sábado, 24 de janeiro de 2026

DO CAJADO DE MOISÉS À VARINHA MÁGICA DOS MAGOS, BRUXOS E MÁGICOS (Prof. José Antônio Brazão.)

 DO CAJADO DE MOISÉS À VARINHA MÁGICA DOS MAGOS, BRUXOS E MÁGICOS (Prof. José Antônio Brazão.)

Em conversa a respeito da ida de Moisés ao Egito, a fim de libertar Israel do jugo egípcio, Deus (Yehovah, Ex.4,1), depois de um teste da vara (cajado, conforme outras traduções) transformada em serpente e de serpente em vara novamente (Ex. 4, 2-4), diz a Moisés: “Toma, pois, esta vara na tua mão, com que farás os sinais” (Ex. 4,17) (Grifos do professor). Ou seja, uma vara que, pelo poder sobrenatural de Deus, disporia de poderes.

No versículo 20, o texto continua: “Tomou, pois, Moisés sua mulher e seus filhos, e os levou sobre um jumento, e tornou à terra do Egito; e Moisés tomou a vara de Deus na sua mão” (Ex.4,20) (Grifo do professor).

O capítulo 7, 8-25 do Livro do Êxodo apresenta o seguinte:

⁸ Disse o Senhor a Moisés e a Arão:

⁹ "Quando o faraó lhes pedir que façam algum milagre, diga a Arão que tome a sua vara e a jogue diante do faraó; e ela se transformará numa serpente".

¹⁰ Moisés e Arão dirigiram-se ao faraó e fizeram como o Senhor tinha ordenado. Arão jogou a vara diante do faraó e seus conselheiros, e ela se transformou em serpente.

¹¹ O faraó, porém, mandou chamar os sábios e feiticeiros; e também os magos do Egito fizeram a mesma coisa por meio das suas ciências ocultas.

¹² Cada um deles jogou ao chão uma vara, e estas se transformaram em serpentes. Mas a vara de Arão engoliu as varas deles.” (Êxodo 17, 8-12. NVI.) (Todos os grifos: do professor.)

Milagres são ações sobrenaturais de transformação (a vara que se transforma em serpente, o doente que fica repentinamente curado por imposição de mãos ou por ordem), feitos por Deus através do ser humano, conforme cada crença. Aqui a vara se transformou em serpente, quando Arão, irmão de Moisés, lança, a mando de Deus, a vara (o cajado).

Os magos, feiticeiros e sábios do Egito, fazem o mesmo. Essa ação mostra que a mágica (magia) era algo muito comum entre os egípcios, bem como entre outros muitos povos da antiguidade. Mais: a magia (a mágica) era vista como parte de “ciências ocultas” (v. 12), ou seja, conhecimentos de que dispunham os iniciados – ocultas, sem dúvida, porque poucos as conheciam e as podiam usar, relacionados a seres divinos (deuses, deusas e outros). Pessoas que tinham um trâmite (trânsito, movimento) entre o humano e o divino (deuses e outros seres), sendo, inclusive, seus representantes.

O texto continua:

“¹³ Contudo, o coração do faraó se endureceu e ele não quis dar ouvidos a Moisés e a Arão, como o Senhor tinha dito.

¹⁴ Disse o Senhor a Moisés: "O coração do faraó está obstinado; ele não quer deixar o povo ir.

¹⁵ Vá ao faraó de manhã, quando ele estiver indo às águas. Espere-o na margem do rio para encontrá-lo e leve também a vara que se transformou em serpente.

¹⁶ Diga-lhe: O Senhor, o Deus dos hebreus, mandou-me dizer-lhe: Deixe ir o meu povo, para prestar-me culto no deserto. Mas até agora você não me atendeu.

¹⁷ Assim diz o Senhor: ‘Nisto você saberá que eu sou o Senhor: com a vara que trago na mão ferirei as águas do Nilo, e elas se transformarão em sangue.

¹⁸ Os peixes do Nilo morrerão, o rio ficará cheirando mal, e os egípcios não suportarão beber das suas águas’.

¹⁹ Disse o Senhor a Moisés: ‘Diga a Arão que tome a sua vara e estenda a mão sobre as águas do Egito, dos rios, dos canais, dos açudes e de todos os reservatórios, e elas se transformarão em sangue. Haverá sangue por toda a terra do Egito, até nas vasilhas de madeira e nas vasilhas de pedra’.

²⁰ Moisés e Arão fizeram como o Senhor tinha ordenado. Arão levantou a vara e feriu as águas do Nilo na presença do faraó e dos seus conselheiros; e toda a água do rio transformou-se em sangue.

²¹ Os peixes morreram e o rio cheirava tão mal que os egípcios não conseguiam beber das suas águas. Havia sangue por toda a terra do Egito.

²² Mas os magos do Egito fizeram a mesma coisa por meio de suas ciências ocultas. O coração do faraó se endureceu, e ele não deu ouvidos a Moisés e a Arão, como o Senhor tinha dito.

²³ Pelo contrário, deu-lhes as costas e voltou para o seu palácio. Nem assim o faraó levou isso a sério.

²⁴ Todos os egípcios cavaram buracos às margens do Nilo para encontrar água potável, pois da água do rio não podiam mais beber.

²⁵ Passaram-se sete dias depois que o Senhor feriu o Nilo.

Outra ação mágica (milagrosa): a transformação da água em sangue. Tanto Arão (o irmão intermediador) quanto os magos do Egito foram capazes de realizar a façanha mágica de transformação da água em sangue: Arão e Moisés, através do poder de Yehovah (o Senhor, Deus); os magos egípcios, “por meio de suas ciências ocultas” (v.22).

Outras ações mágicas (milagrosas) vieram a ocorrer, até a libertação dos israelitas do Egito, culminando na morte dos primogênitos (filhos mais velhos) dos egípcios (Êxodo capítulos 11 e 12) e na divisão do Mar Vermelho por Moisés. Veja-se:

¹⁵ Disse então o Senhor a Moisés: "Por que você está clamando a mim? Diga aos israelitas que sigam avante.

¹⁶ Erga a sua vara e estenda a mão sobre o mar, e as águas se dividirão para que os israelitas atravessem o mar em terra seca. (Êxodo 14:15,16. Nova Versão Internacional - NVI)

O Mar Vermelho é aberto:

²¹ Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor afastou o mar e o tornou em terra seca, com um forte vento oriental que soprou toda aquela noite. As águas se dividiram,

²² e os israelitas atravessaram pelo meio do mar em terra seca, tendo uma parede de água à direita e outra à esquerda. (Êxodo 14:21,22. Nova Versão Internacional - NVI)

O Mar Vermelho é fechado:

²⁶ Mas o Senhor disse a Moisés: "Estenda a mão sobre o mar para que as águas voltem sobre os egípcios, sobre os seus carros de guerra e sobre os seus cavaleiros".

²⁷ Moisés estendeu a mão sobre o mar, e ao raiar do dia o mar voltou ao seu lugar. Quando os egípcios estavam fugindo, foram de encontro às águas, e o Senhor os lançou ao mar.

²⁸ As águas voltaram e encobriram os seus carros de guerra e os seus cavaleiros, todo o exército do faraó que havia perseguido os israelitas mar adentro. Ninguém sobreviveu. (Êxodo 14:26-28. NVI) (Grifos do professor.)

Arão e Moisés aparecem como magos (homens que usam a magia divina) a serviço de Deus e da libertação de seu povo!

Na magia, no milagre, a natureza obedece ao poder divino expresso através do mago, do mágico, do feiticeiro ou do sábio que se põe como intermediador entre o divino (Deus, deuses, deusas e outros seres). Neste último caso, o papel de Moisés foi essencial e exclusivo – o irmão Arão não faz parte dessas ações – de divisão e fechamento do mar.

Vimos que o cajado (uma vara de tamanho maior, não uma varinha) foi fundamental para a ação, como uma ferramenta através da qual o poder divino se manifesta, nas mãos do mago Moisés e do mago Arão. Fatos similares, com o uso do cajado ou bastão, aparecem também em outras partes, por meio de Moisés.

No momento da sede, no deserto:

¹ No primeiro mês toda a comunidade de Israel chegou ao deserto de Zim e ficou em Cades. Ali Miriã morreu e foi sepultada.

² Não havia água para a comunidade, e o povo se juntou contra Moisés e contra Arão.

³ Discutiram com Moisés e disseram: "Quem dera tivéssemos morrido quando os nossos irmãos caíram mortos perante o Senhor!

⁴ Por que vocês trouxeram a assembleia do Senhor a este deserto, para que nós e os nossos rebanhos morrêssemos aqui?

⁵ Por que vocês nos tiraram do Egito e nos trouxeram para este lugar terrível? Aqui não há cereal, nem figos, nem uvas, nem romãs, nem água para beber! "

⁶ Moisés e Arão saíram de diante da assembleia para a entrada da Tenda do Encontro e se prostraram, rosto em terra, e a glória do Senhor lhes apareceu.

E o Senhor disse a Moisés:

⁸ "Pegue a vara, e com o seu irmão Arão reúna a comunidade e diante desta fale àquela rocha, e ela verterá água. Vocês tirarão água da rocha para a comunidade e os rebanhos beberem".

⁹ Então Moisés pegou a vara que estava diante do Senhor, como este lhe havia ordenado.

¹⁰ Moisés e Arão reuniram a assembleia em frente da rocha, e Moisés disse: "Escutem, rebeldes, será que teremos que tirar água desta rocha para lhes dar? "

¹¹ Então Moisés ergueu o braço e bateu na rocha duas vezes com a vara. Jorrou água, e a comunidade e os rebanhos beberam. (Números 20:1-11.) (Grifos do professor.)

O instrumento da magia divina, o cajado (bastão, vara), aparece novamente, contribuindo para uma ação poderosa, mágica e milagrosa: o brotar de águas de uma rocha e o saciamento da sede do povo e de seus rebanhos.

O fato de magos, sábios e feiticeiros do Egito dominarem a ciência oculta que lhes permitiu realizar ações mágicas, semelhantes às de Arão e Moisés, aponta para outro fato: uma tradição antiga, ciência (conhecimento), que exigia, com certeza, aprendizado por um bom número de anos, com observações, estudos e práticas.

Curiosamente, a vara, o bastão, aparece no passado, mas também no decorrer do tempo, em práticas mágico-alquímicas e histórias, como a história do Mago Merlin, nas lendas do Rei Arthur. Eis o que diz o site Nightbringer:

“O cajado de Merlin é mais que um simples instrumento de mágica – é um símbolo de sabedoria, autoridade, e as forças misteriosas que moldam o destino do Rei Artur. Por todos os romances arturianos, Merlin empunha seu cajado tanto como uma ferramenta quanto um sinal de sua conexão única com o sobrenatural, fazendo uma ponte entre o mundo dos homens e o mundo dos espíritos, o destino e a vontade livre [o livre-arbítrio].” (In: NIGHTBRINGER. Merlin´s Staff. Disponível em: < https://nightbringer.se/content/merlins-staff/#:~:text=Merlin's%20Staff%20embodies%20multiple%20layers,%2C%20wisdom%2C%20and%20moral%20insight. > Acesso em 24/01/2026. Tradução do professor.)

Nos trechos do Êxodo igualmente se cruzam a ferramenta (instrumento), a sabedoria (sábios do Egito e os sábios Moisés e Arão), autoridade – autoridade dada pelo conhecimento e, principalmente, da ligação com o divino: Deus (Yehovah), no caso de Moisés; os deuses e outros seres divinos, no caso dos feiticeiros, magos e sábios do Egito. Conexões com o sobrenatural, para aproveitar do que diz o texto acima, bem como pontes que ligam os seres humanos e o mundo sobrenatural, onde Deus ou os deuses faz(em) sua morada.

Interessante perceber, no caso de Moisés e Arão, que Deus (Yehovah) fala diretamente, dando a impressão de uma proximidade muito grande entre Ele e seus dois interlocutores. Os sábios do Egito e Merlin também tinham um trato próximo com o divino, permitindo-lhes, por meio do cajado (instrumento), dispor diante de si e de outros do poder sobrenatural que, por meio dessa ferramenta, emanava.

O Nightbringer traz um outro trecho significativo:

“O Cajado de Merlin incorpora  múltiplas camadas de significado. Como uma ferramenta, ele representa autoridade e domínio sobre [acerca do] conhecimento tanto do oculto quanto do divino. Como símbolo, ele representa a condução [guia] de reis, a mediação entre os reinos terreno e espiritual, e a responsabilidade que vem com o poder. Essa associação com a profecia e a visão enfatiza que a mágica [a magia] na lenda arturiana é inseparável da previsão [antevisão], da sabedoria e do conhecimento [insight, também: discernimento] moral.” (NIGHTBRINGER. Idem.) (Tradução do professor.)

Algo importante a salientar: tanto no caso do faraó do Egito quanto nas histórias do Rei Arthur e de Moisés, uma relação profunda entre magia, religião e política (poder político, poder de decisão social).

No entanto, já que se está tratando do cajado (vara, bastão), a vara aparece também na literatura, podendo-se apresentar um claro exemplo nos livros de Harry Potter, retratados em filmes inclusive. Harry Potter e todos os magos (bruxos) usam varinhas que dispõem de grande poder – capazes de levantar penas, animais e realizar transformações, para além do natural (sobrenatural). Bruxas!

Ver as imagens:

Conjunto 1:

https://pt.wikipedia.org/wiki/O_C%C3%ADrculo_M%C3%A1gico_(pintura)#/media/Ficheiro:John_William_Waterhouse_-_Magic_Circle.JPG

Conjunto 2:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Harry_Potter#/media/Ficheiro:Daniel_Radcliffe,_Emma_Watson_&_Rupert_Grint_colour.jpg

Conjunto 3:

https://www.google.com/search?sca_esv=eafcec971676a922&udm=2&fbs=ADc_l-acAb_3MMOAUx0zmbUpgBqRiigBgL2I_pgQa-94zvB054Dys3s2x_Qm_GJcU2DlSXieuCxH018RGsE0xvw2_HKhudJGWgXPA5hzXkv3QZ3bycnrH81YaDJc-ckKqEMoXWJXeBypyONrUrKEm3DJMjWageVO6VuKPIkd09xJdUXmYGQLeFFw-OwM8agjQkdhWI9sJDUV7XdHQmUFaKLrJSmUVAgQKg&q=magia+com+varinhas&sa=X&ved=2ahUKEwjftKLXvaSSAxWwqZUCHfNvIQEQtKgLegQIGBAB&biw=1536&bih=730&dpr=1.25&aic=0#sv=CAMSVhoyKhBlLXJJUkF6czJFRnFnMlpNMg5ySVJBenMyRUZxZzJaTToOMldwUi1DQnFyUE1GQ00gBCocCgZtb3NhaWMSEGUtcklSQXpzMkVGcWcyWk0YADABGAcg4uW-wQwwAkoKCAEQAhgCIAIoAg

A varinha mágica aparece igualmente em apresentações de mágicos(as), junto com a cartola e outros instrumentos através dos quais se realizam os truques de mágica.

Ver:

https://www.google.com/search?sca_esv=eafcec971676a922&udm=2&fbs=ADc_l-acAb_3MMOAUx0zmbUpgBqRhoh-GdRq1TXwdBZi-jK_e7MLtGyZplNOanr4pJI6fcTsB-pvouuTG61qZfXAwAAxVeDIpBGQVmDXyjSvjSuVC-5Rmd4lusVNjAJtYYB_gpg_ldA3hwoRNNoihpoOUxyxI_n6sT7LxZnVRN4fytOUHyu_AD068MfKH12b7bZTPv73MQ7UMAM4YumouSq24z75IPzw2w&q=magia+com+varinhas+fazendo+magica+para+crian%C3%A7as&sa=X&ved=2ahUKEwj6qaOIvqSSAxWbDrkGHa1SOb0QtKgLegQIFBAB&biw=1536&bih=730&dpr=1.25&aic=0#sv=CAMSVhoyKhBlLWRDRVpGUUNoVEVzZzNNMg5kQ0VaRlFDaFRFc2czTToOQWV3YVdhMlB2dzRJTk0gBCocCgZtb3NhaWMSEGUtZENFWkZRQ2hURXNnM00YADABGAcgh67v0gMwAkoKCAEQAhgCIAIoAg

Mitologias, envolvendo deuses, deusas, seres sobrenaturais e naturais, pessoas e muitas ações poderosas – magias, milagres e outras façanhas – são comuns. As histórias de Moisés e Arão (Aarão), dos sábios egípcios, de Merlin, Harry Potter e outras tantas são permeadas de elementos míticos.

Os mitos – histórias sobre deuses, deusas, semideuses e outros seres divinos e sobrenaturais – fazem parte da vida humana, apontando a necessidade humana de transcender a vida cotidiana e a monotonia.

Viu-se, aqui, um pedaço da história das origens da vara como instrumento de magia, bem como suas interrelações com o divino, o humano, a religião e o poder político. Para dobrar o poder político do rei egípcio (o faraó) foi preciso a ação divina, por meio de pessoas e desse instrumento mágico comum nos relatos míticos de diferentes povos, em diferentes eras da história humana.

Em Merlin e em Harry Potter, bem como em outras histórias de magos, como na Bíblia e no antigo Egito, poder mágico, conhecimento, poder religioso e poder político caminham lado a lado – a ação de Moisés e de seu irmão Arão (Aarão) foi política, além de religiosa: libertação e reconstituição de um povo. O instrumento mediador, a ferramenta natural e sobrenatural, o cajado (vara, bastão, bordão), ajudou bastante, seguramente.

Um ponto extra a ser ressaltado: o cetro real (o cetro do rei), um bastão que é representativo do poder real, símbolo de domínio do rei sobre o povo e sobre os que lhe são próximos. Outra vara de poder – aqui retratando o poder político! Para citar um exemplo bíblico a mais: o momento em que a Rainha Ester vai até o rei:

¹ Três dias depois, Ester vestiu seus trajes de rainha e colocou-se no pátio interno do palácio, em frente ao salão do rei. O rei estava no trono, de frente para a entrada.

² Quando viu a rainha Ester ali no pátio, teve misericórdia dela e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão. Ester aproximou-se e tocou a ponta do cetro.

³ E o rei lhe perguntou: "Que há, rainha Ester? Qual é o seu pedido? Mesmo que seja a metade do reino, lhe será dado". (Ester 5:1-3. NVI.)

Vale lembrar que reis, desde a antiguidade até hoje, receberam e recebem seu poder, geralmente, de um sacerdote – seja o papa ou outro, conforme a religião de predomínio no reino –, portanto um poder que guarda consigo algo de divino. O cetro, como o cajado mágico, carrega consigo um profundo simbolismo, tanto político quanto religioso. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDITORES CRISTÃOS. Bíblia Sagrada Bilíngue – Português/Inglês – NVI (Nova Versão Internacional). Vários tradutores. São Paulo, Editora Vida, 2003.

ARANHA, Maria L. de A. e MARTINS, Maria H. P. Filosofando: Introdução à Filosofia. 4.ed. São Paulo, Moderna, 2009.

CHAUÍ, Marilena. Iniciação à Filosofia. 3.ed. São Paulo, Ática, 2017.

NIGHTBRINGER. Merlin´s Staff. Disponível em: < https://nightbringer.se/content/merlins-staff/#:~:text=Merlin's%20Staff%20embodies%20multiple%20layers,%2C%20wisdom%2C%20and%20moral%20insight. > Acesso em 24/01/2026.

WIKIPÉDIA. Verbetes: Círculo Mágico, Harry Potter. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal > Acesso em 24/01/2026.

 

domingo, 7 de dezembro de 2025

QUARTO BIMESTRE - AULA 41 DE SOCIOLOGIA DOS SEGUNDOS ANOS. RECUPERAÇÃO 2. RESUMO SOBRE ALIENAÇÃO (Prof. José Antônio Brazão.)

  

SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR

 CEPMG - VASCO DOS REIS

Divisão de Ensino / Coordenação Pedagógica

QUARTO BIMESTRE

AULA 41 DE SOCIOLOGIA DOS SEGUNDOS ANOS:

RECUPERAÇÃO 2:

RESUMO SOBRE ALIENAÇÃO (Prof. José Antônio Brazão.):

PENSADOR

LUDWIG

FEUERBACH

KARL MARX

 

 

REFLEXÕES

SOBRE A

ALIENAÇÃO

Religião.

Capitalismo.

Os homens criaram os deuses.

(Humanos: criadores.)

Os homens produzem (criam) mercadorias.

(Humanos: produtores.)

Os seres humanos passaram a crer que são CRIATURAS dos deuses.

Os seres humanos, produtores, deixaram de ver as mercadorias como objetos produzidos (criados) – coisas – por seu trabalho próprio.

Os deuses passaram a ter vida própria.

As mercadorias passaram a ter existência (vida) própria.

Alienação religiosa: o CRIADOR se tornou CRIATURA.

Alienação no trabalho: o PRODUTOR se tornou COISA (res, em latim). Assim como a mercadoria é vendida, seu trabalho também é vendido (força de trabalho) em troca de salário, neste caso.

PESSOA – CRIATURA.

PESSOA – COISA (RES, latim).

Fanatismo.

Consumismo.

FETICHE DA MERCADORIA = encantamento da mercadoria sobre o produtor alienado.

O trabalho da recuperação 2 será entregue pelo professor. Estude também Estratificação e Desigualdade Social, outro conteúdo para a prova de recuperação. Ler o poema EU, ETIQUETA, de Carlos Drummond de Andrade e o texto-comentário do professor, em seguida.

LER:

Link 1:

https://filosofianodia-a-dia.blogspot.com/2025/11/quarto-bimestre-recuperacao-do-segundo_23.html

Link 2:

https://filosofianodia-a-dia.blogspot.com/2025/11/quarto-bimestre-revisao-tematica-aula.html

 

QUARTO BIMESTRE - AULA 41 DE FILOSOFIA DOS PRIMEIROS ANOS. RECUPERAÇÃO 2. PLATÃO (428 a.C.-347 a.C.) (Prof. José Antônio Brazão.)

  

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QUARTO BIMESTRE

AULA 41 DE FILOSOFIA DOS PRIMEIROS ANOS

RECUPERAÇÃO 2:

PLATÃO (428 a.C.-347 a.C.) (Prof. José Antônio Brazão.):

*Nome: Arístocles. Apelido: Platão (Plato), o de ombros largos.

*De família aristocrática (rica).

*Filósofo grego, da cidade de Atenas.

*Foi discípulo de Sócrates, na juventude.

*Quando Sócrates morreu (399 a.C.), Platão viajou por vários lugares.

*No Sul da Itália (Magna Grécia) conheceu os filósofos pitagóricos (seguidores das doutrinas de Pitágoras).

*Foi acolhido na corte do Rei Dionísio, em Siracusa, na Ilha da Sicília. Infelizmente, por causa de uma revolta contra o rei, da qual Platão foi injustamente tido como participante, foi preso e vendido como escravo.

*Liberto pelo amigo e pitagórico Arquitas de Tarento, Platão voltou a Atenas e fundou a Academia, nome que homenageia o herói Academus (ou Academo).

*Teve muitos discípulos na escola, dos quais se destacaram Eudoxo e, particularmente, Aristóteles (o macedônico).

*Platão escreveu muitos livros, entre os quais: A República, Apologia (Defesa) de Sócrates, Críton ou do Dever, Fédon, entre outros.

*O mito (história, relato) foi um recurso literário muito usado por Platão. Um exemplo clássico: o mito da caverna, no livro VII de A República.

*Diante do impasse entre Heráclito, que defendia o devir (mudança, vir a ser, transformação) e Parmênides (o Ser eterno e imutável, o devir visto como ilusão), Platão propôs a existência de dois mundos: o mundo sensível (dos sentidos; material) e o mundo suprassensível (das Ideias ou Formas perfeitas e imutáveis, imaterial e eterno, também chamado mundo inteligível).

*O mito da caverna é um relato simples que ajuda a entender a dualidade dos mundos (inteligível e sensível).

*Veja a tabela:

MITO DA CAVERNA

OS DOIS MUNDOS

PENSADOR INFLUENCIADOR

Fora da caverna: mundo real, com árvores, animais, flores, pessoas, água, riachos, etc. Todos sujeitos ao devir.

Fonte de luz principal: Sol.

No mundo inteligível (Mundo das Ideias): as Ideias (formas perfeitas e imutáveis)

Ideia suprema: o BEM.

 

 

PARMÊNIDES DE ELEIA.

Dentro da caverna: prisão, sombras e ilusões.

Fonte de luz principal: a fogueira.

No mundo sensível (mundo dos sentidos): os seres materiais, todos sujeitos ao devir (vir a ser).

Fonte de luz principal: o Sol.

 

 

HERÁCLITO DE ÉFESO.

OBSERVAÇÃO: Além de Platão, também serão objetos da prova de recuperação:

1)    HELENISMO.

2)    CORRENTES FILOSÓFICAS HELENÍSTICAS.

3)    CIÊNCIA HELENÍSTICA.

RESUMÃO BÁSICO:

https://filosofianodia-a-dia.blogspot.com/2025/11/quarto-bimestre-recuperacao-do-segundo.html

HELENISMO E CIÊNCIA HELENÍSTICA:

https://filosofianodia-a-dia.blogspot.com/2025/11/quarto-bimestre-aula-37-de-filosofia.html

 

No livro, sobre Platão: CAPÍTULO 7 (sete), páginas 73 e 74.

Link para o livro online:

https://www.calameo.com/read/0028993273f30a82f5e52 (passe as páginas para ler)

QUARTO BIMESTRE - AULA 40 DE SOCIOLOGIA DOS SEGUNDOS ANOS. DIREITOS HUMANOS (Prof. José Antônio Brazão.)

  

SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR

 CEPMG - VASCO DOS REIS

Divisão de Ensino / Coordenação Pedagógica

QUARTO BIMESTRE 

AULA 40 DE SOCIOLOGIA DOS SEGUNDOS ANOS:

DIREITOS HUMANOS (Prof. José Antônio Brazão.)

Segundo a UNICEF: “Os direitos humanos são normas que reconhecem e protegem a dignidade de todos os seres humanos. Os direitos humanos regem o modo como os seres humanos individualmente vivem em sociedade e entre si, bem como sua relação com o Estado e as obrigações que o Estado tem em relação a eles.” (UNICEF. O que são direitos humanos? Disponível em: < https://www.unicef.org/brazil/o-que-sao-direitos-humanos > Acesso em 06/12/2024.) (Grifo e sublinhado feitos pelo professor.)

Sem direitos, a dignidade humana se esvai, se perde, desumanizando as pessoas. Infelizmente, nem todos os seres humanos têm acesso a tais direitos, dadas a ambição humana de poucos que controlam partes consideráveis das riquezas presentes na Terra. No entanto, é preciso que existam em documentos oficiais internacionais e nacionais, porque sem isto tornar-se-ia mais difícil lutar para que se efetivem. Lutar como? Exigindo e cobrando, coletivamente, que governos e instituições ajam, com seus respectivos aparatos, para que tais direitos sejam respeitados e praticados.

Por que falar de direitos humanos nesta aula de revisão final?

Um dos motivos foi o conjunto dos estudos sociológicos acerca de problemas que afetam as mais diversas sociedades humanas, em todo o mundo: problemas ligados às estruturas desiguais que embasam as sociedades, ligados ao acesso de uns poucos, em detrimento de muitos, aos bens sociais (bens produzidos por toda a sociedade e que deveriam servir a todos igualmente).

Outro motivo: a existência efetiva de classes sociais, frutos de circunstâncias históricas reais, com ganhos de certos grupos e perdas consideráveis de muitos. Um bom exemplo: a escravidão de muitos africanos em benefício de grupos ricos ligados a reis e rainhas, bem como a suas respectivas classes sociais. A escravidão é perda de direitos!

Há causas sociais, históricas e econômicas que explicam a disparidade de acesso maior ou menor aos direitos humanos, bem vistas em aula anterior (entre a aula 37 e a 39). A luta, no sentido de EMPENHO, ESFORÇO, em favor dos direitos humanos ocorre pelo empenho de instituições sociais, religiões e grupos de pessoas que têm trabalhos sociais, além de sindicatos, certos políticos e outros mais.

Além dos direitos humanos, há também os DIREITOS DA TERRA: a preservação do meio ambiente, de animais, de plantas e de outros tantos seres vivos que existem na Terra. Os direitos da Terra andam passo a passo com os direitos humanos: a mesma ambição humana que tira direitos de semelhantes é aquela que, em nome do contínuo enriquecimento, não se importa com a destruição do mundo natural e com a deterioração das condições de vida de seres vivos, incluindo entre estes os seres humanos.

Razões para esperança há, sem dúvida, por conta do empenho (luta) de muitos homens e mulheres que, coletivamente, buscam o favorecimento do bem comum e do mundo circundante.

E a UNICEF apresenta, em seu site, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). Veja-se:

https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-humanos#:~:text=Todo%20ser%20humano%20tem%20direito,liberdade%20e%20%C3%A0%20seguran%C3%A7a%20pessoal.&text=Ningu%C3%A9m%20ser%C3%A1%20mantido%20em%20escravid%C3%A3o,em%20todas%20as%20suas%20formas.&text=Ningu%C3%A9m%20ser%C3%A1%20submetido%20%C3%A0%20tortura,castigo%20cruel%2C%20desumano%20ou%20degradante.

Entre esses direitos estão os direitos de:

1)    Educação.

2)    Saúde.

3)    Habitação.

4)    Proteção.

5)    Julgamento justo.

6)    Segurança alimentar para as pessoas de diferentes idades, independentemente de classe social.

7)    Uma série de outros (ver no link).

Entretanto, todo direito também se põe como dever, isto é, como compromisso para que esses direitos se estendam a mais pessoas, de diferentes classes sociais. Os direitos de todos dependem de todos. Os direitos da Terra também.

Bom final de ano!

Um tempo de paz!