segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

CINCO FILÓSOFOS ILUMINISTAS FRANCESES (Prof. José Antônio Brazão.)


SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DE GOIÁS

SUBSECRETARIA METROPOLITANA DE EDUCAÇÃO DE GOIÂNIA

COLÉGIO ESTADUAL DEPUTADO JOSÉ DE ASSIS

FILOSOFIA – PROF. JOSÉ ANTÔNIO BRAZÃO.

CINCO FILÓSOFOS ILUMINISTAS FRANCESES (SÉC. XVIII d.C.):
(Prof. José Antônio Brazão.)

DENIS DIDEROT
E JEAN LE RONDE D’ALEMBERT
MONTESQUIEU (BARÃO)
VOLTAIRE
JEAN-JACQUES ROUSSEAU
*Filósofos e escritores.
*Coordenaram a publicação da ENCICLOPÉDIA: obra em vários tomos, síntese de conhecimentos gerais de seu tempo e de divulgação destes para um público maior.
*A Enciclopédia é uma obra marcada pelas ciências, as técnicas, as artes e as profissões.
*A época, século XVIII, de fato, era propícia: Revolução Industrial (iniciada na Inglaterra e espalhada para outros lugares da Europa e do mundo), a herança do Renascimento e da Revolução Científica Moderna, ainda em andamento nessa época, a imprensa já bem desenvolvida, etc.
*Por trazer críticas a instituições, a Enciclopédia foi proibida, tendo tido os tomos finais publicados às escondidas.
*Charles-Louis de Secondat.
*Nobre rico. Filósofo.
*Propôs a divisão do poder em: executivo, legislativo e judiciário.
*Monarquista.
*Obras destaques: O Espírito das Leis, Cartas Persas.
Obs.: Com relação à divisão dos poderes, consultar também o inglês John Locke.
*Suas ideias, junto com as liberais de Locke, viriam a ter grande influência, como as de outros iluministas, na Revolução Francesa e em revoluções burguesas que a seguiram, além de outra que a antecedeu, a Revolução Inglesa, bem anterior.
*Também fez uso da sátira.
*François Marie Arouet. Pseudônimo: Voltaire.
*Filósofo, escritor e teatrólogo.
*Deixou obra muito vasta.
*Viajou por diversos lugares ao longo da vida, vários dos quais por conta de perseguições que sofreu.
*Fez grande uso da sátira (gozação, deboche), criticando instituições e costumes de seu tempo.
*Algumas obras: Contos (ex.: Cândido) e Cartas Filosóficas.
*Satirizou a política, a religião, as relações sociais. Sua sátira acabou rendendo-lhe perseguições, como referido acima, e, com elas, viagens. Ex.: exílio na Inglaterra.
*Empirista. Divulgou ideias científicas de seu tempo, como as de Isaac Newton, que, para Voltaire, foi um grande cientista.
*Defendeu, como Locke antes dele, a tolerância religiosa.
*Filósofo e escritor suíço.
*Viveu uma parte de sua vida na França.
*Política: a sociedade surgiu de um contrato imposto pelos mais fortes.
*No estado natural, a humanidade era boa. Surgiu daí o mito do bom selvagem, que tanto influenciou os escritores indianistas do Brasil.
*E a sociedade? Corrompida e corruptora.
*Em O Pacto Social, Rousseau propõe um novo contrato, cujas bases seriam: o pacto social + a vontade geral (vontade da maioria).
*Também escreveu Emílio ou Da Educação, livro em que trata de uma educação natural.
*No Brasil: literatura indianista.
TAREFA PARA A TURMA TODA:
*Ler, no livro de Língua Portuguesa, o capítulo referente à literatura indianista brasileira de final do século XVIII e parte do século XIX.
*Ler o poema I-Juca-Pirama, do poeta brasileiro Gonçalves Dias. Anote, no caderno, elementos que aparecem nele e demonstram a influência do mito rousseauniano do bom selvagem. Leia também O Guarani, de José de Alencar e faça o mesmo, anotando no caderno.
*Ler, no livro de Filosofia, o capítulo referente ao iluminismo.
*Ler, no livro de História, o capítulo também referente ao iluminismo.
OBS. AO(À) PROFESSOR(A) DE FILOSOFIA: Trabalhar trechos dos filósofos acima mencionados. Também, se possível, de Immanuel Kant. Deste, a indicação de O que é Iluminismo? (ou O que é Ilustração?), texto de fácil compreensão e muito rico de informações sobre o Iluminismo.
OBS. 2: Atividades interdisciplinares: Filosofia - Língua Portuguesa - História.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A LÓGICA CONTEMPORÂNEA - Filosofia e Língua Portuguesa (Prof. José Antônio Brazão.)


LEIA O TEXTO A SEGUIR COM MUITA ATENÇÃO:

A LÓGICA CONTEMPORÂNEA (Prof. José Antônio Brazão.)

Lógica é uma palavra que vem do grego logos, termo que significa palavra, razão, discurso. Como área do conhecimento filosófico, em um sentido geral, a lógica estuda a construção dos raciocínios, dos argumentos, do discurso. Ela foi criada, inicialmente, por Aristóteles de Estagira, filósofo grego de origem macedônica, que havia sido discípulo de Platão na Academia (importante escola de ensino de filosofia, em Atenas, na Grécia). Aristóteles escreveu um livro chamado Órganon, comumente traduzido por instrumento, referindo-se ao fato de ser um instrumento de aprendizagem da precisão na construção do raciocínio. Fundou, então, a chamada lógica formal, pois trata da forma correta de se construir raciocínios e argumentos, evitando os chamados sofismas, que são raciocínios enganosos com aparência de verdade. Seu tipo de argumentação mais conhecido é o silogismo, argumento que contém uma premissa maior (ex.: Todo homem é mortal.), uma premissa menor (ex.: Sócrates é homem.) e uma conclusão necessária extraída das duas premissas (ex.: Logo, Sócrates é mortal.). A lógica formal aristotélica durou mais de dois milênios.

Francis Bacon propôs uma revisão, com o seu livro Novo Órganon, que enfatiza os raciocínios indutivos, fundamentais às ciências novas que foram se pondo no mundo moderno, fundadas na experiência e na pesquisa da natureza. A partir do século XIX e, principalmente no século XX, com as matemáticas não euclidianas e a necessidade de uma lógica nova, foi surgindo e tomando força a chamada lógica simbólica, cujo nome aponta para o fato de traduzir a linguagem comum e mesmo a científica em símbolos linguístico-matemáticos. Dos filósofos que tiveram importância no desenvolvimento da lógica simbólica estão: Gottlob Frege (filósofo e matemático alemão, 1848-1925); Georg Boole (filósofo e matemático britânico do séc. XIX); Bertrand Russell (filósofo e matemático também britânico, 1872-1970), que com Alfred North Whitehead (mais um filósofo e matemático britânico, 1861-1947) escreveu os Principia Mathematica (Princípios Matemáticos ou Princípios da Matemática), livro por excelência da lógica simbólico-matemática, e Ludwig Wittgenstein (filósofo austríaco, aluno de Russell, 1889-1951), além de outros. Esse tipo de lógica, ainda hoje, está presente na linguagem dos computadores e em aparelhos que usam uma lógica matemática e simbólica no dia a dia. O seu telefone celular, seu tablet e outros tantos aparelhos computadorizados têm muito dessa lógica!

[(*)Atividade interdisciplinar com a Língua Portuguesa. Pode usar dicionário.]

 

RELEIA E, AGORA, COMPLETE AS LACUNAS COM PALAVRAS OU EXPRESSÕES SINÔNIMAS (QUE TENHAM O MESMO SIGNIFICADO) O MESMO TEXTO, SEM PERDER O SENTIDO ORIGINAL:

A LÓGICA CONTEMPORÂNEA (Prof. José Antônio Brazão.)

Lógica é uma palavra que vem do grego logos, ____________ que significa palavra, razão, discurso. Como _______________ do conhecimento filosófico, em um sentido _______________, a lógica estuda a construção dos raciocínios, dos argumentos, do discurso. Ela foi __________________, inicialmente, por Aristóteles de Estagira, filósofo ________________________________, que havia sido _______________ de Platão na Academia (importante escola de ensino de filosofia, em Atenas, na Grécia). Aristóteles escreveu um livro chamado Órganon, comumente traduzido por instrumento, referindo-se ao fato de ser um instrumento de aprendizagem da precisão na ___________________ do raciocínio. ________________________, ________________________, a chamada lógica formal, ____________ trata da forma correta de se construir raciocínios e argumentos, evitando os chamados sofismas, que são raciocínios _______________ com aparência de verdade. Seu tipo de argumentação mais conhecido é o silogismo, argumento que contém uma premissa maior (ex.: Todo homem é mortal.), uma premissa menor (ex.: Sócrates é homem.) e uma conclusão necessária extraída das duas premissas (ex.: _______________, Sócrates é mortal.). A lógica formal aristotélica durou mais de dois milênios.

Francis Bacon propôs uma ____________________, com o seu livro Novo Órganon, que enfatiza os raciocínios indutivos, fundamentais às ciências novas ________________________________ no mundo moderno, fundadas na experiência e na _______________ da natureza. A partir do século XIX e, _____________________ no século XX, com as matemáticas não euclidianas e a ____________________ de uma lógica nova, foi surgindo e tomando ____________________ a chamada lógica simbólica, cujo nome aponta para o fato de ___________________ a linguagem _____________________ e mesmo a científica em símbolos linguístico-matemáticos. Dos filósofos ____________________________ importância no desenvolvimento da lógica simbólica estão: Gottlob Frege (filósofo e matemático alemão, 1848-1925); Georg Boole (filósofo e matemático britânico do séc. XIX); Bertrand Russell (filósofo e matemático também britânico, 1872-1970), que com Alfred North Whitehead (mais um filósofo e matemático britânico, 1861-1947) ________________________ os Principia Mathematica (Princípios Matemáticos ou Princípios da Matemática), livro por excelência da lógica simbólico-matemática, e Ludwig Wittgenstein (filósofo austríaco, aluno de Russell, 1889-1951), ________________________ outros. Esse tipo de lógica, ainda hoje, está presente na linguagem dos computadores e em aparelhos _________________________ uma lógica matemática e simbólica no dia a dia. O seu telefone celular, seu tablet e ___________________   ___________________________ computadorizados têm muito dessa lógica!

[(*)Atividade interdisciplinar com a Língua Portuguesa. Pode usar _______________.]

Professor(a) de Filosofia, esse exercício de preenchimento de lacunas, interdisciplinar com a Língua Portuguesa, tem por fim contribuir para enriquecer o  vocabulário de cada estudante. Depois, anote no quadro as palavras e expressões propostas, para que cada colega possa ver variedades sinonímicas possíveis. Exercícios desse tipo podem ser muito enriquecedores do aprendizado mútuo tanto de Filosofia quanto de Língua Portuguesa! Depois, ou ao longo da correção, explique o conteúdo do texto.

Em outro texto você poderá pedir que coloquem os antônimos (palavras e expressões que tenham significado contrário)! Em outro, peça para que substituam os conectivos e adjuntos (palavras que ligam orações subordinadas ou de outros tipos) por similares da língua portuguesa. No exercício proposto há alguns conectivos\adjuntos dos quais pode-se solicitar fazer a troca. Observe. E tenha o cuidado de fazer seu próprio trabalho, contendo as respostas possíveis. Quando você anotar no quadro, cada estudante verá o que estará escrito e proposto pelas e pelos colegas como sinônimos, antônimos ou que quiser solicitar. Quando anotarem as respostas, cada um(a) verá de novo o conteúdo. E, quando fizer a explicação, parte por parte, todos verão ainda mais uma vez. Estudando em casa, também. Um reforço e tanto ao aprendizado de Filosofia e Língua Portuguesa!

Escolha textos curtos. Leve-os à sala de aula, dê tempo. Uma ótima ideia é que você converse com a(o) bibliotecária(o) da escola, para que ela(ele) deixe os dicionários já encaminhados. Dê uns vinte ou trinta minutos para que a turma toda faça, dependendo do tamanho do texto e da quantidade de lacunas. E peça para que cada estudante, ao final, faça sua própria revisão, antes da correção coletiva. Proponha que pensem bem antes de responderem e revisarem, para que tenham certeza de suas respostas. Qual a razão da correção coletiva? É que você ganhará tempo, principalmente quando forem muitas turmas, não precisando levar um amontoado de trabalhos para casa e ter que corrigir um por um. Ademais, juntos, todos aprendem mais, muito mais! Por quê? Justamente porque são ideias e possibilidades diferentes, ricas, de significados e elaboração-reelaboração da escrita! Veja, portanto, o quanto você, trabalhando com filosofia, pode ajudar cada estudante no aprendizado da própria língua, podendo superar limites de uma linguagem fraca e pobre, muitas vezes ainda mais empobrecida pelo contato com redes sociais, via computador ou, mais comum, com celulares, em que ocorrem erros bárbaros no uso da língua ou em que não há uma preocupação com o uso rigoroso dela! Pode ser um trabalho interdisciplinar extremamente enriquecedor!

sábado, 10 de janeiro de 2015

USO DE DIAGRAMAS NO ENSINO DE FILOSOFIA (Prof. José Antônio Brazão.)

          De acordo com o dicionário: “Diagrama é uma representação gráfica de certos fenômenos por meio de figuras geométricas.” (Minidicionário Escolar Português, ed. Ciranda Cultural.). Como representações geométricas que podem auxiliar em demonstrações ou apresentações, os diagramas também podem ser úteis no ensino de Filosofia. Por exemplo:  (a) No ensino de lógica, ao apresentar gêneros, espécies e indivíduos.  (b) Na apresentação dos sistemas astronômicos geocêntrico e heliocêntrico (em aulas sobre as ciências antiga, medieval e moderna). (c) Do Big Bang, ao comparar a visão atual acerca do universo e a(s) do passado (filosofia da ciência). Em demonstrações de conteúdos, etc.

Diagramas são alternativas boas de trabalho em Filosofia quando se quer trabalhar, de forma resumida e gráfico-esquemática, certos conteúdos, como, por exemplo, os referentes aos diagramas sugeridos acima, além de outros.

Exemplos de diagramas, feitos com compasso e à mão, para desenho e quadro.

Diagrama 1: Sistema astronômico geocêntrico.


 Diagrama 2: Sistema astronômico heliocêntrico.


Diagrama 3: O quadro das proposições.

O quadro das proposições acima encontra-se em:


Os diagramas acima, além de muitos outros, com certeza, não são difíceis de serem desenhados na folha de papel ou no quadro utilizado em sala de aula. Podem, ademais, ser muito úteis no trabalho de ensino-aprendizagem de Filosofia.

Valem a pena serem utilizados.

No site da TV ESCOLA há uma série que trata de diagramas. Vale a pena dar uma olhada, pois são programas muito ricos em termos de conteúdo e apresentação. Ver em Videoteca. Escreva, na procura: diagramas. Dos diagramas ali apresentados encontram-se, dentre outros, diagramas feitos por Isaac Newton, o sistema heliocêntrico de Copérnico e o do DNA.

Se você, professor(a) de Filosofia, tiver boa habilidade de desenhar, capriche. Caso contrário, apesar de não de dispor dessa habilidade, capriche do mesmo jeito, ainda que de forma não tão aprimorada. O importante é que você possa fazer uso de tal recurso em suas aulas.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O MURMÚRIO DE GALILEU. (Prof. José Antônio Brazão.)


 
O murmúrio de Galileu Galilei (matemático, astrônomo e cientista italiano que viveu entre os séculos XVI e XVII) “mas ela se move”, na saída da igreja em que teve de abdicar de suas ideias científicas, é tido como uma lenda. Por quê? Porque ele estava sendo vigiado, seja por guardas, seja por inquisidores, e quem quer que o tivesse ouvido poderia tê-lo denunciado imediatamente, o que poderia, efetivamente, tê-lo levado de vez à fogueira da Inquisição. Galileu queria ficar vivo! Tinha muito que ver e ideias a trocar, uma vida a apreciar, ainda que de forma simples. Sabia bem que tudo passa e que novas descobertas, de outros cientistas, reforçariam e confirmariam as suas.

No entanto, com certeza esse murmúrio ecoava no fundo de sua mente e de sua alma, pois sabia muito bem que a Terra se move em torno do Sol anualmente e em torno de si mesma diariamente, como havia afirmado, antes de Galileu, o astrônomo e erudito Copérnico, um clérigo católico polonês, que viveu entre os séculos XV e XVI.

Galileu sabia que tudo aquilo que havia renegado, todas as suas descobertas e textos que cuidadosamente escrevera continham, indubitavelmente, a verdade. Precisou mentir para poder salvar sua vida, lembrando-se de tantos outros e outras que, por menos, haviam perdido suas vidas nas masmorras e nas fogueiras da Santa Inquisição. Um bom exemplo das piras da Inquisição foi o filósofo Giordano Bruno, queimado vivo ao final do século XVI, italiano como Galileu.

Mas que ideias perigosas eram essas e em que se baseava Galileu para prova-las? A principal, já acima apontada: o heliocentrismo, isto é, a teoria que afirmava que o Sol estaria no centro do universo e que todos os astros, incluindo a Terra giravam em torno dele. Tal teoria opunha-se radicalmente a outra, milenar: o geocentrismo, a teoria que defendia que a Terra (Geia ou Gaia, em grego) estaria no centro do universo e que todos os astros girariam em torno dela, inclusive o Sol. Mas em que se baseavam os defensores de ambas teorias?

Os defensores da teoria geocêntrica incluíam astrônomos e cientistas tradicionais e a Igreja Católica. Com base em quê? Primeiramente, no senso comum, isto é, na maneira corriqueira e cotidiana de ver as coisas, como os céus e a Terra: a) no dia a dia, ninguém sente a Terra se mover, dando a aparência (no caso daquela época, a certeza para muita gente) de que ela está parada; b) a percepção visual de que o Sol vai de um lado ao outro do céu, durante o dia, e as estrelas, os planetas e a Lua, no mesmo sentido, durante a noite. Além disto, se a Terra se movesse, as pessoas cairiam frequentemente!

Também a presença na Bíblia (tomada como Palavra de Deus) de indícios de que a Terra está parada e que os astros se movem em torno dela, como no caso apresentado no livro de Josué cap. 10: “(...) Foi então que Josué falou a Iahweh [O Senhor, em outras traduções], no dia em que Iahweh [O Senhor] entregou os amorreus aos filhos de Israel. Disse Josué na presença de Israel: ‘Sol, detém-te em Gabaon, e tu, lua, no vale de Aialon!’ E o Sol se deteve e a lua ficou imóvel até que o povo se vingou dos seus inimigos.(...)” (Josué, capítulo 10, versículos 12 a 13. O texto utilizado foi o da Bíblia de Jerusalém, da editora Paulus). Outro trecho bíblico que reforçava o geocentrismo é aquele em que, doente, o rei Ezequias foi avisado pelo profeta Isaías, mandado por Deus, de que morreria logo. Mas Ezequias orou e implorou humildemente a Deus e este prometeu, por comunicado repassado por Isaías, que lhe daria mais quinze anos de vida e protegeria o povo de Israel do perigo da Assíria. Como garantia de que isto seria realizado: “Ezequias perguntou: ‘Qual o sinal de que subirei ao Templo de Iahweh [O Senhor]? Ao que respondeu Isaías: ‘Eis o sinal da parte de Iahweh [O Senhor] de que ele cumprirá a palavra que pronunciou. Eu farei recuar dez degraus a sombra que o sol avançou sobre os degraus da câmara alta de Acaz – dez graus para trás.’ O sol recuou dez degraus sobre os degraus que tinha avançado.” (Isaías, capítulo 30, versículos 1 a 8, texto completo.) (grifos meus) Ezequias, inclusive, cantou de alegria! No primeiro texto, o Sol e a Lua param. No segundo, o movimento do Sol retornou dez degraus! Então, o Sol e a Lua giram em torno da Terra, quieta, paradinha, no centro do universo, trazendo com ela a humanidade, feita à imagem e semelhança de Deus, conforme o livro bíblico do Gênesis (Gênesis, capítulo 1). Papas reafirmavam o geocentrismo!

Outro fundamento, além do senso comum e da Bíblia: a ciência! A ciência, até a época de Galileu, era ainda, em muitos pontos, fundamentada nas ideias de Aristóteles de Estagira, filósofo grego que viveu no século IV antes de Cristo. Aristóteles foi discípulo de Platão, outro grande filósofo grego da antiguidade. A ciência astronômica ainda tinha outro fundamento: Cláudio Ptolomeu, geógrafo e astrônomo grego, que trabalhou na Biblioteca de Alexandria e que viveu no século II da era cristã. Ptolomeu acrescentou epiciclos (círculos menores) dentro das órbitas circulares dos planetas, no sistema geocêntrico que havia sido defendido por Eudoxo de Cnido e Aristóteles, ambos discípulos do referido Platão, na Academia, em Atenas.

A nível político: da mesma maneira como havia uma hierarquia nos céus, havia também na Terra. A hierarquia celestial: a Terra, no centro, quietinha, seguida pela Lua, Mercúrio, Vênus, o Sol, Marte, Júpiter, Saturno e as estrelas fixas em uma esfera, depois da qual só poderia haver o mundo celestial divino, habitação de Deus. O movimento celestial era tido como um contínuo milagre feito por Deus! (Isaac Newton, seguindo as pegadas de Galileu Galilei, entre os séculos XVII e XVIII, descobriria que esse movimento é explicado pela força universal da gravidade!) A hierarquia política, advinda do mundo medieval: Igreja Católica, reis e senhores feudais, servos (e burguesia). Vale lembrar, ademais, que novas igrejas vinham surgindo, chamadas protestantes, desde o século XVI d.C., com Lutero, Calvino e outros reformadores. Nem a Igreja Católica nem os reis católicos aceitaram gratuitamente perder terrenos e fiéis! Por vários séculos, houve guerras de religião terríveis. O Concílio de Trento, que seguiu-se à Reforma Protestante, reafirmou firmemente as teses religiosas católicas, reconstituindo e recrudescendo a ação do Tribunal da Santa Inquisição!

Derrubar a teoria geocêntrica, portanto, seria uma empreitada difícil! Mas não impossível. Curioso e persistente, Galileu fez muitas experiências a respeito do movimento, da queda livre, criou e utilizou vários instrumentos (p. ex.: planos inclinados com bolas e sinos para a contagem de tempo, pêndulos, dentre outros), inventou o telescópio a partir da luneta criada pelos holandeses e escreveu muito. Leu e analisou os textos de Copérnico! Fez observações em grande quantidade e repetidas com o telescópio, conseguindo fazer, com esse procedimento e cálculos precisos, uma série de descobertas, como, por exemplo: manchas no Sol, crateras, vales e montes na Lua, luas em Júpiter, anéis em Saturno, partes claras e escuras em Vênus, que deixavam claro que vinham de seu movimento em torno do Sol. Tais descobertas puseram abaixo a teses aristotélicas de astros celestiais etéreos (compostos por éter) puros, com composição diferente da terrestre (Terra composta por quatro elementos).

Jogando, repetidamente, bolas de diferentes pesos no chão e observando que chegavam ao mesmo tempo, concluiu que a tese aristotélica de que o mais pesado chega primeiro estava claramente errada e sem comprovação na prática.

A partir de suas descobertas, anotou tudo, revisou, calculou e chegou à conclusão de que Copérnico estava certo. Curiosamente, como o polonês, Galileu Galilei percebia uma afinidade muito grande entre o universo e a matemática. Um universo matematicamente definido, isto é, que só pode ser compreendido pela linguagem em que está escrito, a linguagem matemática.

Reagindo aos livros publicados por Galileu e ao perigo que representavam à ciência e à visão religiosa tradicionais (inclusive protestante, porque baseada literalmente na Bíblia), a Inquisição Católica o julgou, o fez abjurar de suas “heresias” científicas e religiosas e o condenou, por conta da clemência papal, à prisão domiciliar perpétua. Enfim, Galileu acabou ficando cego, mas não desistiu de suas pesquisas e anotações através de um auxiliar. Até o fim, sabia que o que havia descoberto acerca do universo e da natureza era certo e comprovável. Seu murmúrio, no fundo, era interno, não o deixando negar para si mesmo nem, consequentemente, para todos os outros que o seguiriam e estudiosos de sua época interessados em suas descobertas, as verdades que com grandes esforços e muita genialidade, pesquisas e leituras, concluiu.

Para saber mais:

http://plato.stanford.edu/entries/galileo/  à Texto sobre Galileu Galilei da Stanford Encyclopedia of Philosophy (Enciclopédia de Filosofia Stanford, da Universidade de Stanford, nos E.U.A.). Em inglês. Podem ser usados tradutores online, como o Google Tradutor, além de outros. Dão uma ideia boa do conteúdo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Galileu_Galilei  à Texto sobre Galileu Galilei contido na Wikipédia, uma enciclopédia eletrônica gratuita. Em português. Do lado esquerdo, numa coluna, podem ser clicadas línguas em que o texto pode ser encontrado, em alguns casos com acréscimo de informações! Por exemplo, em espanhol, que é uma língua bem próxima do português!

Neste site, veja também  o texto Galileu Galilei X Aristóteles. Este texto aqui é um aprofundamento.
Para você que é professor(a) de Filosofia ou estudante ou um(a) curioso(a), vale a pena o lembrete: aprenda outra(s) língua(s), além do português. Vale a pena. No mais, faça bom proveito dos textos e ideias contidos neste blog e em outros nele indicados!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

HELENISMO E CRISTIANISMO com caça-palavras e questionário (Prof. José Antônio Brazão.)


Entre os séculos IV\III a.C. e o século V da era cristã, ao final do período dos grandes filósofos gregos, com a dominação macedônica e, tempos depois, a romana, as cidades-estados (póleis) gregas haviam perdido muito de sua liberdade e sua autonomia. A cidadania, que antes estava ligada à pólis (cidade-estado), agora foi perdida. No entanto, em meio a essa perda de autonomia e sob a dominação da Macedônia (e no período romano), a cultura grega foi levada a diversos povos dominados pelo novo império. Ocorre o que se convencionou chamar helenismo, por causa dos gregos, também chamados helenos. Um dos grandes responsáveis por isto foi Alexandre Magno, rei e grande general macedônico. Esse processo foi continuado por seus generais, depois da morte de Alexandre, os quais dividiram entre si o império conquistado. A Grécia foi dominada, contudo acabou dominando culturalmente.

Alexandre Magno, inclusive, fundou uma cidade no Egito que leva o seu nome, ainda hoje, Alexandria, na qual veio a existir uma grande biblioteca, que durou por vários séculos e, depois, destruída. Essa biblioteca representa o valor que o conhecimento humano passou a ser conservado, por intermédio da escrita, da pesquisa (a biblioteca foi também um importante centro de pesquisa no mundo antigo), da cópia, aquisição e reprodução de livros e ideias. Livros de comerciantes, estudiosos viajantes e de outros navegantes, que se encontravam nos navios, eram solicitados e copiados, devolvidos, ampliando o acervo dessa grande biblioteca. No entanto, conforme Carl Sagan, cientista norte-americano do século XX, no episódio 1 de sua série em vídeo-documentários COSMOS, nem todas as pessoas tinham acesso a ela, principalmente as mais pobres. Pensadores importantes da antiguidade fizeram parte dos que por ela passaram, como Cláudio Ptolomeu (astrônomo, matemático e geógrafo) e a filósofa Hipácia. A regularidade e a beleza do cosmo (ou cosmos) eram intrigantes.

A arquitetura, a arte, a religião e as ideias gregas atravessaram as fronteiras da Grécia, marcando, de modo especial, o mundo ocidental. Nos livros dos Macabeus, parte da Bíblia católica e considerados apócrifos por judeus e evangélicos, há menção a esse período, ao domínio helenístico e à reação da família macabeia.

No que diz respeito ao mundo ocidental propriamente dito, de um modo muito particular, no caso de Roma e de suas províncias, a arquitetura do Império Romano foi muito marcada pela simetria geométrica dos gregos, sua língua predominante, o Latim, assimilou muitas palavras e raízes da língua grega, deuses e deusas gregos foram incorporados na mitologia romana, com nomes diferentes (ver no texto A humanidade e os mitos), festas, costumes, além de outros elementos culturais. Curiosamente, da língua latina, os vocábulos gregos e suas raízes passaram para as línguas neolatinas, que evoluíram durante o fim do mundo antigo e o mundo medieval (até hoje!): inglês (em boa parte), francês, italiano, romeno, português, espanhol, etc.

Dentro da ciência, na época helenística, Ptolomeu (séc. II d.C.) fez muitas observações dos céus, das estrelas e outros astros, conhecendo também as ideias astronômicas de filósofos e astrônomos que o antecederam, desenvolveu um sistema astronômico geocêntrico, com a Terra (Geia, em grego) no centro e os astros girando em torno dela, inclusive o Sol. O que o diferenciou de outros foi o acréscimo de epiciclos (círculos menores em cima dos círculos orbitais), percorridos, de tempos em tempos, pelos astros celestiais e que tinham por finalidade explicar porque as órbitas planetárias sofriam, aqui e ali, variações, parecendo ir e voltar ao movimento normal. Hoje se sabe que a causa é o fato de as órbitas serem elípticas, não circulares, porém, no tempo de Ptolomeu fazia-se necessário manter a perfeição circular. Ptolomeu, como geógrafo, também fez mapas e criou linhas de longitude a latitude (informação apresentada no Globo Ciência, Cláudio Ptolomeu, que pode ser visto no Youtube). O geocentrismo perdurou até o século XVI, quando foi contestado por Copérnico (heliocentrismo).

Outro destaque importante, no campo da ciência, que antecedeu Ptolomeu, foi Arquimedes de Siracusa (Siracusa, 287 a.C.212 a.C.), um grande cientista, que desenvolveu um sistema de bombeamento de água chamado, hoje, parafuso de Arquimedes, estudou a curva os planos, a parábola, o cilindro, os esferoides, os corpos flutuantes, o contador de areia, estudou a alavanca e seu poder, projetou armas que viriam a proteger Siracusa, por um bom tempo, da invasão dos romanos. Arquimedes foi um verdadeiro gênio e inventor.

No campo da filosofia, no período helenístico desenvolveram-se também diversas escolas filosóficas, dentre as quais destacaram-se:

O CETICISMO: Teve, por exemplo, como representante, Pirro de Élis ou Élida. Os céticos punham em dúvida (sképsis, em grego) a possibilidade do conhecimento da verdade.  O conhecimento objetivo e universal não é possível. Num contexto de incertezas e de decadência dos valores das póleis gregas, essa maneira de encarar a realidade encontra um momento propício de retomada (vale lembrar que os sofistas, tempos antes, foram também céticos).

O CINISMO. Diógenes de Sínope, o Cínico, foi um de seus representantes. Os cínicos tinham o ideal de uma vida simples, não viam com bons olhos e até desprezavam as convenções sociais. O nome cínico vem de kyon, kynos, que significa cachorro, cão, em grego (http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinismo). Conta-se, inclusive, que Diógenes vivia em um barril, sendo visto por pessoas que passavam pela rua e convivendo com animais que por aí circulavam.

O ESTOICISMO. Zenão de Citio foi seu fundador. Teve também um imperador romano, Marco Aurélio, que o seguiu. Defendiam o controle dos desejos, das paixões e dos impulsos, propunham uma vida simples, sem a radicalidade dos cínicos. Além do imperador, teve também, como seguidor, no período romano, por exemplo, o filósofo Sêneca.

O EPICURISMO. Epicuro de Samos foi seu fundador, daí o nome. Os epicuristas tinham como objetivo a busca do prazer, de forma equilibrada. De acordo com Epicuro, o mundo é formado por átomos, inclusive a alma. Os átomos da alma se desfazem com o corpo, ao final da vida. Para ele, as pessoas não devem se preocupar com os deuses. Epicuro era ateu. Curiosamente, Paulo, no primeiro século da era cristão, debateu, em Atenas, no Areópago, com filósofos estoicos e epicureus ou epicuristas. Quando falou da ressurreição dos mortos, os filósofos o abandonaram. O tal debate de Paulo, o discípulo, apóstolo, seguidor de Jesus Cristo, com esses filósofos é apresentado no capítulo 17 do livro Atos dos Apóstolos, presente no Novo Testamento bíblico.

O NEOPLATONISMO. Já no período cristão, fundado por Amônio Saccas, teve como grande expoente um discípulo deste: Plotino. O pensamento neoplatônico de Plotino encontra-se apresentado no livro Enéadas (ou Enéades). Retoma o pensamento platônico e defende a busca do UNO (faz recordar o BEM de Platão), através de um movimento de elevação da alma, numa ascensão progressiva. Tendência filosófica carregada de racionalismo e idealismo, especialmente de influência platônica. O neoplatonismo veio a exercer forte influência sobre o pensamento do cristão Aurélio Agostinho (Santo Agostinho). Para este a filosofia não é inimiga da , mas auxiliar.

As escolas de Platão e Aristóteles – Academia e Liceu, respectivamente – continuaram existindo durante séculos, tendo sido, enfim, fechadas no período cristão. Uma das grandes vantagens destas escolas é que possibilitaram a reprodução e a preservação das ideias de seus filósofos fundadores, que viriam a exercer forte influência sobre o pensamento cristão da Patrística e da Escolástica.

Uma característica importante desse período, no campo do pensamento e da sociedade em geral foi o cosmopolitismo, palavra que quer dizer, basicamente: cidadania (da palavra pólis, cidade-estado, cidade) e cosmo (palavra grega que quer dizer mundo), em razão daquela perda do referencial da autonomia das cidades-estados, da expansão do helenismo e de uma percepção maior da realidade política.

Um fato interessante e digno de nota é que, no período cristão, a filosofia helenística conviveu com o pensamento cristão, como pôde ser observado ao falar do debate de Paulo com os filósofos estoicos e epicuristas (epicureus, dependendo da tradução do texto bíblico de Atos dos Apóstolos, cap. 17, versículos 15 a 34), além de outros episódios de contato de intelectuais cristãos com a filosofia greco-romana (helenística), como foi o caso dos que pertenceram à Patrística, até o fechamento, por força da influência da fé cristã, então institucionalizada, da Academia.

Para saber mais:





http://plato.stanford.edu/entries/epicurus/ (em inglês) (Use tradutores online. São bons.)

http://plato.stanford.edu/entries/stoicism/ (em inglês) (Use tradutores online. São bons.)

http://plato.stanford.edu/entries/epictetus/ (em inglês) (Use tradutores online. São bons.)

http://plato.stanford.edu/entries/marcus-aurelius/ (em inglês) (Use tradutores online.)

http://plato.stanford.edu/entries/seneca/ (em inglês) (Use tradutores online. São bons.)

http://plato.stanford.edu/entries/skepticism-ancient/ (em inglês) (Use tradutores online.)

http://plato.stanford.edu/entries/ammonius/ (em inglês) (Use tradutores online. São bons.)

http://plato.stanford.edu/entries/plotinus/ (em inglês) (Use tradutores online. São bons.)

http://plato.stanford.edu/entries/cosmopolitanism/ (em inglês, contém informações também sobre Diógenes de Sínope) (Use tradutores online. São bons.)

Obs.: Todas as páginas em inglês podem ser traduzidas com uso do Google Tradutor ou outro(s) tradutor(es) online:




A seguir, vai a proposta de algumas atividades que podem ser realizadas:



(A)    CAÇA-PALAVRAS FILOSÓFICO: HELENISMO (Direita, esquerda, vertical, horizontal, diagonal) (Prof. José Antônio Brazão.)

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BOM PROVEITO E EXCELENTE APRENDIZAGEM! (Prof. José Antônio Brazão.)


(B)  QUESTIONÁRIO: FILOSOFIA HELENÍSTICA E CRISTIANISMO:

1)      O Novo Testamento da Bíblia foi escrito em que língua? Por quê?

2)      Como o apóstolo João chama Jesus, logo no início do seu evangelho? Que significados tem essa palavra? O que ela tem em haver com os gregos?

3)      Paulo e seus amigos fundaram diversas comunidades cristãs no Império Romano. Pelas cartas que Paulo escreveu, cite seis dessas comunidades.

4)      Nos Atos dos Apóstolos (Atos, cap. 17, versículos 15 a 34) consta que Paulo debateu com filósofos gregos helenistas:

a)      Em que cidade da Grécia?

b)      Em que lugares daquela cidade? E em qual lugar, mais especificamente?

c)      Que filósofos eram, isto é, de que correntes filosóficas helenísticas?

d)      O que eles queriam saber de Paulo?

e)      O que Paulo lhes diz? Resuma.

f)        Os filósofos aceitaram bem as conclusões de Paulo? Por que razão ou razões?

g)      Faça um pequeno resumo das teorias das escolas ou correntes helenísticas daqueles filósofos. Pesquise e anote.

h)      O texto também fala de deuses(as). O que é politeísmo? E monoteísmo? Dê exemplos.

5)      Quais são as sete igrejas do Apocalipse cuidadas por João? Em que região do Império Romano ficavam?

6)      Que comunidade de Paulo e, depois, de João foi cidade de um importante filósofo pré-socrático? Qual filósofo? Onde fica(va) tal cidade, em que região?

ONDE PESQUISAR:

a)      Na Bíblia (NOVO TESTAMENTO).

b)      No livro didático em uso na escola.

c)      Na internet.

d)      Em enciclopédias.

e)      Dicionários de Língua Portuguesa.

f)        Dicionários de Filosofia que possam ser encontrados na biblioteca da escola.

OBSERVAÇÃO: O questionário envolve helenismo e cristianismo. Pode ser interessante seu uso e discussão, em razão de, no Brasil e em outros países, haverem estudantes cristãos de diferentes denominações, mas que têm a Bíblia cristã em comum. Isto pode ajudar a mostrar que o pensamento grego da antiguidade acabou defrontando-se com o pensamento cristão, fato que se estendeu pelos séculos seguintes e durante todo o período medieval (filosofia medieval) e parte do moderno.

(C) FILME ALEXANDRIA (Original: ÁGORA). Ver resumo-comentário deste filme neste site. Basta baixar a barra de rolagem e ir clicando, embaixo, em Postagens Mais Antigas. Uma destas postagens é, justamente, o tal resumo comentário, em Uso de Filmes No Ensino de Filosofia. É um filme muito rico, que mostra bem a convivência conflituosa do pensamento helenístico e do pensamento cristão. Vale a pena vê-lo e trabalha-lo em sala de aula.