segunda-feira, 3 de agosto de 2015

JOGO DA VELHA FILOSÓFICO MÚLTIPLO (Prof. José Antônio Brazão.)

O jogo da velha é rápido e fácil. Que tal complicar um pouquinho, mantendo as mesmas regras básicas e acrescentando outras simples e boas!
JOGO DA VELHA FILOSÓFICO MÚLTIPLO (Prof. José Antônio Brazão.)
JOGO DA VELHA FILOSÓFICO MÚLTIPLO (Prof. José Antônio Brazão.)
Não rabisque esta folha. Use apenas os quadrinhos com palavras ou imagens.
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TABELA DE PONTUAÇÃO DE CADA DUPLA (№ de pontos de cada um[a].) Fora da pág. do jogo.
Estudante 1
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estudante 2
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela para acompanhamento de pontos enquanto a dupla joga (1 trio = 1 ponto).
JOGO DA VELHA FILOSÓFICO MÚLTIPLO: LÓGICA FORMAL. (Prof. José Antônio Brazão.) Recortar.
RAZÃO
 
LÓGICA
SOFISMA
RACIOCÍNIO
VERDADE
FALSIDADE
PREMISSA
MAIOR
PREMISSA MENOR
CONCLUSÃO
PARTICULAR
SILOGISMO
DEDUÇÃO
INDUÇÃO
PREMISSAS
PARTICULARES ENUMERADAS (SEGUIDAS)
CONCLUSÃO UNIVERSAL
JUÍZO
ARGUMENTO
ANALOGIA
SUJEITO
PREDICADO
 
TERMO
PROPOSIÇÃO
PROPOSIÇÃO UNIVERSAL AFIRMATIVA
(A)
PROPOSIÇÃO UNIVERSAL NEGATIVA
(E)
PROPOSIÇÃO PARTICULAR AFIRMATIVA
(I)
PROPOSIÇÃO PARTICULAR NEGATIVA
(O)
PROPOSIÇÕES CONTRÁRIAS
A-E
PROPOSIÇÕES SUBCONTRÁRIAS
I-O
PROPOSIÇÕES SUBALTERNAS
A-I
PROPOSIÇÕES SUBALTERNAS
E-O
PROPOSIÇÕES CONTRADITÓRIAS
A-O e EI
RAZÃO
 
LÓGICA
SOFISMA
RACIOCÍNIO
VERDADE
FALSIDADE
PREMISSA
MAIOR
PREMISSA MENOR
CONCLUSÃO
PARTICULAR
SILOGISMO
DEDUÇÃO
INDUÇÃO
PREMISSAS
PARTICULARES ENUMERADAS (SEGUIDAS)
CONCLUSÃO UNIVERSAL
JUÍZO
ARGUMENTO
ANALOGIA
SUJEITO
PREDICADO
 
TERMO
PROPOSIÇÃO
PROPOSIÇÃO UNIVERSAL AFIRMATIVA
(A)
PROPOSIÇÃO UNIVERSAL NEGATIVA
(E)
PROPOSIÇÃO PARTICULAR AFIRMATIVA
(I)
PROPOSIÇÃO PARTICULAR NEGATIVA
(O)
PROPOSIÇÕES CONTRÁRIAS
A-E
PROPOSIÇÕES SUBCONTRÁRIAS
I-O
PROPOSIÇÕES SUBALTERNAS
A-I
PROPOSIÇÕES SUBALTERNAS
E-O
PROPOSIÇÕES CONTRADITÓRIAS
A-O e EI
RAZÃO
 
LÓGICA
SOFISMA
RACIOCÍNIO
VERDADE
FALSIDADE
PREMISSA
MAIOR
PREMISSA MENOR
CONCLUSÃO
PARTICULAR
SILOGISMO
DEDUÇÃO
INDUÇÃO
PREMISSAS
PARTICULARES ENUMERADAS (SEGUIDAS)
CONCLUSÃO UNIVERSAL
JUÍZO
ARGUMENTO
ANALOGIA
SUJEITO
PREDICADO
 
TERMO
PROPOSIÇÃO
PROPOSIÇÃO UNIVERSAL AFIRMATIVA
(A)
PROPOSIÇÃO UNIVERSAL NEGATIVA
(E)
PROPOSIÇÃO PARTICULAR AFIRMATIVA
(I)
PROPOSIÇÃO PARTICULAR NEGATIVA
(O)
PROPOSIÇÕES CONTRÁRIAS
A-E
PROPOSIÇÕES SUBCONTRÁRIAS
I-O
PROPOSIÇÕES SUBALTERNAS
A-I
PROPOSIÇÕES SUBALTERNAS
E-O
PROPOSIÇÕES CONTRADITÓRIAS
A-O e EI
A metade de fundo branco vai para um(a) estudante. A outra metade (cinza), para outro(a). Essas palavras vão servir para marcar os quadrinhos do jogo, intercaladamente. Em vez de palavras, podem ser usadas imagens dos filósofos (e filósofas) de um período da história da filosofia (veja os modelos do jogo da velha comum, propostos em outro capítulo deste projeto). Lembre-se de adequar o tamanho das imagens.
REGRAS BÁSICAS DO JOGO DA VELHA FILOSÓFICO MÚLTIPLO:
1)      O jogo da velha múltiplo (com 54 quadrinhos) segue as regras do jogo da velha comum (com 09 quadrinhos), com uma dupla de jogadores (antes: X e O).
2)      O jogo da velha filosófico troca o X e o O por rostos de filósofos(as) ou palavras fundamentais de uma corrente filosófica ou área da filosofia em estudo.
3)      No jogo da velha comum cada competidor, para vencer, tem que fazer três marcas do mesmo tipo na sequência de três X ou O, na horizontal, na vertical ou na diagonal. O jogo, então, acaba. No jogo da velha múltiplo, o jogo continua em outros quadrinhos próximos, seguidos. E as marcas (ou melhor, no jogo da velha filosófico múltiplo, as folhinhas com palavras ou rostos) continuam valendo. Quem marcar três imagens ou palavras com o fundo de mesma cor faz um ponto a cada vez que sequenciar.
4)      Um competidor tem que fazer suas sequências de três e, ao mesmo tempo, impedir que o outro faça as suas sequências.
5)      De cada jogo anterior só poderão ser aproveitadas uma coluna e uma linha, numa sequência de três, sempre. (9\9) Poder-se-á aproveitar também uma casa qualquer de jogo anterior que permita fazer uma sequência de três. OU Poderão aproveitar duas colunas\linhas, apenas, em sequências de marcação de três. (6\9)
6)      Numa tabela separada ou numa folha comum de caderno separada ambos jogadores anotarão cada ponto.
7)      Quem fizer mais pontos, ao final, vencerá o jogo.
8)      Sugere-se que não se marque, a cada vez, depois do ponto inicial, além do espaço de dois quadros, acompanhando as bordas marcadas do primeiro, e assim por diante.
OBSERVAÇÃO: Raciocínio, observação e atenção tornam-se necessários redobradamente. O raciocínio lógico básico é mais ainda exigido. Veja um exemplo teste grosseiro, simples, abaixo:
 
PASSO A PASSO PARA A AULA (sugestão):
(1)Formar duplas de colegas, de preferência próximos(as), dando um conjunto de material do jogo para cada uma.
(2)Explicar as regras básicas, dando um exemplo no quadro da sala, com giz ou canetão.
(3)Tempo dado para o jogo: +- 15 minutos. Pedir para repetir, se todos os grupos quiserem.
(4)Terminado o jogo: TEMPESTADE DE IDEIAS em torno das palavras e\ou imagens.
(5)Anotar ideias no quadro.
(6)Explicação do(a) professor(a).
(7)Se possível, estude trechos de texto(s) de filosófos(as).
(8)Uma possibilidade é fazer uso das palavras utilizadas no jogo dentro do Dicionário Básico Ilustrado de Filosofia e Língua Portuguesa, solicitando que cada estudante procure os significados e os anote no referido dicionário, ampliando, deste modo, seu aprendizado. Sobre este dicionário, ver capítulo próprio neste projeto.
Bom jogo e excelente aprendizado a cada estudante!
Mais exemplo, com outra possibilidade, mas também simples, com a tabuada de somar.:

 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

DICIONÁRIO BÁSICO ILUSTRADO DE FILOSOFIA E LÍNGUA PORTUGUESA (Prof. José Antônio Brazão.)

Uma boa atividade interdisciplinar que pode ser feita em diálogo com a Língua Portuguesa é um dicionário básico, simples e ilustrado, feito em caderno comum, no qual cada estudante anote, a cada mês, palavras desconhecidas e outras cujo significado possa ser aprofundado. Feito pelos próprios estudantes.
Passo a passo: (a) aquisição de um caderno comum; (b) dividir o caderno em 26 partes, cada qual correspondendo a uma letra do alfabeto da língua portuguesa, conforme a Nova Ortografia; (c) fazer um levantamento de palavras desconhecidas e outras que possam ser melhor compreendidas, tanto da filosofia quanto da língua portuguesa que tenham relação com a filosofia ou que apareçam em aulas, leituras e estudos de Filosofia; (d) anotar cada palavra, conforme a letra que a inicia; (e) com o auxílio de dicionários de língua portuguesa comuns, anotar, na frente de cada palavra, seus significados; (f) para facilitar mais ainda a compreensão, colar imagens relacionadas a cada palavra, obtidas em revistas velhas, jornais fora de uso, panfletos e materiais que possam ser reciclados; também podem ser feitos desenhos simples, feitos por cada estudante, em seu respectivo dicionário; (f) a cada semana ou mês, ir atualizando o dicionário, com isto ampliando-o. Apresentar o dicionário ao(à) professor(a) de Filosofia para que verifique o andamento, até mesmo por motivo de avaliação (avaliar cada dicionário elaborado, com cuidado, mostrando o progresso de cada estudante). O dicionário também poderá ser mostrado ao(à) professor(a) de Língua Portuguesa, tendo em vista seu caráter interdisciplinar.
Essa é uma das várias ideias que nasceram, no trabalho docente, no Colégio Estadual Deputado José de Assis, como forma de dialogar e ajudar a reforçar o aprendizado de Língua Portuguesa e de Filosofia. Com efeito, o dicionário tem por objetivos a ampliação vocabular de cada estudante, contribuindo para que disponha de mais palavras e ideias em seu repertório linguístico, e um aprendizado reflexivo e mais aprofundado de Filosofia. Outras ideias você poderá encontrar passeando por este blog, nessa busca constante de diálogo com a Língua Portuguesa e de aprendizado mútuo. Embaixo há Postagens Antigas. Dê uma olhada nelas também e você encontrará possibilidades de diálogos interdisciplinares da Filosofia com a Língua Portuguesa e até mesmo com outros componentes curriculares.
Há dois ou três anos atrás, duas professoras de Língua Portuguesa do colégio, vendo dificuldades de aprendizado nesse conteúdo, com gráficos em mãos, pediram que outros professores e professoras pudessem ajudar no reforço do aprendizado dessa matéria escolar. Desde então, venho me empenhando por ajuda-las no que me seja possível. Várias ideias surgiram. Uma dessas ideias foi, agora, logo no início de 2015, o Dicionário Básico Ilustrado de Filosofia e Língua Portuguesa.
Professor(a) de Filosofia, o diálogo interdisciplinar, neste caso, com a Língua Portuguesa (e também com outras áreas de ensino-aprendizagem) é fundamental, possibilitando um maior aprendizado de cada estudante. O dicionário relatado é fácil de ser feito, baratíssimo (quase sem custo), exige pesquisa estudantil, leitura e anotação. Além do mais, no diálogo com o professor e a professora e toda a turma, a problematização e a reflexão filosóficas.
Abaixo vão algumas imagens de dicionários que começaram a ser feitos por estudantes da turma E1M01 do Colégio Estadual Deputado José de Assis. As palavras caverna, mito, razão e outras foram propostas por mim, no intuito de preparar a turma para o estudo subsequente do mito da caverna, do filósofo grego Platão. E, de fato, professor(a), você pode propor palavras para a pesquisa e as anotações dos dicionários, além daquelas que cada estudante perceba como necessárias a acrescentar.




 












domingo, 5 de julho de 2015

POSSIBILIDADE DIDÁTICA - JOGO DE CARTAS COMO UM RECURSO DIDÁTICO NO ENSINO DE FILOSOFIA (Prof. José Antônio Brazão.)














O jogo didático acima é uma possibilidade que pode ser aplicada, vez ou outra, em sala de aula, como um recurso didático possível, dentre muitos e imagináveis, no ensino de Filosofia. Pode ser, talvez, adaptado para o ensino de outros conteúdos, como Biologia, História, Física, Matemática, etc., num processo de criação de novos. Professor(a) de Filosofia, crie, invente, veja possibilidades que o(a) auxiliem no trabalho de ensino-aprendizagem. E estude muito, sempre. Também pesquise, faça cursos. Tudo isto poderá ser-lhe de muito valor para o aprimoramento de seu trabalho escolar.

BARALHO FILOSÓFICO APLICAÇÃO POSSÍVEL (Prof. José Antônio Brazão.)

*O baralho filosófico é um jogo didático que pode auxiliar no aprendizado de ideias básicas de filosofia, na percepção de imagens (por exemplo, rostos de filósofos e filósofas, de pensadores, entre outras).

*Divida a turma em grupos de quatro jogadoras e jogadores (estudantes).

*Entregue uma cópia desse baralho para cada grupo.

*Peça que leiam a regra proposta e que a sigam ou que joguem do modo como melhor acharem, como um baralho comum.

*Lembre que cada rosto repetido corresponde a um naipe do baralho.

*Lembre também a toda a turma o valor educativo desse jogo.

*Tempo de jogo dos grupos: de 15 a 20 minutos, aproximadamente. Talvez menos.

*Terminadas as jogadas dos grupos, peça que virem todas as cartas, colocando-as de cabeça para cima. Cada estudante, de cada grupo, poderá virar as de um naipe (rosto de um filósofo [ou filósofa]). No centro, coloquem o rei, a rainha, o valete e o curinga, de forma ordenada, cada um(a) com seu naipe possível.

*Viradas e organizadas as cartas, em todas as mesas, professor(a), peça que leiam cada carta por vez, um naipe por vez. Peça a opinião de estudantes dos grupos sobre o naipe que virou. Então, levante uma questão para debate coletivo, como, por exemplo: Que problema(s) esse pensador\filósofo\cientista enfrentou? (Tempestade de ideias, aberta.) A seguir, explique o conteúdo de cada carta.

*Pergunte à turma, ainda em grupos, do que cada um(a) lembra-se a mais, que tenha estudado a respeito de cada pensador. Levante possíveis problemas, questionamentos, reflexões.

*Junto com o baralho filosófico, o estudo de trechos curtos de textos escritos pelos pensadores e pensadoras que estejam presentes no baralho é fundamental.

*Outros recursos complementares possíveis: mapas, banners, outros que queira usar. Ver os propostos no Projeto Recursos e Jogos Didáticos Para o Ensino de Filosofia. No caso de mapas e banners, enquanto os grupos jogam, ponha-os no quadro da sala.

*Ao final, professor(a), faça a conclusão. Imagine outras formas de aplicar este recurso.
Para mais recursos didáticos veja no site da Secretaria de Educação do Paraná:

http://www.filosofia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=156

quinta-feira, 4 de junho de 2015

ENTRE O CÉU E O INFERNO - FATOS DA CIÊNCIA NO MUNDO CONTEMPORÂNEO (Prof. José Antônio Brazão.)

Desenho feito por uma aluna, a partir de um outro desenho passado no quadro, em 2015, em aula.
A energia é igual ao valor da massa multiplicada pela constante da velocidade da luz ao quadrado. É a descrição da fórmula famosa de Albert Einstein, famoso físico alemão que viveu entre meados do século XIX e meados do XX. E = MC2 (o dois, aqui, indica quadrado, a multiplicação da constante da velocidade da luz por si mesma). Essa fórmula aponta a existência de uma profunda relação entre a energia e a matéria (massa), indicando que uma pode transformar-se na outra.

No transcurso dos milênios, os seres humanos aprenderam a transformar movimento em energia e energia em movimento: a energia dos braços ou dos animais em energia mecânica em máquinas, a energia dos ventos em movimento de moinhos e barcos, a energia do vapor em movimento de navios a vapor, e outras coisas mais. Nos últimos séculos, aprenderam a transformar também a energia elétrica em luminosa (lâmpadas), bem como a força da matéria da água em energia elétrica em turbinas nas usinas. E assim por diante.

A curiosidade de Einstein, unida aos vastos conhecimentos que lhe vieram das muitas leituras e debates com amigos interessados em física, professores e outras pessoas, junto com a genialidade, permitiram-lhe perceber que também a matéria pode transformar-se em energia e vice-versa. Há, inclusive, dois exemplos fortíssimos que evidenciam essa relação, essa transformação: a explosão de bombas atômicas e o nascimento do universo por meio do Big Bang.

No primeiro caso, o das bombas, a liberação da energia contida na matéria dos átomos estilhaçados de urânio ou outro elemento radioativo, capaz de destruir cidades inteiras! Matéria transformada em uma tremenda energia. No caso de bombas atômicas, o inferno! A comparação é por conta do calor imenso liberado por elas, além da radiação e da força incrivelmente destrutiva.

No caso do Big Bang, a explosão que deu origem ao universo e a tudo que nele existe, uma imensa energia, com um imensíssimo calor que dela foi liberado, com a formação de subpartículas atômicas (partículas muito menores que um átomo), que, com o passar do tempo, foi-se esfriando no espaço vazio e frio, permitindo que tais subpartículas se unissem e formassem átomos de hidrogênio. Unidos formaram imensas estrelas, galáxias e alguns elementos formados, por pressões, dentro das estrelas, outros com a explosão muitas delas. Energia que transformou-se e transforma-se, ainda hoje, no âmbito estelar, em matéria e vice-versa. Formaram-se, assim, os céus.

Vale lembrar que Einstein previu a transformação da energia em massa (matéria) e vice-versa. Quem inventou as primeiras bombas atômicas foi um grupo de cientistas, durante a II Guerra Mundial, principalmente, com base nas ideias do cientista alemão. Quem descobriu o Big Bang foi um cientista norte-americano chamado Edwin Hubble (1889 – 1953), um grande e sagaz astrônomo, que descobriu galáxias e o movimento delas, evidenciando o movimento do universo e imaginando que ele poderia vir de um ponto inicial. Einstein o conheceu.

Esses dois casos mostram claramente o como a ciência dos últimos séculos, devedora de toda a história passada, com seus percalços e seus avanços, vem sendo capaz de descobrir coisas incríveis, mas, ao mesmo tempo, por conta de seu uso econômico-político-militar, também capaz de, a partir de certas descobertas, fabricar armas de destruição em massa. No mundo de hoje, inclusive, há milhares de bombas, capazes de, juntas, destruírem a Terra muitas vezes.

Criação (o “céu”) e destruição (o “inferno”) do mundo, dois eventos fundamentais que se interligam de alguma maneira, frutos das descobertas e das ciências humanas (aqui, as ciências criadas pelos seres humanos). É claro, pode-se perceber que nenhuma descoberta científica é neutra, ou seja, não é pura descoberta, mas é fruto de necessidades econômicas, políticas, de desafios humanos, da necessidade da sobrevivência, por um lado, e do enriquecimento do outro, aliado à busca e ao empenho de manutenção do poder.

A neutralidade científica é um mito, criado de propósito, que se torna perigo por esconder o jogo de interesses que está por trás dela (ou dele). O interesse dos cientistas de descobrirem e desvendarem os segredos do cosmos alia-se aos interesses econômicos, políticos e militares, já citados. Muito dinheiro é investido nas pesquisas e isto demanda a contrapartida do resguardo e da defesa dos últimos interesses.

O telescópio e o satélite espaciais que auxiliam no desvendar dos íntimos segredos do universo também servem para vigiar povos, movimentos de tropas, entre outros usos militares e políticos. Isto não desmerece a ciência, mas faz lembrar que é preciso atentar para o fato de que ela não tem nenhuma neutralidade. É preciso olhar a ciência com olhos críticos, isto é, olhos que problematizam, questionam, são capazes de pôr em dúvida a fundamentação do que se encontra por trás de cada descoberta, tanto do passado quanto do presente. É preciso o olhar filosófico, atento e interpretativo, aliado a um trabalho interdisciplinar com outras áreas do conhecimento humano, como as das ciências humanas, também não neutras.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

LUDO DE HISTÓRIA DA FILOSOFIA DA ANTIGUIDADE TARDIA AO MUNDO CONTEMPORÂNEO (Prof. José Antônio Brazão.)



Uma atividade possível, no trabalho de ensino-aprendizagem de Filosofia pode ser, vez ou outra, em sala de aula, em grupos de até quatro estudantes, voltados(as) uns(umas) para os(as) outros(as), o jogo do ludo. Este pode ser o ponto de partida para um bom estudo, em sala de aula, de certa época da história da filosofia ocidental. Professor(a) de Filosofia, crie também os seus e faça bom uso!
Além das páginas coladas, formando um jogo de ludo simples, serão necessários também um dado de seis faces para cada grupo e botões ou tampinhas coloridas comuns, um(a) para cada jogador(a), para que possa ir pelo percurso do jogo.
E lembre-se sempre, professor(a), os textos escritos por filósofos e filósofas, ao longo dos séculos e milênios, são a matéria-prima do estudo da Filosofia. Estude-os sempre. No uso do ludo, aproveite, após explica-lo e discuti-lo com as turmas, para trabalhar textos diretos de filósofos(as).
Bom proveito!

E não deixe de dar uma olhadinha em outros ludos contidos neste site, em outras datas. Clique em Postagens Antigas (ou Anteriores) e procure-os. Eles estão aí para ajudar você, professor(a), e a você que é um(a) interessado(a) em filosofia.