domingo, 11 de outubro de 2015

A IDEOLOGIA DO TOTALITARISMO FASCISTA E NAZISTA – ALGUNS ELEMENTOS: (Prof. José Antônio Brazão.)


Ideologia é um conjunto de ideias, valores e ensinamentos próprios da classe dominante de uma sociedade, que os generaliza para as demais classes, a fim de que, com sua assimilação, estas aceitem as relações de exploração como naturais e verdadeiras, não conseguindo enxerga-las em sua realidade de classe(s) e os reais interesses que estão por trás delas. A ideologia, portanto, é um instrumento fundamental à dominação da classe dominante. Ela é transmitida por diferentes meios. Hoje, por exemplo, os meios de comunicação social (TV, rádio, revistas...), a família, a escola, entre outros meios de transmissão ideológica.

A ideologia dá certas explicações para a realidade, buscando esconder seus reais fundamentos. Um pequeno exemplo: a expressão errônea e aviltante “serviço de preto”, comum quando se fala do trabalho não bem realizado por alguém, além de extremamente ofensiva, é racista e esconde o fato histórico do qual ela se originou: a escravidão negra, por cerca de quatro séculos, no Brasil colônia e império. A classe que dominava, então, eram os donos de terras, de engenhos (ciclo da cana de açúcar), de minas (ciclo do ouro), junto com a Coroa Portuguesa, e, posteriormente, também, os cafeicultores (ciclo do café).

A ideologia mexe na mente das pessoas de modo sutil (refinado, não claramente perceptível) e as leva a crerem em falsas ideias com a aparência de verdadeiras, e em verdades de uma classe (a classe dominante de cada época), como se fossem verdades universais.

E o totalitarismo fascista e nazista?

Totalitarismo é uma palavra que designa governos ou regimes políticos cujo poder, dentro da sociedade, encontra-se concentrado nas mãos de um partido ou grupo único, que usa de todos os meios possíveis para mantê-lo, exercendo um amplo domínio sobre aquela sociedade. São bons exemplos o totalitarismo fascista, na Itália, o totalitarismo nazista, na Alemanha, e o totalitarismo stalinista, na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Aqui serão tratados os dois primeiros.

E quais são as principais características e ideias (ideologias) do totalitarismo fascista e nazista? A seguir, vão algumas das principais características:

(1)A concentração do poder nas mãos do partido central (Partido Fascista, na Itália, e o Partido Nazista, na Alemanha).

(2)A presença de um representante central (o LÍDER) do partido, com grande poder, como foi o caso de Benito Mussolini, representante do Partido Fascista Italiano, e Adolf Hitler, representante supremo do Partido Nazista Alemão.

(3)A criação da imagem de poder, de beneficência e de segurança do líder central, com a finalidade de obter e manter o respeito a ele e ao partido central.

(4)O armamentismo, aumento, cada vez maior, da produção de armas e a preocupação com o fortalecimento dos exércitos, sob o controle do partido central. Preparo para a guerra expansionista.

(5)O anticomunismo e o antissocialismo, isto é, a oposição radical, neste caso, dos fascistas e nazistas a toda forma de socialismo e comunismo. Isto provocou, inclusive, prisões e mortes de pessoas ligadas a partidos socialistas e comunistas, tanto na Itália, quanto na Alemanha, quanto em países que estas vieram a dominar.

(6)O antissemitismo, isto é, a oposição radical aos judeus (semitas), vendo-os como um mal a ser eliminado e uma raça inferior.

(7)A ideia da superioridade da raça ariana, vista como superior a outras. Por conta desta ideia, houve perseguições severas e impiedosas a judeus, ciganos, homossexuais e outras pessoas, de raças e grupos sociais de diferentes tipos.

(8)O extermínio das raças consideradas inferiores, do qual os campos de concentração podem ser citados como os mais claros exemplos. Pessoas eram presas em campos de concentração (a maioria de judeus) e, muitas delas, assassinadas absurdamente.

(9)A defesa incondicional do capitalismo, em oposição direta ao socialismo. Com isto, fascistas e nazistas conseguiram apoio e muito dinheiro por parte de grandes capitalistas, como industriais, banqueiros, latifundiários e outros, que viam o perigo do socialismo e queriam se livrar deste.

(10)Perseguição a todos os opositores do regime. Fascistas e nazistas perseguiram, sem dó, assassinaram e prenderam muitos opositores dos seus regimes totalitários.

(11)Montagem de sistema de divulgação das ideias nazifascistas. (Abaixo.)

(12)Vigilância, com o uso, inclusive, de polícia secreta (no caso dos nazistas, a Gestapo teve um papel relevante).

(13)Busca de uniformização das pessoas e do pensamento coletivo.

(14)Uso da ciência para reforçar a visão nazifascista, seus preconceitos (exemplos: experimentos feitos com judeus e pessoas de outras raças, além de pessoas e até crianças com problemas ou defeitos).

(15)Banimento da ciência considerada judaica. Por exemplo: perseguição, expulsão, prisão e até mortes de cientistas e outros pensadores de origem judaica – Albert Einstein teve que exilar-se nos EUA; diversos pensadores e filósofos da Escola de Frankfurt, de origem judaica, tiveram que também fazer o caminho na direção dos Estados Unidos!

(16)A política econômica de expansão advinda do neocolonialismo, com novas áreas de controle e dominação, novas terras e colônias. De fato, fascistas e nazistas invadiram vários países. Vale lembrar que a invasão da Polônia, pelos nazistas, com a oposição da Inglaterra, definiu o início da II Guerra Mundial!

Outros.

Meios de transmissão da ideologia nazifascista:

(1)Rádio. Fascistas e nazistas souberam explorar imensamente bem os recursos do rádio de seu tempo.

(2)Jornais escritos.

(3)Revistas.

(4)Desfiles e paradas militares.

(5)Sistema educacional: desde a formação de professores(as), passando pelo uso de símbolos identificadores do regime, até os livros didáticos.

(6)Formação de grupos masculinos e femininos. Por exemplo, no caso do nazismo: a Juventude Hitlerista.

(7)Uniformes: no exército, nas escolas, nos agrupamentos de jovens (rapazes e moças) e tantos outros lugares e pessoas.

(8)Bandeiras, estandartes e outros símbolos de transmissão do pensamento do partido único. Por exemplo: a suástica nazista e a machadinha enfeixada dos fascistas.

(9)Arquitetura. Construções de prédios e grandes monumentos, com clara mostra de poder e aparência de grandeza.

(10)Arte. A arte foi um grande meio de divulgação das ideias fascistas e nazistas. P. ex.: estátuas, quadros e diferentes meios artísticos possíveis.

(11)Cartazes.

(12)Panfletos.

(13)Cinema.

(14)Família. Fascistas e nazistas sabiam muito bem que a família seria um instrumento ou meio fundamental para a divulgação e o reforço de suas ideias, de sua ideologia – mães, pais, filhos e filhas, parentes. Outros...

Nazistas e fascistas souberam fazer uso de todos os meios que lhes foram possíveis para divulgar suas ideias e reforça-las no entendimento das pessoas. Com isto, conseguiram o apoio para levar avante até mesmo a invasão de outros países, o que culminou com a II Guerra Mundial (1939 – 1945). Ao final desta guerra, mais de cinquenta milhões de pessoas tinham sido mortas, fora as que morreram depois, em razão das consequências nefastas da guerra para a vida de outras tantas.

Antes da guerra: mortes em campos de concentração, assassinatos de inimigos, destruição de partidos contrários e prédios destes, com as pessoas que ali se encontravam, e outras barbaridades, como as mortes de crianças deficientes, pessoas loucas e outras mais que não eram consideradas adequadas aos propósitos nazifascistas, prisões e mortes dentro destas – o filósofo italiano Gramsci, que foi uma pedra no sapato dos fascistas, só foi libertado pelos fascistas depois de pressões da opinião internacional e, mesmo assim, por conta do enfraquecimento do corpo, morreu pouco tempo depois.

Para saber mais, clique em:

http://plato.stanford.edu/search/searcher.py?page=1&query=totalitarianism (Em inglês – podem ser usados tradutores online, como o Google Tradutor, além de outros.) Totalitarianism [Totalitarismo]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Totalitarismo Totalitarismo, na Wikipédia.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nazismo Nazismo, na Wikipédia.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fascismo Fascismo, na Wikipédia.

http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/marcos/hdh_arendt_origens_totalitarismo.pdf Livro As Origens do Totalitarismo, de Hannah Arendt, online.

Aplicação didática deste texto e de outros sobre o assunto, em Filosofia, em sala de aula:
Professor(a) de Filosofia, traga IMAGENS que mostrem bem a constituição do nazismo e do fascismo e a face terrível do que veio a ocorrer com eles na primeira metade do século XX! Podem oferecer excelentes discussões, aprofundando o aprendizado dessas ideologias, um aprendizado crítico, problematizador, filosófico!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

VÍDEO-TEXTO DE FILOSOFIA (Prof. José Antônio Brazão.


Referências: PROINFO, NTE – Goiânia e outros do Brasil, Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) na educação, uso do Windows Movie Maker ou similar da plataforma Linux e\ou software de slides (na plataforma Windows, o Power Point; equivalente, na Linux).

A produção de vídeos educativos está presente nos cursos do PROINFO, programa federal brasileiro que tem por finalidade disseminar o uso das tecnologias no campo da educação.

Uma boa atividade didática, para se trabalhar com textos de filosofia, pode ser a produção de um vídeo em que seja gravado um texto escrito por um(a) filósofo(a) de uma dada época da história da filosofia, em estudo na escola, no ensino médio. Tal vídeo pode ser feito por estudantes de diferentes turmas, sendo, portanto, útil e imensamente enriquecedor trabalhar um texto diferente para cada turma. Os textos filosóficos, assim, poderão tornar-se mais acessíveis em termos de compreensão, com certeza. Uma boa preparação e um bom planejamento poderão ajudar muito.

Material necessário: computador(es) com software de vídeo (Movie Maker ou equivalente na plataforma Linux), os textos que serão gravados, imagens que poderão ser gravadas por estudantes, referentes ao dia a dia, dependendo do conteúdo de cada texto, imagens obtidas da internet e\ou por meio de scanner (neste dois últimos casos, citar as fontes será fundamental, ao final do vídeo\slides), microfone(s) acoplado(s) ao(s) computador(es) ou celulares com gravadores de sons e\ou vídeos; em lugar do celular, uma câmera de vídeo ou uma máquina de fotografar que grave vídeos poderá ser muitíssimo útil. Outros materiais poderão ser vistos, levantados por cada turma envolvida na atividade. Por exemplo: desenhos feitos por estudantes das turmas.

Os softwares de elaboração de vídeo têm diferentes recursos que permitem a gravação de imagens paradas ou em movimento, que podem ser copiadas de celulares ou câmeras e gravados, junto às quais podem ser gravados sons. Os softwares de slides permitem a gravação de imagens paradas e sons, com muita clareza e qualidade.

Grupos poderão ser formados em cada turma. A vantagem de diferentes grupos trabalharem é a quantidade de vídeos que poderão ser gravados, alguns dos quais repetidos, com outras imagens e gravações. Além da quantidade, uma outra vantagem é que se ganha em qualidade de aprendizado, pois esse trabalho tem grande potencial para o aprendizado de textos escritos por pensadores (filósofos e filósofas, entre outros tipos de pensadores) de diferentes épocas e tempos, incluindo o presente!

A montagem do vídeo pode envolver a divisão do trabalho de grupos para cada parte. Por exemplo: um grupo grava informações com celulares, outro com câmera, outro fica encarregado de encontrar imagens, outro um som de fundo (uma música instrumental, por exemplo), outro fica encarregado de usar a(s) voz(es) para gravar o texto, outro coordena, outro fica encarregado de colocar tudo no vídeo e fazer a montagem final, entre outros grupos possíveis, tudo ligado ao tema e ao conteúdo do texto. Portanto, todo mundo deverá ter lido, individualmente e\ou em grupo e\ou em sala de aula, o texto todo.

Um texto empirista de Locke pode trazer consigo, no vídeo ou agrupamento de slides, imagens que remetam aos cinco sentidos, à observação, às sensações, às ideias surgidas a partir do material fornecido pela experiência sensível, às percepções, ao mundo e até à ciência de seu tempo. Um texto curto de Jean-Paul Sartre pode trazer imagens ligadas à existência, à liberdade, à responsabilidade, entre outros elementos que podem ser tomados a partir do conteúdo daquele mesmo texto. Um texto de Simone de Beauvoir sobre as mulheres pode trazer imagens ligadas às lutas femininas, às modificações históricas trazidas pela entrada das mulheres no mundo do trabalho onde antes só os homens atuavam. Um trecho de texto de Adorno e Horkheimer sobre a indústria cultural pode vir com imagens da cultura de massas, do rádio, da televisão, entre outros. Um trecho do livro A Peste, de Albert Camus, poderá trazer imagens de ratos, de pestes causadas por eles, do nazismo e das invasões nazi-fascistas, de amizade (o livro mostra a amizade dos que lutaram para debelar a peste de ratos), de egoísmo e de vitória sobre este (logo no início do livro, Camus fala da cidadezinha que viria a ser atacada pelos ratos como um lugar em que as pessoas estavam muito preocupadas consigo mesmas). Portanto, uma boa pesquisa poderá complementar o planejamento e a divisão de tarefas. Leituras complementares possíveis também, que ajudem a entender o texto e, inclusive, ajudar na escolha de imagens. Anotações podem e devem ser feitas!

Bem planejada, essa atividade tem grande potencial para ajudar estudantes no contato e na compreensão de textos filosóficos, tendo sempre em vista que estes são a matéria-prima do saber filosófico, tanto do passado quanto do presente. Ver no capítulo sobre projetos como recursos de ensino de filosofia, pois esta atividade pode ser feita na forma de projeto(s), elaborado(s) por estudantes! Professor(a): orientação até o fim!

Com relação à orientação, um fato de suma importância é você, professor(a) de Filosofia, aprender, cada vez mais, sobre as novas tecnologias aplicadas à educação! Existem cursos do PROINFO, dados através dos NTEs (Núcleos de Tecnologia Educacional) espalhados por diferentes lugares do Brasil, que são gratuitos. Há cursos que você também pode fazer em escolas próprias, duas a três vezes por semana (talvez uma). Seus conhecimentos acerca da filosofia e das tecnologias aplicáveis à educação são de imensa importância para que o trabalho de montagem desses vídeos saia com qualidade. Aproveite também o potencial de estudantes que dominem bem ou relativamente bem o uso daquelas tecnologias. De repente, poderão formar, em cada turma, o grupo de apoio e orientação, junto com você, professor(a)!!!

É fundamental, também, um levantamento dos materiais de que a escola e até mesmo as e os estudantes disponham e que possam usar, um levantamento de livros escritos por filósofos(as) que se encontrem na biblioteca da escola, entre outros levantamentos necessários. Propor e discutir com as turmas, planejar e dividir responsabilidades são, portanto, algo imprescindível para que tudo ande bem, do começo ao fim.

Tais vídeos e slides poderão ser de imensa utilidade também para estudantes deficientes visuais e auditivos. Como? Quanto aos visuais, os sons gravados, das vozes que interpretam literalmente os textos, e dos sons de fundo. Quanto aos auditivos, que tal colocar legendas?! Estes poderão acompanhar as legendas e, ao mesmo tempo, ver as imagens e os vídeos que estarão presentes na produção.

É uma atividade demorada! Mas, segura, igual e imensamente gratificante! Pode levar dias! Portanto, o empenho de todos(as) deverá ser efetivo e tornar-se-á decisivo, a fim de que tudo aconteça. Professor(a), essa atividade é extremamente enriquecedora do aprendizado de uso de tecnologias – há estudantes que não sabem montar um vídeo. De repente, até pode se tornar uma fonte de interesse de futuro trabalho para um(a) ou outro(a) estudante!

Outros meios de aprender a respeito do uso de tecnologias são aproveitar tutoriais que vêm junto aos programas (softwares) que serão utilizados, leituras de manuais (alguns baratos, encontráveis em bancas de revistas, também conhecidas como revistarias) e apostilas que possam ser trocadas com companheiros(as) de profissão. E mais: aproveite para tirar dúvidas com estes e estas, além de estudantes e professores(as) de cursos! No mais, professor(a) de Filosofia: aprenda sempre!!!!!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

PEQUENAS OBRAS FILOSÓFICAS E OUTRAS QUE POSSIVELMENTE PODEM SER LIDAS POR ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO (Prof. José Antônio Brazão)


LIVROS BÁSICOS  E CURTOS DE FILOSOFIA E INTERDISCIPLINARES QUE PODEM POSSIVELMENTE SER LIDOS POR ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO (Prof. José Antônio Brazão.)

A maioria dos livros citados a seguir são curtos, com menos de cem páginas ou pouco mais e nada além, em formato pequeno ou de bolso, podendo ser lidos e relidos em um espaço pequeno ou médio de tempo. É claro, é preciso levar em conta o grau de aprendizagem de cada turma, de cada ano do ensino médio, da escola em que você, professor(a) de Filosofia, trabalha. De um modo geral, podem, com certeza, ser lidos sem grandes dificuldades. Exercícios adaptados, debates, apresentações, entre outros meios de avaliação poderão ser solicitados e ajudar no reforço e compreensão dos livros que venham a ser lidos.

OPÚSCULOS FILOSÓFICOS E OUTRAS OBRAS DE POSSÍVEL LEITURA NO ENSINO MÉDIO:

A Ilíada. De Homero. Em forma de poema. É um pouco extenso, mas poético e belo. Mitologia grega!

A Odisseia. De Homero. Em forma de poema. Também um pouco extenso, mas muito interessante, como A Ilíada. Mitologia grega!

A Peste. De Albert Camus. Um pouco mais extenso, mas tem uma linguagem boa e é muito rico, tratando da existência humana e de valores nela contidos, como a amizade, a perseverança, a coragem de lutar, entre outros.

Apologia de Sócrates. De Platão.

Assim Falou Zaratustra. De Friedrich Nietzsche. É um pouco mais extenso, mas é uma obra-prima e tanto da filosofia ocidental. É denso, mas não difícil. Curiosamente, como a Utopia, de More, A Nova Atlântida, de Bacon, e Cândido, de Voltaire, trata de uma viagem do profeta Zaratustra, o anunciador do Além-do-Homem (ou Super Homem) e do eterno retorno do mesmo.

Cândido. Outro conto de Voltaire.

Cartas a Lucílio. De Sêneca. Um livro em que Sêneca, filósofo estoico romano, deixa transparecer marcas do estoicismo. Toca em temas da vida.

Cartas Filosóficas. De Voltaire.

Confissões. De Jean-Jacques Rousseau. Segue o estilo de Agostinho. Do século XVIII. Trata das vicissitudes (idas e vindas, coisas boas e ruins, da vida humana) da vida de Rousseau.

Confissões. De Santo Agostinho. É um pouquinho longo, em relação a outros citados, mas muito bom. Tem discussões sobre o tempo que são um primor e apresenta pontos da filosofia patrística muito bons!

Críton. De Platão.

Ecce Homo. De Nietzsche. Apresenta posições fortes de Nietzsche em relação ao cristianismo e ao platonismo. As discussões de Nietzsche em torno do cristianismo e do platonismo põem também em discussão a lógica de rebanho (palavra que hoje tem um paralelo: massa – por exemplo: comunicação de massa –, que, no fundo, pode traduzir parte do pensamento nietzschiano), o fanatismo e a intolerância religiosa (e social). Pode ser interessante comparar com a indústria cultural, de Adorno e Horkheimer, os quais também estudaram aquele filósofo.

Elogio da Loucura. De Erasmo de Roterdã.

Emílio ou Da Educação. De Jean-Jacques Rousseau. (Extenso. Talvez, por conta da extensão. Não é nada curto, mas tem um linguajar razoável.)

Entre quatro paredes. De Jean-Paul Sartre. Peça teatral que põe em discussão diversos temas existencialistas, dentre os quais o amor homossexual e  heterossexual. Muito atual!

Fédon. De Platão. (Talvez a trilogia ApologiaCrítonFédon, tendo em vista o fato de formarem uma sequência.)

Manifesto do Partido Comunista. Karl Marx e Friedrich Engels.

Micrômegas. Conto de Voltaire.

No que acredito. De Bertrand Russell.

Nova Atlântida. De Francis Bacon.

O Banquete. De Platão. (É um pouco mais longo, porém discute o tema do amor e questões acerca dele que são atuais, como, por exemplo, a androginia.)

O Contrato Social. De Jean-Jacques Rousseau.

O Ensaiador. Também de Galileu Galilei. (Filosofia da Ciência.)

O livre arbítrio (De libero arbítrio). Santo Agostinho.

O Mensageiro das Estrelas. De Galileu Galilei. (Filosofia da Ciência.)

O Mundo de Sofia. De Jostein Gaarder. Romance de história da filosofia, próprio para adolescentes e jovens.

O Nascimento da Tragédia. Também de Nietzsche. Talvez, por ser um pouco mais exigente e denso, mas é curto. Fala dos princípios apolíneo e dionisíaco na arte grega. Para quem gosta de arte grega, ou tem curiosidade em relação a ela, vale a pena.

O Príncipe. De Nicolau Maquiavel.

Os contos de Voltaire – talvez todos [ou alguns (veja 8 e 9)], ainda que um pouco extenso.

Os Filósofos Pré-Socráticos. De Gerd Bornheim. Curto e interessante.

Os Lusíadas. De Luís Vaz de Camões. Livro de literatura portuguesa. Dispõe de um elemento que pode ser trabalhado interdisciplinarmente com a Filosofia: a mitologia greco-romana. Manifesta bem o classicismo e o humanismo típicos do Renascimento. Pode ilustrar e enriquecer aulas sobre mitologia e outras.

Sonetos. De Camões. Outro livro de literatura, mas que mostra uma forte marca do amor platônico, do neoplatonismo renascentista. É de Língua Portuguesa. A interdisciplinaridade pode enriquecer bem o aprendizado, tanto o da língua, quanto o de Filosofia. Talvez possa ser lido com O Banquete, de Platão, de modo paralelo.

Teogonia. De Hesíodo. Existe tradução dela para o português, recente. É um texto curto, belíssimo.

Utopia. De Thomas More.

OBS.: Professor(a), você pode fazer um levantamento e acrescentar outros à lista. No mais, faça bom uso desta proposta.

OBRAS DE APOIO CURTAS:

A Vingança de Ishtar. Ludmila Zeman (ilustradora). Editora Projeto. (Temática: Mitologia babilônica).

Última Busca de Gilgamesh. Ludmila Zeman (ilustradora). Editora Projeto. (Temática: Mitologia babilônica).

Rei Gilgamesh. Ludmila Zeman (ilustradora). Editora Projeto. (Temática: Mitologia babilônica).

Fernão Capelo Gaivota. De Richard Bach. (Temáticas: Existência, busca de superação, aprimoramento do ser.)

Mitos Brasileiros em Cordel. De César Obeid. Editora Salesiana.

O Mensageiro das Estrelas. De Peter Sís. Editora Ática. (Temática: Galileu Galilei.) Livro ilustrado.

O Pequeno Príncipe. De Antoine de Saint-Exupéry. (Temáticas: amizade, busca do conhecimento, existência, etc.).   Outros: levantamento!

Professor(a) de Filosofia, faça um levantamento de mais livros curtos (opúsculos) de filosofia e de apoio que possam auxiliar no aprendizado de seu componente curricular de ensino. Onde você pode fazer esse levantamento:

1)      Na biblioteca ou sala de leitura de sua escola.

2)      No site Domínio Público. Entre com o nome Domínio Público num site de pesquisa e vá a esse site. Lá encontram-se obras diversas, disponibilizadas gratuitamente. De repente, se sua escola tiver laboratório de informática, a leitura de cada estudante poderá ser feita nos computadores que aí estiverem à disposição.

3)      Numa biblioteca pública.

4)      Em sites da internet. Procure por: sites de livros de filosofia gratuitos.

5)      Junto às turmas de estudantes. Podem, talvez, se encontrados(as) alguns(mas) que dispõem de livros em casa. Peça que tragam para a escola e\ou que leiam em casa.

6)      Em bancas de revistas. Há livros de filosofia e de literatura mundial que costumam ser vendidos de forma barata em bancas de revistas (revistarias).

7)      Outros. Procure!

Como conseguir livros de filosofia e outros para a biblioteca de sua escola: (1) Verbas que possam ser solicitadas ou em que os livros possam ser incluídos. (2) Pedidos de doações à comunidade escolar (pais, mães, familiares, colegas, etc.). (3) Campanhas de arrecadação de livros, de tempos em tempos, na escola. (4) Venda de recicláveis (p.ex.: latinhas) para a compra de livros. Esse material pode ser obtido com a comunidade. (5) Sebos, que costumam vender bons livros, de forma barata. Etc. Investigue e aja!
Exemplo de uma obra lida por estudantes escolhidas no Colégio Estadual Deputado José de Assis, de Goiânia, GO: o opúsculo NOVA ATLÂNTIDA, de Francis Bacon (interdisciplinaridades: Língua Espanhola e Língua Portuguesa). Veja as imagens:













 
A leitura o livro (opúsculo) Nova Atlântida, do filósofo inglês empirista Francis Bacon, do século XVII, foi uma proposta que fiz a algumas alunas escolhidas, como leitura, a partir de um roteiro dado. Esse roteiro, como se pode ver nas imagens, inclui análise de aspectos linguísticos, históricos e filosóficos, além de uma redação em língua portuguesa.
Todos os trabalhos ficaram excelentes, apesar de pequenas falhas aqui e ali, normais. Todos ficaram excelentes, em razão de ter sido a primeira vez que pedi uma leitura completa de obra filosófica a estudantes de ensino médio. Eu queria ver se o grupo conseguiria ler um livro básico de filosofia, de relativamente fácil leitura, e interpretá-lo e que o lessem em espanhol, por conta da Língua Espanhola ser uma matéria estudada nos três anos do ensino médio. Ao final, pedi que ajudassem Francis Bacon a elaborar uma conclusão para seu livro, pois, por conta de seu falecimento, o filósofo deixou-o inacabado. Essa conclusão, na verdade, foi e é um exercício que demanda atenção, boa leitura e criatividade, levando em consideração o tempo em que foi escrita a obra (neste caso, o século XVII).
Foi, para mim, uma experiência muito interessante e gratificante, superando minhas expectativas. Experiência que abre possibilidade para outras propostas de leituras futuras, para grupos maiores de estudantes.
Às três estudantes, Carolina, Laísa Beatriz, ambas do terceiro ano do ensino médio, e Maria Luísa, do segundo ano, meus sinceros e imensos agradecimentos, por conta de seu empenho, de seu esforço e da capacidade que demonstraram na realização do desafio proposto. A vocês, meu muito obrigado!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

DOMINÓ FILOSÓFICO (Prof. José Antônio Brazão.)

O dominó é um jogo muito comum e pode ser usado também no ensino de Filosofia. Veja a seguir.

ESTRUTURA DAS PEÇAS PARA O DOMINÓ FILOSÓFICO:

CONJUNTO 1 DE DOMINÓS:

1
 
 
1
1
1
1
1
1
1
 
 
2
3
4
5
6
0
VAZIO

CONJUNTO 2:

2
 
 
2
2
2
2
2
3
2
 
 
3
4
5
6
0
VAZIO
3

CONJUNTO 3:

3
 
 
3
3
3
4
4
4
4
 
 
5
6
0
VAZIO
4
5
6

CONJUNTO 4:

4
 
 
5
5
5
6
6
0
VAZIO
0
 
 
5
6
0
VAZIO
6
0
VAZIO
0
VAZIO

Todo dominó contém, comumente, vinte e oito peças, indo numericamente de 0 a 6, isto é, contendo sete números que se combinam formando cada peça, em combinações diferentes. A estrutura básica de todo dominó é a mesma acima apresentada.

Na filosofia, cada número pode corresponder a: ideias de filósofos (um número por cada filósofo ou filósofa e suas ideias resumidas), correntes filosóficas (um número por cada corrente filosófica e suas ideias resumidas), faces de filósofos e filósofas (um número por cada face de filósofo e\ou filósofa de um determinado período da história da filosofia ou filósofos(as) fundamentais de cada época dessa história), valores éticos (um número por valor), etc. O que será posto em cada número dependerá de cada professor(a). Pode também ser feito por estudantes, como um trabalho avaliativo, por exemplo.

Alguns exemplos de dominós filosóficos possíveis:

(1)Dominó da filosofia contemporânea (exemplo para o conjunto 1):

Hannah Arendt
 
Hannah Arendt
Hannah Arendt
Hannah Arendt
Hannah Arendt
Hannah Arendt
Hannah Arendt
Hannah Arendt
 
Walter Benjamin
Theodor Adorno
Karl Marx
Ludwig Wittgenstein
Jean-Paul Sartre
Simone de Beauvoir

 

(2)Dominó de valores éticos (exemplo para o conjunto 1):

ÉTICA
 
 
ÉTICA
 
 
ÉTICA
 
 
ÉTICA
 
 
ÉTICA
 
 
ÉTICA
 
 
ÉTICA
 
 
ÉTICA
 
 
RESPON-SABILI-DADE
RESPEITO
INTEGRI-DADE
JUSTIÇA
DECÊNCIA
SOLIDA-RIEDADE

(3)Dominó de faces de filósofos(as) (exemplo para o conjunto 1): REVOLUÇÃO CIENTÍFICA MODERNA:

COPÉRNICO
COPÉRNICO
COPÉRNICO
COPÉRNICO
COPÉRNICO
COPÉRNICO
COPÉRNICO
COPÉRNICO
GALILEU
KEPLER
NEWTON
G. BRUNO
DA VINCI
Desenho de Da Vinci (Embrião)

Os dominós apresentados só têm o primeiro conjunto porque é a partir deste que todos os demais são feitos, seguindo aquela sequência presente no modelo estrutural de dominós. Aqui, no caso, em vez de ir do 0 ao 6 (sete números) [poderia ser de 1 a 7], são sete informações ou imagens que aparecerão em lugar dos números.

Professor(a), não é difícil fazer o dominó. Para sua estrutura, entre no software de escrita de seu computador (Word, na plataforma Windows; BrOffice Writer, na Linux; outra, em outra plataforma que possa haver). Entre em INSERIR TABELA, e coloque sete colunas e duas linhas. Depois de dado OK, ordene o tamanho das linhas para que fiquem do tamanho desejado, sendo que ambas devem ficar iguais. A seguir, escreva as informações ou ponha as imagens que queira, conforme o conteúdo.
DOMINÓ COM IMAGENS (Revolução Científica Moderna)

 
DOMINÓS SOMENTE DE ESCRITA, COM CONTEÚDO FILOSÓFICO