sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O ILUMINISMO (SÉC. XVIII) - Introdução. (Prof. José Antônio Brazão.)

O Iluminismo foi um movimento de ideias característico do século XVIII que teve repercussão em vários ramos do saber, inclusive no campo filosófico. Em nome do uso adequado e sábio da capacidade intelectual, racional, própria do ser humano, combateu duramente as superstições, a intolerância religiosa, o fanatismo e a ignorância. Caracterizou-se também por opor-se ao autoritarismo e por valorizar imensamente a razão, a ponto de se fazer, ainda hoje, uso da expressão luzes da razão para referir-se a esse período e à capacidade humana de compreender, com clareza e minúcia, o mundo ao redor, tanto natural quanto humano.
A razão bem conduzida pode contribuir para o progresso humano, nos campos científico, artístico, social, econômico, político, geral. A razão é comparada à luz. De fato, o termo iluminismo advém de iluminar, isto é, trazer luz, expor à luz, clarear. Tudo que se opõe ao avanço da condição humana (ao avanço da liberdade de expor as próprias ideias, por exemplo) pode colocar a humanidade em trevas e dificultar o progresso.
A intolerância religiosa, por exemplo, impede que ideias novas no campo das ciências e em outras áreas possam contribuir para trazer avanços significativos para a compreensão do mundo e até a melhoria da vida humana. Galileu Galilei, no século anterior, pode ser citado, dadas as perseguições que sofreu. No século XVIII, a Enciclopédia, que pretendia ser uma obra de divulgação de conhecimentos em diferentes áreas da(s) cultura(s) humana(s) e das ciências produzidas até então, teve sua publicação dificultada e até proibida por conta da intolerância.
A intolerância religiosa também esteve presente na vida de cidadãos comuns e renomados. Voltaire, filósofo francês, teve que lutar, em vários momentos, para limpar o nome de pessoas que haviam morrido por serem julgadas à revelia por não defenderem a opinião religiosa vigente ou por algum descuido, como foi o caso de um homem preso, julgado e condenado por não ter tirado o chapéu durante uma procissão. Voltaire lutou, do mesmo modo, para livrar outras da morte ou para limpar seus nomes.
Immanuel Kant, filósofo alemão desse século e início do seguinte, defendeu a ideia de que seria preciso que os governantes dessem a devida liberdade de opinião para que seus súditos pudessem pensar por si mesmos e a expressar-se livremente, contribuindo assim para o progresso de seus respectivos reinos e da humanidade.
O pensamento e as obras iluministas, com seu ideário, espalhou-se por vários lugares do mundo, como a América do Norte, influenciando na luta pela Independência dos EUA, o Brasil, também movimentos de independência, dentre outros. E decisivamente contribuiu para a divulgação de novas ideias, novos conhecimentos e valores.
Para se poder entender o iluminismo e a filosofia nele presente é preciso voltar aos séculos XVI e XVII, particularmente, durante os quais ocorreram mudanças significativas na economia, na política e na cultura europeias, dentre as quais se destacaram: as grandes navegações e descobertas marítimas, o Renascimento artístico e cultural, o Renascimento científico, com uma série de descobertas fundamentais na astronomia, na matemática, na física e outras ciências. No século XVIII, também a Revolução Industrial. Com elas, uma nova percepção de mundo. A essas influências pode-se acrescentar o absolutismo. As filosofias racionalista e empirista também exerceram influência.
Ao valorizar a cultura, os novos conhecimentos que vinham se desenvolvendo a respeito do mundo, das ciências e das técnicas, o iluminismo opôs-se à ignorância, que impede a abertura da mente para a descoberta e a crítica, tornando as pessoas mais vulneráveis a ideias falsas, a falsas crenças, ao dogmatismo, ao fanatismo e à manipulação.
O dogmatismo - imposição de determinadas ideias e valores como se fossem dogmas inquestionáveis -, aliado ao fanatismo, era (e ainda hoje é) perigoso, por não admitir o contrário, o diferente, a contraposição. No século XVIII, em plena Europa, pessoas iam para a fogueira ou outro tipo de morte em razão de suas ideias e/ou de sua religião. Era a intolerância religiosa, como foi visto logo acima.
Intolerante é uma pessoa que não tolera, não admite, o diferente: pensar, agir, ser ou viver de modo diferente. A intolerância religiosa e qualquer outra são extremamente perigosas. No mundo atual, um exemplo, são pessoas atacadas e agredidas por suas ideias, seu modo de vida, sua cor, por seu modo de ser e\ou por suas escolhas. Os iluministas, já no século XVIII, combatiam firmemente a intolerância, filha do dogmatismo, da ignorância e da falta de respeito pelo diferente, pois, juntos, punham em xeque o progresso e o crescimento humanos fundados no bom direcionamento e bom uso da razão.
Para saber mais:

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

DAVID HUME (1711 - 1776)

David Hume, filósofo escocês do século XVIII, escreveu dois livros importantes e fundamentais do empirismo inglês: o Tratado da Natureza Humana e a Investigação sobre o entendimento humano. Neles Hume defende que o HÁBITO ou COSTUME, partindo da experiência sensível, da observação dos fenômenos, é o meio ou caminho básico através do qual se processa o conhecimento humano.
Hume parte de ideia de que a experiência é a fonte primária dos conhecimentos, porém ela, por si só, não basta. É preciso algo mais. O quê? Experiências repetidas de um mesmo fenômeno. De tanto ver ou perceber um fenômeno sempre ocorrendo da mesma maneira, a mente estabelece uma relação de causa e efeito e extrai daí uma conclusão geral a respeito do fenômeno. De acordo com a lógica, este é um raciocínio indutivo, isto é, que vai dos fenômenos particulares, neste caso repetidos, a uma conclusão geral, fruto do hábito.
De tão acostumados que estamos a ver o dia vir depois da noite, e vice-versa, somos levados pelo hábito a concluir que amanhã, ou melhor, a cada dia, ocorrerá da mesma maneira. De tanto ver o fogo destruindo objetos, concluímos que o fogo queima e destrói. Na ciência ocorre algo semelhante: de tanto observar fenômenos ocorrendo sempre do mesmo jeito, os cientistas formulam leis gerais que sirvam para todos os casos.
No entanto, o hábito não dá certeza absoluta de que os fenômenos ocorrerão sempre do mesmo jeito. É preciso algo mais. O quê? A crença. Ou seja: acreditar que do modo como foi antes e é agora assim será no futuro.
Como se pode ver, na construção do conhecimento juntam-se, pois, para Hume, a experiência, o hábito e a crença. A experiência sensível dá a percepção direta e momentânea do fenômeno. O hábito é fruto de experiências repetidas, em momentos diferentes, daquele fenômeno. A crença, ligada ao hábito, enfim, faz uma ponte entre o presente, o passado e o futuro, tornando possível a elaboração de uma lei gera acerca do fenômeno estudado. Tem-se aqui, como foi dito, uma indução: de várias experiências particulares repetidas tira-se uma conclusão geral, universal, a respeito dos fenômenos. A conjunção desses três fatores é de extrema importância para a elaboração dos conhecimentos humanos.
Referências:
Encarta Enciclopédia.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Baruch Spinoza (Benedito Espinosa) (séc. XVII) (Professor José Antônio Brazão.)

Benedito Espinosa, filósofo holandês, era de família judaica e poderia ter-se tornado um rabino. Grande intelectual, estudioso das tradições de seu povo e grande conhecedor da filosofia da antiguidade, do mundo medieval e de seu tempo. Dentre os filósofos cujo pensamento tiveram forte influência sobre o pensamento de Espinosa encontra-se René Descartes que, além de filósofo, foi ainda um excelente matemático. Espinosa conhecia também, sem dúvida os avanços que vinham ocorrendo na ciência da época em que viveu e seus significativos avanços.
Espinosa acabou sendo expulso do seio de sua comunidade judaica, em razão de ideias divergentes da tradição religiosa, como a que afirma a existência de uma substância única no universo. Porque essa ideia era divergente não é difícil de entender: deixa de haver uma dualidade de substâncias - espiritual e material, extensa e pensante, Deus e matéria. Deus passa a confundir-se com o universo, o que era inadimissível na tradição judaica e até mesmo na cristã e islâmica. Por exemplo: Deus aparece, no início da Torah judaica ou no início do Gênesis cristão (Gênesis capítulos 1, 2 e 3) como criador do universo e do mundo. Portanto, não se confunde com sua obra. Deus fez o mundo a partir do nada.
Ao ser expulso, Espinosa tornou-se polidor de lentes, ofício ao qual dedicou-se até o final da vida. Foi convidado para trabalhar em uma universidade, porém preferiu a liberdade de pensar que garantia-lhe aquele ofício simples. Contudo, essa dedicação tem também um significado subjacente: assim como as lentes polidas contribuem para ampliar a visão na percepção do universo, como no uso do telescópio, da natureza, com o uso da lupa, ou de seres microscópicos, com o uso do microscópio, da mesma forma é preciso que as pessoas ampliem sua visão da realidade e do mundo que as cerca. Tal ampliar da visão passa pela religião, a ciência, a política, o pensamento, a ética, geral.
No campo da ética, um dos livros mais divulgados de Espinosa é justamente sua ÉTICA DEMONSTRADA À MANEIRA DOS GEÔMETRAS. A ética lida com valores que atravessam, envolvem e dão sentido à vida humana. A ÉTICA de Espinosa é um grito ao valor da vida e ao seu grande significado, devendo ser permeada pela alegria. O nome do livro liga diretamente Ética e Matemática e sua apresentação através de axiomas e demonstrações tem influência do livro do matemático grego da antiguidade Euclides, cujo livro ELEMENTOS expõe a geometria plana e teoremas matemáticos diversos. A Matemática é uma ciência que busca a precisão e o rigor científico na resolução dos cálculos. A Ética, de modo similar, como se pode perceber ao ler o livro de Espinosa, precisa também ter o respeito e a precisão da ciência, ainda que envolva o sentido profundo da vida e dos valores que a devem fundamentar, não sendo, pois, fruto de cálculos puros.
Fica aqui um convite à leitura da ÉTICA de Espinosa, além de outras de suas obras.

Referências:

http://www.wikipedia.org/
http://www.google.com.br/ Ao escrever o nome de Espinosa e clicar em Pesquisa poder-se-á ver vários sites referentes a ele, além da Wikipedia.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

ENSINO DE FILOSOFIA - FICHÁRIO FILOSÓFICO (Professor José Antônio Brazão.)

O fichário filosófico é um conjunto de pequenas fichas, em folhas comuns A4 ou ofício, contendo breves e resumidas informações sobre filósofos, outros pensadores e correntes filosóficas e científicas.
Os fichários podem ser montados através de tabelas, no Microsoft Word ou programa equivalente no seu computador (por ex., um que use o sistema Linux, que tem um programa de elaboração de textos próprio). Cada tabela pode conter algumas colunas e linhas. Na primeira linha, em cada coluna, colocar uma informação a ser solicitada, resumida: Filósofo ou pensador (nome completo)/ Breves informações biográficas e/ou históricas/ Principais ideias/ Principal(is) obra(s)/ Etc.Etc., como o(a) professor(a) queira. Na primeira coluna, em cada célula, o nome de um filósofo ou intelectual de uma dada época ou período histórico e filosófico. As demais células, das outras colunas, deverão ficar em branco, justamente para que venham a ser preenchidas pelos estudantes.
O fichário tem grandes vantagens: demanda pesquisa, leituras complementares, elaboração de resumo bem pequeno de informações básicas, envolvendo, portanto, capacidade de síntese de estudantes e do(a) próprio(a) professor(a)! Além destas, a vantagem de que pode ser consultado, lido e relido, facilitando o aprendizado de ideias fundamentais de grandes filósofos. Com o passar do tempo, poderá, sem dúvida, ser enriquecido e atualizado. No caso de professores e professoras, cada fichário poderá ser arquivado, servindo-lhe de consulta e auxílio em aulas do mesmo ano e de outros anos, contanto que seja, como foi dito há pouco, enriquecido e atualizado, também quanto à bibliografia nele citada.
O fichário poderá ser feito à caneta (sugestão: de escrita fina, por causa do espaço) ou diretamente no computador.
É interessante e muito valioso que o(a) próprio(a) professor(a) exercite-se na elaboração de tais fichários, antecedendo a utilização destes como atividade para alunos e alunas. Pode até mostrar a estes e estas o modelo que fez, a fim de que tenham uma ideia de como fazer. É claro, tudo precisa ser feito com capricho e muito bem feito.
O fichário exercita também, sem dúvida, além da capacidade de síntese, o conhecimento da escrita, tão importante para a vida, e, além disto, pode ser feito de forma interdisciplinar com a Língua Portuguesa e/ou Espanhola e/ou Inglesa, com a História, as Ciências, etc.
O fichário é uma atividade exigente e que dá trabalho, demandando leitura, pesquisa, estudo e colocar a cabeça para funcionar na hora de sintetizar as informações estudadas. Para a pesquisa poderão ser utilizados livros, apostilas, enciclopédias e outros tipos de textos que, com certeza, a biblioteca de cada escola tem ou porventura possa ter parcial ou totalmente. Professor(a), se sua escola não tem uma biblioteca, fale com a direção e solicitem ao MEC, à Secretaria de Educação de seu município ou estado. De repente, a própria comunidade escolar e a vizinhança podem ajudar! Não custa pedir!
Além dos livros, revistas, etc., outra fonte de pesquisa excelente é a internet.

FICHÁRIOS FILOSÓFICOS (MODELOS POSSÍVEIS)

FICHÁRIO FILOSÓFICO 1 – FILOSOFIA ANTIGA.

COLÉGIO ESTADUAL DEPUTADO JOSÉ DE ASSIS

DISCIPLINA: FILOSOFIA.        PROFESSOR: JOSÉ ANTÔNIO.

PRIMEIRA SÉRIE DO ENSINO MÉDIO

Abaixo seguem alguns filósofos importantes do mundo antigo. Preencha os quadradinhos com as informações solicitadas:

FILÓSOFO/ CORRENTE FILOSÓFICA
BREVES INFORMAÇÕES BIOGRÁFICAS ou HISTÓRICAS
IDEIAS PRINCIPAIS
PRINCIPAL OBRA (no caso de filósofos específicos) ou PRINCIPAIS EXPOENTES (no caso de correntes filosóficas)
TALES DE MILETO
(século VI a.C.)
*Filósofo milesiano grego, observador da natureza e de seus fenômenos.
* Mileto fica na Ásia Menor, atual Turquia.
*Foi um dos filósofos pré-socráticos.
*Primeiro filósofo grego.
*A ÁGUA é o princípio (arqué, em grego) de todas as coisas. Certamente concluiu isto observando a quantidade de água do mar, dos rios, no corpo humano, nos seres vivos, etc.
*Tudo é um.
*Condensação/rarefação.
* De seus textos originais restam apenas alguns frag-mentos, na forma de ideias citadas ou comentadas por pen-sadores posteriores.
ANAXÍMENES DE MILETO
(século VI a.C.)
*Um dos filósofos pré-socráticos gregos
*Também observou,  investigou e analisou a natureza, sua regularidade e seus fenômenos.
*O ar é o princípio (a arqué) de todas as coisas existentes.
*Processos naturais de condensação e rarefação do ar: responsáveis pela formação dos seres.
* De seus textos originais restam apenas alguns frag-mentos, na forma de ideias citadas ou comentadas por pen-sadores posteriores.
ANAXIMANDRO DE MILETO
(século VI a.C.)
*Um dos filósofos pré-socráticos gregos
*Também observou,  investigou e analisou a natureza, sua regularidade e seus fenômenos.
*O Ápeiron (Ilimitado /Indeterminado) é a arqué.
*Usou bastão para medir o tempo (relógio solar). Tempo mensurável, calculável: não divino, não deus.
* De seus textos originais restam apenas alguns frag-mentos, na forma de ideias citadas ou comentadas por pen-sadores posteriores.
XENÓFANES DE CÓLOFON
(século VI a.C.)
*Um dos filósofos pré-socráticos gregos
*Observador e investigador da natureza.
*Cólofon: na Ásia Menor.
*A terra é a arqué.
* Os seres vivos surgiram do barro.
*Os deuses são invenção humana.
* De seus textos originais restam apenas alguns frag-mentos, na forma de ideias citadas ou comentadas por pen-sadores posteriores.
HERÁCLITO DE ÉFESO
(século VI a.C.)
* Um dos filósofos pré-socráticos gregos
*Observador e investigador da natureza.
*Éfeso: na Ásia Menor.
*O fogo é o princípio (a arqué) de todas as coisas.
*Tudo encontra-se em devir (vir a ser), transformação.
* De seus textos originais restam apenas alguns frag-mentos, na forma de ideias citadas ou comentadas por pen-sadores posteriores.
PARMÊNIDES DE ELEIA
(século VI a.C.)
* Um dos filósofos pré-socráticos gregos
*Observador e investigador da natureza.
*Eleia: na Magna Grécia (Sul da Itália).
*O SER é imutável e eterno.
*”O ser é; o não ser não é.”
*Poema que relata ida à habitação da deusa da Justiça e os dois caminhos: o do ser, que afirma que o ser é (eternidade), e o do não-ser, que afirma o não ser, o devir.
* De seus textos originais restam apenas alguns frag-mentos, na forma de ideias citadas ou comentadas por pen-sadores posteriores.
ZENÃO DE ELEIA
(SÉC. VI a.C.)
*Filósofo pré-socrático.
*Discípulo de Parmênides e defensor de suas ideias.
*O argumento da corrida do corredor veloz com a tartaruga. Subdivisão do espaço matematicamente. A ilusão do devir, do movimento.
*Argumento da flecha lançada. Sequência de estados parados. A ilusão do devir, do movimento.
* De seus textos originais restam apenas alguns frag-mentos, na forma de ideias citadas ou comentadas por pen-sadores posteriores.
PITÁGORAS DE SAMOS
(século VI a.C.)
* Um dos filósofos pré-socráticos gregos
*Observador e inves-tigador da natureza, do cosmos.
*Samos: ilha próxi-ma da Ásia Menor.
*Fundou uma escola filosófico-matemática.
*Os números são a arqué (princípio) de todas as coisas.
*Harmonia, música e números.
*Estudo das notas musicais.
*Cosmos(gr.): ordem, harmonia. Matemática, precisão.
*De suas ideias filosófico-matemáticas, sabe-se através de textos de discípulos seus, esparsos, citados e comentados por pensadores posteriores.
EMPÉDOCLES DE AGRIGENTO
(século V a.C.)
*Filósofo pré-socrático grego.
*Observador e investigador da natureza.
*Agrigento: na Magna Grécia (Sul da Itália).
*Quatro princípios  (raízes) (arqué, em gr. = princípio) de todas as coisas: terra, água, ar e fogo.
*Duas forças: o Amor (Eros) e o Ódio ou Discórdia (Neikos, em gr.).
* De seus textos originais restam apenas alguns frag-mentos, na forma de ideias citadas ou comentadas por pen-sadores posteriores.
ANAXÁGORAS DE CLAZÔMENA
(século V a.C.)
*Filósofo pré-socrático grego.
*Observador e investigador da natureza.
*Clazômenas: na Ásia Menor.
*O Sol é uma pedra enorme de fogo no céu, não sendo, portanto, um deus.
*Homeomerias: múltiplas partículas, minúsculas, formadoras de todos os seres
* De seus textos originais restam apenas alguns frag-mentos, na forma de ideias citadas ou comentadas por pen-sadores posteriores.
DEMÓCRITO DE ABDERA
(século V a.C.)
*Filósofo pré-socrático grego.
*Observador e investigador da natureza.
*Abdera: na Trácia.
*Viagens/risos.
*Os átomos, partículas minúsculas e indivisíveis, formam os seres e se unem por engates.
*”Uma vida sem festas é como um longo caminho sem hospedarias.”Demócrito
* De seus textos originais restam apenas alguns frag-mentos, na forma de ideias citadas ou comentadas por pen-sadores posteriores.
GÓRGIAS DE LEONTINI
(século V a.C.)
*Sofista.
*Professor de Retórica e Dialética.
*Cobrava pelo ensino.
*Relativismo de costumes e  leis.
*Ceticismo. A incompreen-sibilidade das coisas (as coisas não podem ser compreendidas).
*Convencimento e refutação de argumentos.
*Boa parte de seus escritos encontra-se na forma de fragmentos esparsos em obras de outros pensadores antigos ou comentados por estes.
PROTÁGORAS
(século V a.C.)
*Sofista.
*Professor de Retórica e Dialética.
*Cobrava pelo ensino.
*O homem é a medida de todas as coisas.
*Convencimento e refutação de argumentos.
*Boa parte de seus escritos encontra-se na forma de fragmentos esparsos em obras de outros pensadores antigos ou comentados por estes.
SÓCRATES
(século V a.C.)
*Filósofo ateniense.
*Gostava de ensinar nas praças e locais públicos da cidade de Atenas, fazendo muitos discípulos. Não cobrava.
*Foi julgado e condenado à morte.
*Ironia (perguntar si-mulando não saber, até levar o outro à contradição) e maiêutica(parto de ideias).
*Defesa de valores éticos e sociais, valores da pólis.
*Respeito às leis da pólis (cidade-estado).
*NÃO DEIXOU OBRA ESCRITA. Xenofonte e Platão, discípulos seus, o descrevem em várias obras.
PLATÃO
(aprox. 428 – 348 antes de Cristo)
*Platão (apelido): o de ombros largos. Nome: Arístocles.
*Membro da aristocracia de Atenas.
*Discípulo de Sócrates.
*Fundou Academia.
*Sofreu influência  do pensamento pitagórico.
*Diante do dilema do devir de Heráclito e da imobilidade e eternidade do ser, de Parmênides, propõe a existência de dois mundos: o mundo Inteligível (das Ideias, formas eternas, modelos perfeitos) e o mun-do sensível (material, em devir).
*A pólis ideal.
*A República.
*O Banquete.
*Apologia de Sócrates.
*Leis.
*Fédon.
*Críton.
ARISTÓTELES DE ESTAGIRA (384 – 322 a.C.)
*De Estagira, na Macedônia.
*Foi aluno de Platão, na Academia.
*Fundou o Liceu, outra escola filosófica em Atenas. Peripatéticos: estuda-vam passeando.
*Homem culto.
*Opõe-se ao idealismo do mestre.
*Movimento: passagem da potência (possibilidade de vir a ser) ao ato (realização da potência); tem 4 causas: material, formal, eficiente e final.
*Geocentrismo.
*O éter, substância cristalina e pura que preenche o espaço entre os astros, que também são feitos pela concentração dele. Portanto, sem defeito.
*Mundo sublunar e mundo supralunar.
*Os 4 elementos (raízes) de Empédocles (ar, água, terra e fogo) compõem o mundo sublunar (a Terra).
*Política.
*Metafísica.
*Órganon.
*Arte Retórica e Arte Poética.
*Ética a Nicômaco.
EPICURISMO
*Um dos movimentos filosóficos do período helenístico.
*Busca do prazer.
*Moderação e equilíbrio.
*Materialismo. Todas as coisas são compostas de partículas.
*Para Epicuro não se deve preocupar com os deuses.
*Epicuro (aprox.. 341 – 270 a.C.) à Carta a Heródoto; Carta a Meneceu.
*Lucrécio (aprox. 96 a 55 a.C.) à Sobre a natureza das coisas.
CINISMO
*Kinos (gr.) = cão.
*Outro movimento filosófico presen-te no período helenístico.
*Indiferença com relação às coisas do mundo.
*Autodomínio.
*Anticonvencionalismo: não aceitação das convenções sociais. Diógenes, p. ex., vivia em um barril.
*Regresso à natureza.
*Antístenes (aprox. 444 a 365 a. C.). “Forma de vida, surgida num momento de crise.” (Mora).
*Diógenes (aprox. 413 – 327 a.C.).
ESTOICISMO
*Presente no período helenístico.
*Espalhou-se, chegando ao período romano.
*Stoá (gr.) = Pórtico. Pórtico de Atenas, onde se reuniam.
*Ataraxia (imperturbabilidade da alma) à busca.
*Autocontrole.
*Controle das paixões.
*Zenão de Cítio (aprox. 335 a 264 a.C.
*Epicteto (50 a 198).
*Sêneca (4 – 65 d.C).
* Marco Aurélio (imperador romano) (121 a 180 d.C.).
 CETICISMO
*Presente no período helenístico.
*Reapareceu no mundo moderno, com filósofos como Montaigne e Hume.
*Cético: “O que olha cuidadosamente, o que examina atentamente.” (Mora, 1991).
*Dúvida.
*Discute a questão dos fundamentos e da possibilidade do conhecimento humano.
*Pirro de Élis (aprox. 360 a 270 a.C.).
*Sexto Empírico (séc. I/II d.C.).
*Enesidemo (séc. I a.C.).
NEOPLATONISMO
*Presente no período helenístico.
*Retoma o pensamento platônico.
*Influenciou a filosofia cristã.
*Uno: “Hispóstase originária, a primeira e superior realidade, o que possui em si o seu haver” (Mora).
*Alma ßàEternidade.
*Hipóstase:ser(o que existe).
*Amônio Saccas (século III d.C.).
*Plotino (205 a 270 d.C.).

  
FICHÁRIO FILOSÓFICO 2  - FILOSOFIA MEDIEVAL E MODERNA.

COLÉGIO ESTADUAL DEPUTADO JOSÉ DE ASSIS

DISCIPLINA: FILOSOFIA.     PROFESSOR: JOSÉ ANTÔNIO.

SEGUNDOS ANOS DO ENSINO MÉDIO.

Abaixo seguem alguns pensadores, artistas e filósofos importantes da época moderna. Preencha os quadradinhos com as informações solicitadas:

FILÓSOFO OU PENSADOR/ CORRENTE FILOSÓFICA, CIENTÍFICA.
BREVES INFORMAÇÕES BIOGRÁFICAS
IDEIAS, OU DESCOBERTAS PRINCIPAIS
PRINCIPAIS OBRAS e/ou PRODUÇÕES e/ou EXPOENTES
CRISTIANISMO
(SÉCULO I d.C. e SEGUINTES)
*Nasceu na Palestina (em Israel), entre judeus.
*Jesus de Nazaré, seus apóstolos e discípulos.
*Domínio do Império Romano (I.R.).
*Primeiras comunidades cristãs.
*Confrontos com a filosofia grega e helenística.
*Queda do I.R.(séculos IV/V): a Igreja, já institucio-nalizada, estruturada, ficou de pé, tornando-se, com o tempo, um poder religioso, intelectual e político, ao longo de toda a Idade Média  e até depois.
*Amor – caridade: valor maior.
*O Reino de Deus, um reino de paz e amor, eterno.
*Prática de valores religiosos, morais, éticos.
*Unidade no amor.
*Patrística: momento de confrontação dos cristãos com a filosofia greco-helenística, nos primeiros séculos cristãos.
*Os ensinamentos de Jesus, de seus apóstolos e seguidores: condensado em textos que vieram a formar o NOVO TESTAMENTO.
*Paulo (século I d.C.): contato com filósofos gregos no Areópago de Atenas, citado no livro bíblico dos Atos dos Apóstolos.
AURÉLIO AGOSTINHO (354 – 430 D.C.)
*Africano.
*Foi professor de Retórica.
*Converteu-se ao cristianismo e o defendeu.
*Tornou-se bispo de Hipona, no Norte da África.
*Conheceu o ceticismo, o maniqueísmo, o neoplatonismo e o cristianismo.
*Unindo o pensamento platônico ao cristão, fala da iluminação divina e do Mestre interior.
*Defesa do Cristianismo.
*Confissões.
*A Cidade de Deus.
*O Mestre (De Magistro).
TOMÁS DE AQUINO (aprox. 1225 – 1274)
*Filho de família nobre e rica.
*Posto, ainda pequeno, no mosteiro beneditino de Montecassino.
*Tornou-se, depois, padre dominicano e professor universi-tário.
*Fortemente influenciado pelo pen-samento aristotélico. *Combateu heresias.
*Aliou o pensamento aristotélico à fé católica. /*Apologeta.
*Apresenta, na Suma Teológica, 5 provas da existência de Deus.
*Suma Teológica.
*Questões sobre a verdade.
*O Mestre (De Magistro).
DANTE ALIGHIERI (1265 – 1321)
*Escritor, “teórico literário, filósofo e pensa-dor político itali-ano” (Enciclopé-dia Folha).
*Descreveu o Inferno, o Purgatório e o Céu em sua Divina Comédia, retratando o pós-morte de ricos, pobres, famosos e pessoas comuns, políticos, sacerdotes e outros.
*Satírico.
* A Divina Comédia.
*O Banquete.
GUILHERME DE OCCAM
(SÉC. XIV)
*Filósofo inglês.
*Teólogo.
*Padre franciscano.
*Estudou e trabalhou em Oxford.
*Uso da lógica na argumentação.
*Diferença entre coisas: numérica (mesma espécie); específica (espécies diferentes).
*Fala da necessidade de separação entre poder civil (imperial) e poder eclesiástico, podendo haver auxílio mútuo quando preciso.
*Tratado sobre os Princípios da Teolo-gia.
*Comentários sobre a Bíblia, textos teológi-cos e filosóficos de pensadores que, em boa parte, o antece-deram ou antigos.
LEONARDO DA VINCI
(1452 – 1519)
*Italiano.
*Pintor. *Escultor.
*Engenheiro.
*Cientista.
*Fez pinturas detalha-das de  pessoas e da natureza. Fez muitos desenhos da natureza, de máquinas, de anatomia, dentre outros. Retratou também a mitologia greco-romana em suas obras.
*Gioconda (Monalisa).
*Madona das Rochas.
*A Última Ceia.
*Desenhos.
*Projetos de máquinas e de engenharia.
ERASMO DE ROTERDÃ (1467 – 1536)
*Filósofo holandês.
*Humanista.
*Usou da sátira para criticar instituições e mazelas (males) sociais de seu tempo.
*Humanista.
*Elogio da Loucura.
SANDRO BOTTICELLI
(1445 – 1510)
*Pintor/artista italiano renascentista.
*Temas religiosos.
*Temas humanos.
*Temas mitológicos.
*Classicismo greco-romano.
*O Nascimento de Vênus.
*Primavera.
MICHELANGELO BUONARROTI (1475 – 1564)
*Pintor e escultor italiano.
*Fez trabalhos, inclusive, para o papa.
*Exímio artista.
*Sua época foi de grandes mudan-ças. Houve forte influência do naturalismo, do classicismo e do neoplatonismo na arte.
*Davi.
*Pietà.
*Moisés.
*Pinturas no teto da Capela Sistina, do Vaticano.
THOMAS HOBBES (1588 – 1679)
*Filósofo político inglês.
*No estado natural, os homens são maus e vivem em conflitos.
*Soberano: escolhido para governar e impor a lei, garantir a vida e a propriedade. Poder absoluto e incontestável.
*Leviatã.
*Do Cidadão.
WILLIAM SHAKESPEARE (1564 – 1616)
*Escritor inglês.
*Teatrólogo.
*Escreveu, para o teatro, várias tragédias e comédias.
*Escreveu em língua língua inglesa, tendo desta um alto domínio.
*O amor platôni-co, ideal, aparece em obras suas.
*Romeu e Julieta.
*Hamlet.
*Rei Lear.
*Otelo.
*Sonetos.
FRANCIS BACON (1561 – 1626)
*Inglês, estudou em Cambridge.
*Foi advogado, chanceler e barão.
*Acusado de corrupção, preso e liberto.
*Empirista.
*Critica os ídolos, isto é, os valores e as ideias antiquadas, que atrapalham o desenvolvimento da ciência.
*Do Avanço da Ciência Divina e Humana.
*Novum Organum.
*A Nova Atlântida.
*Ensaios sobre Moral e Política.
LUIS VAZ DE CAMÕES (aprox. 1524 – 1580)
*Escritor português.
*Viajou pelas Índias.
*Morreu pobre.
*Descreveu a viagem de Vasco da Gama, o grande navegador português, em poesia.
*Fortemente influen-ciado pelo classicis-mo, com destaque para a mitologia greco-romana, e também pelo neoplatonismo (amor idealizado, forma-modelo).
*Os Lusíadas.
*Sonetos.
NICOLAU COPÉRNICO  (1473 – 1543)
*Matemático e astrônomo polonês.
*Padre.
*Em suas pesquisas dispôs apenas de: observações a olhos nus, conhecimento matemático e de teóricos do passado, curiosidade e coragem, anotações precisas.
*Fez muitas observa-ções do céu e muitos cálculos, pondo em dúvida o geocentris-mo (Terra no centro do universo).
*Propôs o heliocen-trismo (Sol no centro do universo).
*Movimentos da Terra: translação, ao redor do Sol (ano), e rotação, ao redor de si mesma (dia).
*Sobre a Revolução da Órbitas Celestes [ou A Revolução dos Orbes Celestes].
GALILEU GALILEI
(1564 – 1642)
*Matemático, astrônomo e cientista italiano.
*Foi professor.
*Católico.
*Velho, foi julgado pela Inquisição Católica e condenado à prisão domiciliar por causa de suas ideias: crítica às teorias aristotélicas, oposi-ção ao geocentrismo e defesa das ideias de Copérnico (heliocentrismo).
*Opôs-se às teorias físicas de Aristóteles (ex.: lugares naturais, geocentrismo).
*Estudou o movimento pendular e a queda livre.
*Aperfeiçoou o telescópio, usando-o para estudar os céus.
*Defendeu o heliocentrismo.
*O universo: escrito em linguagem mate-mática, sem cujo conhecimento não é possível entendê-lo.
*O Ensaiador.
*Diálogo sobre os Dois Sistemas do Mundo.
*Sidereus Nuncius.
OBS.: Com o telescópio, Galileu descobriu manchas no Sol, crateras (buracos enormes) na Lua, vales, montanhas e sobras também, luas em Júpiter e mais estrelas na Via Láctea, dentre outras.
JOHANNES KEPLER
(1571 – 1630)
*Alemão.
*Astrônomo, matemático e astrólogo.
*Protestante.
*Trabalhou com o astrônomo e matemático dinamarquês Tycho Brahe (1546 – 1601).
*Descobriu as órbitas elípticas dos planetas ao redor do Sol.
*Elaborou as leis do movimento dos planetas.
*Buscou a compreensão da ordem matemática do universo.
*A Harmonia dos Mundos.
ISAAC NEWTON
(1642 – 1727)
*Cientista inglês.
*Matemático.
*Alquimista.
*Professor universitário.
*Diretor da Casa da Moeda da Inglaterra.
*Descoberta da força e da lei da gravidade.
*Inventor, junto com Leibniz (alemão), do cálculo infinitesimal.
*Estudos sobre a luz.
*Binômio de Newton.
*Princípios Matemáticos da Filosofia Natural.
*Ótica.
NICOLAU MAQUIAVEL
(1469 – 1527)
*Filósofo político italiano.
*Fez viagens a serviço de governantes.
*Dedicava, diariamente, um tempo aos seus estudos.
*Diplomata e escritor.
*O governante deve antes ser temido que amado.
*O governante deve usar de todos os meios possíveis para conquistar e manter o poder. Também com exército forte, bem treinado e usando boas estratégias.
*O Príncipe.
*A Arte da Guerra.
RENÉ DESCARTES
(1596 – 1650)
*Filósofo francês.
*Serviu o exército e fez várias viagens.
*Investigou o conhecimento humano e fez estu-dos sobre a natureza (ex.: arco-íris).
*Foi para a Suécia, a pedido da rainha, e ali veio a falecer tempos depois.
*Racionalista: a razão é a base dos conheci-mentos verdadeiros.
*Uso da DÚVIDA METÓDICA (método é palavra grega: caminho) hiperbólica (exagerada) na pesquisa sobre o conhecimento.
*Descoberta do COGITO (“Cogito ergo sum” = Penso, logo existo).
*Há ideias inatas. Ex.: Eu (Cogito), Deus.
*Discurso do Método.
*Meditações.
*Cartas, trocadas com vários intelectuais de seu tempo.
JOHN LOCKE
(1632 – 1704)
*Filósofo inglês.
*Médico.
*Conheceu Newton e outros intelectuais de seu tempo.
*Empirista: a experiência (empiria) sensível é a base do conhecimento.
*Não existem ideias inatas.
*Ideias: simples e complexas.
*Ensaio sobre o Entendimento Humano.
*Cartas sobre a Tolerância.
*Ensaio sobre o Governo Civil.
DAVID HUME
(1711 – 1776)
*Filósofo escocês.
*Secretário da embaixada inglesa na França.
*Morou também em Edimburgo.
*Empirista.
*Criticou duramente a metafísica. Só é válido o que pode ser compreendido e provado mediante a experiência.
*O conhecimento advém da experiência sensível e do HÁBITO. Fenômenos vistos repetidamente, da mesma forma: regularidade, da qual se tiram conclusões.
*Tratado sobre a Natureza Humana.
*Investigação sobre o Entendimento Humano.
JEAN-JACQUES ROUSSEAU (1712 – 1778)
*Filósofo suíço.
*Viveu parte de sua vida na França.
*Entrou em contato com diversos intelectuais iluministas.
*Iluminista.
*No estado natural, os homens: bons. Em sociedade: maus.
*O 1º contrato: imposto pelos mais fortes.
*Novo contrato soci-al: pacto social e von-tade geral (vontade da maioria).
*No Emílio: educação natural e respeito ao desenvolvimento da criança.
*O Contrato Social.
*Confissões.
*Emílio ou Da Educação.
VOLTAIRE (SÉCULO XVIII)
*Filósofo e escritor iluminista francês.
*Conheceu reis e rainhas, tendo convivido também com muitos intelec-tuais, na França, na Inglaterra e outros lugares.
*Influenciado pela ciência newtoniana e pela Revolução Industrial.
*Iluminista.
*Empirista.
*Defendeu a tolerância religiosa, política, intelectual.
*Satírico.
*Cândido.
*Princesa da Babilônia.
*Zadig.
*Cartas Filosóficas.


MATERIAL CONSULTADO (LIVROS E SITES UTILIZADOS):

ARANHA, Maria L. de A. e MARTINS, Maria H.P. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo, Moderna, 2012. (Edição dentro da Nova Ortografia.) ENCICLOPÉDIA FOLHA, volumes 1 e 2.

GAARDER, Jostein.  O Mundo de Sofia. São Paulo, Cia. Das Letras, 1996.

MAGEE, Bryan. História da Filosofia. 2.ed. São Paulo, Loyola, 2000.

MORA, José Ferrater. Dicionário de Filosofia. Lisboa, Dom Quixote, 1991.


LOCAIS DE PESQUISA:

A)    BIBLIOTECA DA ESCOLA.

B)     LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA DA ESCOLA.

C)    LIVRE.
FICHÁRIO FILOSÓFICO 3 – FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA.

COLÉGIO ESTADUAL DEPUTADO JOSÉ DE ASSIS

DISCIPLINA: FILOSOFIA.  PROFESSOR: JOSÉ ANTÔNIO.

TERCEIROS ANOS DO ENSINO MÉDIO.

Abaixo seguem alguns filósofos importantes da época contemporânea. Preencha os quadradinhos com as informações solicitadas:

FILÓSOFO OU CORRENTE FILOSÓFICA OU CIENTÍFICA
BREVES INFORMAÇÕES BIOGRÁFICAS
/ HISTÓRICAS
IDEIAS PRINCIPAIS
PRINCIPAL OBRA (no caso de filósofos específicos) ou PRINCIPAIS EXPOENTES (no caso de correntes filosóficas)
EVOLUCIONISMO
(Séculos XVIII, XIX, XX e XXI)
*Revolução Industrial: em curso.
*Pesquisas e investigações sobre os seres vivos.
*Evolução dos seres vivos: modificações e melhorias.
*Adaptação dos seres vivos aos desafios do meio ambiente. Mutações.
*Os seres vivos evoluíram e evoluem, há bilhões de anos.
*O DNA comanda a evolução, mas as condições externas influenciam forte-mente no processo evolucionário.
*Pequenas mutações nos seres vivos provocam a evolução.
*Chevalier Lamarck (1744 – 1829).
*Charles Robert Darwin.
*Alfred Russel Wallace.
CHARLES DARWIN
(1809 – 1882)
*Naturalista inglês.
*Grande observador, pesquisador.
*Viajou no Beagle, navio que passou em vários lugares do mundo, até no Brasil. Coletou muitas informações e materiais.
*Estudou fósseis.
*Todos os seres vivos evoluíram (se desenvolveram) a partir de formas vivas menos complexas.
*Seleção natural: os seres vivos mais fortes e melhor adaptados são os que sobrevivem e passam adiante suas características.
*A Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural.
*A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais.
ALFRED RUSSEL WALLACE
(SÉCULO XIX)
*Outro naturalista inglês.
*Também fez viagens e fez observações atentas dos seres vivos e de fósseis, concluindo também pela evolução das espécies.
*Os seres vivos evoluíram a partir de formas vivas menos complexas.
*Também concluiu pela evolução das espécies e comunicou, por carta, a Charles Darwin.
*A carta-resumo enviada a Darwin determinou a publicação de A Origem das Espécies e um debate entre os dois naturalistas diante de outros cientistas de seu tempo.
MARXISMO
(SÉC. XIX – XXI)
*Revol. Industrial.
*Neocolonialismo.
*Intensa exploração capitalista/reações.
 *Socialismo.
*Crítica à exploração capitalista.
*Materialismo histórico-dialético.
*Socialismo.
*Karl Marx.
*Trotski / *Lênin.
*Joseph Stalin.
*Rosa Luxemburgo.
*Antônio Gramsci/outros.
KARL MARX
(1818 – 1883)
*Economista, historiador e filósofo alemão.
*Sofreu influência de: Hegel, da Economia Política Inglesa, dos Socia-listas Utópicos e de outros estudos.
*Investigou detalha-damente a história e o capitalismo, pro-curando entendê-los.
*Envolveu-se na luta dos trabalhadores de seu tempo.
*Conheceu Friedrich Engels, que se tornou seu amigo e colaborador.
 *Conheceu as ideias de Charles Darwin.
*Descobriu a existência da mais valia (trabalho extra não pago), como uma das formas de exploração capitalista.
*Desenvolveu o materialismo histórico-dialético.
*Socialismo científico.
*Modos de produção e lutas de classes.
*Deu uma conotação materialista à dialética hegeliana.
*Foi perseguido várias vezes.
*Dialética: contradição, superação; presente na história humana, material, conflituosa.
*Luta de classes: o motor da história.
*O Capital.
*Manifesto do Partido Comunista.
*A Ideologia Alemã.
FRIEDRICH ENGELS
(1820 – 1895)
*Pensador alemão.
*Amigo e colabora-dor intelectual e financeiro de Karl Marx.
*Também envolveu-se nas lutas dos trabalhadores de seu tempo.
*Grande estudioso e pesquisador da história, da filosofia e da economia.
*Socialista.
*Crítica científica do capitalismo.
*O capitalismo tem seus fundamentos na exploração dos trabalhadores (operários, camponeses e outros).
*Visão materialista e dialética da história.
*As Origens da Família, da Propriedade Privada e do Estado.
*Colaborou na elaboração do Manifesto do Partido Comunista.
*Coletou e publicou textos de O Capital, de Marx, após a morte deste.
POSITIVISMO
(SÉC. XIX – XX)
*Século XIX: Revo-lução Industrial.
*Grande desenvolvimento das ciências e das técnicas.
*Diversas e grandes descobertas nos campos da ciência, das técnicas e da tecnologia.
*Neocolonialismo.
*Comte afirma ORDEM E PROGRESSO.
*Positivo: o que pode ser medido, calculado, pesado, provado, demonstrado.
*Filosofia que defende a comprovação da verdade através da verificação científica.
*Auguste (Augusto) Comte.
*No Brasil: intelectuais do século XIX e membros do exército brasileiro. Obs.: Na bandeira republicana brasileira, inclusive, aparecerá claramente o lema positivista ORDEM E PROGRESSO.
AUGUSTO COMTE
(1798 – 1857)
*Filósofo e intelectual francês.
*Estudou na Escola Politécnica.
*O tempo em que viveu foi de grandes descobertas e invenções, com uma revolução industrial avançada.
*Fundador do Positivismo.
*O real é o que pode ser provado pelas ciências e técnicas.
*Lema ORDEM E PROGRESSO.
*Estados da história: teológico, metafísico e positivo.
*Fundou a religião positivista.
*Catecismo Positivista.
*Curso de Filosofia Positivista.
*Sistema de Política Positiva.
SÖREN AABYE KIERKEGAARD
(1813 – 1855)
*Filósofo dinamarquês.
*Em Berlim, estudou com Schelling.
*Existencialista.
*Crítica ao otimismo racionalista de Hegel.
*Primado da existência.
*Ser: subjetividade e liberdade.
*A existência implica também em decisões, afirmação, angústia.
*Ou, ou – Um Fragmento de Vida.
WILLIAM JAMES
(1842 - 1910)
*Filósofo estadunidense.
*Estudos em Medici-na e Psicologia.
*Professor universitário.
*Um dos fundadores do pragmatismo.
*”Tudo o que é real deve ser experimentá-vel em algum lugar; e todo tipo de coisa experimentada deve ser real em algum lugar” (Magee, 2000: p. 186).
*O Pragmatismo.
*O Significado da Verdade.
*Problemas da Filosofia.
GEORGE WILHELM FRIEDRICH HEGEL
(1770 – 1831)
*Filósofo alemão.
*Doutor em Filosofia.
*Diretor de escola.
*Professor universitário.
*Idealismo dialético.
*O real é racional e o racional é real.
*História: dirigida pelo movimento do Espírito (cultura/ideia).
*Dialética: tese à antítese à síntese.
*Fenomenologia do Espírito.
*Filosofia do Direito.
*A Ciência da Lógica.
FRIEDRICH NIETZSCHE (SÉCULO XIX)
*Filósofo alemão.
*Jovem, tornou-se um erudito.
*Aliou filosofia e filologia.
*Professor, ainda jovem, universitário.
*Fez viagens para cuidar da saúde e passou por lugares na Itália e outros que trouxeram-lhe inspirações para sua filosofia.
*Ateu.
*Estudos dos gregos antigos e de sua arte. Nesta: os princípios apolíneo (princípio da ordem, sobriedade e  harmonia) e dionisíaco (princípio da desordem e da não sobriedade).
*Críticas ao platonismo e ao cristianismo.
*Além-do-Homem (super-homem), eterno retorno do mesmo.
*Humano, Demasiadamente Humano.
*Assim Falou Zaratustra.
*Aurora.
*Crepúsculo dos Ídolos.
*O Nascimento da Tragédia.
*Anticristo.
BERTRAND RUSSELL
(1872 – 1970)
*Filósofo britânico.
*Estudou no Trinity College de Cambridge.
Professor universitário.
*Palestras e orientações a pesquisadores.
*Atomismo lógico: “o mundo: multiplicidade infinita de elementos separados, átomos lógicos, que são o que fica como resíduo da análise lógica” (Mora, 1991: p. 42).
*Matemática e lógica.
*O Conhecimento Humano.
*Os Princípios da Matemática.
*Análise do Espírito.
JOHN DEWEY
*Filósofo estadunidense.
*Influenciado pelo pensamento empiris-ta e pragmatista.
*Professor universitário. Fez várias pesquisas em educação.
*A experiência e a prática são critérios da verdade.
*Empirismo.
*A educação deve aliar experiência, prática e teoria. Que seja adaptada aos novos tempos.
*Democracia e Educação.
*Como Pensamos.
*Lógica.
*A Procura da Certeza.
ESCOLA DE FRANKFURT
(SÉCULO XX)
*Grupo de intelectuais alemães (filósofos, sociólogos, economistas, etc.) que se reuniam para discutir e estudar temas diversos e atuais de seu tempo.
*Estudo crítico do totalitarismo, do fascismo e do nazismo.
*Estudo crítico da indústria cultural capitalista.
*Estudos sobre o capitalismo.
*Theodor Adorno.
*Max Horkheimer.
*Jurgen Habermas.
Walter Benjamin e outros.
LUDWIG WITTGENSTEIN
(1889 – 1951)
*Filósofo austríaco.
*Foi aluno de Bertrand Russell, na Inglaterra.
*Professor universitário.
*Fez pesquisas sobre a linguagem.
*”O significado de uma palavra é seu uso na linguagem.” (Apud Magee,  2000: p. 205).
*A linguagem: ferramenta àtarefas diferentes. Significados: coisas que podem ser feitas com a linguagem.
*Tractatus Logico-Philosophicus (Tratado Lógico-Filosófico).
*Investigações Filosóficas.
*Conferências.
JEAN-PAUL SARTRE
(1905 – 1980)
*Filósofo francês.
*Doutor em filosofia.
*Estudou também na Alemanha.
*Foi esposo de Simone de Beauvoir, também filósofa.
*Existencialismo ateu.
*O homem é aquilo que ele se faz.
*A existência precede a essência.
*O homem é responsável por tudo o que faz e tudo que faz implica outros seres humanos.
*O Ser e o Nada.
*O Existencialismo é um Humanismo.
*A Imaginação.
MICHEL FOUCAULT
(SÉCULO XX)
*Filósofo francês.
*Professor universitário.
*Aliou, em seus estudos, a Filosofia, a Psicologia e a História.
*Os micropoderes: o poder disseminado na sociedade.
*O sistema de vigilância: aliado ao registro e à docilização dos corpos.
*Vigiar e Punir.
*Microfísica do Poder (apanhado de textos).
*As Palavras e as Coisas.
*História da Loucura.
*História da Sexualidade.
PAULO FREIRE
(SÉCULO XX)
*Filósofo e educador brasileiro.
*Perseguido e exilado pela Ditadura Militar.
*Lecionou em universidades de São Paulo.
*Desenvolveu um método crítico, problematizador, de alfabetização.
*Oposição: educação bancária/educação libertadora.
*Conscientização.
*Pedagogia do Oprimido.
*A Educação como Prática da Liberdade.

MATERIAL CONSULTADO (LIVROS E SITES UTILIZADOS):

ARANHA, Maria L. de A. e MARTINS, Maria H.P. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo, Moderna, 2012. (Edição dentro da Nova Ortografia.) ENCICLOPÉDIA FOLHA, volumes 1 e 2.

GAARDER, Jostein.  O Mundo de Sofia. São Paulo, Cia. Das Letras, 1996.

MAGEE, Bryan. História da Filosofia. 2.ed. São Paulo, Loyola, 2000.

MORA, José Ferrater. Dicionário de Filosofia. Lisboa, Dom Quixote, 1991.


LOCAIS DE PESQUISA:

D)    BIBLIOTECA DA ESCOLA.

E)     LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA DA ESCOLA.

F)     LIVRE.

Os modelos de fichários acima estão na posição vertical, porém podem ser colocados na posição horizontal. No Microsoft Word, vá a Arquivo à Configurar Página à escolha: Paisagem à OK. O número de colunas dependerá do número de informações que poderão ser solicitadas. Cabe a cada professor e professora verificar aquelas informações que mais achar de valor para o tipo de fichário que quer, podendo retirar alguma(s) e/ou colocar outra(s).
Os fichários poderão ser impressos e reproduzidos em cópias.
Outro modo também de reproduzir os fichários, não exige cópias em folhas, é através de e-mail. Neste caso, cada aluno e aluna deverá enviar, dentro de um determinado prazo, o fichário completado, via e-mail. A vantagem do e-mail é que não gasta papel, nem dinheiro para reproduzi-lo. Neste caso, cada aluno(a) poderá arquivar seu trabalho (fichário) em uma pasta de computador ou meio de gravação (ex.: pendrive, MP3, etc.), podendo consultá-lo quando quiser. E o(a) professor(a) poderá também fazer arquivamento semelhante, tanto do próprio fichário quanto o fichário de cada estudante que lhe enviar via e-mail. É claro, para aqueles alunos e alunas que não quiserem mandar via e-mail, proceda à entrega escrita. O fichário pode ser avaliado, tendo em vista que é um trabalho. É um exercício e recurso riquíssimo de aprendizado de filosofia e pode ser aplicado em outras matérias, adaptando-se para cada uma delas (no caso da Língua Portuguesa: em vez dos filósofos, os escritores e as escritoras). Com os fichários, apresentar textos escritos pelos filósofos.
Os modelos de fichários acima estão na posição vertical, porém podem ser colocados na posição horizontal. No Microsoft Word, vá a Arquivo, Configurar Página e escolha: Paisagem, OK. O número de colunas dependerá do número de informações que poderão ser solicitadas. Cabe a cada professor e professora verificar aquelas informações que mais achar de valor para o tipo de fichário que quer, podendo retirar alguma(s) e/ou colocar outra(s).
Outro modo também de reproduzir os fichários, que não exige cópias em folhas, é através de e-mail. Neste caso, cada aluno e aluna deverá enviar, dentro de um determinado prazo, o fichário completado, via e-mail. A vantagem do e-mail é que não gasta papel, nem dinheiro para reproduzi-lo. Neste caso, cada aluno(a) poderá arquivar seu trabalho (fichário) em uma pasta de computador ou meio de gravação (ex.: pendrive, MP3, etc.), podendo consultá-lo quando quiser. E o(a) professor(a) poderá também fazer arquivamento semelhante, tanto do próprio fichário quanto o fichário de cada estudante que lhe enviar via e-mail. É claro, para aqueles alunos e alunas que não quiserem mandar via e-mail, proceda à entrega escrita.
O fichário pode ser avaliado, tendo em vista que é um trabalho. É um exercício e recurso riquíssimo de aprendizado de filosofia e pode ser aplicado em outras matérias, adaptando-se para cada uma delas (no caso da Língua Portuguesa: em vez dos filósofos, os escritores e as escritoras).