a dia, ninguém sente a Terra se mover, dando a aparência (no caso daquela época, a certeza para muita gente) de que ela está parada; b) a percepção visual de que o Sol vai de um lado ao outro do céu, durante o dia, e as estrelas, os planetas e a Lua, no mesmo sentido, durante a noite. Além disto, se a Terra se movesse, as pessoas cairiam frequentemente!

Também a presença na Bíblia (tomada como Palavra de Deus) de indícios de que a Terra está parada e que os astros se movem em torno dela, como no caso apresentado no livro de Josué cap. 10: “(...) Foi então que Josué falou a Iahweh [O Senhor, em outras traduções], no dia em que Iahweh [O Senhor] entregou os amorreus aos filhos de Israel. Disse Josué na presença de Israel: ‘Sol, detém-te em Gabaon, e tu, lua, no vale de Aialon!’ E o Sol se deteve e a lua ficou imóvel até que o povo se vingou dos seus inimigos.(...)” (Josué, capítulo 10, versículos 12 a 13. O texto utilizado foi o da Bíblia de Jerusalém, da editora Paulus). Outro trecho bíblico que reforçava o geocentrismo é aquele em que, doente, o rei Ezequias foi avisado pelo profeta Isaías, mandado por Deus, de que morreria logo. Mas Ezequias orou e implorou humildemente a Deus e este prometeu, por comunicado repassado por Isaías, que lhe daria mais quinze anos de vida e protegeria o povo de Israel do perigo da Assíria. Como garantia de que isto seria realizado: “Ezequias perguntou: ‘Qual o sinal de que subirei ao Templo de Iahweh [O Senhor]? Ao que respondeu Isaías: ‘Eis o sinal da parte de Iahweh [O Senhor] de que ele cumprirá a palavra que pronunciou. Eu farei recuar dez degraus a sombra que o sol avançou sobre os degraus da câmara alta de Acaz – dez graus para trás.’ O sol recuou dez degraus sobre os degraus que tinha avançado.” (Isaías, capítulo 30, versículos 1 a 8, texto completo.) Ezequias, inclusive, cantou de alegria! No primeiro texto, o Sol e a Lua param. No segundo, o movimento do Sol retorno dez degraus! Então, o Sol e a Lua giram em torno da Terra, quieta, paradinha, no centro do universo, trazendo com ela a humanidade, feita à imagem e semelhança de Deus, conforme o livro bíblico do Gênesis (Gênesis, capítulo 1). Papas reafirmavam o geocentrismo!

Outro fundamento, além do senso comum e da Bíblia: a ciência! A ciência, até a época de Galileu, era ainda, em muitos pontos, fundamentada nas ideias de Aristóteles de Estagira, filósofo grego que viveu no século IV antes de Cristo. Aristóteles foi discípulo de Platão, outro grande filósofo grego da antiguidade. A ciência astronômica ainda tinha outro fundamento: Cláudio Ptolomeu, geógrafo e astrônomo grego, que trabalhou na Biblioteca de Alexandria e que viveu no século II da era cristã. Ptolomeu acrescentou epiciclos (círculos menores) dentro das órbitas circulares dos planetas, no sistema geocêntrico que havia sido defendido por Eudoxo de Cnido e Aristóteles, ambos discípulos do referido Platão, na Academia, em Atenas.

A nível político: da mesma maneira como havia uma hierarquia nos céus, havia também na Terra. A hierarquia celestial: a Terra, no centro, quietinha, seguida pela Lua, Mercúrio, Vênus, o Sol, Marte, Júpiter, Saturno e as estrelas fixas em uma esfera, depois da qual só poderia haver o mundo celestial divino, habitação de Deus. O movimento celestial era tido como um contínuo milagre feito por Deus! (Isaac Newton, seguindo as pegadas de Galileu Galilei, entre os séculos XVII e XVIII, descobriria que esse movimento é explicado pela força universal da gravidade!) A hierarquia política, advinda do mundo medieval: Igreja Católica, reis e senhores feudais, servos (e burguesia). Vale lembrar, ademais, que novas igrejas vinham surgindo, chamadas protestantes, desde o século XVI d.C., com Lutero, Calvino e outros reformadores. Nem a Igreja Católica nem os reis católicos aceitaram gratuitamente perder terrenos e fiéis! Por vários séculos, houve guerras de religião terríveis. O Concílio de Trento, que seguiu-se à Reforma Protestante, reafirmou firmemente as teses religiosas católicas, reconstituindo e recrudescendo a ação do Tribunal da Santa Inquisição!

Derrubar a teoria geocêntrica, portanto, seria uma empreitada difícil! Mas não impossível. Curioso e persistente, Galileu fez muitas experiências a respeito do movimento, da queda livre, criou e utilizou vários instrumentos (p. ex.: planos inclinados com bolas e sinos para a contagem de tempo, pêndulos, dentre outros), inventou o telescópio a partir da luneta criada pelos holandeses e escreveu muito. Leu e analisou os textos de Copérnico! Fez observações em grande quantidade e repetidas com o telescópio, conseguindo fazer, com esse procedimento e cálculos precisos, uma série de descobertas, como, por exemplo: manchas no Sol, crateras, vales e montes na Lua, luas em Júpiter, anéis em Saturno, partes claras e escuras em Vênus, que deixavam claro que vinham de seu movimento em torno do Sol. Tais descobertas puseram abaixo a teses aristotélicas de astros celestiais etéreos (compostos por éter) puros, com composição diferente da terrestre (Terra composta por quatro elementos).

Jogando, repetidamente, bolas de diferentes pesos no chão e observando que chegavam ao mesmo tempo, concluiu que a tese aristotélica de que o mais pesado chega primeiro estava claramente errada e sem comprovação na prática.

A partir de suas descobertas, anotou tudo, revisou, calculou e chegou à conclusão de que Copérnico estava certo. Curiosamente, como o polonês, Galileu Galilei percebia uma afinidade muito grande entre o universo e a matemática. Um universo matematicamente definido, isto é, que só pode ser compreendido pela linguagem em que está escrito, a linguagem matemática.

Reagindo aos livros publicados por Galileu e ao perigo que representavam à ciência e à visão religiosa tradicionais (inclusive protestante, porque baseada literalmente na Bíblia), a Inquisição Católica o julgou, o fez abjurar de suas “heresias” científicas e religiosas e o condenou, por conta da clemência papal, à prisão domiciliar perpétua. Enfim, Galileu acabou ficando cego, mas não desistiu de suas pesquisas e anotações através de um auxiliar. Até o fim, sabia que o que havia descoberto acerca do universo e da natureza era certo e comprovável. Seu murmúrio, no fundo, era interno, não o deixando negar para si mesmo nem, consequentemente, para todos os outros que o seguiriam e estudiosos de sua época interessados em suas descobertas, as verdades que com grandes esforços e muita genialidade, pesquisas e leituras, concluiu.

Para saber mais:

http://plato.stanford.edu/entries/galileo/  à Texto sobre Galileu Galilei da Stanford Encyclopedia of Philosophy (Enciclopédia de Filosofia Stanford, da Universidade de Stanford, nos E.U.A.). Em inglês. Podem ser usados tradutores online, como o Google Tradutor, além de outros. Dão uma ideia boa do conteúdo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Galileu_Galilei  à Texto sobre Galileu Galilei contido na Wikipédia, uma enciclopédia eletrônica gratuita. Em português. Do lado esquerdo, numa coluna, podem ser clicadas línguas em que o texto pode ser encontrado, em alguns casos com acréscimo de informações! Por exemplo, em espanhol, que é uma língua bem próxima do português!

Neste site, veja também  o texto Galileu Galilei X Aristóteles. Este texto aqui é um aprofundamento.
Para você que é professor(a) de Filosofia ou estudante ou um(a) curioso(a), vale a pena o lembrete: aprenda outra(s) língua(s), além do português. Vale a pena. No mais, faça bom proveito dos textos e ideias contidos neste blog e em outros nele indicados!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

HELENISMO E CRISTIANISMO com caça-palavras e questionário (Prof. José Antônio Brazão.)


Entre os séculos IV\III a.C. e o século V da era cristã, ao final do período dos grandes filósofos gregos, com a dominação macedônica e, tempos depois, a romana, as cidades-estados (póleis) gregas haviam perdido muito de sua liberdade e sua autonomia. A cidadania, que antes estava ligada à pólis (cidade-estado), agora foi perdida. No entanto, em meio a essa perda de autonomia e sob a dominação da Macedônia (e no período romano), a cultura grega foi levada a diversos povos dominados pelo novo império. Ocorre o que se convencionou chamar helenismo, por causa dos gregos, também chamados helenos. Um dos grandes responsáveis por isto foi Alexandre Magno, rei e grande general macedônico. Esse processo foi continuado por seus generais, depois da morte de Alexandre, os quais dividiram entre si o império conquistado. A Grécia foi dominada, contudo acabou dominando culturalmente.

Alexandre Magno, inclusive, fundou uma cidade no Egito que leva o seu nome, ainda hoje, Alexandria, na qual veio a existir uma grande biblioteca, que durou por vários séculos e, depois, destruída. Essa biblioteca representa o valor que o conhecimento humano passou a ser conservado, por intermédio da escrita, da pesquisa (a biblioteca foi também um importante centro de pesquisa no mundo antigo), da cópia, aquisição e reprodução de livros e ideias. Livros de comerciantes, estudiosos viajantes e de outros navegantes, que se encontravam nos navios, eram solicitados e copiados, devolvidos, ampliando o acervo dessa grande biblioteca. No entanto, conforme Carl Sagan, cientista norte-americano do século XX, no episódio 1 de sua série em vídeo-documentários COSMOS, nem todas as pessoas tinham acesso a ela, principalmente as mais pobres. Pensadores importantes da antiguidade fizeram parte dos que por ela passaram, como Cláudio Ptolomeu (astrônomo, matemático e geógrafo) e a filósofa Hipácia. A regularidade e a beleza do cosmo (ou cosmos) eram intrigantes.

A arquitetura, a arte, a religião e as ideias gregas atravessaram as fronteiras da Grécia, marcando, de modo especial, o mundo ocidental. Nos livros dos Macabeus, parte da Bíblia católica e considerados apócrifos por judeus e evangélicos, há menção a esse período, ao domínio helenístico e à reação da família macabeia.

No que diz respeito ao mundo ocidental propriamente dito, de um modo muito particular, no caso de Roma e de suas províncias, a arquitetura do Império Romano foi muito marcada pela simetria geométrica dos gregos, sua língua predominante, o Latim, assimilou muitas palavras e raízes da língua grega, deuses e deusas gregos foram incorporados na mitologia romana, com nomes diferentes (ver no texto A humanidade e os mitos), festas, costumes, além de outros elementos culturais. Curiosamente, da língua latina, os vocábulos gregos e suas raízes passaram para as línguas neolatinas, que evoluíram durante o fim do mundo antigo e o mundo medieval (até hoje!): inglês (em boa parte), francês, italiano, romeno, português, espanhol, etc.

Dentro da ciência, na época helenística, Ptolomeu (séc. II d.C.) fez muitas observações dos céus, das estrelas e outros astros, conhecendo também as ideias astronômicas de filósofos e astrônomos que o antecederam, desenvolveu um sistema astronômico geocêntrico, com a Terra (Geia, em grego) no centro e os astros girando em torno dela, inclusive o Sol. O que o diferenciou de outros foi o acréscimo de epiciclos (círculos menores em cima dos círculos orbitais), percorridos, de tempos em tempos, pelos astros celestiais e que tinham por finalidade explicar porque as órbitas planetárias sofriam, aqui e ali, variações, parecendo ir e voltar ao movimento normal. Hoje se sabe que a causa é o fato de as órbitas serem elípticas, não circulares, porém, no tempo de Ptolomeu fazia-se necessário manter a perfeição circular. Ptolomeu, como geógrafo, também fez mapas e criou linhas de longitude a latitude (informação apresentada no Globo Ciência, Cláudio Ptolomeu, que pode ser visto no Youtube). O geocentrismo perdurou até o século XVI, quando foi contestado por Copérnico (heliocentrismo).

Outro destaque importante, no campo da ciência, que antecedeu Ptolomeu, foi Arquimedes de Siracusa (Siracusa, 287 a.C.212 a.C.), um grande cientista, que desenvolveu um sistema de bombeamento de água chamado, hoje, parafuso de Arquimedes, estudou a curva os planos, a parábola, o cilindro, os esferoides, os corpos flutuantes, o contador de areia, estudou a alavanca e seu poder, projetou armas que viriam a proteger Siracusa, por um bom tempo, da invasão dos romanos. Arquimedes foi um verdadeiro gênio e inventor.

No campo da filosofia, no período helenístico desenvolveram-se também diversas escolas filosóficas, dentre as quais destacaram-se:

O CETICISMO: Teve, por exemplo, como representante, Pirro de Élis ou Élida. Os céticos punham em dúvida (sképsis, em grego) a possibilidade do conhecimento da verdade.  O conhecimento objetivo e universal não é possível. Num contexto de incertezas e de decadência dos valores das póleis gregas, essa maneira de encarar a realidade encontra um momento propício de retomada (vale lembrar que os sofistas, tempos antes, foram também céticos).

O CINISMO. Diógenes de Sínope, o Cínico, foi um de seus representantes. Os cínicos tinham o ideal de uma vida simples, não viam com bons olhos e até desprezavam as convenções sociais. O nome cínico vem de kyon, kynos, que significa cachorro, cão, em grego (http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinismo). Conta-se, inclusive, que Diógenes vivia em um barril, sendo visto por pessoas que passavam pela rua e convivendo com animais que por aí circulavam.

O ESTOICISMO. Zenão de Citio foi seu fundador. Teve também um imperador romano, Marco Aurélio, que o seguiu. Defendiam o controle dos desejos, das paixões e dos impulsos, propunham uma vida simples, sem a radicalidade dos cínicos. Além do imperador, teve também, como seguidor, no período romano, por exemplo, o filósofo Sêneca.

O EPICURISMO. Epicuro de Samos foi seu fundador, daí o nome. Os epicuristas tinham como objetivo a busca do prazer, de forma equilibrada. De acordo com Epicuro, o mundo é formado por átomos, inclusive a alma. Os átomos da alma se desfazem com o corpo, ao final da vida. Para ele, as pessoas não devem se preocupar com os deuses. Epicuro era ateu. Curiosamente, Paulo, no primeiro século da era cristão, debateu, em Atenas, no Areópago, com filósofos estoicos e epicureus ou epicuristas. Quando falou da ressurreição dos mortos, os filósofos o abandonaram. O tal debate de Paulo, o discípulo, apóstolo, seguidor de Jesus Cristo, com esses filósofos é apresentado no capítulo 17 do livro Atos dos Apóstolos, presente no Novo Testamento bíblico.

O NEOPLATONISMO. Já no período cristão, fundado por Amônio Saccas, teve como grande expoente um discípulo deste: Plotino. O pensamento neoplatônico de Plotino encontra-se apresentado no livro Enéadas (ou Enéades). Retoma o pensamento platônico e defende a busca do UNO (faz recordar o BEM de Platão), através de um movimento de elevação da alma, numa ascensão progressiva. Tendência filosófica carregada de racionalismo e idealismo, especialmente de influência platônica. O neoplatonismo veio a exercer forte influência sobre o pensamento do cristão Aurélio Agostinho (Santo Agostinho). Para este a filosofia não é inimiga da , mas auxiliar.

As escolas de Platão e Aristóteles – Academia e Liceu, respectivamente – continuaram existindo durante séculos, tendo sido, enfim, fechadas no período cristão. Uma das grandes vantagens destas escolas é que possibilitaram a reprodução e a preservação das ideias de seus filósofos fundadores, que viriam a exercer forte influência sobre o pensamento cristão da Patrística e da Escolástica.

Uma característica importante desse período, no campo do pensamento e da sociedade em geral foi o cosmopolitismo, palavra que quer dizer, basicamente: cidadania (da palavra pólis, cidade-estado, cidade) e cosmo (palavra grega que quer dizer mundo), em razão daquela perda do referencial da autonomia das cidades-estados, da expansão do helenismo e de uma percepção maior da realidade política.

Um fato interessante e digno de nota é que, no período cristão, a filosofia helenística conviveu com o pensamento cristão, como pôde ser observado ao falar do debate de Paulo com os filósofos estoicos e epicuristas (epicureus, dependendo da tradução do texto bíblico de Atos dos Apóstolos, cap. 17, versículos 15 a 34), além de outros episódios de contato de intelectuais cristãos com a filosofia greco-romana (helenística), como foi o caso dos que pertenceram à Patrística, até o fechamento, por força da influência da fé cristã, então institucionalizada, da Academia.

Para saber mais:





http://plato.stanford.edu/entries/epicurus/ (em inglês) (Use tradutores online. São bons.)

http://plato.stanford.edu/entries/stoicism/ (em inglês) (Use tradutores online. São bons.)

http://plato.stanford.edu/entries/epictetus/ (em inglês) (Use tradutores online. São bons.)

http://plato.stanford.edu/entries/marcus-aurelius/ (em inglês) (Use tradutores online.)

http://plato.stanford.edu/entries/seneca/ (em inglês) (Use tradutores online. São bons.)

http://plato.stanford.edu/entries/skepticism-ancient/ (em inglês) (Use tradutores online.)

http://plato.stanford.edu/entries/ammonius/ (em inglês) (Use tradutores online. São bons.)

http://plato.stanford.edu/entries/plotinus/ (em inglês) (Use tradutores online. São bons.)

http://plato.stanford.edu/entries/cosmopolitanism/ (em inglês, contém informações também sobre Diógenes de Sínope) (Use tradutores online. São bons.)

Obs.: Todas as páginas em inglês podem ser traduzidas com uso do Google Tradutor ou outro(s) tradutor(es) online:




A seguir, vai a proposta de algumas atividades que podem ser realizadas:



(A)    CAÇA-PALAVRAS FILOSÓFICO: HELENISMO (Direita, esquerda, vertical, horizontal, diagonal) (Prof. José Antônio Brazão.)

H
P
L
O
T
I
N
O
B
E
O
M
S
I
C
I
O
T
S
E
Z
E
N
A
O
I
N
O
M
A
X
E
M
A
C
O
S
M
O
O
E
N
V
L
D
A
N
A
C
P
S
A
S
E
J
A
L
U
Z
U
C
A
E
P
E
P
I
C
U
R
O
I
A
B
Ç
I
E
M
U
L
I
O
R
L
B
N
M
E
R
A
W
A
N
A
U
N
O
A
A
S
R
D
D
E
A
M
I
G
V
Z
E
D
N
O
R
O
K
M
O
S
T
E
A
S
T
J
G
S
A
E
V
I
L
N
T
M
L
N
O
A
N
C
D
I
E
Z
A
P
M
R
M
V
M
U
S
A
E
U
F
D
E
I
E
R
B
N
T
A
W
O
O
U
P
P
E
L
L
N
O
A
C
T
W
R
O
F
E
R
D
M
I
D
E
L
E
M
T
P
S
E
O
I
O
A
R
R
U
G
S
G
K
P
A
H
P
R
H
A
O
N
E
O
M
M
N
O
R
I
O
G
O
Y
N
I
A
S
I
M
L
E
G
D
S
A
S
A
C
I
N
I
S
M
O
Y
D
C
N
O
I
P
N
A
I
S
W
I
S
E
P
E
D
R
A
N
L
I
K
R
F
P
O
E
R
C
T
R
T
A
S
A
C
E
T
O
I
L
B
I
B
T
M
R
U
E
S
S
S
I
I
L
I
V
E
S
V
A
T
O
M
O
S
O
C
N
E
O
A
C
L
E
A
R
A
Y
R
E
A
D
I
L
I
R
I
S
B
J
L
E
O
O
D
A
D
N
O
D
R
U
G
O
R
R
P
A
E
E
O
R
P
N
P
D
A
N
S
O
O
N
A
M
U
O
E
O
B
S
C
G
A
E
T
O
N
R
A
E
L
E
U
E
C
H
K
S
E
E
S
X
F
L
Y
V
M
A
P
X
Ç
U
G
U
I
C
E
S
E
D
E
M
I
U
Q
R
A
S
P
R
E
Z
A
R
P
A
E
S
E
L
P
M
I
S
A
D
I
V
O
N
I
L
A
P
E
C
S
M
A
R
C
O
A
U
R
E
L
I
O
C
L
E
A
R
N

BOM PROVEITO E EXCELENTE APRENDIZAGEM! (Prof. José Antônio Brazão.)


(B)  QUESTIONÁRIO: FILOSOFIA HELENÍSTICA E CRISTIANISMO:

1)      O Novo Testamento da Bíblia foi escrito em que língua? Por quê?

2)      Como o apóstolo João chama Jesus, logo no início do seu evangelho? Que significados tem essa palavra? O que ela tem em haver com os gregos?

3)      Paulo e seus amigos fundaram diversas comunidades cristãs no Império Romano. Pelas cartas que Paulo escreveu, cite seis dessas comunidades.

4)      Nos Atos dos Apóstolos (Atos, cap. 17, versículos 15 a 34) consta que Paulo debateu com filósofos gregos helenistas:

a)      Em que cidade da Grécia?

b)      Em que lugares daquela cidade? E em qual lugar, mais especificamente?

c)      Que filósofos eram, isto é, de que correntes filosóficas helenísticas?

d)      O que eles queriam saber de Paulo?

e)      O que Paulo lhes diz? Resuma.

f)        Os filósofos aceitaram bem as conclusões de Paulo? Por que razão ou razões?

g)      Faça um pequeno resumo das teorias das escolas ou correntes helenísticas daqueles filósofos. Pesquise e anote.

h)      O texto também fala de deuses(as). O que é politeísmo? E monoteísmo? Dê exemplos.

5)      Quais são as sete igrejas do Apocalipse cuidadas por João? Em que região do Império Romano ficavam?

6)      Que comunidade de Paulo e, depois, de João foi cidade de um importante filósofo pré-socrático? Qual filósofo? Onde fica(va) tal cidade, em que região?

ONDE PESQUISAR:

a)      Na Bíblia (NOVO TESTAMENTO).

b)      No livro didático em uso na escola.

c)      Na internet.

d)      Em enciclopédias.

e)      Dicionários de Língua Portuguesa.

f)        Dicionários de Filosofia que possam ser encontrados na biblioteca da escola.

OBSERVAÇÃO: O questionário envolve helenismo e cristianismo. Pode ser interessante seu uso e discussão, em razão de, no Brasil e em outros países, haverem estudantes cristãos de diferentes denominações, mas que têm a Bíblia cristã em comum. Isto pode ajudar a mostrar que o pensamento grego da antiguidade acabou defrontando-se com o pensamento cristão, fato que se estendeu pelos séculos seguintes e durante todo o período medieval (filosofia medieval) e parte do moderno.

(C) FILME ALEXANDRIA (Original: ÁGORA). Ver resumo-comentário deste filme neste site. Basta baixar a barra de rolagem e ir clicando, embaixo, em Postagens Mais Antigas. Uma destas postagens é, justamente, o tal resumo comentário, em Uso de Filmes No Ensino de Filosofia. É um filme muito rico, que mostra bem a convivência conflituosa do pensamento helenístico e do pensamento cristão. Vale a pena vê-lo e trabalha-lo em sala de aula.