sexta-feira, 2 de setembro de 2016

FILOSOFIA EM POESIA: ABECEDÁRIO DE GALILEU GALILEI. (Prof. José Antônio Brazão.)

Um instrumento ou recurso didático positivo e interessante para o ensino e o aprendizado de Filosofia é a poesia. Aqui vai mais uma. É uma poesia simples. Professor(a), faça você também. Bons livros de poetas e de filósofos(as) que escreveram poesias poderão ajudar você a aprender. E faça bom proveito!
E para quem não tem muito contato com a filosofia e a quer aprender, a poesia pode ajudar muito. Neste site há outras. Vá a Postagens Antigas, clique e encontre. Aprenda sempre!

FILOSOFIA EM POESIA: ABECEDÁRIO DE GALILEU GALILEI

(Prof. José Antônio Brazão.)

Astrônomo, matemático e professor,

Ao entendimento do cosmos

Aplicou Galileu seu intelectual pendor.

 

Bem do universo a linguagem compreendeu,

De símbolos e leis matemáticas composto,

Como Pitágoras, outrora, também entendeu.

 

Com as ideias de um polonês sistemático

Em seus muitos estudos e leituras topou,

Nicolau Copérnico chamado, astrônomo e matemático.

 

De um mundo heliocêntrico Copérnico falava,

Pondo em cheque a crença ptolomaica

Sobre um mundo geocêntrico de que esta versava.

 

Era Galileu curioso e de coisas novas buscador,

Com holandesa nova invenção certo dia topou,

Um tubo com lentes, ocular, das imagens ampliador.

 

Fez da luneta um astronômico instrumento,

E coisas nunca antes vistas descobriu

Acerca da Lua, de tantos outros astros, do firmamento.

 

Grandes crateras, vales e montanhas na Lua,

Com o telescópio as sombras desta enxergou,

Muito além daquilo que mostrava a vista nua.

 

Haver nos astros uma etérea lisura de cristal

Aristóteles, o grego filósofo, não dizia?

Pois a nova visão com a velha, agora, não batia!

 

Instantânea e clara visão a luneta-telescópio

Dos astros do universo ao italiano apresentava

E, a cada dia, mais coisas novas este enxergava.

 

Júpiter, rodeado por quatro luas,

Que, de fato, não eram estrelas,

De tanto o observar, Galileu concluiu serem suas.

 

Kepler, com quem o professor correspondia,

Tempos depois, das planetárias órbitas

O movimento elíptico descobriria.

 

Lindas estrelas e novas constelações,

Para além dos céus comuns, Galileu avistou

E da Via Láctea teceu novas considerações.

 

Manchas no Sol, como isto é possível?,

Ao apontar o telescópio, Galileu constatou,

Fato diante do qual ele se admirou.

 

Nova contestação da aristotélica teoria,

Etérea pureza no Sol não havendo,

A antiga concepção se contradizia.

 

Outras descobertas fez Galileu com o telescópio:

Sombras em Vênus, anéis em Saturno

E muitas observações por noites a fio.

 

Pondo-se a estudar, com experimentos, dos corpos as quedas,

Ainda que com pesos bem diferentes, entre outros,

Viu caírem simultaneamente grandes e pequenas pedras.

 

Quanto viu, com tais experimentos,

De corpos leves e pesados diversos tempos de queda

Derrubou o então aceite aristotélico argumento.

 

Repetidamente transmitidas aristotélicas verdades

E teorias, que gente de ciência então acreditava e lia,

Fortalecidas eclesiasticamente por textos da Bíblia.

 

Sabedor do copernicano heliocêntrico sistema

E o defendendo com todas as suas forças e descobertas,

Galileu deparou-se com agudas acusações a ele abertas.

 

Tantos questionamentos feitos a princípios de religiosa aceitação

Preocuparam eclesiásticas autoridades,

Levando Galileu ao Tribunal da Santa Inquisição.

 

Uma forte repreensão caiu sobre o cientista

Que, por não crer mais na científica tradição,

Condenado foi a domiciliar perpétua prisão.

 

Viu alguém, na saída do tribunal que o condenara,

Que baixinho Galileu firmemente dizia

Mover-se, por si mesmo, o planeta Terra.

 

Windows, finestre,  ventanas, em quaisquer línguas e povos,

Janelas de entendimento do cosmos e da realidade natural

Os livros de Galileu Galilei abriram para o mundo atual.

 

Xícara de chá tomava, em sua casa,

E, entre um e outro cálculo e pensamento,

Continuando a buscar da natureza o conhecimento.

 

Yin Yang, Caos e Cosmos, o nada e o infinito, agora e por eras além,

Oh, humanidade, em diversos lugares e tempos, você sempre quis entender.

Vigiado, mas na alma livre, Galileu da investigação o intuito mantém.

 

Zarpando nas velas da ciência, Galileu, com razão e experimentos, descobriu

No oceano de lembranças, questionamentos, cálculos e raciocínios,

E, mesmo após cego, sobre diversas leis da natureza novos caminhos abriu.

 

Nenhum comentário: