quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

AULA ZOOM 4 DE FILOSOFIA – SEGUNDOS ANOS: CULTURA E FILOSOFIA MUÇULMANAS MEDIEVAIS: (Prof. José Antônio Brazão.)

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DE GOIÁS

COORDENAÇÃO REGIONAL METROPOLITANA DE EDUCAÇÃO DE GOIÂNIA

COLÉGIO ESTADUAL DEPUTADO JOSÉ DE ASSIS

ENSINO MÉDIO – SEGUNDO ANO

FILOSOFIA – PROF. JOSÉ ANTÔNIO BRAZÃO.

AULA ZOOM 4 DE FILOSOFIA – SEGUNDOS ANOS:

FILOSOFIA CRISTÃ E MEDIEVAL (Parte 4) (Prof. José Antônio Brazão.)

IMAGENS INICIAIS: https://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_medieval

Em slides:

https://en.wikipedia.org/wiki/Medieval_philosophy#/media/File:Septem-artes-liberales_Herrad-von-Landsberg_Hortus-deliciarum_1180.jpg

CULTURA E FILOSOFIA MUÇULMANAS MEDIEVAIS:

(Prof. José Antônio Brazão.)

*Séculos VI e VII d.C.: nasce e começa a se espalhar o Islamismo, com Maomé e seus seguidores.

*Pouco a pouco, nos séculos seguintes, os chefes islamitas (sheiks) começam uma guerra de conquista de outras regiões.

*Os islamitas conquistam o norte da África e chegam a dominar vastas regiões da Península Ibérica (onde se situam Portugal e Espanha).

IMAGENS (Islamismo): https://pt.wikipedia.org/wiki/Isl%C3%A3o

Em slides: https://pt.wikipedia.org/wiki/Isl%C3%A3o

*Incentivados pela religião, os islamitas (maometanos) buscam expandir seus conhecimentos e sua cultura. O próprio islamismo (também muçulmanismo ou maometanismo) tem seu livro sagrado: o Alcorão. Acreditam num Deus único: Alá (ou Alah), o Deus único e verdadeiro, conforme sua crença.

*Com os islamitas, diferentes setores da cultura se desenvolvem: arquitetura, matemática, astronomia, medicina, tradução, outros setores, incluindo a filosofia e até mesmo a gastronomia, das quais ainda há profundas marcas no mundo atual, em pleno século XXI. Seu símbolo: a Lua crescente.

*No campo da arquitetura: mesquitas (igrejas muçulmanas/islamitas), prédios com abóbadas, centros de estudos e de tradução, casas luxuosas de chefes, generais e outros.

IMAGENS(Arquitetura Islâmica):

 https://en.wikipedia.org/wiki/Islamic_architecture

Em slides:

https://en.wikipedia.org/wiki/Islamic_architecture#/media/File:Cordoba_Mosque_1.jpg

*No campo da astronomia: tradução para o árabe do livro de Cláudio Ptolomeu, com o nome de Almagesto, no qual o astrônomo grego, do Império Romano (século II d.C.), expõe suas investigações acerca do universo geocêntrico; levantamento de muitas constelações e elaboração de mapas celestes – nomes árabes de estrelas persistem, ainda hoje, como Altair (estrela da Constelação da Águia), Aldebarã (estrela da constelação de Touro, entre outras.

*Medicina – IMAGENS (Medicina na Era Medieval Islâmica):

Em:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicina_na_Era_Medieval_Isl%C3%A2mica

Em slides:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Medicina_na_Era_Medieval_Isl%C3%A2mica#/media/Ficheiro:Arabischer_Maler_des_Kr%C3%A4uterbuchs_des_Dioskurides_004.jpg

*Tradução: os islamitas empreenderam um grande esforço em traduções de livros das mais diferentes áreas do conhecimento, passando por todas as citadas (astronomia, medicina, filosofia, matemática, etc.). Fundaram, inclusive, importantes escolas de tradutores, que tiveram imenso peso na divulgação do conhecimento até mesmo na Europa. Uma delas, por exemplo, em Toledo, na Espanha, já sob o domínio islâmico. Traduziram textos de filósofos e estudiosos gregos e romanos. Dos gregos, por exemplo, de Aristóteles, que viriam a ter grande impacto na filosofia escolástica medieval cristã europeia. Além de traduzir, fizeram um trabalho de fundamental importância: cópias, recópias e a preservação de livros antigos e de seu tempo.

*Os cristãos europeus também tiveram seus copistas. Vejamos imagens:

IMAGENS (COPISTA): https://fr.wikipedia.org/wiki/Copiste

Em slides:

https://fr.wikipedia.org/wiki/Copiste#/media/Fichier:Jean_Mi%C3%A9lot,_Brussels.jpg

*O nome amanuense também é sinônimo de copista. Amanuense por conta de escreverem e copiarem livros à mão (manu, em latim), com tinta e estilete ou pena. No caso do mundo medieval, os livros eram escritos em pergaminhos, material feito a partir do couro preparado de animais.

*Matemática: os islamitas foram grandes estudiosos da matemática, o que pode ser comprovado, por exemplo, na engenharia e estrutura arquitetônica de seus prédios e na divulgação dos números hindus, conhecidos, por muito tempo, como números arábicos (hoje, hindu-arábicos): 0, 1, 2, 3, 4,5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, etc., etc. Tais números, aprendidos no comércio com os indianos, facilitavam e facilitam imensamente os cálculos e os registros comerciais, além de outros, como as pesquisas científicas.

IMAGENS (Numerais arábicos):

https://en.wikipedia.org/wiki/Arabic_numerals

Em slides:

https://en.wikipedia.org/wiki/Arabic_numerals#/media/File:Hindu-Arabic_numerals.svg

*Na Europa, esses números entrariam pouco a pouco, ao longo dos séculos seguintes, por conta do contato de comerciantes e intelectuais europeus com a cultura muçulmana. Até então, os europeus usavam, ainda, os numerais romanos e o ábaco para fazer contas e registros.

*No campo da FILOSOFIA: os filósofos islamitas, muitos deles, eram homens de grande cultura, tendo sido, alguns, médicos e juristas. Entre os nomes que podem ser citados: Avicena, Averróis, Al-Ghazali, além de outros. Na cultura judaica medieval, um destaque para Moisés Maimônides.

IMAGENS (Filosofia Islâmica): (Ler e comentar, explicar, trechos sobre alguns dos filósofos.)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_isl%C3%A2mica

Em slides:

https://es.wikipedia.org/wiki/Filosof%C3%ADa_isl%C3%A1mica#/media/Archivo:Sughrat.jpg

*No campo da FILOSOFIA, ainda, aqueles filósofos também foram grandes COMENTARISTAS, além de TRADUTORES e estudiosos da filosofia grega antiga e helenística (de cultura grega). Muitos igualmente dedicados ao estudo do Alcorão, da Medicina, das Leis, da Matemática, entre outros estudos. Um bom número deles era de poliglotas (pessoas que sabem várias línguas). Estudiosos e muito dedicados, incentivados pelo gosto pelos estudos e pela fé. O Alcorão incentiva a busca do conhecimento. Aliás, para se ler o Alcorão era e é preciso saber LER. O SABER LER abre portas para quem quer aprender. Mais uma contribuição, pelo exemplo de vida, dos filósofos e pensadores islamitas medievais (e atuais – a Arábia Saudita, por exemplo, tem investido pesadamente em ciências, conhecimento e tecnologias, tendo enviado, há pouco tempo, uma sonda ao planeta Marte).

REFERÊNCIAS BÁSICAS:

ARANHA, Maria L. de A. e MARTINS, Maria H. P. Filosofando: Introdução à Filosofia. 4.ed. São Paulo, Moderna, 2009.

CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia. 3.ed. São Paulo, Ática, 2017.

FUNDAÇÃO PLANETÁRIO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. A influência árabe nos nomes das estrelas. Disponível em: < http://planeta.rio/a-influencia-arabe-nos-nomes-das-estrelas/ > Acesso em 17 de fevereiro de 2021.

WIKIPÉDIA. Verbetes: Filosofia Medieval, Islamismo, Arquitetura Islâmica, Medicina na Era Medieval Islâmica, Copista, Numerais Arábicos, Filosofia Islâmica. Disponíveis em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal > Acesso em 17 de fevereiro de 2021.

 

 

AULA ZOOM 4 DE SOCIOLOGIA – SEGUNDOS ANOS 2021 – PODER, POLÍTICA E ESTADO: POLÍTICA E ESTADO (Prof. José Antônio Brazão.)

 SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DE GOIÁS

COORDENAÇÃO REGIONAL METROPOLIITANA DE EDUCAÇÃO DE GOIÂNIA

COLÉGIO ESTADUAL DEPUTADO JOSÉ DE ASSIS

ENSINO MÉDIO – SEGUNDOS ANOS

SOCIOLOGIA – PROF. JOSÉ ANTÔNIO BRAZÃO.

 AULA ZOOM 4 DE SOCIOLOGIA – SEGUNDOS ANOS

RELAÇÕES DE PODER E MOVIMENTOS SOCIAIS – PODER, POLÍTICA E ESTADO:

POLÍTICA E ESTADO (Prof. José Antônio Brazão.)

FORMAS DE EXERCICIO DE PODER: (AFRÂNIO SILVA E OUTROS)

“As relações de poder estão disseminadas por toda a sociedade. (...) estão presentes nas relações mais simples (entre dois indivíduos) e nas mais complexas (em uma empresa, cidade ou país). Têm em comum o fato de serem meios de influenciar a conduta alheia [dos outros].” (SILVA ET ALII, 2017: p. 141).

“São numerosas as formas de exercício do poder. Podemos destacar três predominantes: o poder econômico, o ideológico e o político. O primeiro [poder econômico] se baseia na posse de bens materiais, como os meios de produção (o poder do patrão sobre o empregado). O segundo [poder ideológico] se serve de ideias ou de informações para influenciar comportamentos (o poder dos meios de comunicação sobre as pessoas). O último [poder político] se vale de instrumentos e técnicas para influenciar a conduta alheia (o poder do convencimento de partidos e candidatos sobre os eleitores durante um pleito [eleição ou período de eleição] político), por exemplo.” (Idem, p. 141).

“O poder econômico consiste na utilização de bens materiais como forma de exercer influência sobre a conduta de indivíduos, instituições e sociedades. Nas últimas décadas, a primazia desse poder coube ao capital financeiro. Desse modo, os banqueiros exercem grande influência nas decisões econômicas das sociedades, direcionando as ações de indivíduos, grupos e governantes nos mais diferentes níveis. Podemos destacar que o debate atual sobre o Estado aponta para o predomínio [dominação] do poder econômico sobre as decisões de Estado. Esse predomínio leva à perda de soberania fundamentada nos interesses coletivos da maioria da população, que fica submetida aos interesses privados das grandes corporações econômicas (quer sejam financeiras, quer sejam industriais).” (Ibid., p. 141).

Além dos BANCOS, as seguintes “corporações econômicas” exercem forte influência sobre o Estado (federal, estadual e municipal):

*Industriais.

IMAGENS (Indústria) (slides):

https://en.wikipedia.org/wiki/Manufacturing#/media/File:Regenerative_thermal_oxidizer_manufacturing.jpg

IMAGENS (Fábrica): https://en.wikipedia.org/wiki/Factory

Em slides:

https://en.wikipedia.org/wiki/Factory#/media/File:Wolfsburg_VW-Werk.jpg

*Empresas multinacionais (ex.: bancos internacionais, Coca Cola, McDonald’s, fabricantes de automóveis como a FIAT, a Wolkswagen, a FORD, etc.).

IMAGENS (Multinacional): https://es.wikipedia.org/wiki/Multinacional

Em slides:

https://es.wikipedia.org/wiki/Multinacional#/media/Archivo:Panama_7th_infantry_1990_DF-ST-91-02532.jpg

*Grandes latifundiários (donos de muitas terras). Têm, no Congresso Nacional, por exemplo, a BANCADA RURALISTA, que representa os interesses dos grandes fazendeiros.

IMAGENS (Agricultura no Brasil):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Agricultura_no_Brasil

Em slides:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Agricultura_no_Brasil#/media/Ficheiro:Agricultura_no_Brasil_legenda.png

IMAGENS (Monocultura) [slides]:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Monocultura#/media/Ficheiro:Laranjal_Cutrale_050806_REFON_2.jpg

https://es.wikipedia.org/wiki/Monocultivo#/media/Archivo:Tractors_in_Potato_Field.jpg

*Empreiteiras (grandes construtoras). Em troca de obras, muitas vezes, pagam propinas para políticos, financiam campanhas eleitorais de políticos que sirvam seus interesses, etc. Ex.: Caso das Empreiteiras, na década de 1990; Operação Lavajato (desta última década, anos 2010-2020); até hoje, camufladamente.

IMAGENS (Construtora): https://pt.wikipedia.org/wiki/Construtora

IMAGENS (Ponte [construções feitas, hoje, por empreiteiras):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte

Em slides:

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte#/media/Ficheiro:GoldenGateBridge-001.jpg

 “O poder ideológico consiste na capacidade de influenciar a formação de ideias e práticas sociais para construir padrões [modelos] de comportamento que reproduzam determinado modo de perceber o mundo. Nas sociedades contemporâneas, esse poder é mais facilmente percebido nos meios de comunicação de massa e nas diferentes formas de educação, assim como nos discursos científico e religioso. Como elementos centrais no processo de construção das identidades sociais, eles influenciam o modo como indivíduos e grupos interpretam os fatos e agem em seu cotidiano. O controle sobre esses elementos permite o exercício do poder ideológico.” (Id. Ibid., p. 141.) Exemplos:

MODA (Imagens): https://en.wikipedia.org/wiki/Fashion

Em slides:

https://en.wikipedia.org/wiki/Fashion#/media/File:E1266601_(5398889640).jpg

PUBLICIDADE (Imagens): https://es.wikipedia.org/wiki/Publicidad

Em slides:

https://es.wikipedia.org/wiki/Publicidad#/media/Archivo:Cocacola-5cents-1900.jpg

PROPAGANDA (Imagens): https://en.wikipedia.org/wiki/Propaganda

Em slides:

https://en.wikipedia.org/wiki/Propaganda#/media/File:Is_this_tomorrow.jpg

PROPAGANDA NAZISTA (Imagens) [exemplo extremo do uso da propaganda]: https://en.wikipedia.org/wiki/Propaganda_in_Nazi_Germany

Em slides:

https://en.wikipedia.org/wiki/Propaganda_in_Nazi_Germany#/media/File:Bundesarchiv_Bild_102-17049,_Joseph_Goebbels_spricht.jpg

“O poder político se refere à possibilidade de uso da força como último recurso para a imposição da vontade sobre determinada coletividade. Não se baseia somente na coerção física, mas na produção de consenso acerca dos instrumentos que devem ser utilizados para impor essa vontade. De acordo com o filósofo italiano Norberto Bobbio, o monopólio [concentração do poder nas mãos de um grupo] legítimo desses instrumentos constitui o poder político, ou seja, o consenso social de que aquele que detém o poder político pode fazer valer sua vontade sobre a coletividade em determinadas condições sociais e históricas preestabelecidas.” (Id. Ibid., p. 142.)

SEPARAÇÃO DE PODERES (Imagens em slide[s]):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Separa%C3%A7%C3%A3o_de_poderes#/media/Ficheiro:Separation_of_Powers-pt.png

PALÁCIO DO PLANALTO (SEDE DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA): https://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_do_Planalto

Em slides: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_do_Planalto#/media/Ficheiro:Pal%C3%A1cio_do_Planalto_GGFD8938.jpg

CONGRESSO NACIONAL (DO BRASIL):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Congresso_Nacional_do_Brasil

Em slides:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Congresso_Nacional_do_Brasil#/media/Ficheiro:Congresso_do_Brasil.jpg

FORÇAS ARMADAS DO BRASIL (SOB O CONTROLE DO GOVERNO FEDERAL): https://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7as_Armadas_do_Brasil

Em slides:

https://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7as_Armadas_do_Brasil#/media/Ficheiro:Forcas_armadas.jpg

BANCADA RURALISTA (grupo de parlamentares ruralistas) (Imagens):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bancada_ruralista

Em slides:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bancada_ruralista#/media/Ficheiro:Plen%C3%A1rio_do_Congresso_(15759093438).jpg

DESMATAMENTO NO BRASIL (Imagens):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Desmatamento_no_Brasil

Em slides:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Desmatamento_no_Brasil#/media/Ficheiro:Desmatamento_2001-2018.jpg

PANTANAL ANTES DOS INCÊNDIOS DE 2020 (Imagens):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pantanal

Em slides:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pantanal#/media/Ficheiro:Pantanal_em_Itiquira.jpg

Pantanal Mato-grossense queimando:

https://www.google.com/search?q=inc%C3%AAndio+no+pantanal+2020&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwiTxvTb3PHuAhXNH7kGHbwZAakQ_AUoAnoECAIQBA&biw=1242&bih=597

BANCADA BBB: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bancada_BBB (Ler parágrafo inicial.)

OBS.: Há ainda os governos dos estados e as prefeituras, além de outros órgãos de poder. Aqui, por conta do espaço, só foram apresentados os poderes federais.

REFERÊNCIAS:

CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia. (Manual do Professor) 3.ed. São Paulo, Ática, 2017.

SILVA, Afrânio et alii. Sociologia em Movimento. (Manual do Professor) 2.ed. São Paulo, Moderna, 2017.

WIKIPÉDIA. Verbete Analfabetismo Político e outros verbetes acima citados. Disponível em: <  https://pt.wikipedia.org/wiki/Analfabetismo_pol%C3%ADtico#:~:text=O%20Analfabeto%20Pol%C3%ADtico%20de%20Bertolt%20Brecht,-Bertolt%20Brecht%20em&text=Ele%20n%C3%A3o%20sabe%20que%20o,rem%C3%A9dio%20dependem%20das%20decis%C3%B5es%20pol%C3%ADticas.&text=e%20estufa%20o%20peito%20dizendo%20que%20odeia%20a%20pol%C3%ADtica. > Acesso em 17 de fev. de 2021.

 

 

AULA ZOOM 4 DE FILOSOFIA 2021 - PRIMEIROS ANOS E EP1: OS PRIMEIROS FILÓSOFOS GREGOS (Prof. José Antônio Brazão.)

 

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DE GOIÁS

COORDENAÇÃO REGIONAL METROPOLITANA DE EDUCAÇÃO DE GOIÂNIA

COLÉGIO ESTADUAL DEPUTADO JOSÉ DE ASSIS

FILOSOFIA – PROF. JOSÉ ANTÔNIO BRAZÃO.

AULA ZOOM 4 DE FILOSOFIA 2021

 

CONTEÚDO: OS PRIMEIROS FILÓSOFOS GREGOS (Prof. José Antônio Brazão.)

Diálogo interdisciplinar com a Arte, a Sociologia e a História.

 

Filosofia, ao pé da letra, é amizade (philia, grego) com a sabedoria (sophia, grego) ou amor (philia) à sabedoria (sophia), como vimos em uma aula anterior, ao nos referirmos ao filósofo Pitágoras que, segundo Marilena Chauí cita, criou a palavra para referir-se como amigo da sabedoria (filósofo). A filosofia tem uma história muito antiga. Vejamos algumas imagens:

FILOSOFIA – IMAGENS: https://it.wikipedia.org/wiki/Filosofia

Em slides:

https://it.wikipedia.org/wiki/Filosofia#/media/File:Owl_of_Minerva.png

Existe, sem dúvida, uma filosofia oriental (no Oriente, a leste), com Buda, Confúcio, Lao-Tsé e outros. Aqui será considerada tão-somente a filosofia ocidental, filosofia nascida no mundo grego antigo e que se espalhou pelo mundo ocidental (do Ocidente, a oeste do mundo), mas que, com certeza, influenciou e influencia o mundo todo ainda hoje, como veremos mais adiante.

A filosofia, enquanto reflexão racional (baseada na razão, logos, em grego) a respeito do mundo, nasceu nas colônias gregas da Ásia Menor (atual Turquia) e Magna Grécia (Sul da Itália), com filósofos que buscavam respostas não baseadas no mito ou nas religiões a respeito das origens e dos princípios fundamentais de todas as coisas, do universo e dos seres.

IMAGENS: COLONIZAÇÃO GREGA.

Em: https://fr.wikipedia.org/wiki/Colonisation_grecque

Em slides:

https://fr.wikipedia.org/wiki/Colonisation_grecque#/media/Fichier:EPMA-6577-IGI(3)46-Brea_foundation_decree-1.JPG

Mas por que a filosofia não nasceu na Grécia continental, diretamente? Uma das razões foi a força da religião, mais estruturada nas cidades-estados (póleis) da Grécia propriamente dita. Nas colônias, de acordo com Carl Sagan (documentário Cosmos, episódio 7), havia uma maior liberdade de ideias, inclusive com encontro de pessoas de culturas dos vários cantos da Ásia Menor e do Mar Mediterrâneo, por meio do comércio, por exemplo. É claro, poucos séculos depois a filosofia aporta e adentra em Atenas.

Ainda que a separação da filosofia em relação ao pensamento mítico não tenha sido um rompimento abrupto (de uma vez), como se a filosofia tivesse surgido repentinamente, o fato é que a filosofia busca um caminho próprio de investigação em relação à compreensão da natureza (physis, em grego – palavra que compõe o nome física, estudo da natureza, literalmente).

IMAGENS: NATUREZA. Em: https://en.wikipedia.org/wiki/Nature

Em slides: https://en.wikipedia.org/wiki/Nature#/media/File:Shaqi_jrvej.jpg

Cada religião explicava, já naquele tempo, a origem e os fundamentos da origem do mundo e da natureza a seu modo, por meio de seus deuses e deusas – os gregos tinham deuses diferentes dos egípcios, estes, por sua vez, diferentes dos mesopotâmios, dos persas, fenícios, hebreus, entre outros povos da antiguidade. Não havia consenso. Portanto, uma resposta natural, isto é, que partisse do próprio mundo natural, era necessária, fugindo, ademais, do risco de defender a religião X ou Y ou Z. A resposta precisava ter uma universalidade, ou seja, ser possível de entendimento e aceitação por todas as pessoas. Deste modo, observadores da natureza, os primeiros filósofos gregos (séculos VII – V a.C.), apresentaram respostas possíveis.

Mas por que basear-se na natureza (physis, gr.) para buscar respostas? Por que a natureza é universal, contorna todo o mundo, em qualquer lugar.

Os primeiros filósofos gregos são chamados FILÓSOFOS DA NATUREZA (ou FÍSICOS) ou PRÉ-SOCRÁTICOS. São conhecidos como pré-socráticos porque antecederam (vieram antes de) o filósofo ateniense Sócrates, que viveu entre c.469 e 399 a.C. e que será estudado no tempo certo. No caso, o nome pré-socráticos inclui, além dos primeiros filósofos, também os sofistas, que serão estudados futuramente, antes de Sócrates. Por agora, ficamos com os primeiros filósofos: de Tales de Mileto (séculos VII/VI a.C.) a Leucipo e Demócrito de Abdera, que viveram por volta do século V a.C.

IMAGENS: Tales de Mileto.

Em: https://fr.wikipedia.org/wiki/Thal%C3%A8s

Em slides:

https://fr.wikipedia.org/wiki/Thal%C3%A8s#/media/Fichier:Illustrerad_Verldshistoria_band_I_Ill_107.jpg

IMAGENS: Pré-Socráticos:

https://nl.wikipedia.org/wiki/Presocratische_filosofie

Em slides:

https://nl.wikipedia.org/wiki/Presocratische_filosofie#/media/Bestand:Hermann_Alexander_Diels_2.jpg

Os primeiros filósofos gregos (físicos ou estudiosos da natureza) buscavam o(s) princípio(s) que deu(deram) origem e que está(ão) no fundamento de tudo que existe. Princípio é ARCHÉ ou ARQUÉ, em grego. Por curiosidade, a palavra arqueologia tem sua origem nessa palavra. Aqueles filósofos buscavam a arqué(arché). Tales de Mileto, por exemplo, dizia que o princípio e o fundamento de todas as coisas é a ÁGUA. Tudo teve sua origem na água primordial.

Curiosamente, a água está na origem de muitos seres, de acordo com as mitologias antigas. Na Bíblia, por exemplo, quando Deus cria os Céus e a Terra, diz o capítulo 1 do Gênesis que o Deus andava sobre as águas. Como vemos aqui, a filosofia tem raízes na mitologia, mas vai muito além desta, ao colocar os seres divinos fora da explicação do mundo natural. Tales, inclusive, foi apontado como possível ateu. O fragmento 4 doxográfico (de escrita que apresenta uma opinião) sobre Tales de Mileto diz:

“Entre os que afirmam um único princípio móvel – por Aristóteles chamados propriamente de físicos –, uns consideram-no LIMITADO, assim como Tales de Mileto, filho de Examias e Hipo – que parece ter sido ateu. Dizem que a água é o princípio. (...)” (BORNHEIM, 1998: p. 23.)

Outros (séculos VII – V a.C.):

FILÓSOFO

PRINCÍPIO(S)[ARQUÉ]

TALES DE MILETO

ÁGUA.

ANAXÍMENES DE MILETO

AR.

ANAXIMANDRO DE MILETO

ÁPEIRON (Ilimitado, Indeterminado).

HERÁCLITO DE ÉFESO

FOGO. Tudo: em devir.

XENÓFANES DE CÓLOFON

TERRA.

EMPÉDOCLES DE AGRIGENTO

TERRA, ÁGUA, AR E FOGO. Forças: AMOR (agregação) e ÓDIO ou DISCÓRDIA (desagregação).

PITÁGORAS DE SAMOS

OS NÚMEROS.

PITAGÓRICOS

DISCÍPULOS DE PITÁGORAS, que defenderam suas ideias e as guardaram.

ANAXÁGORAS DE CLAZÔMENA

HOMEOMERIAS (muitas PARTÍCULAS minúsculas semelhantes aos corpos que compõem – ex.: se um corpo é resistente é porque as homeomerias que o compõem têm essa característica, além de outras).

LEUCIPO E DEMÓCRITO DE ABDERA

ÁTOMOS (muitas PARTÍCULAS INDIVISÍVEIS, minúsculas, que se unem por meio de encaixes, formando todos os seres). Curiosamente, a Química e a Física atuais defendem a composição de tudo pelos átomos-elementos químicos, mas sabem que o átomo é divisível, via fissão nuclear, diferentemente de Leucipo e Demócrito, que tiveram, com Anaxágoras, grande mérito.

PARMÊNIDES DE ELEIA

O SER É; O NÃO-SER NÃO É. O MOVIMENTO É ILUSÃO. Oposto a Heráclito.

ZENÃO DE ELEIA

ARGUMENTOS PARA PROVAR AS TESES DE PARMÊNIDES A RESPEITO DA ILUSÃO DO MOVIMENTO: AQUILES E A TARTARUGA, A FLECHA PARADA,  por exemplo.

Para mais detalhes, o livro de Gerd Bornheim é indicado.

REFERÊNCIAS:

ARANHA, Maria L. de A. e MARTINS, Maria H. P. Filosofando: Introdução à Filosofia. 4.ed. São Paulo, Moderna, 2009.

BORNHEIM, Gerd. Os Filósofos Pré-Socráticos. 14.ed. São Paulo, Cultrix, 1998.

CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia. 3.ed. São Paulo, Ática, 2017.

WIKIPÉDIA. Verbetes: Sagrado, Templo, Ciência, Laboratório. Disponíveis em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal > Acesso em 07 de fevereiro de 2021.