domingo, 19 de outubro de 2025

QUARTO BIMESTRE - PRIMEIROS ANOS. HELENISMO. ATIVIDADE COMPLEMENTAR. LEVANTAMENTO VOCABULAR BÁSICO. (Prof. José Antônio Brazão.)

 SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DE GOIÁS

COORDENAÇÃO METROPOLITANA DE EDUCAÇÃO DE GOIÂNIA

COLÉGIO ESTADUAL DA POLÍCIA MILITAR VASCO DOS REIS

PROJETO FILOSOFIA E LÍNGUA PORTUGUESA – UM DIÁLOGO

FILOSOFIA – PRIMEIROS ANOS

PROF. JOSÉ ANTÔNIO BRAZÃO.

TEMA: HELENISMO. QUARTO BIMESTRE.

LEVANTAMENTO VOCABULAR BÁSICO

Observação: O levantamento a seguir tem por finalidade (objetivo) permitir que todos(as) os(as) estudantes dos primeiros anos possam perceber o quanto carregamos conosco a herança do passado distante – neste caso, a herança vocabular advinda do antigo mundo helênico (grego) – permitindo, assim, adentrar no conhecimento da filosofia helenista, ao mesmo tempo em que se dialoga, interdisciplinarmente, com a Língua Portuguesa.

FAÇA O LEVANTAMENTO DAS SEGUINTES PALAVRAS GREGAS OU GRECO-LATINAS CONTIDAS NA LÍNGUA PORTUGUESA, APRESENTANDO SEU SIGNIFICADO. ANOTE AS INFORMAÇÕES NAS LINHAS OU NO CADERNO:

(1)Filosofia: __________________________________________________________.

(2)Biologia: __________________________________________________________.

(3)Física: ____________________________________________________________.

(4)Matemática: _____________________________________________________.

(5)Astronomia: _____________________________________________________.

(6)Grama [o grama, masc.]:  ___________________________________________.

(7)Quilograma: _____________________________________________________.

(8)Metro: _______________________________________________________.

(9)Quilômetro. ______________________________________________________.

(10)Geologia: __________________________________________________.

(11)Lógica. ____________________________________________________.

(12)Hídrico. ___________________________________________________.

(13)Hidrologia. _________________________________________________.

(14)Mecânica. _________________________________________________.

(15)Dinâmica. _________________________________________________.

(16)Fobia. ____________________________________________________.

(17)Hidrofobia. ________________________________________________.

(18)Agronomia. ________________________________________________.

(19)Ergonomia. ________________________________________________.

(20)Astrologia. _________________________________________________.

(21)Caleidoscópio. ______________________________________________.

(22)Microscópio: _______________________________________________.

(23)Telescópio: _________________________________________________.

(24)Caligrafia. _________________________________________________.

(25)Ortografia. _________________________________________________.

(26)Lógica: ____________________________________________________.

(27)Aracnologia. ______________________________________________.

(28)Hepatologia. ______________________________________________.

(29)Taquigrafia. _______________________________________________.

(30)Hierarquia. ________________________________________________.

(31)Democracia. _______________________________________________.

(32)Tipografia. ________________________________________________.

(33)Topologia. ________________________________________________.

(34)Radiologia. _______________________________________________.

(35)Obstetra. _________________________________________________.

(36)Geômetra. ________________________________________________.

(37)Geometria. ________________________________________________.

(38)Helenismo. ________________________________________________.

(39)Hélio. ___________________________________________________.

(40)Hermético. ____________________________________________________.

(41)Pânico. __________________________________________________.

(42)Paleontologia. _____________________________________________.

(43)Equilíbrio. ________________________________________________.

(44)Homotérmico. _____________________________________________.

(45)Heterossexual. ____________________________________________.

(46)Átomo. __________________________________________________.

(47)Energia. _________________________________________________.

(48)Pentágono. _______________________________________________.

(49)Hexágono. _______________________________________________.

(50)Hepta(-campeão). _________________________________________.

(51)Geografia. _______________________________________________.

(52)Geomorfologia. ___________________________________________.

(53)Neurologia. ______________________________________________.

(54)Bactéria. ________________________________________________.

(55)Cromossomo. ____________________________________________.

(56)Bíblia. __________________________________________________.

(57)Biblioteca. _______________________________________________.

(58)Eletricidade. ______________________________________________.

(59)Elétron. __________________________________________________.

(60)Morfologia. _______________________________________________.

(61)Magneto. _________________________________________________.

(62)Magnetismo: ______________________________________________.

(63)Oceano: __________________________________________________.

(64)Transoceânico: _____________________________________________.

(65)Epicurismo: _______________________________________________.

(66)Cinismo: _________________________________________________.

(67)Estoicismo: _______________________________________________.

(68)Estoico: __________________________________________________.

(69)Ceticismo: _________________________________________________.

(70)Neoplatonismo: ____________________________________________.

(71)Mitologia: _________________________________________________.

(72)Mito: _____________________________________________________.

(73)Antítese: __________________________________________________.

(74)....................................................................................................................

Além do helenismo antigo, propriamente dito, é essencial lembrar do Renascimento Artístico-Cultural (séc. XV – XVII), durante o qual houve uma redescoberta do mundo greco-romano. Isto teve, com certeza, um impacto posterior, chegando aos dias de hoje.

Os vocabulários grego e latino encontram-se muito presentes, ainda hoje, nos vocabulários filosófico e científico. Nomes de plantas, animais e outros seres vivos têm, no mundo ocidental (e certamente mundial) nomes em latim, indicando gênero e espécie. E há muitas partes de seres vivos e outros seres, em diferentes ciências, que têm nomes advindos do grego ou de uma mescla de grego e latim.

Na filosofia, um extenso vocabulário é greco-latino: episteme (ciência), epistemologia (estudo das ciências), logos (palavra, discurso, razão), lógica (estudo dos argumentos e de sua construção, etc.), physis (natureza), tese (afirmação), antítese (oposição, contradição), síntese (composição), dialética (arte do diálogo, contradição), entre muitas outras, cujas influências se perdem no tempo, indo até a filosofia antiga e ao mundo helenístico.

O período helenístico (do século IV antes de Cristo aos primeiros séculos da era cristã), com toda certeza, trouxe consigo marcas profundas para a cultura ocidental e até mesmo oriental (influências). Só para se ter algumas ideias: palavras, filosofias, o Novo Testamento inteiro da Bíblia, conhecimentos, entre outras tantas influências que marcam a cultura dos tempos atuais.

 

QUARTO BIMESTRE - AULA 34 DE SOCIOLOGIA DOS SEGUNDOS ANOS. ESTRATIFICAÇÃO E DESIGUALDADES SOCIAIS - CLASSE (Comentário do Prof. José Antônio Brazão.):

 

SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR

 CEPMG - VASCO DOS REIS

Divisão de Ensino / Coordenação Pedagógica

QUARTO BIMESTRE

AULA 34 DE SOCIOLOGIA DOS SEGUNDOS ANOS:

ESTRATIFICAÇÃO E DESIGUALDADES SOCIAIS  - CLASSE:

TEXTO:

Classe para Marx

Os trabalhos de Karl Marx representam a primeira grande teoria sociológica da       estratificação social. Valendo-se do conceito de classe social, o autor critica de modo  contundente a ideia de igualdade política e jurídica proclamada pelos liberais, entendidos       como aqueles que, orientados pelos    interesses da burguesia, defendem a democracia representativa e o livre mercado.

Para Marx, os direitos inalienáveis de liberdade e justiça – propostos pelos liberais – não         resistem às evidências das desigualdades sociais promovidas pelas relações de produção        capitalistas, que dividem os homens em proprietários e não proprietários dos meios de        produção.

Dessa divisão se originam duas classes sociais centrais: o proletariado – aqueles     que vendem sua força de trabalho em troca de salário – e a burguesia – dona dos meios      de produção sob a forma legal da propriedade privada, que se apropria do produto do    trabalho dos operários e lhes paga um valor inferior ao que foi gerado pelo uso da mão de obra. Essas duas classes possuem interesses em constante conflito.

Por exemplo, durante uma greve, os trabalhadores lutam por melhores condições         de trabalho e de remuneração, enquanto os patrões têm interesse em atingir o maior       lucro possível, o que só pode ser obtido se eles explorarem ainda mais os trabalhadores.

E o atendimento das reivindicações destes leva à diminuição do lucro dos patrões. Isso              demonstra a oposição entre os interesses de classe.

A polarização entre essas duas classes não   significa para Marx que não existam outras, como         as dos pequenos proprietários rurais, comerciários

e diferentes tipos de profissionais liberais.

Estas, no entanto, exercem um papel intermediário          no conflito entre o proletariado e a burguesia,      aproximando-se ora de uma, ora de outra, dependendo do momento. Assim, para Marx, a      classe social de um indivíduo é determinada pela        posição que ele ocupa no processo produtivo,   como proprietário ou como trabalhador.

[SILVA, Afrânio et alii. Trabalho e Sociedade. In: __________. Sociologia em Movimento. 2.ed. São Paulo, Moderna, 2016. (Cap. 9 e 10)]

 

COMENTÁRIO (Prof. José Antônio Brazão.):

Karl Marx, alemão, viveu no século XIX e teve uma tripla formação intelectual: economia, filosofia e história.

Para bem compreender suas ideias é preciso situá-lo no contexto histórico em que viveu. O século XIX presenciou a afirmação definitiva do modo de produção capitalista. A burguesia, que vinha sendo ainda mais enriquecida com a revolução industrial, há mais de um século, reforçou sua exploração sobre os trabalhadores, cuja forma principal era e ainda é o que Marx chamou de mais valia, isto é, um trabalho extra, não pago ao trabalhador, que se transforma em lucro para os capitalistas, dentre os quais podiam se destacar industriais, comerciantes, grandes fazendeiros, grandes banqueiros e outros enriquecidos. Em cada indústria, fábrica, a exploração era intensa.

A exploração dos trabalhadores nas fábricas era terrível e fonte de altos lucros para os capitalistas. Homens, mulheres e até crianças trabalhavam 14, 15, 16 horas a fio, em troca de um mísero salário. A imensa miséria do proletariado (trabalhadores) constrastava com a enorme riqueza dos poucos donos dos meios de produção, do capital. Não havia direitos trabalhistas definidos legalmente, de forma nítida. Estes, com efeito, vieram a ser fruto de muitas lutas e mesmo de mortes de muitos trabalhadores. Milhares e milhares de crianças eram obrigadas a trabalhar nas fábricas para complementar aquilo que os pais recebiam e, como as mulheres, recebiam pagamentos inferiores aos dos homens e adultos. A exploração é histórica.

O que cada trabalhador e os trabalhadores recebiam servia basicamente para a sobrevivência e à reprodução da força de trabalho, ou seja, poderem trabalhar no dia seguinte e serem obrigados a isto. Os lucros dos capitalistas eram exorbitantes.

Diante desta realidade, e já tendo tido contato com sindicatos e grupos de luta em prol dos trabalhadores, Marx engajou nessa luta, seja diretamente, através de participação em passeatas, manifestações e no Partido Comunista, seja através de um estudo sistemático e minucioso do funcionamento do sistema capitalista, buscando uma compreensão mais profunda de suas raízes na própria história humana. Marx, de fato, foi um grande pesquisador, cientista político-econômico e filósofo, homem muito culto. Todas as suas obras praticamente nasceram desse empenho pela compreensão da realidade histórica, econômica e filosófica.

Dentre as pessoas com quem conviveu encontrou-se Friedrich Engels, filho de um industrial alemão. Outro homem de excepcional cultura que, como Marx, também interessava-se por economia, história e filosofia, além de dispor de grande cultura geral. Sua parceria com Marx se manifestou na participação no Partido Comunista e na elaboração de diversas obras pessoais e, algumas, conjuntas, sempre trocando ideias entre si. Juntos, a pedido do Partido Comunista, elaboraram o Manifesto do Partido Comunista (ou, simplesmente, Manifesto Comunista), no qual tratam de temas como a exploração capitalista, as lutas dos trabalhadores, as contradições internas do capitalismo, o socialismo e o comunismo, terminando por convocar os trabalhadores do mundo inteiro à luta em prol de uma nova sociedade, livre das relações de exploração entre os homens e, mais especificamente, livre da exploração capitalista. A frase final é, justamente: “Trabalhadores de todos os países, uni-vos.”

Dentre as influências teóricas sofridas pelo pensamento de Karl Marx encontram-se a dialética hegeliana, a economia política inglesa e o pensamento dos chamados socialistas utópicos.

Friedrich Hegel (1770 – 1831), filósofo alemão, havia dito que o espírito (a cultura e as realizações intelectuais) evolui dialeticamente, isto é, por meio da contradição interna, que se encontra em sua evolução, com diferentes etapas, não destruídas ou separadas de forma estanque, mas que são assimiladas e superadas através de um processo de tese (afirmação), antítese (negação) e síntese (negação da negação, envolvendo as etapas anteriores). A síntese torna-se uma tese que, por sua vez, carregando consigo sua própria contradição, é superada pela antítese e esta pela síntese, continuamente. O espírito absoluto é o auge dessa evolução, etapa na qual o espírito se reconhece como realizador da história. Eis aí uma dialética idealista.

Marx, tendo estudado a dialética hegeliana, aplicou-a na compreensão da história concreta humana, vendo-a como uma realização de pessoas concretas e não como resultante da evolução do espírito. Muito pelo contrário, Marx perceberá que mesmo as realizações espirituais, intelectuais e ideais humanas são fruto, em sua base, de relações materiais de produção que se estabelecem entre as pessoas, a partir do momento em que passam a transformar a natureza através de seu trabalho.

Se, para Hegel, o movimento dialético do Espírito, passando por várias etapas, até o Espírito Absoluto, portanto a consciência, é o que determina a história, para Marx, ao contrário, é a vida que determina a consciência, isto é, são as relações de produção, ligadas ao(s) modo(s) de produção de cada época, é que determinam a consciência, ou seja, o pensamento, a compreensão de mundo, o Direito, a religião e a cultura em geral.  O ser humano é um ser que produz os bens necessários ao seu viver, dentro de condições dadas, em determinada época histórica, sendo que as relações que aí se instauram e as condições materiais de vida, de produção, exercem diretamente influência sobre como esse mesmo ser humano articula suas ideias a respeito de si e do mundo em que vive. Isto não quer dizer que as ideias também não provoquem mudanças. Muito pelo contrário, elas podem provocar, mas têm sua origem dentro da vida material concreta e das condições impostas por esta, inerentes a ela.

A dialética explica a história por meio da contradição, tendo, em Marx, um caráter materialista. Para Marx, com efeito, a história humana manifesta conflitos que brotam no interior dos modos de produção que surgem ao longo daquela, com destaque para os conflitos entre grupos e classes sociais determinados.

Marx parte da produção concreta da vida material humana e afirma que ela é o que define seu modo de viver, de ser e de agir, até mesmo suas idéias e realizações culturais, como o direito, a educação, a religião, etc. O modo de produção de uma determinada época determina a vida das pessoas, ainda que não absolutamente, mas dialeticamente, pois, dentro de si mesmo, ele carrega sua contradição. Por exemplo: a burguesia que viria a tomar o poder, depois de vários séculos, nasceu dentro do próprio modo de produção feudal.

A produção da vida material é o que move a história e, mais especificamente, transformada em conflito, através da luta de classes: senhores x escravos, patrícios x plebeus, burgueses x senhores feudais, proletariado x burguesia, etc. De acordo com a Wikipedia:

Modo de produção, em economia marxista, é a forma de não organização socioeconômica associada a uma determinada etapa de desenvolvimento das forças produtivas e das relações de produção. Reúne as características do trabalho preconizado, seja ele artesanal, manufaturado ou industrial. São constituídos pelo objeto sobre o qual se trabalha e por todos os meios de trabalho necessários à produção (instrumentos ou ferramentas, máquinas, oficinas, fábricas, etc.” (In: http://pt.wikipedia.org/wiki/Modo_de_produ%C3%A7%C3%A3o)

Dentre os modos de produção surgidos no transcurso da história estão: o modo de produção primitivo, o asiático, escravista, feudal, capitalista e comunista.

O modo de produção comunitário, primitivo caracterizou-se por uma forma de produzir simples, baseada na caça e na coleta, principalmente, não havendo divisão acentuada do trabalho nem divisão em classes sociais. Porém, à medida em que as relações de trabalho foram se complexificando, começou a ocorrer uma divisão do trabalho cada vez mais acentuada e nítida: entre o trabalho da mulher e o do homem, entre o trabalho manual e o intelectual (incluindo-se aqui o sagrado).

Alguns membros da comunidade começaram a usurpar parte dos bens pertencentes à coletividade, tomando-os como seus. Além disto, aprenderam que, escravizando outros, poderiam desocupar-se dos trabalhos duros e difíceis e colocar outros para trabalhar em seu lugar. Surgiu, então, o modo de produção escravista. Como seu próprio nome dias, sua base foi a escravidão. Os escravos advinham, basicamente, de algumas fontes, como a guerra (todos os sobreviventes derrotados eram escravizados) e as dívidas.

Dentre as sociedades escravistas antigas, no mundo ocidental, as que mais se destacaram foram a Grécia e Roma. A escravidão predominou fortemente nessas duas sociedades, sendo que o escravo era tido como uma mercadoria. O filósofo Cícero falou sobre ela. Contudo, o escravismo reapareceu em outras épocas e em outros modos de produção. No mundo moderno ocidental, destacadamente a partir do século XVI em diante, a escravidão de indígenas e, sobretudo, de negros africanos foi muito acentuada.

Quanto ao modo de produção asiático:

O chamado modo de produção asiático ou sociedades hidráulicas, caracteriza os primeiros Estados surgidos na Ásia Oriental, Índia, China e Egito. A agricultura, base da economia desses Estados, era praticada por comunidades de camponeses presos à terra, que não podiam abandonar seu local de trabalho e viviam submetidos a um regime de trabalho compulsório. Na verdade, esses camponeses (ou aldeões) tinham acesso à coletividade das terras de sua comunidade, ou seja, pelo fato de pertencerem a tal comunidade, eles tinham o direito e o dever de cultivar as terras desta.” (WIKIPÉDIA. Modo de Produção Asiático. Disponível em: <  http://pt.wikipedia.org//wiki/Modo_de_produ%C3%A7%C3%A3o_asi%C/3%A1tico > Acesso em 18/10/2024.)

O trabalho compulsório era um trabalho obrigatório que era prestado pelos camponeses e cidadãos pobres, com destaque para as obras realizadas pelo Estado. No Egito antigo, por exemplo, em construções, monumentos, na construção de canais para o escoamento das águas e da irrigação, etc. Havia também escravidão, sem dúvida. Por exemplo, para citar um documento antigo: na Bíblia fala-se da escravidão de José, um dos patriarcas, no Egito (ver livro do Gênesis), juntamente com outros, e dos hebreus (no livro do Êxodo).

Na Europa, com a decadência do Império Romano, que adotara o modo de produção escravista, por volta dos séculos IV/V da era cristã, foi-se formando uma maneira diferente de produzir: grandes unidades de terras (latifúndios) foram se formando, controladas por senhores e trabalhadas por servos (camponeses), que  não eram escravos, mas estavam ligados à terra. Progressivamente, foi-se formando uma sociedade estratificada, tendo o poder político sido concentrado nas mãos dos senhores feudais e da Igreja Católica Romana – também detentora de terras, do poder religioso e intelectual, além de exercer forte influência política. Formou-se, então, paulatinamente, o que viria a ser chamado modo de produção feudal. A produção era basicamente a produção agrícola. Os servos pagavam tributos, seja em espécie, seja, com o passar do tempo, em moeda, para os senhores feudais e a Igreja, e ainda trabalhavam nas terras dos respectivos senhores feudais em determinados dias da semana. Dispunham de parte da terra do feudo e nela trabalhavam.

Os senhores feudais tinham sob seu comando exércitos próprios. Diversos feudos formavam reinos, dirigidos por reis que, por sua vez, eram senhores feudais e definidos entre seus iguais, cada rei sendo um primus inter pares (latim), isto é, o primeiro entre os iguais. A base da sociedade, como se pôde ver acima, era composta, principalmente, pelos servos (camponeses), mas havia também tecelões, sapateiros e outros artesãos, além de comerciantes.

O comércio não acabou no modo de produção feudal. Com o crescimento populacional e das cidades, esse comércio foi-se intensificando cada vez mais. Com isto, a burguesia (comerciantes) fortaleceu-se gradativamente, enriquecendo-se. O capitalismo estava, então, em gestação. Posteriormente, com as grandes navegações, o Renascimento, a Reforma e a Revolução Industrial, a burguesia foi tomando, cada vez mais, espaços no meio social, até que, entre os séculos XVII e, sobretudo, XVIII e XIX, foi-se rebelando contra a ordem feudal e implementou sociedades cujo poder passou a ser dirigido por ela mesma. Exemplos disto foram as Revoluções Inglesas, Industrial, Francesa e a Independência dos EUA. A base desse novo modo de produção capitalista continuará sendo a exploração do trabalhador, com a destituição deste em relação às suas ferramentas e a outros meios de produção, que passaram para as mãos da burguesia. A mais valia passou a ser um dos instrumentos de exploração dos trabalhadores e de enriquecimento burguês. No entanto, de acordo com Marx, o capitalismo criou também aqueles que serão os responsáveis por sua queda: os componentes do proletariado. Em nome dos ideais socialistas, Marx invoca-os à luta.

Marx e Engels defenderam a luta dos trabalhadores e a implementação do socialismo por meio da revolução (armada, inclusive) e, posteriormente, do comunismo. Suas ideias, sem dúvida, influenciaram, no século XX, as mentes daqueles que viriam a levar adiante a Revolução Russa, a Revolução Chinesa, a Revolução Cubana e tantas outras, além de partidos e sindicatos que se espalharam, praticamente, pelo mundo todo em defesa das causas dos trabalhadores.

Conteúdo do capítulo 10 do livro SOCIOLOGIA EM MOVIMENTO.

https://pt.calameo.com/read/0028993270bf48599a68e?authid=XBPlbB734l1t

REFERÊNCIAS:

GOOGLE IMAGENS. Disponível em: < https://www.google.com.br/imghp?hl=pt-BR&ogbl > Acessos em outubro de 2025.

SILVA, Afrânio et alii. Trabalho e Sociedade. In: __________. Sociologia em Movimento. 2.ed. São Paulo, Moderna, 2016. (Cap. 9 e 10)

WIKIPÉDIA. Modo de Produção Asiático. Disponível em: <  http://pt.wikipedia.org//wiki/Modo_de_produ%C3%A7%C3%A3o_asi%C/3%A1tico > Acesso em 18/10/2025.

QUARTO BIMESTRE - AULA 34 DE FILOSOFIA DOS PRIMEIROS ANOS. HELENISMO – TEXTOS DE EPICURO (Prof. José Antônio Brazão.)

 

SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR

 CEPMG - VASCO DOS REIS

Divisão de Ensino / Coordenação Pedagógica

QUARTO BIMESTRE

AULA 34 DE FILOSOFIA DOS PRIMEIROS ANOS

OBS.: Concluir neoplatonismo, em algumas turmas.

HELENISMO – TEXTOS (Prof. José Antônio Brazão.):

CARTA SOBRE A FELICIDADE (A MENECEU), DE EPICURO DE SAMOS. TRECHOS ESCOLHIDOS:

Professor: ler com as turmas e explicar trecho por trecho.

TRECHO 1: A filosofia.

“Que ninguém hesite em se dedicar à filosofia enquanto jovem, nem se canse de fazê-lo depois de velho, porque ninguém jamais é demasiado jovem ou demasiado velho para alcançar a saúde do espírito. Quem afirma que a hora de dedicar-se à filosofia ainda não chegou, o que ela já passou, é como se dissesse que ainda não chegou ou que já passou a hora de ser feliz. Desse modo, a filosofia é útil tanto ao jovem quanto ao velho: para quem está envelhecendo sentir-se rejuvenescer através da grata recordação das coisas que já se foram, e para o jovem poder envelhecer sem sentir medo das coisas que estão por vir; é necessário, portanto, cuidar das coisas que trazem a felicidade, já que, estando esta presente, tudo temos, e, sem ela, tudo fazemos para alcança-la.

Pratica e cultiva então aqueles ensinamentos que sempre te transmiti, na certeza de que eles constituem os elementos fundamentais para uma vida feliz.” (EPICURO DE SAMOS. Carta sobre a felicidade (a Meneceu). Disponível em: < https://fernandonogueiracosta.files.wordpress.com/2015/01/epicuro-carta-sobre-a-felicidade.pdf > Acesso em 18/10/2024.)

TRECHO 2: O futuro.

“Nunca devemos nos esquecer de que o futuro não é nem totalmente nosso, nem totalmente não-nosso, para não sermos obrigados a espera-lo como se estivesse por vir com toda a certeza, nem nos desesperarmos como se não estivesse por vir jamais.” (EPICURO. Op. cit., p. 33.)

TRECHO 3: Os alimentos.

“Os alimentos mais simples proporcionam o mesmo prazer que as iguarias mais requintadas, desde que se remova a dor provocada pela falta: pão e água produzem o prazer mais profundo quando ingeridos por quem deles necessita.

Habituar-se às coisas simples, a um modo de vida não luxuoso, portanto, não só é conveniente para a saúde, como ainda proporciona ao homem os meios de enfrentar corajosamente as adversidades da vida: nos períodos em que conseguimos levar uma existência rica, predispõe o nosso ânimo para melhor aproveita-la, e nos prepara para enfrentar sem temos as vicissitudes da sorte.” (EPICURO. Op. cit., pp. 41 e 43).

TRECHO 4: A crença no mito dos deuses e a sorte.

“Mais vale aceitar o mito dos deuses, do que ser escravo do destino dos naturalistas: o mito pelo menos nos oferece a esperança do perdão dos deuses através das homenagens que lhes prestamos, ao passo que o destino é uma necessidade inexorável.

Entendendo que a sorte não é uma divindade, como a maioria das pessoas acredita (pois um deus não faz nada ao acaso), nem algo incerto, o sábio não crê que ela proporcione aos homens nenhum bem ou nenhum mal que sejam fundamentais para uma vida feliz, mas, sim, que dela pode surgir o início de grandes bens [boa sorte] e de grandes males [má sorte]. A seu ver, é preferífel ser desafortunado e sábio, a ser afortunado e tolo; na prática, é melhor que um bom projeto não chegue a bom termo, do que chegue a ter êxito um projeto mau.” (EPICURO. Op. cit., pp. 49 e 51.). (O que está entre colchetes é do Prof. José Antônio, para fins de esclarecimento.)

TRECHO 5 – Os átomos (Trecho de Carta a Heródoto, de Epicuro.):

" ... além disso, os átomos, dos quais se formam os compostos e nos quais os compostos se dissolvem, não são somente impenetráveis, mas têm uma variedade infinita de figuras; com efeito, não seria possível que a variedade ilimitada dos fenómenos derivasse do mínimo limitado das mesmas figuras. Os átomos semelhantes de cada figura são absolutamente infinitos, porém, pela variedade de figuras, não são absolutamente infinitos, apesar de serem ilimitados diante da capacidade de nossa mente ... Os átomos estão em movimento contínuo para toda a eternidade ... Não há um início para tudo isso, porque os átomos e o vazio existem eternamente (Epicuro diz mais adiante que os átomos não têm qualidade alguma à exceção do tamanho, do peso e da forma, e que as cores mudam de acordo com a posição dos átomos. E acrescenta que os átomos não têm todos os tamanhos possíveis; seja como for, jamais um átomo foi percebido por um dos sentidos)". (Carta a Her. 42-43) (EPICURO. Trecho da Carta a Heródoto. In: SILVA, Markus, Figueira da. A Noção de Physis apresentada na ‘Carta a Heródoto’ de Epicuro. P. 72. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/334610577_A_nocao_de_physis_apresentada_na_'Carta_a_Herodoto'_de_Epicuro/fulltext/5d35bc2d299bf1995b3feffb/A-nocao-de-physis-apresentada-na-Carta-a-Herodoto-de-Epicuro.pdf > Acesso em 18/10/2024.)

REFERÊNCIAS:

EPICURO DE SAMOS. Carta sobre a felicidade (a Meneceu). Disponível em: < https://fernandonogueiracosta.files.wordpress.com/2015/01/epicuro-carta-sobre-a-felicidade.pdf > Acesso em 18/10/2025.

EPICURO. Trecho da Carta a Heródoto. In: SILVA, Markus, Figueira da. A Noção de Physis apresentada na ‘Carta a Heródoto’ de Epicuro. P. 72. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/334610577_A_nocao_de_physis_apresentada_na_'Carta_a_Herodoto'_de_Epicuro/fulltext/5d35bc2d299bf1995b3feffb/A-nocao-de-physis-apresentada-na-Carta-a-Herodoto-de-Epicuro.pdf > Acesso em 18/10/2025.

 

 

domingo, 12 de outubro de 2025

QUARTO BIMESTRE - AULA 33 DE SOCIOLOGIA DOS SEGUNDOS ANOS. ESTRATIFICAÇÃO E DESIGUALDADES SOCIAIS - GÊNERO/RAÇA (Prof. José Antônio Brazão.)

  

SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR

 CEPMG - VASCO DOS REIS

Divisão de Ensino / Coordenação Pedagógica

QUARTO BIMESTRE

AULA 33 DE SOCIOLOGIA DOS SEGUNDOS ANOS:

ESTRATIFICAÇÃO E DESIGUALDADES SOCIAIS  - GÊNERO/RAÇA (Prof. José Antônio Brazão.):

1) Fazer um breve debate antes. Tema: Desigualdades de gêneros e raças. Pode ser na forma de GV/GO ou com a sala de aula disposta de forma tradicional. (Tempestade de ideias.)

2) Anotar pontos importantes do breve debate no quadro, para fins de visualização e melhor assimilação.

INTRODUÇÃO (Prof. José Antônio.)

A desigualdade social, além daquela fundada na separação de classes sociais, impacta também em termos de gênero – gêneros masculino e feminino, homens e mulheres – e também de raças (branca, negra, amarela), com as diferentes tonalidades de peles. Como?

No Brasil, o patriarcalismo (o domínio do homem sobre a mulher) se fez presente durante muito tempo. Basta lembrar dos senhores de engenhos que detinham um controle patriarcal (como patriarcas) sobre suas famílias e sobre os seus subordinados e subordinadas. O lugar da mulher era dentro de casa, cuidando do bom funcionamento desta. Basta lembrar também que o voto feminino e a participação direta de mulheres na política se deu, no Brasil, somente no século XX!

Mulheres nas escolas? Era coisa inimaginável nos tempos coloniais, no Brasil. Mulheres advogadas, médicas e em outras profissões fora de casa? No mundo colonial brasileiro? Nem pensar! Claro, podia haver alguma exceção. Essas e outras conquistas levaram tempo e muitas lutas femininas.

Atente para algo simples: quantas escritoras das quais você já ouviu dizer presentes nos tempos coloniais? Pense.

No campo da desigualdade racial, a ESCRAVIDÃO marcou profundamente a sociedade brasileira, tão intensamente que há marcas presentes até hoje! Negros e negras têm se empenhado, há décadas, para conquistar posições dentro da sociedade brasileira. A maioria dos enriquecidos são brancos, para dar um exemplo. Pastores e padres negros? Poucos. Se bem que aumentando. Médicos(as) negros(as)? Poucos. Engenheiros(as) negros(as)? Também poucos(as). E assim por diante.

A maioria esmagadora dos grandes agricultores e pecuaristas é branca, com alguma exceção possível.

O texto a seguir nos ajudará a entender um pouco mais.

TEXTO DO LIVRO SOCIOLOGIA EM MOVIMENTO:

As desigualdades de gênero  [masculino/feminino] e de raça no Brasil

“No conjunto de ideias e conceitos com base em crenças e tradições compartilhadas que denominamos imaginário coletivo, há um modelo de indivíduo e de sociedade no qual as diferenças culturais e biológicas têm função hierarquizadora em espaços    distintos da vida social. É assim, por exemplo, que a mulher é percebida como “naturalmente  inferior” ao homem. Essa concepção, base da discriminação presente nas    relações de gênero, coloca a mulher em desvantagem nas diversas maneiras de relação social.

VISUALIZAÇÃO:

https://www.google.com/search?q=mulheres+no+mundo+do+trabalho&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjc8tyQzob0AhVFpZUCHTbwCQUQ_AUoAXoECAEQAw&biw=1242&bih=597&dpr=1.1#imgrc=F7VHlBA3PrV_oM 

A desvantagem se intensifica se associada a outro modo de desigualdade, como classe ou raça. No mundo do trabalho, por exemplo, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) realizada pelo IBGE, em 2011 as mulheres ganharam, em média, até     28% menos do que os homens para desempenhar as mesmas funções.

VISUALIZAÇÃO:

https://nosmulheresdaperiferia.com.br/negras-no-mercado-de-trabalho/

Apesar de a legislação determinar que não haja diferenças salariais entre os sexos, tanto na Constituição quanto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pesquisas (como as da empresa Catho, líder em recrutamento on-line) demonstram que de 2002 para cá, em algumas regiões metropolitanas brasileiras, as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho (na liderança das empresas, por exemplo, o crescimento foi de cerca de 109%) e melhoraram o grau de instrução em relação aos  homens, mas continuam recebendo menos do que eles. Quando se trata de mulheres negras, tal diferença supera os 170%.

VISUALIZAÇÃO:

https://nosmulheresdaperiferia.com.br/negras-no-mercado-de-trabalho/

VISUALIZAÇÃO:

https://www.google.com/search?q=mulheres+negras+mundo+do+trabalho&hl=pt-BR&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwiBoJG-zob0AhXsqpUCHYIAAnEQ_AUoAXoECAEQAw&biw=1242&bih=597&dpr=1.1

Essa relação desigual aparece também fora do mundo do trabalho. Boa parte das mulheres exercem dupla jornada, no emprego e em casa. E, ainda que tenham ocorrido avanços nessa relação, os casos de exploração, violência e discriminação são comuns.

VISUALIZAÇÃO:

https://www.google.com/search?q=dupla+jornada+feminina&hl=pt-BR&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwiJ6qCSz4b0AhVBCrkGHf8gBUEQ_AUoAXoECAIQAw&biw=1242&bih=597&dpr=1.1#imgrc=yL1JFA-v_khxTM

O Global Gender Gap Report é um relatório do Fórum Econômico Mundial que considera índices obtidos nas áreas da educação, saúde, economia e na possibilidade de acesso a cargos políticos para aferir as desigualdades de gênero no mundo. De acordo com a edição de 2014, mais de 80% dos países melhoraram alguns de seus indicadores em matéria de igualdade de gênero, mas, em outros itens, como a igualdade social, a situação piorou.

VISUALIZAÇÃO:

https://www.google.com/search?q=ranking+mundial+do+trabalho+feminino&hl=pt-BR&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjN6Pnxz4b0AhXHGbkGHZnCCWYQ_AUoA3oECAEQBQ&biw=1242&bih=597&dpr=1.1#imgrc=YsUC7CI0hq_FsM

No ranking da igualdade social, o Brasil encontra-se na 84a posição, último colocado da América do Sul (Cuba está em 1o lugar na região e em 20o no

mundo). Um dos problemas mais graves em nosso país, de acordo com o relatório, é a disparidade salarial entre homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo.

VISUALIZAÇÃO:

https://www.google.com/search?q=mulheres+cuba&hl=pt-BR&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwi1vYu10Ib0AhWXH7kGHfnGBboQ_AUoAXoECAEQAw&biw=1242&bih=597&dpr=1.1#imgrc=RglsAkFwf7MVyM

Relatora da ONU que tem se debruçado sobre o direito das mulheres à moradia e à terra, a urbanista e professora Raquel Rolnik (1956-) faz um alerta para um aspecto dramático dessa questão: a violência doméstica. De acordo com a estudiosa, muitas mulheres não conseguem romper o ciclo da violência porque não possuem alternativas economicamente viáveis de moradia. Os salários mais baixos para a mesma atividade também impactam a dependência financeira que elas têm dos companheiros ou familiares e, portanto, limitam sua autonomia.

VISUALIZAÇÃO:

https://www.google.com/search?q=violencia+contra+mulheres&hl=pt-BR&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwjtt62s0Yb0AhV7rZUCHUJ_C-4Q_AUoAnoECAEQBA&biw=1242&bih=597&dpr=1.1#imgrc=c1uVC4bNJoRHGM

 

Por conta da desigualdade de gênero, as mulheres “recebem” menos que os homens no mercado de trabalho, mesmo quando possuem a mesma qualificação e exercem as mesmas funções.

VISUALIZAÇÃO:

https://www.google.com/search?q=sal%C3%A1rios+de+mulheres+ehomens+pelas+mesmas+fun%C3%A7%C3%B5es&hl=pt-BR&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwiE8ePh0Ib0AhXtqpUCHXdAA3kQ_AUoA3oECAEQBQ&biw=1242&bih=597&dpr=1.1#imgrc=fm-3vTBsuh5CoM

Outra manifestação recorrente da desigualdade social no Brasil é aquela sofrida por negros, indígenas e seus descendentes desde o período colonial. O fim da escravidão não significou para os negros sua inserção em condições de igualdade na sociedade brasileira.

VISUALIZAÇÃO:

https://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&id=2673%3Acatid%3D28

VISUALIZAÇÃO:

https://www.google.com/search?q=escravos+libertos+no+brasil+s%C3%A9culo+xix&hl=pt-BR&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwivvMjd0Yb0AhXLpZUCHUTUCVkQ_AUoAXoECAEQAw&biw=1242&bih=597&dpr=1.1#imgrc=8E5q8gnx8TxjcM

Para o sociólogo paulista Octavio Ianni, o que ocorreu foi a transformação do negro de escravo em mão de obra livre e subalterna. O processo de privação material e de dominação ideológica empreendido desde então exemplifica o tratamento desigual dispensado aos negros na sociedade brasileira.”

Conteúdo do capítulo 10 do livro SOCIOLOGIA EM MOVIMENTO.

https://pt.calameo.com/read/0028993270bf48599a68e?authid=XBPlbB734l1t

CONCLUSÃO (Prof. José Antônio.):

As desigualdades entre homens e mulheres e entre pessoas de raças diferentes têm diminuído, sem dúvida, mas há um caminho longo a ser seguido, dadas as implicações sociais e econômicas aí presentes, de cunhos histórico e classista – quem detém o poder econômico em suas mãos quer o status quo, isto é, a manutenção da situação como aí está, mantenedora de privilégios e interesses dos detentores dos poderes econômico e político.

Hoje as mulheres, desde meninas, têm tido maior acesso à educação. Há mulheres, inclusive, professoras, médicas, engenheiras, políticas, entre outras em diversificadas funções, para além do ambiente do lar. No entanto, a caminhada precisa continuar: lutas e conquistas.

Quanto aos negros e pessoas de pele parda e escura, os governos federais, há décadas, têm se empenhado por garantir o acesso dessas pessoas a nível de universidades, concursos, serviço público, entre outros benefícios sociais. Entretanto, como no caso das mulheres, o caminho é longo e as conquistas lentas, mas que precisam ocorrer.

REFERÊNCIAS BÁSICAS:

GOOGLE IMAGENS. Disponível em: < https://www.google.com.br/imghp?hl=pt-BR&ogbl > Acessos em outubro de 2025.

ROMEIRO, Julieta et alii. Diálogo – Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. São Paulo, Moderna, 2020. (Seis volumes.) (Livros didáticos.)

SILVA, Afrânio et alii. Trabalho e Sociedade. In: __________. Sociologia em Movimento. 2.ed. São Paulo, Moderna, 2016. (Cap. 9 e 10) (Livro didático.)